Avaliação de chocolates finos

Provavelmente você já ouviu falar de terroir, principalmente se o assunto for vinhos. Agora, o mesmo conceito de terroir, aplica-se ao cacau? Pode parecer estranho, mas o terreno e o cuidado de certos mestres chocolatier também podem produzir maravilhas com o cacau. Se você puder provar uma dessas clássicas barras vai descobrir o verdadeiro sabor do chocolate. É verdade, não é só blah, blah, blah… Embora já tivesse provado ótimos chocolates dark, até já comentamos nos posts Antioxidantes naturais. Saiba o que o chocolate pode fazer pela sua saúde e Chocolate Escuro vs. Chocolate ao Leite, também tinha dúvidas quanto a superioridade de algumas marcas, e se de fato, o terroir do cacau impactava — assim como acontece no vinho e no café — na qualidade final do chocolate. Degustação realizada, chegamos a algumas conclusões.

Sim, o terroir de grandes crus de cacau como o Chuao, Madagascar, produz chocolates incomparavelmente melhores que as tradicionais barras “Dark” encontradas no mercado. E olha pessoal, vale cada dólar gasto nessas barras.

Onde podemos comprar os chocolates de connoisseur como a Amedei, Pralus, Bonnat e Slitti? No Brasil, infelizmente, não podemos. Essa é a má notícia. Desconheço quem importe regularmente esses produtos. Em todo caso, quem puder comprar lá fora fará um excelente negócio.

Dessa nossa lista matadora ainda ficou de fora Michel Cluizel e Pierre Marcolini que devem integrar a próxima degustação (espero que muito em breve). Outro detalhe, provar chocolates com alto percentual de cacau não é uma tarefa fácil (do ponto de vista técnico). Mesmo provando pedaços pequenos, a uma certa altura é muito fácil perder o paladar. Por outro lado, a experiência de reunir marcas ícones e degustá-las simultaneamente é fantástica. Gostei da brincadeira!

Relação de chocolates degustados em ordem de classificação:

1. Amedei Chuao 70% cacau

Produzido a partir do rei dos reis entre os Crus de cacau, o Chuao, na Venezuela, o Amedei Chuao 70% foi o campeão disparado na degustação e fez jus a fama que tem. A Amedei dispensa muitas apresentações, seus chocolates apresentam muita personalidade e um acabamento impecável. De cor menos escura que os demais, levemente avermelhado, o Amedei mostrou uma complexidade excepcional. Aroma assertivo e muito frutado; sabor que lembra ameixas, uvas passas e frutas vermelhas, com uma textura macia e incrível acidez. Final longo e bem equilibrado, sem amargor. Fazendo uma analogia com os vinhos, o “Chuao” seria o Romanée Conti do cacau.

Preço: US$11,95 / 50g

2. Bonnat Chuao 75%

Outro excelente chocolate confeccionado com os grãos da cacau de Chuao. A francesa Bonnat, de Voiron, é um grande nome entre os chocolates finos, tradição que vem desde 1884. Nessa barra com 75% de cacau “Chuao”, a característica frutada também está presente. Não chega a ter a intensidade e o sabor da Amedei, mas impressiona por sua qualidade. No paladar é delicado, lembrando frutas vermelhas, acidez fina e ótima doçura.
Preço: US$ 8,25 / 100g

3. Pralus Fortíssima 80%

O francês François Pralus é um competente e premiado artesão de chocolates. Desde 1991 busca extrair o máximo dos melhores crus das variedades Criollo, Trinitario e Forastero. O Fortíssima 80% leva cacau apenas do Equador; com um perfil diferenciado, seu aroma é intenso, lembrando frutas secas como figo, avelãs e nozes. Encorpado, porém não parece que o chocolate tem 80% de cacau, tendo em vista sua classe e equilíbrio.
Preço: US$ 8,35 / 100g

4. Scharffen Berger Bittersweet 70%

Ótimo trabalho desenvolvido por essa jovem indústria fundada 1996, em Berkeley, na Califórnia. Em 2005 a empresa foi adquirida pela Hershey´s, mas acho que a qualidade não foi comprometida, pelo menos até agora. A cor é escura, mas não negra, o sabor é surpreendentemente frutado. Para a confecção do Bittersweet 70% foram utilizados nove tipos de grãos de cacau. Nessa barra predominam as notas de frutas vermelhas e citrinos. Na boca tem uma acidez viva, textura muito macia e saborosa, com um final longo e levemente adocicado. Excepcional relação qualidade/preço, por U$5 vale a pena comprar algumas barras.
Preço: US$ 5 / 85g

