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La Vendemmia 2007 - Piemonte

Enganou-se quem achou que as incursões da nossa amiga Amanda pelo mundo do vinho tinham terminado. Acabam de chegar novidades fresquíssimas direto da Itália. Mais especificamente sobre a Vendemmia que acontece nos meses de setembro e outubro. A época da colheita, na maioria dos países com tradição vitivinícola, é um período de muita alegria e festa. Claro, se o clima contribui e o ano é favorável aos produtores, a festa é ainda maior. Na Itália, a Vendemmia, não poderia ser diferente. Não me refiro apenas as grandes festas patrocinadas pelas cidades, associações, consórcios etc, mas as pequenas reuniões familiares que perpetuam a tradição de fazer o seu próprio vinho. Foi exatamente essa experiência que a Amanda vivenciou numa pequena propriedade rural nos arredores de Turim. É fascinante que mesmo nas proximidades da industrializada Turim ainda existam esses pequenos vinhedos e a tradição de produzir um vinho de qualidade tenha passado de geração em geração. Já em meados de 1600 a burguesia torinese reservava extensas áreas em suas casas de campo para cultivar seus vinhedos. Porém, as terras dessa região e a qualidade de seu vinho foram descobertas muito antes. Para se ter uma idéia, já no século primeiro depois de Cristo, Plinio “Il Vecchio” fazia menção a duas cidades romanas de Alba e Pollenzo como regiões privilegiadas para o cultivo de uvas. Pois bem, essa introdução foi só para dar um panorama da importância do vinho para essa região e para toda a Itália. Mas, deixemos os rodeios de lado e vamos ao que interessa!

Vendemmia no PiemonteDomingo passado fui para a Vendemmia que é a colheita das uvas. Foi uma festa mais particular, na “vinícola” de um amigo, não uma festa como foi a festa de Asti. Fomos para a área rural de Torino onde se encontrava a fazenda deste amigo, eram 12 fileiras enormes de pés de uva vermelha, iríamos colher para fazer o vinho. Foi tudo bem caseiro, não era uma grande vinícola onde se faz vinho para o comércio, é o vinho caseiro mesmo, só a uva que passa numa máquina que separa os raminhos, e já é colocada para fermentar, o vinho é seco mas suave, é daqueles que mancha a boca ao beber.

Chegamos cedo, nos preparamos para a colheita, debaixo de um sol escaldante podamos as uvas (com tesoura e faca mesmo). Foi muito divertido porque a maioria era jovem, todos amigos, todos conversando e brincando enquanto se colhia, fazíamos uma pausa quando chegava pizza (caseira e deliciosa) e o vinho da colheita passada. Os italianos estavam bebendo o vinho desde cedo, eu achei melhor deixar pra hora do almoço porque debaixo daquele sol, com vinho quente, colhendo uva… UFA! Só eles pra aguentarem mesmo. Vendemmia no PiemontePassamos a manha inteira e parte da tarde colhendo as uvas, as vezes até tinha competição de quem tirava mais uvas, quem tinha acabado a fileira antes. Eu terminei a primeira fileira, mas estávamos num grupo de 5… as outras tinham no máximo 3 pessoas! No meio da colheita, a Nonna (a vovó, a mais velha da casa) chegava, ela fazia o controle, se estávamos cortando certo, pegando tudo…Foi uma das partes mais divertidas, quando víamos a Nonna chegando todo mundo começava a trabalhar sério, catar as uvas que caíam no chão, todo mundo com medo dela, mas na verdade era uma senhora muito querida!

Depois da colheita tem a melhor parte: comida! Comida aos montes, farta, deliciosa! Tinha porco, salsicha, frango, batata, saladas… Tudo muito gostoso e acompanhado do vinho caseiro. Acho que vocês podem imaginar aquela cena bem italiana, de família: duas mesas grandes cheias, comida daqui, vinho de lá, conversa daqui, brinca dali… Molto divertente! Eu não sou muito de comer, mas comi muitooo, tinha que experimentar de tudo! Depois de tanta comida, muita conversa, e o lanche da tarde; que era pão com gorgonzola (das melhores!) e mais vinho! E se passa assim o dia até quase 23hrs da noite, comendo muito, bebendo muito e conversando muito.

