Prova especial de vinhos do Douro e do Porto – IVDP

No dia seguinte ao jantar harmonizado promovido pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto – IVDP conferimos as novidades apresentadas na Prova de Vinhos do Douro e do Porto realizada no Centro de Convenções David Carneiro do Pestana Curitiba Hotel, onde 27 importadoras apresentaram mais de 170 rótulos. Em paralelo participamos da prova especial, dirigida a jornalistas, formadores de opinião e especialistas, com 16 importantes rótulos de vinhos do Douro. A prova foi precedida de uma breve apresentação realizada por Carlos Soares, responsável do IVDP no Brasil e Guilherme Rodrigues, presidente do Solar do Vinho Porto, que comentaram sobre a evolução do vinho do Douro e do Porto no mercado brasileiro. Segundo dados do IVDP, o Brasil tem registrado um crescimento importante nos últimos anos e é um dos poucos países que mantém uma tendência positiva de crescimento, contrariando a quebra verificada no ano anterior. As exportações de vinhos do Porto cresceram mais que o dobro nos últimos cinco anos, passando de cerca de 588 mil garrafas em 2003 para 1.395.000 garrafas no final do ano passado. Já em relação ao DOC Douro, a evolução no mesmo período é de cerca de 34%, num total de 996.000 garrafas em 2008.

Durante o evento publicamos algumas impressões pelo Twitter, mas nesse post vamos comentar em detalhes o que foi apresentado e os vinhos que se destacaram:

Espumante Vértice Super Reserva 2005 – R$80

Novidade no mercado brasileiro, o espumante Vértice honra com dignidade a reputação do Douro em produzir grandes vinhos. O Vértice é surpreendente, um espumante de ótimo nível. Aroma muito agradável, maçã verde, frutas do bosque e notas de pão torrado. Na boca é cremoso e fresco, com boa persistência no final. É produzido apenas em safras especiais, com borras que permanecem 24 meses na garrafa.

Grad. Alcoólica: 12%
Importadora: Adega Alentejana

Niepoort Redoma Reserva Branco 2006 – R$219

Um dos melhores vinhos da prova, o corte de Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e Arinto é realmente ótimo. Lembra um Chardonnay de terroir clássico, intenso e muito longo na boca. O nariz é frutado, com notas de maçã, mineral e um fundo tostado delicioso. Na boca é ainda melhor, cheio e com ótima persistência. Um branco classudo e muito fácil de apreciar.

Grad. Alcoólica: 13,5%
Importadora: Mistral

Pintas 2005 – R$558

O mais potente da degustação, um vinho feito de vinhas velhas de Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela e outras 27 variedades. Aroma complexo, com boa fruta e muitas nuances minerais. Bem encorpado, taninos fantásticos, porém ainda muito jovens. O Pintas 2005 é um grande vinho, mas ainda precisa de tempo para abrandar a sua forte personalidade.

Grad. Alcoólica: 14%
Importadora: Vinci

Quinta do Noval 2005 – R$440

Esse produtor só faz vinho gostoso e elegante, a safra 2005 do Quinta do Noval não é exceção. Feito de Touriga Nacional (70%), Tinta Cão (20%) e Touriga Francesa (10%) dos terraços da Quinta do Noval. Perfumado, com muita fruta fresca e boa complexidade. Um vinho de personalidade, encorpado, com taninos firmes e ótima acidez. O Quinta do Noval é irresistível.

Grad. Alcoólica: 14%
Importadora: Grand Cru

Quinta Vale Dona Maria 2006

Outro grande vinho do Douro, produzido pelo renomado enólogo Cristiano Van Zeller. O Quinta Vale Dona Maria tem uma fruta de dar inveja em muitos vinhos do Novo Mundo. Consegue aliar muito bem a elegância e a potência. Madeira muito bem integrada, com taninos maduros e um fim de boca longo e delicioso.

Grad. Alcoólica: 14,5%
Importadora: Expand

Quinta do Crasto Reserva 2006 – R$171

Um dos grandes terroir do Douro, garantia de excelentes vinhos. O Quinta do Crasto Reserva utilizou uvas provenientes de vinhas velhas e estagiou 18 meses em barricas francesas (85%) e americanas (15%). Nariz encantador, muito perfumado ressaltando notas de ameixa negra e especiarias. Na boca é equilibrado, taninos maduros e fácil de beber.