5. Bonnat Asfarth Dark Milk Chocolate 65%

Quem gosta de chocolate ao leite vai se esbaldar com o Asfarth Milk 65%. O produto integra a nova linha de chocolates ao leite da Bonnat que utilizam grãos selecionados de diferentes ilhas da Indonésia: Asfarth, Java e Surabaya. Muito aromático, ao melhor estilo dos grandes chocolates ao leite. Textura cremosa e delicada, sem exageros de gordura ou traços excessivos de aromatizantes. Delicioso, difícil não devorar a barra de uma só vez.
Preço: US$ 8,25 / 100g

6. Scharffen Berger Extra Dark 82%

O Extra Dark 82% mostrou complexidade e equilíbrio, mesclando aromas de cereja, café, tabaco e um agradável tostado. Muito saboroso e intenso, o Extra Dark 82% está longe de ser áspero. Assim como o Pralus, não parece que você está degustando um chocolate de mais de 80% de cacau.
Preço: US$ 5 / 85g

7. Slitti Lattenero Milk Bar 70%

A italiana Slitti é outra pequena empresa que aposta nos chocolates ao leite com alto percentual de cacau (45%, 51%, 62% e 70%). Apesar de ser um ótimo chocolate, o Lattenero 70%, não chegou a me impressionar. Não identifiquei nenhuma característica que o destaca-se, salvo a sua cremosidade nitidamente superior aos demais chocolates de 70% de cacau.
Preço: US$ 9,35 / 100g

8. Jubileu Extra Noir 70%

Não é tão complexo e rico quanto os anteriores, porém apresentou uma ótima relação qualidade/preço, isso aqui no Brasil, o que é o melhor de tudo. Em destaque as frutas secas como castanhas, avelãs e notas tostadas. O palato é bem agradável, com uma leve adstringência.
Preço: R$7,80

9. Lindt & Sprüngli Dark Extra Fine 85%

Um bom chocolate na categoria com mais 80% de cacau. Mais tostado e tem pouca fruta, pesadão demais para o meu gosto. Achei o Scharffen Berger Extra Dark 82% e o Pralus Fortíssima 80% mais equilibrados e interessantes. Da Lindt ainda prefiro o 70% cacau, mais suave e amarra menos na boca.
Preço: R$12

10. Hershey´s Special Dark 60%

Lastimável. Sem dúvida o pior de todos os chocolates degustados. Aliás, em relação aos artesanais, tivemos que deixá-lo de lado tamanho abismo de qualidade. Logo no primeiro contato revela a presença de aromatizantes artificiais (ao gosto do americano). Na boca é gorduroso e doce demais, enfim, muito sem graça.
Preço: R$8

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QVTV #1: Dicas de como tirar um bom café espresso

Faz um tempo que estávamos ensaiando, mas agora finalmente saiu o primeiro videocast do QVinho TV. Nosso objetivo é produzir conteúdo regular e de alta qualidade, sempre pertinente com os temas desse blog. Os vídeos irão complementar nosso conteúdo escrito, trazendo uma linguagem mais leve e dinâmica. Quem possuir um iPod poderá assinar via Itunes esse conteúdo exclusivo. Também está disponível uma versão do vídeo em HD.

Neste primeiro episódio falamos sobre café espresso, na realidade uma demonstração de como preparar corretamente um espresso. Utilizei uma Elektra Micro Casa a Leva e um moinho Mazzer Mini. Grãos do Blend Santo Grão misturados com o Intelligentsia - Kenya Gaturiri.

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Château Léoville Las Cases 2002

Avaliar um grande vinho é sempre uma tarefa complexa, ao contrário de bebê-lo. Mas, o que é mesmo um grande vinho? Essa pergunta costuma iniciar discussões acaloradas entre os apreciadores. Deixando de lado a subjetividade, podemos identificar um grande vinho por alguns critérios bem tangíveis. O primeiro deles é geográfico; todo grande vinho é produzido em uma região demarcada, geralmente de vinhedos muito específicos. O segundo critério é histórico; todo grande vinho possui um legado de avaliações muito positivas. Por fim, o último critério é o resultado da soma dos dois primeiros; o preço elevado. Muita gente com dinheiro disputando uma produção limitada faz o preço subir, uma velha lógica de mercado que funciona como relógio suiço no mundo dos vinhos.

Quem gosta de vinho já está farto de ler e ouvir sobre os grandes, geralmente caríssimos, como esses que apresentamos aqui nesse post. O que todos se perguntam é: Esses vinhos são realmente melhores que tantos outros de regiões próximas, algumas vezes mais baratos? Claro que sim! Assim como Marilyn Monroe será sempre mais bonita e charmosa que aquela colega loira que você acha o máximo. Um grande vinho tem fascínio, assim como uma diva do cinema; não dá para comparar com qualquer coisa. No caso dos vinhos, esse fascínio nunca é por pouca coisa.

Château Léoville Las Cases 2002

É bom lembrar que fascínio não tem preço, porém vinhos de qualidade excepcional têm; e atualmente podem ser comprados por um valor na casa dos 100 dólares (nos Estados Unidos, óbvio). Por 100 dólares podemos encontrar vinhos excepcionais de todas as regiões clássicas, sem dúvida existem muitos que custam ainda menos, mas vamos estabelecer esse teto. Acima disso a balança começa a pender demais para o lado do fascínio.

