Lurton é uma tradicional família de viticultores franceses, que entendendo a globalização no mundo do vinho, estenderam seus domínios fora da França, produzindo vinhos na Espanha, Portugal, Austrália e Uruguai. Na Argentina Jacques e François Lurton compraram terras em Tunuyan e Barrancas, e fazem um ótimo trabalho lá, produzindo vinhos autênticos e bem acabados, sem exagerar no carvalho, um hábito comum entre muitos produtores do chamado Novo Mundo. O… Continue lendo
Arquivo para o Autor Jomar
Confesso que entre um Cabernet Sauvignon e um Malbec, acabo quase sempre escolhendo o segundo, porque é difícil equiparar a qualidade dessa uva na Argentina. Mesmo assim, tenho provado bons vinhos argentinos de Bonarda, Merlot, Cabernet Franc e também de Cabernet Sauvignon. Caso desse Luigi Bosca, que mostrou uma bela cor vermelho rubi. Aromas difusos de fruta vermelha, envolvidos pelo toque esfumaçado do carvalho e húmus. Corpo médio, equilibrado, sem… Continue lendo
A bodega Escorihuela Gascón é parte do grupo Catena Zapata, e não deixa nada a desejar a matriz, caso desse excelente branco produzido 100% com Viognier. Esse exigente varietal originário de Condrie, vale do Rhône, ficou em voga recentemente, apresentando um notório crescimento em popularidade. Vejam o site Enjoying Viognier, esse artigo de Eric Asimov e o post no Fermentation. Cor amarelo esverdeado pálido, com muitas lágrimas. Nariz fresco e… Continue lendo
Châteauneuf-Du-Pape é uma denominação bem conhecida, que costuma apresentar bons vinhos, alguns excelentes, mas com uma relação qualidade/preço um pouco suspeita. A legislação francesa permite a utilização de 13 varietais para a produção do Châteauneuf, mas no La Bernardine predominam Grenache e Syrah. Mostrou-se vermelho rubi escuro, com lágrimas transparentes e abundantes. Nariz com presença de frutas vermelhas do bosque, caramelo e farmácia. Corpulento, redondo, alcoólico mas com final de… Continue lendo
Tinto produzido com Corvina Veronese, Rondinella e Sangiovese, pela renomada cantina Allegrini, utilizando a técnica do ripasso, que consiste em deixar parte das uvas secarem em esteiras antes de irem para a vinificação, fazendo com que percam água e concentrem os açucares. Cor grená não muito intensa, límpido e brilhante. Nariz com fruta discreta, lembrando ervas e frutas secas. Corpo médio com taninos e acidez presente, causando uma leve adstringência… Continue lendo
Todos sabem, que na última década, a Argentina melhorou muito seus vinhos, atingindo patamares fantásticos de qualidade para a uva Malbec. Mas a Syrah continua tendo pouca representação, praticamente esquecida pelos produtores mais ambiciosos, restringida a exemplares de baixa qualidade, ou a alguns poucos vinhos cuidadosamente elaborados, mas difíceis de achar. Sou fã confesso da Syrah, gosto muito dos vinhos do Rhône, por isso foi uma agradável surpresa descobrir esse… Continue lendo
O Montes Alpha é um clássico, sempre muito bem feito, raramente decepciona os fãs da Cabernet Sauvignon, e com esse exemplar da safra 2004, não foi diferente. Cor grená escura, límpida, com lágrimas persistentes. Nariz muito agradável com notas de cassis, cacau, caixa de charuto e pimentão grelhado. Na boca muito equilíbrio e harmonia, com taninos finos e acidez bem integrada, mostrando complexidade aromática e persistência no final de boca.
Elegância… Continue lendo
A famosa Bodega Catena Zapata é uma confusão de rótulos, como só o mundo do vinho pode proporcionar. Alguém sabe a diferença entre as linhas Catena, Catena Alta, Angélica Zapata e D.V. Catena? Na realidade nenhum é igual ao outro, porque utilizam uvas de vinhedos diferentes, mas sempre fica aquela dúvida, qual linha é a melhor? O meu preferido é o Angélica Zapata Malbec, mas gosto muito do D.V. Catena… Continue lendo
Uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo é Bordeaux, talvez pela impecável reputação dos seus Châteaus, mas muito provavelmente pela sua tradição secular em produzir bons vinhos. O estilo dos vinhos produzidos em Bordeaux, principalmente tintos, é bastante imitado mundo afora, mas “imitado” não é a melhor palavra, digamos que o estilo do Bordeaux tinto inspira muitos produtores. Os varietais bordaleses colaboram muito com essa internacionalização, já que Cabernet… Continue lendo
A uva Cabernet Franc não é muito popular entre os bebedores brasileiros, muitos tem a impressão de se tratar de uma prima pobre da Cabernet Sauvignon, talvez devido a exemplares baratos e de baixa qualidade produzidos na Serra Gaúcha, mas isso é uma tremenda injustiça, já que grandes vinhos são produzidos com esse nobre varietal, sendo o mais notório, o mítico Cheval Blanc. O estilo do vinho de Cabernet Franc… Continue lendo
















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