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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Jomar</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/author/jomar/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Champanhe</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/#comments</comments> <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[França]]></category> <category><![CDATA[champanhe]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6448</guid> <description><![CDATA[Qualquer pessoa sabe que o champanhe, o vinho original, feito na França na região de mesmo nome, é um produto caro e elitista. Em grandes eventos, é sempre sinônimo de status e pujança econômica. Em comemorações, nada é mais chique do que servir champanhe. Quer impressionar em um encontro romântico? Peça champanhe! Mesmo que o&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_6483" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6483" title="Avenue de Champagne em Epernay - Endereço de maisons famosas" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6648.jpg" alt="Avenue de Champagne em Epernay - Endereço de maisons famosas" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">Avenue de Champagne em Epernay - Endereço de maisons famosas</p></div><p>Qualquer pessoa sabe que o champanhe, o vinho original, feito na França na região de mesmo nome, é um produto caro e elitista. Em grandes eventos, é sempre sinônimo de status e pujança econômica. Em comemorações, nada é mais chique do que servir champanhe. Quer impressionar em um encontro romântico? Peça champanhe! Mesmo que o líquido não agrade a companhia, o preço certamente impressionará. Acho que não existe vinho tão social (e sensual) como o champanhe.</p><p
style="text-align: center;">***</p><p><em>Neste post utilizo o termo Champagne, iniciando em maiúsculo e com &#8220;gn&#8221; para fazer referência a região de origem; champanhe, em minúsculo e com &#8220;nh&#8221; fica reservado para falar sobre o vinho.</em></p><p
style="text-align: center;">***</p><p>Mas será que <a
title="A região de Champagne" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Champagne_%28wine_region%29" target="_blank">Champagne</a> pode ser considerada berço de grandes vinhos? A resposta é óbvia: sim! Em Champagne encontramos todos os elementos chaves para a produção de grandes vinhos, por isso não pense que a fama do champanhe é injustificada. Estive em <a
title="Epernay" href="http://en.wikipedia.org/wiki/%C3%89pernay" target="_blank">Epernay</a>, no coração de Champagne, para aprender sobre o mais famoso (e melhor) vinho borbulhante do mundo.</p><div
id="attachment_6486" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6486" title="Vinhedos em Mesnil-sur-Oger - Um dos mais nobres (e caros) terroirs da França" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6563.jpg" alt="Vinhedos em Mesnil-sur-Oger - Um dos mais nobres (e caros) terroirs da França" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">Vinhedos em Mesnil-sur-Oger - Um dos mais nobres (e caros) terroirs da França</p></div><p>Champagne é a terra das <em><a
title="Lista de casas produtoras de Champagne" href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Champagne_producers" target="_blank">maisons</a></em>, como são chamadas as empresas produtoras de champanhe. Diferentemente de outras regiões da França, onde as <a
title="Appellation d'origine contrôlée" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Appellation_d%27origine_contr%C3%B4l%C3%A9e" target="_blank">AOC´s </a>possuem grande força e conhecimento por parte dos apreciadores, em Champagne são as <em>maisons</em> que gozam de todo o prestígio. <a
title="Le Mesnil-sur-Oger" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Le_Mesnil-sur-Oger" target="_blank">Le Mesnil</a> e <a
title="Ambonnay" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ambonnay" target="_blank">Ambonnay</a> são nomes que não dizem muita coisa para um enófilo, mas são AOC´s de importância similar a <a
title="Montrachet" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Montrachet" target="_blank">Montrachet</a> e <a
title="Romanée-Conti" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Domaine_de_la_Roman%C3%A9e-Conti" target="_blank">Romanée-Conti</a> no universo do champanhe. Esse padrão é típico de Champagne, uma vez que aqui quase todos os vinhos são <em>assemblages</em> (de uvas, safras e vinhedos). A lógica é criar um estilo, e toda casa de Champagne quer ser reconhecida pelo seu estilo, por isso precisam controlar cada detalhe da produção. A ironia é que alguns dos mais raros e caros champanhes não são <em>assemblages</em>, mas sim <em>vintages</em> de um único vinhedo, como a Krug Clos du Mesnil e a S de Salon.</p><div
id="attachment_6487" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6487" title="Le Mesnil" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6637.jpg" alt="Le Mesnil" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">O melhor champanhe é sempre feito com uva de vinhedos Grand Cru.</p></div><p>O grande barato de ir até Epernay é poder provar uma grande quantidade de champanhes a preço justo, mas principalmente conhecer rótulos que não chegam até nós. É bom lembrar que champanhe top nunca é barato, portanto não pense em encontrar &#8220;barganhas&#8221; em Epernay; uma safra recente de S de Salon, Cristal ou Krug não é vendida por menos de 250 euros. Visitar uma <em>maison</em> também é programa obrigatório, a preferida dos turistas é a Moet &amp; Chandon, mas outras casas também oferecem visitas guiada.</p><div
id="attachment_6488" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6488" title="Vilarejo de Mesnil-sur-Oger" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6557.jpg" alt="Vilarejo de Mesnil-sur-Oger" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">O vilarejo de Mesnil-sur-Oger</p></div><p>A minha incursão em Champagne foi para visitar duas <em>maisons</em>, a Salon/Delamotte em Mesnil-sur-Oger e a Deutz em Aÿ, mas também para conhecer a região, visitar os vilarejos e comer sua comida (sempre acompanhada de champanhe). Sobre os dois primeiros produtores falarei em outro post, agora quero deixar as minhas impressões sobre o que vi e provei. Não costumo ter muitas preferências quando o assunto é vinho, tudo é uma questão de momento, companhia e comida, embora eu sempre diga: &#8220;gosto mesmo é de vinho bom!&#8221; Agora, quando o assunto é champanhe, tenho que admitir a minha paixão pelos blanc de blanc. Existe algo de mágico no <em>terroir</em> de Cotê des Blanc, lá a chardonnay encontra condições especiais, é a &#8220;alma&#8221; do melhor vinho espumante do mundo. Que me desculpem os fãs da pinot noir, mas para mim boa parte do encantamento único do champanhe provem das uvas chardonnay dos melhores vinhedos da Cotê des Blanc. A mineralidade e a acidez viva da chardonnay formam o caráter espiritual do melhor champanhe. Não importa a marca, quase todo champanhe de alto nível emprega uma certa quantidade de chardonnay de Avize, Cramant, Oger e Mesnil-sur-Oger, notoriamente as melhores AOC´s da Côte des Blanc. Talvez a única exceção seja o <a