Esse preâmbulo é para apresentar o Grand Vin de Léoville du Marquis de Las Cases 2002 - grande em todos os sentidos - que comprei pela internet por exatos $99 numa loja nos Estados Unidos. O Léoville Las Cases é um Bordeaux do segundo caldo (na classificação oficial de 1855) produzido na comuna de St. Julien. É um dos chateaux mais antigos de Bordeaux, com uma história que começa em 1638. Em meados do século 17 já era reconhecido como um dos melhores da região, atrás apenas do Latour, Lafite, Margaux e Haut Brion. O Château Leoville Las Cases, atualmente, goza de enorme prestígio, e é comandado com competência pela família Delon, que emprega cuidados meticulosos e alta tecnologia. Robert Parker é categórico ao afirmar que esse château está entre os melhores de Bordeaux, que seu vinho é tradicional e necessita de pelo menos 10 anos de envelhecimento para mostrar todas as suas qualidades. Parker conferiu 100 pontos às safras 1982 e 1986; 99 pontos à safra 2000 e 98 pontos à safra 2005. A revista Wine Spectator também costuma ser generosa, concedeu 100 pontos às safras 2000 e 2005. A safra 2002 que degustamos recebeu 95 pontos do Parker e 94 pontos da Wine Spectator. Apenas para efeito de comparação, a famosa safra 2005 não é encontrada por menos de $400 (EUA)! O que uns pontinhos a mais não fazem…

Acredito que os leitores do QVinho queiram saber a nossa opinião, não é mesmo? Pois sim, o Léoville las Cases 2002 - um corte de Cabernet Sauvignon (66,7%), Merlot (14,5%), Cabernet Franc (13,9%) e o resto de Peti Verdot - não decepcionou, mesmo sendo muito jovem. Vinhos desse tipo precisam de um preparativo, você não pode abrir um Bordeaux desse naipe e simplesmente servir. O vinho precisa respirar. Abrimos a garrafa para comprovar o seu estado. Ufa! Para nossa sorte não estava com nenhum defeito, mas como previsto, o vinho estava fechado. Decanter nele! Depois de 8 horas começamos a degustação. A cor do Leoville las Cases 2002 era rubi escura, sem nenhum traço de evolução e com lágrimas abundantes. Nariz muito agradável e complexo de frutas negras e caixa de charutos; a boa evolução do vinho no copo vai revelando notas de mentol, minerais e um evidente toque floral. Encorpado e potente, porém sem perder a classe, uma vez que os taninos são abundantes e de excelente qualidade. A textura do vinho impressiona. O equilíbrio é muito bom; nada de álcool em excesso ou falta de acidez. O final é ótimo, longo e persistente. O Léoville Las Cases 2002 é um vinho classudo e refinado que, sem a menor dúvida, terá vida bem longa. Apesar disso, preciso esclarecer ao caro leitor que esse vinho pode frustrar as expectativas, principalmente daqueles bebedores acostumados com os atuais exemplares do Novo Mundo. Refiro-me aos vinhos redondos, frutados e com muito carvalho que existem aos montes por aí. Se você gosta desse estilo, esqueça do Léoville Las Cases, procure por um Bordeaux de perfil mais moderno e modesto.

Valeu os $99? Com certeza! O problema é que esse vinho chega no Brasil custando muito caro. Já encontrei o Léoville Las Cases por até R$1.600 (safra 2003) e nunca vi por menos de R$700 (safra 2004). Nessas condições não recomendo como uma boa compra, salvo se você for um connoisseur com muito dinheiro e preguiça de viajar.

Excepcional
Um grande vinho. Fruta fresca, complexidade, textura excelente e uma estrutura fenólica para longo repouso na adega. Gostaria de ter algumas caixas para ir curtindo ao longo do tempo.

Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: Adquirido por $99 nos EUA. No Brasil o preço varia de $400 a $900.
Importadora: Várias

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Nederburg do megagrupo Distell mostra a força do vinho sul-africano

É curioso observar como certos acontecimentos podem rotular negativamente um país durante décadas. A África do Sul sabe muito bem o que é isso. A péssima imagem perante o mundo durante o Apartheid – regime de segregação racial que vigorou até 1990 – impediu que o país mostrasse suas virtudes. Tudo ficou soterrado no terreno das disputas raciais; uma minoria branca dominando e impondo restrições a uma maioria de negros. Já imaginou o tamanho do problema? Quem não ouviu falar de Nelson Mandela? Pois é, o Prêmio Nobel da Paz de 1993 conseguiu combater e expor ao mundo as injustiças e a vergonha que era o regime repressor do Apartheid. Mas deixando de lado as rusgas políticas e sociais, o legado britânico, francês e holandês também deixou coisas boas. O vinho foi uma delas. O setor vitivinícola renasceu na África do Sul pós Apartheid, e seus vinhos voltaram ao mercado internacional, depois de anos de sanções ao comércio com o país. Tudo bem que o vinho, assim como o Críquete e o Rugby, foram implantados para preservar os nobres hábitos da aristocracia e abastecer os mercados externos (principalmente o Reino Unido). Porém, não se enganem, ainda hoje o filé mignon está no ouro. E, em mais algumas minas de urânio, ferro, cobre, diamante…