Grad. Alcoólica: 14,5%
Importadora: Qualimpor

Niepoort Charme Tinto 2006

Muito interessante a proposta desse vinho da Niepoort que foge do estilo da maioria dos vinhos do Douro. O Charme é mais feminino e elegante, com características que lembram mais um borgonha. Uma cor grená aberta e um bouquet muito complexo remetendo a frutas vermelhas, folhas de chá e algo mineral. Não se nota qualquer interferência de madeira. Equilibrado, taninos muito macios e um final frutado, mas que não chega a ser muito longo. Delicioso de beber do início ao fim.

Grad. Alcoólica: 13,9%
Importadora: Mistral

Porto Messias 20 anos – R$190

O Messias 20 anos, sem dúvida, é um grande achado entre vinhos do Porto envelhecidos 10 e 20 anos, com uma relação qualidade/preço fantástica. Rico em frutas secas, esbanjando frescor e complexidade. Muito fino, doçura na medida certa, sem agressividade do álcool; e com um final bem persistente. Excepcional!

Grad. Alcoólica: 20%
Importadora: Porto a Porto

Porto Niepoort Colheita 1998 – R$179

O Colheita 1998 é um Tawny de uma única safra proveniente de vinhedos localizados no Vale do Pinhão e Ferrão, de vinhas de mais de 60 anos de idade. Entre a juventude a a complexidade o Colheita 1998 consegue oferecer ótima profundidade. Nariz destacando aromas de frutas vermelhas, especiarias e um fundo mineral. Volumoso na boca, com taninos muito macios e um largo final.

Grad. Alcoólica: 20%
Importadora: Mistral

Porto Quinta do Noval Silval Vintage 2001 – R$360

Mais uma preciosidade do Porto. Um vintage 2001, ainda jovem, mas que já demonstra porque está sempre entre os melhores. Muita classe, nariz complexo, mesclando ameixas e figos passificados, balsâmicos e um distinto toque mineral. Rubi potente, com taninos firmes e um excelente final. Excepcional hoje, mas ainda poderá brilhar muito.

Grad. Alcoólica: 19%
Importadora: Grand Cru

  • Kennedy

    Sou Brasileiro e moro em Aveiro – Portugal, sou apreciador de vinhos e adoro os vinhos portugueses, em existem pode-se dizer os melhores vinhos do mundo,eu particularmente prefiro os alentejanos maduros,um vinho encorpado saboroso e de fácil acesso, em Portugal você entra em um supermercado e com alguns euros você sai com uma garrafa de um bom vinho, adorei o debate entre os senhores Jomar da Qvinho e o Sr. Domingos Barros da Londrivinos dois experts em vinhos,quero voltar ao Brasil e vender vinhos portugueses aos brasileiros mas concordo com o senhor Domingos Barros que o vinho portugues tem de ser mais barato para os consumidores brasileiros,pois de momento ainda se encontra com um valor muito elevado,talvez por causa das importadoras colocarem uma margem de lucro muito alta. Gostaria de voltar ao Brasil e abrir uma importadora de vinhos portugueses ou então sair de Portugal por alguma empresa e ir para o Brasil para vender vinhos com um preço ascessivel aos brasilleiros, mais propriamente na região centro-oeste. Gostei muito do debate de dois grandes conhecedores de vinhos os senhores Jomar e o Sr. Domingos Barros. Ah,ia me esquecencedo tambem sou um ótimo
    Abraços a todos

    Kennedy Aely da Paz Estelita

  • http://www.que.art.br Alexandre Ribeiro

    Bom gente, li e reli todo este artigo. Sou formado em Administração e pós graduado em marketing e propaganda .Tenho uma breve formação de sommelier e ando lendo tudo que encontro sobre vinhos principalmente os portugueses. Tenho uma confraria e ministro pequenos jantares enogastronomicos. Com o decorrer do tempo descobri que sou um bom vendedor e quero vender vinhos.
    Então se o objetivo de alguém é botar vinho portugues na mesa do brasileiro. Eu sou o parceiro para realizar este prazer para ambos.

    Contem comigo!!!
    Abraços a todos.