title="Krug Clos d`Ambonnay" href="http://www.agoodnose.com/index.php?action=page&amp;p=champagne">Krug Clos d´Ambonnay</a>, o champanhe mais caro e exclusivo que um &#8220;mero mortal&#8221; pode comprar, feito no estilo blanc de noir com 100% de pinot noir. Não caro leitor, eu não provei a joia da coroa da Krug, afinal não posso dispor de mais de 3 mil dólares numa garrafa de vinho.</p><div
id="attachment_6489" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6489" title="Guy Charlemagne" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6559.jpg" alt="Guy Charlemagne" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">A casa Guy Charlemagne em Mesnil-sur-Oger.</p></div><p>Alguns dos melhores champanhes que provei foram blanc de blanc: <strong>S de Salon 1999</strong>, <strong>Amour de Deutz 2003</strong>, <strong>Delamotte Blanc de Blanc 2002,</strong> <strong>Guy Charlemagne Brut Réserve</strong> e <strong>Collard Picard Dom Picard</strong>. Dos três primeiros falarei em outro post, agora é a vez de apresentar o Guy Charlemagne e o Collard Picard. <a
title="Champanhe Guy Charlemagne" href="http://www.champagne-guy-charlemagne.com/" target="_blank">Guy Charlemagne</a> é um pequeno produtor, mas com a sorte de ter um bom pedaço de terra em Mesnil-sur-Oger, um privilégio para poucos. O seu <strong>Réserve Brut</strong> é um blanc de blanc não safrado feito apenas com uvas de Mesnil-sur-Oger. Um belo champanhe, fresco é muito vívido, frutas cítricas dominam no nariz, uma boa presença mineral define o vinho na boca. Por menos de 40 euros, Guy Charlemagne oferece uma ótima opção para quem deseja conhecer as características básicas de um dos grandes <em>terroirs</em> da França. Outro produtor que chamou a minha atenção foi <a
title="Champagne Collard Picard" href="http://www.champagnecollardpicard.fr/" target="_blank">Collard Picard</a>, com o seu delicioso <strong>Dom Picard Blanc de Blanc</strong>. Estabelecido em Villers Sous Chatillon, no Vallée de la Marne, este pequeno produtor também possui vinhedos em Oger e Mesnil-sur-Oger. O Dom Picard Blanc de Blanc é delicioso, tem um estilo leve e refrescante, com aromas de maça verde, flores e brioche. Por 28 euros, não bebi champanhe melhor que a Dom Picard. Para nossa sorte, ainda existem ótimos champanhes a preços competitivos, uma pena esses vinhos não terem importação no Brasil.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A África do Sul</title><link>http://www.qvinho.com.br/enoturismo/a-africa-do-sul/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/enoturismo/a-africa-do-sul/#comments</comments> <pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:05:05 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6258</guid> <description><![CDATA[Para muitos, a África do Sul remete aos problemas sociais decorrente do Apartheid, ou ainda, mais recentemente, como o último país sede da Copa do Mundo. Para quem gosta de vinhos, no entanto, este país é visto como mais um dos integrantes do time do “Novo Mundo”, diretamente associado a sua variedade de uva mais&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/enoturismo/a-africa-do-sul/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_6266" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6266" title="Vinhedo da Nederburg em Paarl" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5372-2.jpg" alt="Vinhedo da Nederburg em Paarl" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">Vinhedo da Nederburg em Paarl</p></div><p>Para muitos, a África do Sul remete aos problemas sociais decorrente do Apartheid, ou ainda, mais recentemente, como o último país sede da Copa do Mundo. Para quem gosta de vinhos, no entanto, este país é visto como mais um dos integrantes do time do “Novo Mundo”, diretamente associado a sua variedade de uva mais emblemática, a Pinotage. A verdade é que nós brasileiros sabemos muito pouco da África do Sul, da sua riquíssima história, da complexa questão da segregação racial e dos ótimos vinhos que vão muito além da Pinotage.</p><div
id="attachment_6268" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6268" title="Casa Colonial - África do Sul" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5461-2.jpg" alt="Casa Colonial - África do Sul" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">Típica casa colonial da região do Cabo</p></div><p>Em recente viagem a Cidade do Cabo pude aprender um pouco mais sobre sua história, contemplar os belíssimos vales cultivados e provar vinhos que dificilmente saem de lá. A África do Sul, como nação, começou em 6 de abril de 1652 pelas mãos de Jan van Riebeeck, importante membro da Companhia Holandesa das Índias Orientais (<a
title="Companhia Neerlandesa das Índias Orientais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Neerlandesa_das_%C3%8Dndias_Orientais" target="_blank">Vereenigde Oost-Indische Compagnie</a> ou, simplesmente, VOC), que fortificou na atual Cidade do Cabo um porto de abastecimento para navios mercantes holandeses. Jan van Riebeeck percebeu de imediato o potencial da região, plantou vinhas e em 1659 já vinificava a primeira safra. Não demorou muito para a atividade vinícola prosperar. Em 1685 o então administrador da colônia, Simon van der Stel conseguiu driblar algumas normas da VOC, que proibiam que pessoas da companhia adquirissem terras, para comprar em seu nome 800 hectares na atual localidade de Contantia. Van der Stel foi um visionário, percebeu que o vale de Constantia possuía um clima especial, com influência oceânica e solos vermelhos profundos. Tratou de limpar a vegetação da área com a mão de obra escrava da VOC, plantou vinhas e construiu do nada uma vinícola modelo. Em 1692 os vinhos de Constantia já eram reconhecidos como os melhores do Cabo, ganhando fama na Europa, iniciando assim a história de uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo.</p><div
id="attachment_6269" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6269" title="Waterfront - Cidade do Cabo" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5239.jpg" alt="Waterfront - Cidade do Cabo" width="580" height="281" /><p