O país que sediará a Copa do Mundo de 2010 está investindo pesado para ganhar projeção, e principalmente, conquistar novos mercados. Há algumas semanas estivemos num evento de promoção da vinícola Nederburg, pertencente a gigante companhia sul-africana Distell. Originada em 2000, a Distell nasceu a partir de uma fusão de duas tradicionais empresas, a Stellenbosch Farmers’ Winery (SFW) e da Distillers Corporation. Para resumir, basta dizer que a Distell é dona da marca do licor Amarula, aquele do rótulo do elefante, que para cada garrafa comercializada deve existir outras cinco imitações, inspirações, falsificações etc. Com uma tradição vitivinícola de mais de dois séculos, a Nederburg está localizada no distrito de Paarl (Pérola), a 60Km da Cidade do Cabo. Em comparação com outras regiões vitivinícolas da Península do Cabo como Stellenbosch, Constantia e Cape Point, Paarl é mais quente e está mais distante do mar. Porém, ainda assim sofre uma influência marítima, tanto do Atlântico quanto do Índico.

Razvan Macici - Enólogo da NederburgO enólogo responsável pelos vinhos da Nederburg, o romeno Razvan Macici, esteve no wine dinner realizado em Curitiba para falar sobre o seu trabalho. Razvan foi até a África do Sul para trabalhar temporariamente numa vinícola também pertencente ao grupo Distell; depois acabou recebendo o convite para cuidar dos vinhos da Nederburg. Daí foi uma passo para formar uma família e estabelecer suas raízes na África do Sul. Para atingir mercado globais, os vinhos sob a tutela de Macici possuem uma pegada típica do vinho moderno: concentração, potência e um carvalho mais evidente. Por outro lado, uma vantagem da Nederburg pertencer ao grupo Distell é que os vinhos conseguem chegar com preços bem competitivos no mercado brasileiro. De modo geral, sempre achei os vinhos sul-africanos muito caros, apesar de existirem excelentes rótulos. Exceções a parte, no que tange a relação qualidade/preço, a África do Sul ainda sai em desvantagem.

 

Vejam as fotos do evento (Flickr)

Nederburg Chadonnay 2006 - R$40

Para mim esse vinho segue a linha dos Chardonnay californianos: encorpados e com madeira presente. Na confecção desse Chardonnay, 50% da uvas fermentaram em tanques de aço inox e 50% realizou fermentação malolática em barricas de carvalho. Aroma de boa intensidade, ressaltando as aromas de baunilha e um tostado emprestado da madeira do carvalho. Algumas notas de damasco, mel e manteiga. Na boca é encorpado, cremoso, boa acidez e generosa untuosidade. Final de boca bem gostoso, prolongado e alcoólico.

Nederburg Cabernet Sauvignon-Shiraz 2006 - R$34,40

Esse corte surpreendeu apresentando um bom conjunto. Vinho honesto e equilibrado, com taninos de boa qualidade e nariz intenso.

Nederburg Private Bin Shiraz 2003 - R$75,90

A Shiraz tem apresentado excelentes resultados na África do Sul, por isso muitos produtores fazem vinho de produção limitada com essa uva, esse é o caso do Private Bin da Nederburg. Vinho de produção baixa, feito a partir de vinhas velhas sem condução (videiras antigas crescem como arbustos), com maturação de 12 meses em carvalho francês e americano. O vinho é potente, encorpado e surpreendentemente jovem. Aroma sedutor de frutas negras maduras, muita especiaria e um indefectível toque de borracha. Os taninos ainda incomodam um pouco, porém é uma excelente pedida para quem gosta de vinho bombado.

Nederburg Private Bin Cabernet Sauvignon 2005 - R$75,90

Fiquei surpreso com o estilo desse Cabernet Sauvignon, sem dúvida conseguiu se destacar frente aos outros rótulos. É um ótimo Cabernet, com equilíbrio e taninos de qualidade superior. Amadureceu 24 meses em barricas de carvalho francês e romeno. O nariz tem boa intensidade e complexidade, lembrando cassis, tabaco e notas de eucalipto.