Vendemmia no Piemonte

É uma festa para eles, tradição de mais de 8 anos naquela vinícola (se não me engano). Falei com o pai desse meu amigo, ele me contou que adora essa festa, que faz lembrar de quando ele era garoto e participava daquelas vendemmias grandes, onde os homens trabalhavam e as mulheres ficavam cantando… E isso ele já passou pro filho, vai passar para o neto e por aí vai…

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Procurando por uma boa receita de fondue?

A primavera já começou, mas o clima está mais para inverno, pelo menos aqui no sul do país. Ainda está em tempo de curtir um bom fondue na companhia dos amigos e, é claro, bebendo um bom vinho! Confiram a receita da Luciana no blog Guloseima:

Fondue e vinho? Ainda dá tempo!

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Salentein Malbec Roble 2003

Bodegas Salentein Malbec Roble 2003Uma grande besteira, mas muita gente ainda acredita nisso, dizer que vinho, quanto mais velho melhor. Nada mais equivocado. A maioria dos vinhos atuais já estão “prontos” quando chegam ao mercado, porém, os melhores tintos ficam mais educados e elegantes com alguns anos na garrafa. Aqui no QVinho temos alguns exemplos disso, como Marcus Gran Reserva Cabernet Franc 2001 e o Alfa Crux 2002, que estavam perfeitos agora, depois de 5 ou 6 anos de envelhecimento em garrafa, e certamente, podem esperar ainda mais tempo. O Salentein Malbec Roble também melhora com alguns anos, amaciando sua potente estrutura fenólica e revelando mais sutileza. Só não espere uma evolução para aromas terciários. Apresentou cor rubi escura, com leve transparência e sem traços evidentes de evolução. Nariz frutado, lembrando ameixas e cerejas, com algumas notas florais e um fundo de baunilha. Bom corpo, com taninos maduros e acidez agradável. Final frutado com boa persistência. O Salentein Malbec Roble 2003 mostrou uma elegância que não existia há 2 anos, muito embora não tenha superado o excelente Terrazas de los Andes Reserva 2003. A nossa idéia era degustar o Salentein Malbec Roble 2003 juntamente com o Punto Final Malbec 2003, da Bodegas Renacer, mas infelizmente a nossa garrafa veio premiada, o vinho estava excessivamente oxidado.

Muito Bom
Apresenta a paleta aromática típica da Malbec do Valle de Uco, uma agradável mistura de ameixas maduras e flores. Esse vinho costuma ser potente e bem marcado pelo álcool.
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço: R$ 70
Importadora: Wine House

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Vinhos nacionais são avaliados nos Estados Unidos

Wines from BrazilFinalmente os vinhos brasileiros começaram a ganhar espaço nos Estados Unidos, porém ainda é preciso um trabalho árduo para conquistar a preferência dos consumidores norte-americanos. Recentemente, Alder Yarrow, do blog Vinography, elaborou um interessante painel dos vinhos brasileiros, degustados por ele num evento destinado à divulgação do vinho tupiniquim, promovido pela IBRAVIN e seu mais recente braço o Wines from Brazil. Alder deixa claro, logo no início do artigo, que esta foi a sua primeira degustação de vinhos brasileiros, sendo assim, a sua primeira impressão, dizendo “Muitos dos mais de 60 vinhos que tive a oportunidade de degustar neste evento não eram muito bons. Mas alguns poucos mostraram-se decentes, decentes o suficiente para provar que é possível fazer bons vinhos neste país.” Por fim, conclui “em geral, esses vinhos devem ser evitados por quem procura produtos de alta qualidade, mas para quem quer experimentar e explorar, com certeza irá encontrar vinhos com qualidade em ascensão vindos da terra do Carnaval.”

Devo admitir que o comentário não é muito estimulante, mas deixando o ufanismo de lado, a opinião de Alder é muito bem fundamentada; é até natural que os americanos enxerguem os vinhos brasileiros com um certo desdém, aqui é o país do futebol, da cachaça e do carnaval. O toque de exotismo, evidentemente, é reforçado pelo preço elevado de alguns rótulos. Infelizmente não foram degustados vinhos como o Innominabile, da Villaggio Grando, uma vinícola boutique de Santa Catarina. A Villaggio Grando possui 52 hectares de vinhas plantadas a 1.350 metros de altitude, no município de Herciliópolis. Posso afirmar, seguramente, que se trata de um excelente terroir para a produção de vinhos de alta qualidade. O Innominabile é um dos melhores vinhos brasileiros que já provei, possui estrutura fenólica muito fina e macia, fruta bem madura, além de um competente emprego do carvalho; um belo vinho que prima pela elegância. Em breve apresentaremos a degustação desse vinho.