class="wp-caption-text">Waterfront com a Table Mountain ao fundo - Cidade do Cabo</p></div><p>O auge do vinho sul africano veio um pouco depois, quando Hendrik Cloete comprou em 1778 uma das melhores fazendas do vale de Constantia. Cloete iniciou um manejo bastante radical, plantando apenas variedades brancas, colhendo as uvas tardiamente e muito maduras, produzindo um vinho alcoólico e naturalmente doce. Nascia assim o Constantia, talvez o mais famoso vinho do Novo Mundo, o único que ganhou o respeito e a preferência de boa parte da nobreza européia. A empreitada de sucesso da família Cloete projetou o vinho sul-africano mundo afora, atraiu novos investidores e propiciou o desenvolvimento de outras regiões além de Constantia.</p><div
id="attachment_6272" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5518-2.jpg" alt="Observatório de baleias em Walker Bay" title="Observatório de baleias em Walker Bay" width="580" height="384" class="size-full wp-image-6272" /><p
class="wp-caption-text">Observatório de baleias em Walker Bay</p></div><p>Após um século de sucesso do vinho de Constantia, a África do Sul sofreu uma série de episódios que arruinaram com sua indústria vinícola. Primeiro a philoxera, responsável por dizimar os vinhedos, depois as guerras entre o Império Britânico e os colonos locais, por fim o regime do <a
title="Apartheid" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid" target="_blank">Apartheid</a> (1948-1994). Esses acontecimentos históricos são fundamentais para entender o vinho sul-africano, embasado em tradições antigas, mas que desde o fim do apartheid tenta ganhar espaço frente a outros produtos do Novo Mundo.</p><div
id="attachment_6275" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5771-2.jpg" alt="Camps Bay" title="Camps Bay" width="580" height="384" class="size-full wp-image-6275" /><p
class="wp-caption-text">Camps Bay - Badalada praia da Cidade do Cabo</p></div><p>Atualmente a África do Sul busca uma afirmação do seu potencial produtivo, tentando agradar o consumidor oferecendo o que mais se procura no mercado. Vinhos frutados, acessíveis, com bom corpo e certa doçura natural. A conhecida estratégia do Novo Mundo, também se faz presente aqui. A prova disso foi a onda de replantio ocorrida nas últimas décadas, substituindo variedades de uva branca por tinta, buscando atender ao gosto do consumidor médio atual. É curioso observar esse fenônemo em um lugar que ficou famoso justamente por seu vinhos brancos, notoriamente o doce Vin de Constance. Não por acaso, pude comprovar a ótima qualidade dos brancos sul-africanos, que nem sempre é notada nos tintos. Mesmo que eu tenha preferido os brancos, provei alguns tintos de excelente qualidade que comprovam a diversidade de estilos que a África do Sul pode produzir. Clima e terroir para isso existem.</p><div
id="attachment_6276" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5526-2.jpg" alt="Ostras frescas" title="Ostras frescas" width="580" height="384" class="size-full wp-image-6276" /><p
class="wp-caption-text">Ostras frescas são comuns na Cidade do Cabo</p></div><p>Tradicionalmente, a África do Sul é um país de uvas brancas, a Chenin Blanc ainda é a variedade mais cultivada, apesar da crescente expansão do plantio de uvas tintas. Sauvignon Blanc e Chardonnay também aparecem em destaque, com boa adaptação a região do Cabo, apresentando ótimos resultados. A Moscatel é um capítulo a parte, uma vez que dá origem a quatro especialidades sul africanas, o Vin de Constance, o Muscadel e o Jeripigo. Semillion, Gewurztraminer, Riesling e Viognier fecham o time das brancas. As variedades tintas são as mesmas encontradas em quase todo o Novo Mundo, com excessão da Pinotage, a híbrida de Pinot Noir e Cinsault que serve de estandarte para o vinho sul africano. Alguns dos melhores vinhos são produzidos nas regiões de Stellenbosch e Paarl, mas Walker Bay e o vale de Constantia também merecem atenção. O clima é marcado pela influência marítima, com dias quentes e ventos frios do oceano.</p><div
id="attachment_6277" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/africa-do-sul-5529-2.jpg" alt="Tiger Praws" title="Tiger Praws" width="580" height="384" class="size-full wp-image-6277" /><p
class="wp-caption-text">Tiger Praws, o camarão &quot; tigrado&quot; típico da costa leste da África</p></div><p>Além dos vinhos, a Cidade do Cabo oferece bons restaurantes e ótima infraestrutura para turismo. Vale a pena passar alguns dias na cidade, passear pelo Waterfront, comer frutos do mar a preços convidativos e, principalmente, visitar algumas vinícolas nas regiões de Stellenbosch, Paarl, Constantia e Walker Bay. A África do Sul encanta, e a Cidade do Cabo é um dos principais atrativos deste país cheio de contrastes.</p><p><em>* Aguardem pelo próximo post com o review dos vinhos provados.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/enoturismo/a-africa-do-sul/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Receita: Spaghetti ao ragù de pato</title><link>http://www.qvinho.com.br/receitas/spaghetti-ao-ragu-de-pato/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/receitas/spaghetti-ao-ragu-de-pato/#comments</comments> <pubDate>Thu, 22 Sep 2011 14:32:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Receitas]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6079</guid> <description><![CDATA[É impressionante a variedade de pratos que podemos obter com a mesma base de ingredientes. As massas, tão apreciadas pelos italianos, servem de bom exemplo. Um simples spaghetti permite infinitas possibilidades, por isso é bom não minimizar a complexidade de execução de um bom prato a base de massa. Para comprovar essa afirmação, resolvi botar&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/receitas/spaghetti-ao-ragu-de-pato/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/spaghetti-ragu-pato-1450.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-6083" title="Spaghetti ao Ragù de Pato" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/spaghetti-ragu-pato-1450-500x331.jpg" alt="Spaghetti ao Ragù de Pato" width="500" height="331" /></a></p><p>É impressionante a variedade de pratos que podemos obter com a mesma base de ingredientes. As massas, tão apreciadas pelos italianos, servem de bom exemplo. Um simples spaghetti permite infinitas possibilidades, por isso é bom não minimizar a complexidade de execução de um bom prato a base de massa. Para comprovar essa afirmação, resolvi botar a mão na massa e fazer um spaghetti caseiro no tradicional bigolaro. Como bom descendente de italianos da região do Veneto, mantenho algumas tradições, entre elas o gosto pelas massas caseiras, que no Veneto quase sempre são feitas com trigo de grão mole. Essa diferença é fundamental, afinal toda massa comercial italiana é produzida com trigo de grão duro. Na realidade a massa veneta mais emblemática é o <em>bigoli</em>, um tipo de spaghetti  mais grosso, com espessura mais adequada ao uso do trigo de grão mole. Como não disponho da forma de bigoli fiz spaghetti mesmo, adicionando um pouco de trigo de grão duro a mistura para deixá-la menos quebradiça. Para o molho, nada melhor que um tradicional ragù de pato, sempre a melhor opção para esse tipo de massa. Não caro leitor, não espero que você disponha de um bigolaro para apreciar essa receita, portanto afirmo que este prato também deve ficar delicioso com um tagliatelle ou pappardelle, formatos que podem ser feitos artesanalmente em casa, bastando apenas um rolo para esticar a massa e uma faca para cortá-la na largura desejada. Vamos a receita:</p><h2>Massa:</h2><ul><li>300g de farinha de trigo de grão mole;</li><li>100g de farinha de trigo de grão duro;</li><li>4 ovos caipiras;</li><li>Água se necessário.