Nederburg Pinotage 2005 - R$34,40

Não poderia faltar o vinho com a cepa nacional da Africa do Sul, a Pinotage, um cruzamento desenvolvido no início do século XX a partir da Pinot Noir e da Cinsaut. A África do Sul criou até uma associação, a Pinotage Association, com o intuito de desenvolver pesquisas, estabelecer melhores práticas e promover a uva Pinotage. O Nederburg Pinotage mostrou-se bem acessível e fácil de beber. Nesse rótulo o amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e americano não chega sobressair à fruta. Bouquet de boa intensidade lembrando frutas vermelhas frescas como morango e amoras, mesclado a um toque sutilmente adocicado e lácteo. Leve na boca, com taninos macios, e um final não muito longo.

Confira a cobertura online feita via Twitter

Os vinhos da Nederburg são importados pela Porto a Porto / Casa Flora

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QVinho marcou presença no BlogCampSP 2008

BlogCampSP 2008

Muita gente pensa que apreciador de vinho é metido, que gosta de falar difícil e, quase sempre, tem prazer em ridicularizar o gosto das “pessoas normais”. Essas criaturas são chamadas de enochatos e infelizmente existem aos montes. Nós gostamos de vinho pra valer e temos prazer em tratar sobre esse assunto, entretanto acreditamos que o vinho possui um incrível poder de aproximar as pessoas, por isso não concordamos com o pedantismo que circunda no universo brasileiro do vinho.

Quando fiquei sabendo do BlogCampSP 2008, logo percebi que seria uma excelente oportunidade para iniciarmos nossa cruzada contra o pedantismo. Leiam a definição de um BlogCamp (texto completo aqui):

O BlogCamp Brasil é uma comunidade em torno de um evento, baseado na metodologia do Espaço Aberto (Open Space Technology), onde os participantes organizam a própria pauta, formando pequenos grupos de discussão sobre determinado tema. Num BlogCamp, os temas atendem as demandas da blogosfera, gerando debates que se propõem a discutir formato, posicionamento, atividades, ativismo, comportamento, conteúdo, ética, licença e tudo o que for relevante para os participantes presentes, dentro do macro-tema BLOG.

Esse tipo de evento é fundamental para a evolução da blogosfera, sendo assim o QVinho não poderia ficar de fora, tampouco deixar de propagar a maravilhosa cultura do vinho e da gastronomia. Durante o Blogcamp São Paulo, realizado nos dias 30 e 31/08, conhecemos muitas pessoas legais e pudemos debater sobre diversos assuntos. Uma experiência muito gratificante! Aproveitamos para agradecer aos organizadores do evento. Estão todos de parabéns!

Confiram tudo que rolou no BlogCampSP (Twitter)

Vejam as fotos do BlogCampSP (Flickr)

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Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006

Vinho chileno Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006Confesso não entender o preciosismo que alguns críticos atribuem a uva Pinot Noir. É certo que esta variedade produz alguns dos mais aristocráticos e nobres vinhos do planeta, os “grandes da Borgonha”. Mas coitada da Pinot, frequentemente malhada quando não atinge o status de “sublime”, sofre com o preconceito por causa da sua cor desbotada. Um bom vinho não é necessariamente encorpado e potente, nem escuro e denso, por isso é importante separar as coisas. Já presenciei muita gente desprezando bons Pinots, simplesmente por terem menos cor. Um exemplo disso é o Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006; um vinho leve e versátil, mas que facilmente é desprezado em favor rótulos mais potentes, como os populares Cabernet Sauvignon e Syrah da própria Ventisquero. Produzido no Valle de Casablanca, uma região mais fria e com influência marítima, que é mais conhecida pelos vinhos brancos. Essa D.O tem atraído investimentos para produção de tintos, principalmente Pinot Noir, devido a boa adaptação desta cepa nesse terroir específico.

O Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006 tem cor grená com transparência evidente. O nariz apresenta boa intensidade; frutas vermelhas discretas com um leve toque herbáceo, além de notas de carvalho tostado. Leve e com taninos que não incomodam. Não é alcoólico, mesmo assim deixa a desejar em equilíbrio. Bom final, apesar de não impressionar muito. A Ventisquero acertou a mão quando resolveu não exagerar nesse vinho (carvalho e álcool), mesmo assim algumas pessoas podem acha-lo fraquinho.

Bom
Esse Pinot Noir do Valle de Casablanca é gostoso e direto. Vai bem com uma infinidade de pratos.

Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: R$48

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Angélica Zapata Malbec Alta 2003 - Catena

Vinho Catena Angélica Zapata Malbec 2003Atendendo a pedidos dos fãs da Malbec, e em especial, da Catena Zapata, comentaremos sobre um dos mais procurados rótulos dessa Bodega, o Angélica Zapata Malbec. Sou um fã confesso do trabalho desenvolvido por Nicolás Catena em prol da uva Malbec. Graças a sua aguçada visão e tino comercial, o vinho argentino ganhou projeção e o merecido respeito no cenário internacional. Hoje, encontramos inúmeros vinhos argentinos muito bem avaliados pela crítica. Ponto para a Catena! Enquanto muitos dos seus pares argentinos começam a dar os primeiros passos e tentam acertar a mão, a marca Catena já é sinônimo de vinhos de alta qualidade. Concentração, potência e complexidade, sem nunca deixar de lado a classe, assim são os vinhos da Catena. O vinho que degustamos, o Angélica Zapata Malbec Alta 2003 é resultado de um mistura de uvas Malbec provenientes dos vinhedos de: Angélica (860m), La Pirámide (940m), Altamira (1.180m) e Adriana (1.500m). Com características distintas de solo e clima, cada um desses lotes contribuiu para um produto final de grande distinção e complexidade. Não é toa que o Angélica faz tanto sucesso. O vinho consegue aliar uma fruta muito exuberante, potência e equilíbrio. Não decepciona os amantes do vinho moderno, e mesmo quem não aprecia o estilo dos Malbecs argentinos, não pode questionar o excelente acabamento e harmonia desse vinho. Ainda jovem, cor rubi viva e halo violáceo, o Angélica Malbec 2003 esbanja intensidade e persistência no seu bouquet. Nos primeiros instantes exala um aroma ligeiramente marcado pelo carvalho francês (50% novo), mas sem sobrepor a riqueza de frutas negras maduras como cassis e cerejas. Alguns minutos depois revela notas de chocolate, licor, especiarias doces e um leve tostado. Na boca é vigoroso, taninos finos e extremante sedosos, muito equilibrado. O fim de boca é longo e generoso em álcool (14,5%). Delicioso hoje, o Angélica é uma perfeita expressão do estilo moderno; fácil de beber e oferece prazer imediato.

Excelente
Um clássico da uva Malbec. Pronto para beber hoje, mas quem quiser esperar mais alguns anos deve provar um vinho ainda mais fino.

Grad. Alcoólica: 14,5%
Importadora: Mistral
Preço: R$ 114

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Degustações de grandes vinhos de Bordeaux é só no QVinho

Chateau Pavie

É isso aí pessoal! Nos próximos meses começaremos uma série de degustações com vinhos de Bordeaux que ganharam muita projeção nos últimos anos graças as elevadas pontuações concedidas por críticos como Robert Parker, Jancis Robinson e Wine Spectator. Mas nossa idéia é não chover no molhado, dizendo quão excepcional e saborosos são esses vinhos. Até porque falar de vinhos outstanding é muito fácil. Não, queremos discutir um pouco sobre os mitos que cercam esses vinhos, a polêmica das críticas e o tratamento dado no varejo. Sim, caríssimos leitores, alguns pontos merecem esclarecimento. A começar pelo exagero das margens de algumas importadoras e restaurantes até as informações fora de contexto que figuram nesses catálogos. Coisas do tipo “excepcional relação qualidade/preço, um achado” ou “uma barganha por um vinho de alta qualidade do Medóc”. Essas críticas são mentirosas? Não, de forma alguma. Somente esqueceram de avisar os consumidores brasileiros, por exemplo, que o Chateau Cos D´Estournel 2003 Saint Estéphe que recebeu 98 pontos do Robert Parker e 97 da Wine Spectator, custa na terra dos caras que avaliaram esse vinho (EUA) $205, ou seja, R$339. Logo, o preço médio de R$1.200 praticado pelas importadoras no Brasil, não pode ser considerado uma ótima compra. Fico pensando por quanto um vinho desses vai chegar num restaurante, talvez mais de R$ 2 mil? Ah, quer saber, vão pentear macaco!

Nessa primeira bateria já estão programadas as degustações dos seguintes vinhos: Château Pavie 2004 Saint-Emilion Grand Cru (RP 95), Château Cos d’Estournel 2003 Saint-Estèphe (RP 98 / WS97), Château Léoville Las Cases 2002 Saint-Julien (RP 95 / WS 94). Vale ressaltar que os vinhos em questão foram adquiridos pelos editores do Qvinho, ou seja, não ganhamos como amostra, nem aproveitamos algum evento ou degustação coletiva, OK? Muita tranqüilidade, vinho no decanter e taça cheia (para nossa felicidade). Aguardem os próximos posts.

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Máquina de café espresso: Aprenda a escolher uma para sua casa ou escritório

Máquinas de espresso do QVinhoTenho observado um crescente interesse por máquinas de espresso, não apenas aqui no QVinho, mas em todos os lugares. Isso não é um modismo, é uma tendência que veio para ficar. Primeiro porque esse método de preparação é muito superior a qualquer outro; segundo porque é um jeito diferente de encarar a dose diária de cafeína, uma questão de estilo e prazer. Quem adquire esse hábito, dificilmente irá deixá-lo e ainda corre o risco de virar um aficionado. Quando isso acontece surge uma vontade – insistente e persistente - de ter uma máquina de espresso. Nesse ponto começam a aparecer algumas dúvidas - que pretendo ajudar a esclarecer neste artigo e nos próximos posts. Qual máquina comprar? Qual sistema é melhor? Antes, porém, quero relatar a minha experiência.