    Atenciosamente,

    Alexandre Ribeiro

  • http://www.qvinho.com.br Jomar

    Caro Domingos, fiquei surpreso com o seu último comentário, sinceramente não esperava por ataques pessoais, afinal você não me conhece. Vejo agora que o seu intuito é atacar diretamente o trabalho do QVinho. Pois bem, não posso levar a sério essas críticas, tamanha a ingenuidade das suas considerações. O caro amigo parece um Dom Quixote, ou quem sabe um Príncipe Míchkin. Não entendi porque você ficou melindrado com o rótulo de importador. Tudo bem, talvez eu tenha feito uma confusão, mas isso não importa, afinal você trabalha com vinhos.

    Provar mais de 150 vinhos num evento é ser imparcial? Não, é saturar todos os sentidos até não conseguir discernir um prego de parafuso. Acho uma estupidez provar vinhos em série, geralmente em condições desfavoráveis e ainda dar nota aos mesmos. Não fazemos esse tipo de coisa. Isso explica porque – sobre o evento do IVDP – escrevemos apenas sobre os vinhos da prova especial.

    Como você pode perceber, o nosso blog é aberto ao debate, qualquer pessoa pode questionar um artigo, avaliação ou comentário. Também somos receptivos aos produtores, importadores e representantes. Você acha que faltam vinhos bons e baratos no QVinho? Certo, então trate de enviar algumas garrafas para avaliarmos, afinal, ao contrário do que você afirma, não temos a obrigação de escrevermos sobre produtos que sequer são encontrados no mercado.

    Lamentavelmente o vinho é caro no Brasil, mesmo assim tentamos fazer a nossa parte, não por acaso a categoria Argentina…

    http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/

    é uma das mais amplas do nosso blog. Simplesmente porque os vinhos argentinos são mais baratos e fáceis de encontrar.

    Nós escrevemos sobre vinhos de qualidade duvidosa? Bom, acredito que nesse post com vinhos do Douro ninguém seria louco de afirmar isso. Reafirmo que o Qvinho é aberto ao debate, sendo assim o caro amigo não precisa usar meias palavras. Diga quais vinhos possuem qualidade duvidosa e vamos ver se os outros leitores concordam.

    Já estamos seguindo o sua dica, viajando para regiões produtoras de vinho:

    http://www.qvinho.com.br/tag/qvotr2009/

    Talvez Portugal seja o próximo destino.

    O seu argumento em favor dos produtores desprestigiados é muito bonito e válido, porém fiquei pasmo e incrédulo com essa sua frase:

    “Quanto ao nosso site, ele é recomendado para pessoas entendidas em Vinhos e não propriamente para Leigos”

    Certo, o caro amigo representante deveria pensar em um site para o consumidor, não é mesmo? Vou perguntar para os produtores o que eles acham: “Olha fulano, o Domingos representa o seu produto no Brasil, mas a divulgação é só para entendidos…” Será que o produtor vai gostar? Quem entra no seu site querendo comprar um produto é leigo? Claro, certamente você acredita que o consumidor tem a obrigação de saber onde comprar um determinado vinho. Também acredita que não cabe a sua empresa informar.

    O seu site não é para entendidos, é apenas um site que peca em não informar o essencial.