</li></ul><p>Preparo:</p><p>Em um recipiente, despeje a farinha em formato de vulcão. Adicione os ovos ao centro  e vá misturando delicadamente. Quando começar a ficar pesado, ponha a mão na massa e comece a amassar. Caso necessário, adicione um pouco de água para facilitar o processo, mas lembre-se que a massa deve fica lisa e homogênea, porém sem ficar molhada. Uma vez pronta, utilize o seu equipamento preferido para alisar e cortar no formato desejado.</p><h2>Molho:</h2><ul><li>Um pato inteiro ou 5 coxas;</li><li>2 cenouras;</li><li>2 talos de salsão;</li><li>1 cebola grande picada;</li><li>150 ml de vinho marsala seco;</li><li>300 ml de molho de tomate;</li><li>Azeite de oliva a gosto;</li><li>Pimenta do reino a gosto;</li><li>Sal a gosto;</li></ul><p>Modo de Preparo:</p><p>Comece limpando o pato, retirando o excesso de gordura e cortando a carne em cubinhos. Prepare os legumes, picando tudo em um processador de alimentos. Refogue os legumes em uma panela com azeite de oliva e, quando murcharem, adicione a carne do pato juntamente com os ossos das coxas e frite em fogo alto. Frite o pato com os legumes até a carne ganhar uma coloração marrom, nesse ponto abaixe o fogo e adicione o vinho Marsala. Espere o vinho evaporar para finalmente adicionar o molho de tomate e alguns grãos de pimenta do reino.  Coloque sal, um pouco de água e cozinhe por 2 horas. Fique de olho, mexa eventualmente e não deixe reduzir demais, mas também não coloque muita água.</p><h2>Vinho recomendado: Orzada Cabernet Franc 2005</h2><p>Essa massa é rica e saborosa, por isso pede um vinho de personalidade, com boa acidez e taninos de qualidade. Resolvi arriscar com o Odjiell Orzada Cabernet Franc 2005, um chileno da região do Maule. Já havia provado em outras ocasiões o <a
title="Orzada Carignan" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/odfjell-orzada-carignan-2004/">Orzada Carignan</a>, que para ser franco, não me impressionou muito, talvez pela madeira muito evidente. Com o Orzada Cabernet Franc tive uma bela surpresa, apresentou-se fresco, com ótima fruta, notas minerais e carvalho tostado de excelente qualidade. Um vinho equilibrado e gostoso, acompanhou dignamente o ragù de pato.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/receitas/spaghetti-ao-ragu-de-pato/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Receita: Tiramisù</title><link>http://www.qvinho.com.br/receitas/tiramisu/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/receitas/tiramisu/#comments</comments> <pubDate>Sat, 06 Aug 2011 17:59:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Receitas]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5992</guid> <description><![CDATA[É sempre difícil escrever a receita de um prato clássico, afinal o que acrescentar de novo? Nada, certos pratos são clássicos justamente pela simplicidade, e nesses casos, é bom não tentar inventar. O Tiramisù é assim, a mais famosa sobremesa italiana, apesar de extremamente simples, sofre com invenções desnecessárias. O complicado do Tiramisù não é&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/receitas/tiramisu/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_6305" class="wp-caption alignleft" style="width: 590px"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/tiramisu.jpg" alt="Tiramisu" title="Tiramisu" width="580" height="384" class="size-full wp-image-6305" /><p
class="wp-caption-text">Tiramisù</p></div><p>É sempre difícil escrever a receita de um prato clássico, afinal o que acrescentar de novo? Nada, certos pratos são clássicos justamente pela simplicidade, e nesses casos, é bom não tentar inventar. O Tiramisù é assim, a mais famosa sobremesa italiana, apesar de extremamente simples, sofre com invenções desnecessárias. O complicado do Tiramisù não é prepará-lo, mas sim encontrar o seu principal ingrediente, o mascarpone, que é um laticínio italiano semelhante a um queijo cremoso. Como geralmente chega por aqui a preços muito elevados, é comum &#8220;inovar&#8221;, substituindo o verdadeiro mascarpone por produtos similares. Não quero ser chato, mas mascarpone é mascarpone, e não há nada igual. Costumo ver Tiramisù feito com cream cheese, ricota e nata batida, esse tipo de gambiarra não ajuda. A melhor alternativa, na falta do mascarpone italiano, é usar o &#8220;mascarpone brasileiro&#8221;. Sim, existem algumas empresas que fazem esse tipo de queijo aqui no Brasil, seguindo a receita italiana. Além do mascarpone, outro ingrediente importante é o café, que deve ser especial, preferencialmente espresso (em casa uso a <a
title="Bialetti" href="http://it.wikipedia.org/wiki/Bialetti">Bialetti</a>). Outro segredinho é a bebida alcoólica que é misturada ao café. Eu costumo empregar Rum envelhecido com um pouco de Amaretto Disaronno, mas outros destilados podem servir bem. Depois dessa breve introdução, vale dizer que o Tiramisù é um tipo de pavê, servido bem gelado, composto de mascarpone, ovos e biscoito champagne embebido em café. É delicioso e fácil de fazer.</p><h2>Receita e ingredientes para o Tiramisù</h2><ul><li>400 gramas de Mascarpone;</li><li>6 ovos;</li><li>100 gramas de açúcar de confeiteiro;</li><li>300 gramas de biscoito tipo champanhe coberto com açúcar;</li><li>300ml de café;</li><li>50ml de vinho Marsala, Rum ou Grappa;</li><li>Cacau em pó.</li></ul><p>Preparo:</p><p>Primeiro faça o café e deixe resfriar. Separe as gemas das claras, bata esta última, quando estiver em ponto de neve, acrescente metade do açúcar (50g) e reserve. Bata as gemas com o açúcar restante até obter um creme homogêneo, em seguida adicione o mascarpone e continue batendo até o creme ficar uniforme e consistente. Depois de bater o creme, acrescente as claras em neve e misture a mão delicadamente, até obter uma boa uniformidade. Creme pronto, pegue uma travessa de vidro de 20x30cm e coloque uma fina camada de creme no fundo. Use uma espátula de silicone para emparelhar. Em um prato fundo despeje a mistura de café com a bebida alcoólica, o suficiente para ter uma profundidade de 1cm. Molhe o biscoito no café, em ambos os lados, mas sem deixar de molho. Arranje os biscoitos embebidos na travessa, um a um, lado a lado, até formar uma camada completa. Cubra a camada de biscoitos com creme. Repita com mais uma camada de biscoito e finalize com outra camada de creme. Leve ao freezer e espere 4 horas até gelar. No momento de servir, retire do freezer e corte em pedaços com uma faca, aguarde alguns minutos e retire da travessa com a ajuda de uma espátula. Sirva com cacau peneirado por cima.