Foto: Máquinas do QVinho - Elektra Micro Casa a Leva, Saeco Via Venezia e moinho Mazzer Mini.

Espresso é uma invenção italiana que ganhou popularidade no período pós-guerra. Como todos sabem, a Itália viveu um boom econômico nessa época de prosperidade. Assim nasceu o “estilo italiano”, com sua indústria da moda, dos carros esportivos e também do café espresso (ah, antes que algum leitor venha dar um puxão de orelha quanto a grafia com “s” recomendo a leitura do artigo Cafe Espresso em casa). Nunca vou esquecer da primeira vez que entrei em uma loja de máquinas de espresso, foi na minúscula Siena, estava abarrotada de máquinas de todos os tipos. Naquele momento, ainda como um neófito, fiquei surpreso com a diversidade de produtos para fazer uma coisa tão simples, porém logo percebi que tudo era uma questão de estilo.

Máquinas domésticas de espresso são essencialmente muito parecidas, mesmo assim podem ser facilmente classificadas pelo grau de envolvimento humano na sua operação. Inovações como as cápsulas da Nespresso, ou ainda os saches, visam minimizar a intervenção humana na extração do espresso. Todo o processo é rápido, limpo e não requer nenhum conhecimento, mas como nada é perfeito, o espresso deixa a desejar em intensidade e aroma. Outro tipo de máquina bem interessante é a Super Automática, um equipamento tudo em um; você coloca a água em um compartimento, os grãos de café em outro e basta apertar um botão para a engenhoca tirar o espresso. Essas máquinas são muito práticas, funcionam relativamente bem, mesmo que não alcancem a qualidade de um espresso bem tirado numa semi-automática. O único inconveniente é que precisam de manutenção: limpeza periódica das partes internas. São mais práticas no momento de tirar o café, porém dão mais trabalho depois. As máquinas semi-automáticas com portafiltro pressurizado são curiosas, possuem uma válvula que se abre após uma certa pressão, produzindo um café cremoso sem muitas dificuldades. Porém não se engane, o creme é “fake” e o espresso deixa a desejar em concentração e intensidade. Todas as máquinas da Saeco usam portafiltro pressurizado, menos a minha (uma Via Venezia tunada). Agora com um portafiltro modificado para comercial, a máquina funciona mil vezes melhor!

Tipos de máquina de café espresso

Aqui é preciso abrir um parênteses, se você é um tradicionalista que gosta de fazer as coisas como devem ser feitas, esqueça a história da praticidade. Cápsulas, saches, portafiltro pressurizado e máquinas super automáticas são excelentes inovações para facilitar a vida, mas de maneira alguma substituem o jeito tradicional, que consiste no uso de máquinas semi-automáticas (ou manuais) com um bom moedor e seguindo as regras mencionadas aqui.

Todas as máquinas semi-automáticas italianas são ótimas (as suiças e espanholas também), possuem poucas diferenças técnicas e são compostas, basicamente, por uma caldeira, bomba, resistências e termostatos:

  • Bomba: É sempre de vibração - normalmente Ulka - e sua pressão não tem a menor importância;
  • Caldeiras: Podem ser em latão, aço inox ou alumínio, sendo que este último material é inferior, geralmente empregado nas máquinas mais baratas;
  • Resistências: Aquecem a água;
  • Termostatos: Controlam a temperatura da água de uma maneira bastante elementar, ligando e desligando a resistência.
  • Existem outros dispositivos, como a válvula selenóide, mas isso não tem muita importância para usuários domésticos.

Quer saber qual máquina é melhor? Sem sombra de dúvidas, aquela que empregar mais metal e estiver sendo vendida pelo menor preço. Uma boa máquina de espresso é pesada, usa muito latão, aço inox e nada de plástico. Só isso. O resto é tudo uma questão de estilo, design e funcionalidade.

Na continuação desse post falarei sobre as grandes marcas, modelos clássicos e o que recomendo comprar. Aguardem!

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Presente do Dia dos Pais: Dicas de vinho e acessórios

O Dia dos Pais esta chegando. Mas ao escrever esse post já tinha a consciência da limitação de alcance do mesmo. O título “Dicas de vinhos para o Dia dos Pais” apesar de sugestivo e bacaninha, padece por não atingir quem de fato precisaria ler esse artigo. Imaginem uma matéria como essa numa Claudia, Nova, Marie Claire, Capricho e Tititi. Ah, aí sim, seria bonito de ver, certamente teríamos muito mais pais felizes! Esse é o paradoxo do artigo, os maiores interessados em receber os presentes compõem o grosso da nossa audiência (más notícias para o papais leitores do QVinho). Mas, fazer o quê? De qualquer forma, aqui vão algumas dicas para o nosso público masculino que também tem pais para presentear e para os mais 20% de mulheres que compõem nossa audiência. E, aproveitando o momento, faço um apelo para os nossos leitores indicarem o blog - obviamente com segundas intenções - para suas esposas, namoradas, colegas de trabalho etc; assim as chances da turma acertar na escolha do vinho podem aumentar consideravelmente.