  • http://www.londrivinus.com LONDRIVINUS

    Caro Amigo, depois de ler a vossa réplica ao comentário que nós LONDRIVINUS escrevemos sobre o Evento levado a efeito pelo IVDP, concluimos que defato o meu caro Amigo quiz dizer tudo e cabou por nada dizer. O que se pode constatar na sua réplica é que o Senhor confundiu tudo e quando assim acontece o resultado é criar confusão. Como primeiro esclarecimento, queremos lembrar-lhe que em parte alguma do que escrevemos a LONDRIVINUS se Identifica como uma Empresa Importadora, e o Senhor na sua infeliz réplica nos quer catalogar como tal. LONDRIVINUS, é uma Empresa que se ORGULHA de Representar unicamente Vinicolas Portuguesas no Brasil, cujas mesmas querem ver os seus Vinhos a serem comercializados por Preços que qualquer Consumidor Brasileiro possa ter acesso, e não por preços ABSURDOS que afastam o Consumidor Brasileiro do hábito do consumo do Vinho. O Senhor dá a entender que quem assim está no Mercado é Amador, saiba que tal afirmação não nos “Beliscou” porque o nosso trabalho não está ao Serviço de Grandes interesses Economicos, mas sim ao Serviços de muitas Vinicolas que se vêm relegadas para um segundo plano por alguma Revistas da Especialidade. Verdade que o Vinho Português precisa de um trabalho MUITO SÈRIO para que possa ganhar mais Consumidores,conforme mesmo o Senhor o afirma, mas esse trabalho deve começar por vocês, dando a conhecer ao Consumidor Vinhos de autentica Qualidade a Preços baixos e não como se pode constatar falarem somente de Vinhos cujos seus Preços serão provavelmente acessiveis a 10% do Consumidor Brasileiro. Defato tem razão quando afirma ver muitos muitos Vinhos pendurados nas Gondolas com Qualidade e bons Preços, e sabe porquê ? porque o Senhor não fala desses Vinhos nas suas Crónicas, mas sim de Vinhos, alguns com Qualidade duvidosa e a altos Preços…..Prova do que afirmo? é só “espreitar” quais os Vinhos que valoriza na sua crónica, quase todos eles com Preços acima de R4 100,00 cada Garrafa e somente de 7 Empresas todas elas Importadoras/Distribuidoras…. deve ter tido conhecimeno que estiveram presentes 27 Empresas mas que para o Senhor nada significaram a sua presença. Acaso o Senhor tivesse tido o mesmo criterio de apreciação dos Vinhos que foram apresentados, não teria de á posteriori ter que se deslocar ao Mercado Municipal de Curitiba para constatar a Qualidade de um Vinho Rosé da Casa Aragão,até porque é um Vinho que está pela primeira vez entrando no Mercado e natural então não o ter encontrado á venda, bastaria que usasse de toda a isenção e visitasse todas as Empresas presentes no Evento. NÃO o Senhor se “Encostou” naquelas que certamente lhe dava mais interesse em comentar, as outras, nada mais passaram por ser para o Senhor a “Ralé” dos Vinhos Portugueses. Não gostou? mas é o que o Senhor merece que se lhe diga.
    Quanto a não me ter identificado, desculpe tal fato, mas passo a informa-lo que sou Português, me chamo Domingos de Oliveira Lopes de Barros, 66 anos, e que antes do Senhor conhecer e falar da Qualidade de Vinhos Portugueses já eu os conheço faz muito anos, como tal não recebo lições do Senhor.
    Quando afirma que a minha Pessoa fez um comentario desaforado e que não é obrigado a “Advinhar” aonde estão os melhores e mais baratos vinhos Portugueses, lhe questiono se acaso o Senhor somente vive dentro de algumas Empresas Importadoras/Distribuidoras….. saia para a realidade do Mundo dos Vinhos e concerteza vai encontrar os tais Vinhos e Preços que fala não saber onde encontrar, meta-se num avião e vá pesquisá-los nas inumeras Vinicolas em Portugal, para isso sim, ter Autoridade para comentar sobre Vinhos. Quanto ao nosso site, ele é recomendado para pessioas entendidas em Vinhos e não propriamente para Leigos.
    Agora gostaria de ver se tem a coragem de publicar este meu comentário.
    Domingos Barros/Londrivinus

  • http://www.qvinho.com.br Jomar

    Caro amigo, concordo com você em alguns aspectos, muito embora tenha que discordar da crítica quanto a nossa cobertura ao evento do IVDP.

    O post publicado pelo QVinho não pretende fazer o nosso leitor acreditar que os rótulos analisados sejam os únicos do Douro, tampouco que essa região produza apenas vinhos caros. Creio que o intuito da prova especial organizada pelo IVDP tenha sido promocional, isto é, um painel com vinhos de alto nível para mostrar o potencial da região. Foi sobre isso que escrevemos, sobre os grandes vinhos que provamos do Douro, sem levarmos em consideração o preço dos mesmos, simplesmente por não ser o foco da nossa análise. Provamos vários vinhos nesse evento, não todos, mas só escrevemos sobre aqueles que gostamos.

    Falando em relação qualidade/preço, não acredito no potencial do Douro em produzir vinhos de entrada para competir no mercado internacional. Afinal, o tema do artigo foi a região do Douro e não de todos os vinhos portugueses, não é mesmo? Ainda sobre vinhos baratos, o Alentejo produz rótulos bem mais interessantes que o Douro na segmentação mais baixa, mas isso é assunto para outro artigo.