</p><p><strong>Advertência! O tiramisù é feito com ovos crus, portanto faça por sua conta e risco. Utilize apenas ovos frescos e mantenha esta sobremesa sempre no freezer. </strong></p><h2>Vinho Recomendado</h2><p>O Tiramisù é um pavê de textura leve e delicada, porém muito intenso de sabores e aromas, devido a presença de café e cacau. As melhores harmonizações acontecem com vinhos fortificados, principalmente com Porto e Madeira. Outra combinação interessante é com o Marsala Doce, o típico vinho siciliano de sobremesa.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/receitas/tiramisu/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Concurso Cultural Adega Virtual GE</title><link>http://www.qvinho.com.br/variedades/qvinho/concurso-cultural-adega-virtual-ge/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/variedades/qvinho/concurso-cultural-adega-virtual-ge/#comments</comments> <pubDate>Wed, 03 Aug 2011 14:37:23 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[QVinho]]></category> <category><![CDATA[Variedades]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5982</guid> <description><![CDATA[O Dia dos Pais está chegando, e como não poderia deixar de ser, chegam também as preocupações com relação a presente. Nessas horas é bom fugir do lugar comum, evitando presentes como cintos, meias e coisas do gênero. Eu costumo recomendar um bom vinho, afinal é mais que um presente, é uma experiência única. Mas&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/variedades/qvinho/concurso-cultural-adega-virtual-ge/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/rotulos_blogs_qvinho.jpg"><img
class="alignnone size-full wp-image-5983" title="rotulos_blogs_qvinho" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/rotulos_blogs_qvinho.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a></p><p>O Dia dos Pais está chegando, e como não poderia deixar de ser, chegam também as preocupações com relação a presente. Nessas horas é bom fugir do lugar comum, evitando presentes como cintos, meias e coisas do gênero. Eu costumo recomendar um bom vinho, afinal é mais que um presente, é uma experiência única. Mas que tal ganhar uma adega GE recheada com 23 vinhos? Pensando nisso, a GE, a Importadora Vinissimo e o QVinho prepararam uma ótima oportunidade para você surpreender o seu pai. O Concurso Cultural Adega Virtual GE é a sua grande chance de ganhar uma <a
title="Adega GE " href="http://www.geeletrodomesticos.com.br/produtos/adegas/23_garrafas/23_garrafas.asp" target="_blank">moderna adega da GE</a>, mas não é só isso, você também ganhará 23 rótulos selecionados pela importadora <a
title="Importadora Vinissimo" href="http://www.vinissimo.com.br/" target="_blank">Vinissimo</a>. Para concorrer é fácil, basta curtir a <a
title="GE em Casa" href="http://www.facebook.com/GEemCasa" target="_blank">página da GE</a>, acessar o aplicativo <a
title="Adega Virtual GE" href="http://www.facebook.com/GEemCasa?sk=app_130853323673326" target="_blank">Adega Virtual GE</a> e seguir as instruções. Quando o aplicativo pedir pela garrafa que irá na adega, escreva <strong>#maisquevinho</strong>. O concurso é simples, basta contar uma grande lembrança com seu pai. As duas melhores lembranças ganharão uma adega com 23 garrafas selecionadas. O resultado sairá dia 17 de agosto. Já começou a reavivar a memória? Então clique no botão abaixo e mãos a obra!</p><p><iframe
src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?app_id=263153963700752&amp;href=http%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FGEemCasa&amp;send=false&amp;layout=standard&amp;width=300&amp;show_faces=false&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=35" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:300px; height:35px;" allowTransparency="true"></iframe></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/variedades/qvinho/concurso-cultural-adega-virtual-ge/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Casa Silva Micro Terroir Los Lingues Carmenere 2006</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/#comments</comments> <pubDate>Mon, 01 Aug 2011 01:16:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[Casa Silva]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5944</guid> <description><![CDATA[Confesso que tenho um pé atrás com a uva Carménère, variedade que virou a queridinha das vinícolas chilenas na última década. Na realidade o problema não está na uva, mas sim na ânsia (ou ganância) dos produtores, que viram nesta variedade uma grande sacada de marketing. A Carménère é uma variedade francesa, mas como foi&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/07/micro-terroir.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5972" title="Casa Silva Micro Terroir Los Lingues Carmenere" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/07/micro-terroir-500x331.jpg" alt="Casa Silva Micro Terroir Los Lingues Carmenere" width="500" height="331" /></a></p><p>Confesso que tenho um pé atrás com a uva Carménère, variedade que virou a queridinha das vinícolas chilenas na última década. Na realidade o problema não está na uva, mas sim na ânsia (ou ganância) dos produtores, que viram nesta variedade uma grande sacada de marketing. A Carménère é uma variedade francesa, mas como foi esquecida pelas bandas de lá, os chilenos trataram de se apropriar dela, inundando o mercado com rótulos de qualidade duvidosa, porém imbuídos de um certo charme de exclusividade. Mas e aí, a Carménère do Chile é realmente uma uva de primeira grandeza? Bom, várias vinícolas estão empenhadas em provar o valor da Carménère, geralmente empregada em cortes, mas poucas conseguem um resultado de alto nível com um 100% Carménère. Como bons exemplos, podemos citar o <strong>Carmin de Peumo da Concha y Toro</strong> (91% de Carménère, o resto Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc) e o <a
title="Santa Carolina Herencia" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/">Santa Carolina Herencia</a> (94% de Carménère, o resto Cabernet Sauvingnon e Malbec), que são os melhores vinhos feitos com grandes proporções de Carménère. Ainda temos o <a