A mulherada reclama muito da falta de criatividade dos homens. No Dia das Mães, por exemplo, presentear com uma utilidade doméstica é quase um afronto. Não interessa se o fogão é um La Cornue, ou se as panelas são da Alessi e as facas da Laguiole (a não ser que sua mãe seja uma Chef), a mensagem que está por trás desses produtos é: mulher Amélia. Ou seja, tudo o que o feminismo mais abomina. No fundo uma grande besteira, mas deixa pra lá! No entanto, o que vemos no Dia dos Pais? Pijamas, aventais de churrasco, DVDs e celulares; nada contra esses presentes, todos são muito úteis (talvez mais que os mimos que eu vou recomendar). Porém, como o negócio aqui é comida e vinho, nossas dicas vão girar dentro desse universo. Assim se o seu pai é do tipo que não está nem aí para esse assunto e gosta mesmo de futebol, então infelizmente você está no blog errado.

Máquina de café NespressoLevando-se em consideração que os tickets dos presentes podem oscilar de R$50 a R$250, selecionei alguns vinhos, livros e acessórios úteis que podem dar um charme extra para o presente do Dia dos Pais, além de aumentar a sua moral com o coroa. Os livros são sempre uma excelente opção, tanto para os iniciantes como para quem já curte o tema. Já para a compra dos vinhos é interessante conhecer um pouco do gosto do seu pai. Vinhos mais encorpados, ricos em fruta e carvalho, ao bom estilo do Novo Mundo ou vinhos mais clássicos, menos diretos que podem demandar alguns anos de amadurecimento? Não sabe? Não tem importância, desde que a intenção seja boa e o vinho de qualidade, seu pai provavelmente gostará. Na linha dos acessórios não faltam opções, desde saca-rolhas, taças, decanters até adegas climatizadas; tudo vai depender da sua verba. Ok, alguns brinquedos são caros mesmo. Uma saída, em famílias mais numerosas, é fazer uma `vaquinha´, assim é mais fácil viabilizar a compra de uma tão sonhada adega climatizada ou porque não uma bela máquina de espresso (nessa brincadeira a família toda sai ganhando).

Quem ficar com alguma dúvida em relação aos produtos sugeridos pode me contatar pelo MSN: jacksonbrustolin@hotmail.com

Livros sobre vinho e gastronomia

  • Vinho: o Guia Fundamental para o Apreciador Moderno, Oz Clarke – R$85
  • A Arte de Degustar o Vinho, Enrico Bernardo (Comp. Ed. Nacional) – R$62
  • A Bíblia do Vinho, Karena MacNeil (Ediouro) – R$132
  • El vino – Nuevo Atlas Mundial, Hugh Jonson e Jancis Robinson (Blume) – R$207
  • A Cozinha de Paul Bocuse, Paul Bocuse (Editora Record) – R$50

Adegas Climatizadas

  • Adega Climatizada GE para 16 Garrafas – R$749
  • Adega Climatizada Suggar para 24 Garrafas – R$999
  • Adega Climatizada Brastemp para 40 Garrafas – R$1.899

Taças, decanters e acessórios

  • Taça Riedel Vinum Extreme Cabernet/Merlot – R$128/unid.
  • Decanter Riedel Duck 1L – R$898
  • Decanter L´Esprit et Le Vin “Prestige” (em forma de pato) - R$455
  • Taça Bourgogne Spiegelau – R$46/unid.
  • Kit Taça Strauss Bordeaux Grand Cru (6 unid.) – R$221
  • Saca-Rolhas Trudeau dois estágios Soft Touch – R$34
  • Bomba à vácuo Trudeau para conservar vinhos (c/ 2 tampas) – R$79

Máquinas para café espresso

  • Gaggia Evolution - R$859
  • Nespresso Essenza Automática C100 – R$ 1.050
  • Ascaso Semi Profissional Dream - R$1.999
  • Saeco Odea Go Gry - R$2.999

Vinhos

  • Montes Alpha Syrah 2004 - R$78
  • Quinta da Cortezia Touriga Nacional 2004 - R$50
  • Douro Quinta do Vale Dona Maria - R$180
  • Salentein Pinot Noir 2004 - R$73
  • Gran Callia 2004 - R$132
  • Terrazas Reserva Chardonnay 2007 - R$65
  • Château Doisy-Daëne Sauternes 2005 - R$208
  • Porto Graham´s Six Grapes - R$75
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