    Não conheço o Casa Aragão Rosé, porém como bom consumidor que sou, saí a rua para comprar uma garrafa e provar, afinal de contas adoro vinho bom e barato. Fui ao Mercado Municipal de Curitiba, local que concentra várias lojas de vinho, mas para a minha surpresa não encontrei nada. Fiquei frustrado. Acessei o site da Londrivinus em busca de informações e, mais uma vez, um mistério total. Nada de e-commerce ou informações sobre distribuidores.

    Você se diz diretor de uma importadora, não se identificou, gastou o seu tempo para criticar o QVinho, falou sobre medalhas e premiações, mas e daí? Tentei comprar um garrafa e não consegui. Como você acha que o consumidor irá comprar o tal vinho? Sabe qual o problema do vinho português no Brasil? O trabalho amador feito por muitos importadores que investem quase nada para divulgar as marcas que representam e, se não bastasse, ainda não conseguem capilaridade na distribuição. Depois reclamam do desconhecimento por parte dos críticos e consumidores.

    Vejo ótimos vinhos portugueses encalhados nas gôndolas, produtos com qualidade e bom preço, mas que mesmo assim não vendem. Culpa dos próprios produtores e, principalmente, dos importadores que investem muito pouco em marketing. Esperam por feiras anuais e eventos oficiais, acham que isso é suficiente para a divulgação das marcas, esperam passivamente pelo fechamento de pedidos.

    Você poderia ter enviado uma garrafa do Casa Aragão Rosé para provarmos, iríamos analisar com prazer e escreveríamos um review. Poderia fazer o mesmo com outros críticos e jornalistas especializados. Mas não, publicou um comentário desaforado, julgando que todos deveríamos “adivinhar” onde estão os melhores e mais baratos vinhos portugueses.

    Não adianta choramingar, o vinho português precisa de um trabalho muito sério para ganhar mais consumidores no Brasil.

  • http://www.londrivinus.com LONDRIVINUS

    Ao Editor
    Lemos a vossa Reportagem acerca do Evento levado a efeito pelo Instituto do Vinho do Porto e Douro no Hotel Pestana na Cidade de Curitiba.
    Lembramos que LONDRIVINUS esteve presente no referido Evento como Representante da Casa Aragão nos Estados do Sul Brasil.
    Defato o que poderemos concluir pela leitura feita á referida Reportagem sobre o Evento, é de que mais uma vez se poderá concluir que os Vinhos Porugueses cada vez mais se afastam do Consumidor Brasileiro, devido aos altissimos Preços praticados por algumas Empresas Importadoras/Distribuidoras no Brasil, como aqueles que fomos capazes de ver refereniados na refeida Reportagem.
    Não estando em causa a grande Qualidade dos Vinhos apresentados, podemos afirmar que consideramos um Absurdo tentar repassar a ideia de que muitos dos Preços mencionados são Justos, muita embora se conheça a elevada carga Tributária no Brasil. Na verdade, será dize-lo que estamos inseridos na Atividade e como tal conhecdores dos Preços dos Vinhos na sua origem, assim sendo temos autoridade para podermos afirmar que não se pode Promover Vinhos Porugueses no Brasil adicionando-se aos mesmos Lucros de 100%/200% acima do seu valor na origem.
    A LONDRIVINUS, orgulha-se de ter apresentado no referido Evento um Vinho Rosé 2005 da Casa Aragão, cuja sua Qualidade foi extraodinariamente apreciada e elogiada por todos quantos tiveram a oportunidade de Degusta-lo, inclusivê por outros Expositores que pretenderam tambem eles certificar-se da Excelência do referido Vinho, no entanto nem uma referencia ao mesmo foi feito na referida Reportagem, talvez porque esse Vinho do qual estamos falando tenha um custo de somente R$ 19,50 cada garrafa !!!!!!!!!!!!!.
    Queremos só para concluir afirmar que tambem tem de existir HONESTIDADE na Comercialização dos Vinhos, porque nem tudo que é caro tem Qualidade, porque isso sim, é tentar vender-se Gato por Lebre.
    Dessa forma os Vinhos Portugueses vão cedendo espaços no mercado Brasileiro a outros Paises concorrentes.
    É hora de se refectir sobre isso e de dar mais atenção a todas aquelas Vinicolas que com muitas e Honrosas atribuições de Medalhas de Ouro e Prata, conseguidas em Concursos Internacionais pretendem ver introduzidas no Brasil as suas Marcas de Vnhos.
    LONDRIVINUS