title="Clos Apalta" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-casa-lapostolle-clos-apalta/">Clos Apalta</a>, que nas últimas safras contém mais de 60% de Carménère, uma proporção considerável. Mas não existe um 100% Carménère de alto nível? Pois é, todos os grandes vinhos chilenos, aqueles que são vendidos a preços absurdos, são cortes de diferentes variedades de uva. É verdade que a Carménère ganhou espaço nos últimos anos, mas por que a Concha y Toro não tem um Carmin de Peumo e um Carmin de Los Lingues, ambos 100% Carménère? Parece que os chilenos não acreditam muito no &#8220;diferencial de terroir&#8221;, ou melhor dizendo, não acreditam que um Carménère de Los Lingues seja consideravelmente diferente (para a percepção de um consumidor) de outro de Peumo, caso contrário fariam vinhos de vinhedo único, como já é feito na Argentina com inúmeros Malbecs de alto nível.</p><p>O Micro Terroir Los Lingues é um raro exemplar 100% Carménère (pelo menos não descobri informação contrária), feito pela tradicional Casa Silva de Colchagua, vinícola que conta com Mario Geisse como enólogo. Já estivemos na Casa Silva e relatamos nossas impressões <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-vina-casa-silva/">aqui no blog</a>. Vale ressaltar que a Casa Silva dedicou especial atenção ao Micro Terroir, um projeto ambicioso de mapear cada pedaço do vinhedo de Los Lingues. O site WineAnorak elaborou um<a
title="Casa Silva Micro Terroir" href="http://www.wineanorak.com/chile/vinacasasilva_microterroir.htm" target="_blank"> post completo sobre esse projeto</a>. O Micro Terroir Carménère é considerado por muita gente um dos melhores vinhos feitos com essa variedade, também penso assim, mas acredito que o seu único problema seja o preço. Na faixa de R$250 existem muitas opções de ótimos vinhos, principalmente de Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai; deixando o Micro Terroir Carménère numa situação complicada. Só para exemplificar, no mesmo patamar de preço posso comprar um vinho top do Douro como o <a
title="Douro" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/a-forca-dos-vinhos-do-douro-e-porto/">Quinta do Vale Dona Maria</a>, que oferece um refinamento que a Carménère sozinha nunca terá. A análise visual do Micro Terroir revelou um vinho de cor púrpura escura, mas com certa transparência. Ao nariz é intenso, com aroma de frutas negras maduras, tabaco; notas mentoladas e herbáceas deixam claro a sua origem. Na boca é excelente, super macio, com taninos finos e ótimo equilíbrio entre acidez e álcool. Bom final de boca, embora pudesse ser mais longo. É bem chileno ao nariz, sem nenhuma surpresa, mas na boca mostrou-se bem acima da média, convencendo com sua textura sedosa e suculenta. O Micro Terroir é bem gostoso de beber, mas definitivamente não tem um refinamento aromático para elevar o status da Carménère.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif"><img
class="alignnone size-full wp-image-159" title="Excelente" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="" width="61" height="26" /></a><br
/> Importadora: Vinhos do Mundo<br
/> Preço: R$260<br
/> Grad. Alcóolica: 14,5%</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>Receita: Coelho com pimentão</title><link>http://www.qvinho.com.br/receitas/coelho-com-pimentao/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/receitas/coelho-com-pimentao/#comments</comments> <pubDate>Mon, 30 May 2011 12:20:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Receitas]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5874</guid> <description><![CDATA[Cultura gastronômica é questão de hábito, isso fica claro quando submetemos algum prato pouco usual a pessoas acostumadas a comer sempre a mesma coisa. Geralmente a primeira reação é de desconfiança ou, muitas vezes, de repulsa. Isso acontece frequentemente com o coelho, tão popular na França e no norte da Itália, por aqui continua restrito&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/receitas/coelho-com-pimentao/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/coelho-4196.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5881" title="Coelho com Pimentão" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/coelho-4196-500x331.jpg" alt="Coelho com Pimentão" width="500" height="331" /></a></p><p>Cultura gastronômica é questão de hábito, isso fica claro quando submetemos algum prato pouco usual a pessoas acostumadas a comer sempre a mesma coisa. Geralmente a primeira reação é de desconfiança ou, muitas vezes, de repulsa. Isso acontece frequentemente com o coelho, tão popular na França e no norte da Itália, por aqui continua restrito a restaurantes caros, ou a mesa de gourmands e gourmets. Seja como for, preparei uma receita baseada em um coelho que comi no Piemonte, mais precisamente na <a
title="Osteria Dell'Unione" href="http://con-vivium.blogspot.com/2009/07/treiso-osteria-dellunione.html" target="_blank">Osteria Dell`Unione</a> em Treiso, região demarcada de Barbaresco. Originalmente chamada de <em>Coniglio con Peperoni al Barbaresco</em>, esta receita é comum na região do Barolo e do Barbaresco, talvez o prato mais emblemático da cozinha casalinga <a
href="http://it.wikipedia.org/wiki/Langhe">langarola</a>.</p><h2>Receita e ingredientes para o Coelho com Pimentão (5 porções):</h2><ul><li>1 coelho de até 1,5kg;</li><li>2 pimentões vermelhos;</li><li>2 pimentões amarelos;</li><li>200ml de vinho tinto;</li><li>2 dentes de alho;</li><li>200ml de caldo de legumes;</li><li>1 cebola;</li><li>1 cenoura;</li><li>1 talo de salsão;</li><li>1 folha de louro;</li><li>1 ramo de alecrim;</li><li>30ml de vinagre;</li><li>1 pitada de canela;</li><li>Azeite de oliva a gosto;</li><li>Manteiga a gosto;</li><li>Sal e pimenta do reino a gosto;</li></ul><p>Preparo:</p><p>Lave o coelho, limpe e corte em pedaços. Em uma panela frite os pedaços de coelho em azeite e manteiga, juntamente com o alecrim, o louro, a cenoura, a cebola, o alho amassado e o salsão. Frite bem o coelho, até ficar dourado, nesse ponto adicione um pouco de sal, pimenta moída na hora e metade do vinho. Deixe o vinho evaporar, para então incorporar um pouco de caldo e deixar cozinhando em fogo baixo com a panela fechada. Cozinhe por uns 15 minutos, então incorpore os pimentões previamente cortados em pedacinhos finos e triangulares, deite o resto do vinho e cozinhe por mais 20 minutos. Se necessário, vá adicionando um pouco de caldo para cozinhar, mas lembre-se que o molho deve ficar bem reduzido. Próximo ao final do cozimento, adicione o vinagre, uma pitada de canela e corrija o sal. Sirva com uma polenta cremosa.</p><h2>Vinho Recomendado: Casas del Bosque Gran Reserva Pinot Noir 2008</h2><p>A carne do coelho, em termos de cor e textura, está próxima do frango, porém o seu sabor é mais rico e pronunciado. É o tipo de prato que pede vinhos mais elegantes e complexos, obviamente que um Barbaresco cairia super bem, mas os preços proibitivos me levaram a escolher um pinot noir chileno. O Casas del Bosque Gran Reserva Pinot Noir é bem feito e agradável, com bom aroma de frutas vermelhas maduras e notas de carvalho tostado. Deixou a desejar em intensidade frente ao prato, mesmo assim satisfaz.</p><p>Grad. alcoólica: 14,5%<br
