Um dos melhores blends para espresso que provei recentemente, sem sombra de dúvidas, é o Daterra Collection torrado pelo
Ateliê do Café. Tem todas as características que um bom café precisa ter, mesmo assim, ainda é possível refinar esse blend. Como? Com grãos da Etiópia. Valorizo muito o aspecto aromático de um café e, sendo assim, sou fascinado por café africano, principalmente os grãos de Yergacheffe. É difícil achar um café mais frutado que esse etíope, que possui uma grande intensidade aromática, lembrando frutas cítricas e flores. Uma pequena quantidade de grãos Yergacheffe pode “melhorar” qualquer blend para espresso, acrescentando complexidade e refinamento, além da sua deliciosa acidez. É fácil gostar do café etíope, difícil é achar onde comprar. No Brasil é praticamente inexistente e, quando é vendido, não costuma ser de boa qualidade. A Etiópia freqüentemente envolve-se em conflitos e guerras, dificultando ainda mais a comercialização, porém a produção de café é um importante meio de sobrevivência para o povo etíope. Nos Estados Unidos é mais fácil de encontrar. O Yergacheffe é sempre um produto “cult” nas pequenas torrefadoras que vendem a um bom preço, já que a procura costuma ser maior que a oferta. Usei o Yergacheffe torrado pela Intelligentsia, e quem enviou foi um amigo que mora nos Estados Unidos.
O café especial brasileiro é de alta qualidade, porém não é comum encontrar grãos realmente frutados, característica que o café africano tem de sobra. A personalidade típica que me vem a cabeça, quando penso no bom café brasileiro, é a de um café pouco amargo, com baixa acidez, aromas achocolatados com notas de caramelo, nozes e terra. Definitivamente, desconheço cafés frutados, todavia a diversidade da produção brasileira é muito grande e, certamente, devem existir cafés “avinhados”, com maior acidez e aroma cítrico. Alguém já provou?
Enquanto espero por um café brasileiro frutado, faço misturas como a do Daterra Collection com o Yergacheffe da Intelligentsia (70/30), para conseguir um blend maravilhoso para espresso. A textura sedosa e achocolatada do Daterra serve de base para a fruta ácida do Yergacheffe, assim temos um espresso realmente bom. É assim que eu gosto.





















Wowwww…. grandes escolhas.. Em 2006 escolhi o sweet collection para usar no campeonato carioca e no campeonato brasileiro, realmnte é um dos meus cafés preferidos … Yergacheffe é o que há também mas nunca tive oportunidade de provar um blend com Dat. Coll…
Mas se tiver oportunidade… tente conseguir um café costa-riquenho LA Minita e blende com Sweet Collection… ótima experi^necia tb…
Boa dica Léo, faz um tempo que não provo nada da Costa Rica, além do que, o La Minita tem uma excelente reputação. Gosto muito dos cafés de Huehuetenango, vale a pena procurar por esse guatemalteco.
Gostaria de saber se posso mandar umas fotos que tenho de 3 cafes africanos que provei recentemente: Harrar, Yirgacheffe, e Sidamos.
Abracos e sucesso!!
Trabalho com café especial de uma micro-região do sul de Minas que está em processo de demarcação, assim como os vinhos.
O café dessa região é de uma qualidade excepcional, tanto que a Illy é uma compradora e a Nespresso já andou sondando por lá.
Temos que começar a valorizar nosso café.
Abcs.
p.s. o café dessa região se diferencia pelo aroma intenso com notas florais cítricas adocicadas, lembrando a tangerina.
Daniella,
sou Barista e recentemente venci o campeonato brasileiro da Copa Barista em SP, montei um blend com graos brasileiros do sul de minas, guatemala,ruanda e India… Acho que no Brasil temos cafés maravilhosos mas acredito que a união entre outros tipos de grãos dão um toque a mais em um blend. Cafés Brasileiros sao os melhores para formar a base de um blend mas sinceramente cafés da am. central e africa sao bem superiores em complexidade aromática e perfil de acidez. MAs enfim, como Barista tenho maior interesse em conhecer esse café, qual a marca? consigo amostra? Ou é daqueles cafés que só serve para o gringo comprar? e ainda temos que valorizar nosso café por causa disso?
Abraços…