/> Preço: R$80</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/receitas/coelho-com-pimentao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Tokaj Classic Aszú 3 Puttonyos 2004</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/hungria/tokaj-classic-aszu-3-puttonyos-2004/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/hungria/tokaj-classic-aszu-3-puttonyos-2004/#comments</comments> <pubDate>Mon, 02 May 2011 22:43:07 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Hungria]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5770</guid> <description><![CDATA[Existem certos dogmas que precisam ser quebrados. Um deles é designar vinhos doces como sendo &#8220;de sobremesa&#8221;, como se esse tipo de bebida devesse ficar restrita a acompanhar uma sobremesa qualquer ao final das refeições. Isso não é verdade, vinhos doces de qualidade podem acompanhar uma refeição completa, inclusive existem algumas combinações clássicas. Esse é&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/hungria/tokaj-classic-aszu-3-puttonyos-2004/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/tokaj.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5774" title="Tokaji Classic Aszú 3 puttonyos 2004" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/tokaj-500x331.jpg" alt="Tokaji Classic Aszú 3 puttonyos 2004" width="500" height="331" /></a></p><p>Existem certos dogmas que precisam ser quebrados. Um deles é designar vinhos doces como sendo &#8220;de sobremesa&#8221;, como se esse tipo de bebida devesse ficar restrita a acompanhar uma sobremesa qualquer ao final das refeições. Isso não é verdade, vinhos doces de qualidade podem acompanhar uma refeição completa, inclusive existem algumas combinações clássicas. Esse é o caso do <em>foie gras</em>, dos queijos azuis e do presunto cru, que caem perfeitamente bem com um branco doce, e nada como um Tokaj para escoltar essas iguarias. Se você ainda não provou, recomendo o <strong>Tokaj Classic Aszú 3 Puttonyos 2004</strong>, um belo vinho que custa só um pouquinho mais que alguns pretensos similares do Novo Mundo, mas que oferece benefícios que só a tradição da região de Tokaj-Hegyalja pode oferecer. Tokaj é um vinho húngaro, famoso pela sua versão doce (chamado de Aszú), feito com uma certa quantidade de uvas atacadas por podridão nobre (<a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Botrytis_cinerea">botrytis cinerea</a>). Diferentemente de outros vinhos doces de podridão nobre, como o Sauternes, o Tokaj possui uma classificação de grau de podridão, o <em>Puttony</em>. Um puttony corresponde a 25kg de Aszú &#8211; a massa de uvas passificadas e atacadas pelo fungo botrytis &#8211; adicionado a barrica de 136 litros de vinho base. O mínimo para se produzir um Tokaj Aszú é de 3 puttonyos, alcançando o seu máximo em 6 puttonyos. Existe ainda uma versão chamada de Eszencia, um raro (e caro) Tokaj produzido apenas pelo néctar de aszú. O sistema de produção do Tokaj, baseado na concentração e separação de uvas botrytizadas é único, uma verdadeira dádiva da natureza que o homem transforma em vinho. O Tokaj Classic Aszú 3 puttonyos 2004 apresentou uma bela cor amarela, límpida e brilhante. O seu aroma é rico, com muitas notas de frutas secas, principalmente ameixas e damascos, também é fácil de perceber algumas notas florais e toques picantes de favos de mel. Muito bom na boca, possui um ótimo equilíbrio entre acidez e doçura, o que torna o vinho mais fresco e agradável. Final de boca longo e frutado. Este Tokaj acompanhou deliciosas fatias de Jamón Serrano com pedaços de melão, uma combinação que recomendo!</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-159" title="Excelente" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="" width="61" height="26" /><br
/> <em>Vinho doce de qualidade superior. Nariz frutado e repleto de notas adocicadas, mas na boca é fresco e equilibrado.</em></p><p><strong>Grad. Alcoólica:</strong> 13,5%<br
/> <strong>Importação:</strong> Porto a Porto / Casa Flora<br
/> <strong>Preço:</strong> R$100</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/hungria/tokaj-classic-aszu-3-puttonyos-2004/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Receita: Risoto de Camarão</title><link>http://www.qvinho.com.br/receitas/risoto-de-camarao/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/receitas/risoto-de-camarao/#comments</comments> <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 23:18:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Receitas]]></category> <category><![CDATA[camarão]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5747</guid> <description><![CDATA[Adoro um risoto, por isso sempre tenho alguma quantidade de arroz arborio ou carnaroli em casa. O meu favorito é o de funghi, graças a sua rapidez de execução e ao ótimo resultado final. Mas sabe como é, o risoto é um daqueles pratos que pode levar qualquer ingrediente, mesmo assim existem alguns clássicos. Outro&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/receitas/risoto-de-camarao/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/04/risoto-camarao-8161-2.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5756" title="Risoto de Camarão" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/04/risoto-camarao-8161-2-500x331.jpg" alt="Risoto de Camarão" width="500" height="331" /></a></p><p>Adoro um risoto, por isso sempre tenho alguma quantidade de arroz arborio ou carnaroli em casa. O meu favorito é o de <a
title="Risoto de Funghi" href="http://www.qvinho.com.br/receitas/risoto-funghi-porcini-shitake/"><em>funghi</em></a>, graças a sua rapidez de execução e ao ótimo resultado final. Mas sabe como é, o risoto é um daqueles pratos que pode levar qualquer ingrediente, mesmo assim existem alguns clássicos. Outro que encabeça a minha lista de favoritos é o de camarão. O meu risoto de camarão também é fácil de fazer e, como não poderia deixar de ser, muito saboroso. O segredo está no uso de camarões frescos com casca, necessários para um bom caldo.</p><h2>Receita e ingredientes para o Risoto de Camarão (4 porções):</h2><ul><li>500g de camarão médio com casca;</li><li>400g de arroz arborio ou carnaroli;</li><li>1 dente de alho;</li><li>1 cebola pequena picada;</li><li>250ml de vinho branco seco;</li><li>6 tomates cereja;</li><li>1 fatia de pimenta dedo-de-moça;</li><li>Azeite de oliva a gosto;</li><li>Salsinha a gosto;</li><li>Sal a gosto;</li></ul><p>Preparo:</p><p>Comece limpando os camarões, descartando as cabeças e separando as cascas para fazer o caldo de camarão (fumê). Reserve os camarões, eles serão usados quando o arroz já estiver cozido. Para o fumê adicione as cascas de camarão em uma panela com um pouco de azeite, um dente de alho amassado e uma fatia de pimenta dedo-de-moça picada. Refogue as cascas de camarão por 1 minuto em fogo alto, em seguida despeje 1 litro de água, salgue e deixe cozinhar por 20 minutos. Depois de pronto, passe o fumê em uma peneira e inicie o preparo do risoto. Em uma panela coloque um pouco de azeite e refogue por um tempo a cebola juntamente com o arroz, em seguida adicione o copo de vinho e continue mexendo até o vinho evaporar. Cubra o arroz com um pouco do fumê de camarão e siga mexendo para não grudar. Não deixe secar muito, vá incorporando o fumê e mexendo até o risoto ficar pronto, o que deve levar por volta de 10-12 minutos, dependendo da intensidade do fogo. Ao final do cozimento, acrescente os tomatinhos cortados ao meio, sem sementes e amassados. Lembre-se, o risoto deve ficar <em>al dente</em>, isto é, com os grãos macios por fora e crocantes por dentro. Arroz no ponto certo, desligue o fogo deixe a panela de lado. Para finalizar, salteie os camarões limpos em uma frigideira com um pouco de óleo, quando começarem a ficar rosados, pegue a frigideira e despeje os camarões na panela do risoto. Misture tudo, adicione salsinha picada, um pouco de azeite de oliva extra virgem, corrija o sal e sirva.</p><h2>Vinho Recomendado: Morandé Reserva Chardonnay 2009</h2><p><img
class="alignleft size-thumbnail wp-image-5752" title="Morandé Reserva Chardonnay" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/04/morande-chardonnay-230x302.jpg" alt="Morandé Reserva Chardonnay" width="230" height="302" />Existem vinhos que são como jeans e camiseta, mesmo sem nada de especial, sempre caem bem. Talvez seja esse o caso desse chardonnay chileno, um vinho sem grandes virtudes, mas por outro lado bem feito e gostoso. A Viña Morandé tem prestígio, afinal foi fundada por Pablo Morandé, um dos pioneiros na região de Casablanca, de onde provem as uvas para este chardonnay. A linha Morandé Reserva está entre as mais básicas desta vinícola, por isso não espere grande concentração, mas sim um bom aroma de frutas tropicais com um fundo suave de carvalho. Na boca é bem balanceado, mas ao final falta persistência. Acompanhou o Risoto de Camarão com dignidade, sem aparecer demais.</p><p>Grad. Alcoólica: 13,5%<br
/> Preço: R$38</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/receitas/risoto-de-camarao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>Novidades da Nieto Senetiner</title><link>http://www.qvinho.com.br/enoeventos/novidades-da-nieto-senetiner/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/enoeventos/novidades-da-nieto-senetiner/#comments</comments> <pubDate>Mon, 18 Apr 2011 22:59:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Enoeventos]]></category> <category><![CDATA[nieto senetiner]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5681</guid> <description><![CDATA[O grande barato do mundo do vinho é descobrir coisas novas, por isso, sempre que possível, compareço a degustações de novos vinhos. Na semana passada a bola da vez foi a Nieto Senetiner, que marcou presença em solo brasileiro com o enólogo Roberto Gonzáles e o agrônomo Tommy Hughes para apresentar os últimos lançamentos. A&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/enoeventos/novidades-da-nieto-senetiner/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cadus.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5694" title="Cadus" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cadus-500x424.jpg" alt="Cadus" width="500" height="424" /></a></p><p>O grande barato do mundo do vinho é descobrir coisas novas, por isso, sempre que possível, compareço a degustações de novos vinhos. Na semana passada a bola da vez foi a Nieto Senetiner, que marcou presença em solo brasileiro com o enólogo Roberto Gonzáles e o agrônomo Tommy Hughes para apresentar os últimos lançamentos. A tradicional Nieto Senetiner já foi alvo de análises mais detalhadas do QVinho, visitamos essa bodega em 2009 e na ocasião <a
title="Nieto Senetiner em 2009" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/">publicamos um post completo</a>. O almoço promovido pelas importadoras <a
title="Porto a Porto" href="http://www.portoaporto.com/2009/default/" target="_blank">Porto a Porto</a> e <a
title="Casa Flora" href="http://www.casaflora.com.br/" target="_blank">Casa Flora</a> foi bem argentino, realizado na churrascaria Saanga Grill, contou com empanadas, ótimos cortes de bife de chorizo e até com um exclusivo <a
title="Kobe Beef" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kobe_beef">bife Kobe</a> grelhado.</p><p>Para abrir os serviços, provamos o já conhecido <strong>Cadus Syrah 2002</strong>, um vinho que no alto de seus 9 anos afirma a competência da equipe da Nieto Senetiner em trabalhar com essa variedade. Esse Syrah mostrou boa evolução, na boca é encorpado e sedoso, já o nariz é repleto de notas finas de carvalho tostado e frutas vermelhas em compota. Depois foi a vez do <strong>Cadus Trimalbec 2008</strong>, um vinho elaborado com a mistura de uvas de 3 regiões distintas. A Malbec responde muito bem as diferentes altitudes de Mendoza, por isso faz todo o sentido elaborar cortes desse tipo. As uvas de Vistalba (950m), Agrelo (1050m) e Vistaflores (1150m) garantem um vinho harmonioso no melhor estilo argentino, com taninos de excelente qualidade, aroma de frutas negras do bosque e certas notas de chocolate. Gostei do resultado, tem um perfil bem mais elegante que o opulento <strong>Cadus Malbec Single Vineyards</strong>. A grande surpresa foi o <strong>Cadus Grand Vin 2008</strong>, sem dúvida uma proposta ousada e diferenciada, que comprova a diversidade de estilos dos atuais vinhos argentinos. O corte de Malbec (50%), Cabernet Sauvignon (30%) e Bonarda (20%) é incomum, mas a Nieto Senetiner é especialista em Bonarda, talvez por isso essa variedade apareça aqui em elevada proporção. A minha primeira impressão foi boa, gostei dos aromas intensos de amoras negras e mirtilo, também impressionaram os taninos de ótima qualidade e a boa acidez. Outra novidade que merece registro é o <strong>Cadus Champenoise</strong>,  um espumante de alta gama produzido com Pinot Noir (70%) e Malbec (30%) das zonas mais elevadas de Mendoza. É um espumante encorpado e fresco, de cor levemente rosada, com muitos aromas frutados. Sem dúvida um espumante bem acima da média para os padrões argentinos. A Nieto Senetiner prova mais uma vez que é capaz de surpreender com vinhos de ótima qualidade.</p><p><em>* Os vinhos da Nieto Senetiner são importados pela Porto a Porto e Casa Flora.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/enoeventos/novidades-da-nieto-senetiner/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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