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Trapiche Ciento e Veinte Años 2003

Vinho Trapiche 120 años 2003Depois do fiasco da degustação do Trapiche Bonarda 2004, da qual participei juntamente com o Jomar, resolvi desfazer essa má impressão escolhendo um outro rótulo dessa tradicional bodega mendocina. Procurei na minha adega e lá estava o Ciento e Veinte Años. Esse vinho já integrava a lista que aguardava degustação, mas confesso que nem lembrava mais dele. A série é uma homenagem ao 120º aniversário da Bodega Trapiche. O mais interessante é a composição desse vinho. O Ciento e Vinte Años é um blend pentavarietal (Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Pinot Noir e Cabernet Franc) proveniente de vinhas da Finca Las Palmas, em Maipú. Digressões à parte quanto ao papel de cada uma das varietais no resultado final, diria que vale a pena experimentar esse blend. Se tivesse que definir o Ciento e Veinte Años numa palavra seria: equilíbrio. É verdade, talvez muitos leitores não considerem um dos atributos mais empolgantes, porém em meio a tantos exageros no mundo dos vinhos, esse Trapiche faz bonito. Cor rubi com transparência e um halo levemente violáceo. Bouquet elegante, frutuosidade discreta, com destaque para as notas de coco, baunilha e cedro, dadas pela passagem no carvalho francês. Na boca é amplo, estruturado, com boa acidez e taninos já bem macios e aveludados. Como disse anteriormente, o equilíbrio é um ponto forte nesse vinho, os 14,5% de álcool estão muito bem integrados. Retrogosto persistente, na medida certa, nem muito doce ou seco.

Muito Bom
Vinho ideal para acompanhar um risoto de funghi ou que utilize vinho tinto na sua confecção.
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço:R$79
Importadora: Impexco

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Trapiche Fond de Cave Bonarda 2004

Trapiche Fond de Cave Bonarda 2004Quem pensa que a Argentina é só Malbec está redondamente equivocado. Para comprovar basta degustar um Pinot Noir ou Cabernet Franc da Patagônia; talvez um Shiraz de San Juan, ou ainda, um Tempranillo que não faz feio aos bons Riojas. Assim, fica fácil entender porque tantos produtores europeus atravessam o oceano. Além desses nobres varietais, temos ainda a Bonarda, que parece não ser a mesma Bonarda presente em algumas regiões italianas, mas sim, a Charbono cultivada na Califórnia, que nada mais é que um clone da Dolcetto. Existe uma semelhança entre a Bonarda da Argentina e a Charbono cultivada na Califórnia, todavia as mudas que chegaram na Argentina vieram com a imigração italiana. Isso reforça a teoria do cruzamento genético (os argentinos defendem essa hipótese), ocorrido na Argentina, entre variedades primitivas de Dolcetto e Bonarda. O problema é que existem, na Itália, diferentes uvas chamadas de “Bonarda”, como a Bonarda Novarese, Bonarda Piemontese e, ainda, a Bonarda da região de Oltrepo Pavese e Colli Piacentini na Lombardia, mais conhecida como Croatina. Você acha que está complicado? Ainda tem mais… É bem provável que a Bonarda cultivada na Argentina seja a mesma Croatina da Lombardia. E a Dolcetto? É melhor não complicar mais, essa confusão demonstra como é caótico o universo dos vinhos. Apresento agora o Trapiche Fond de Cave Bonarda/Charbono/Dolcetto/Croatina 2004, um vinho que infelizmente decepcionou, vou tentar novamente com outras safras, pois já degustei esse vinho anteriormente e tive uma impressão bem mais favorável. Cor rubi profunda com lágrimas bem pigmentadas. Aroma discreto de frutas negras, escondidas pela madeira, com algumas notas de chocolate ao leite. Bom corpo, taninos angulosos e boa acidez, deixando uma adstringência considerável. Final de boca seco e sem persistência. Parece que, estranhamente, faltou maturação nas uvas desse Trapiche. Lembra vagamente um vinho de Dolcetto, talvez a cor profunda e o toque seco, nada mais.

Fraco
Vinho durão e áspero, com certeza não é esse o padrão de qualidade da Trapiche.
Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: R$29
Importadora: Impexco

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Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Vinho chileno Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon 2005A Viña Ventisquero é um vinícola relativamente nova, porém já parece ter consolidado sua participação no mercado brasileiro. Nada mais justo, já que seus vinhos apresentam uma qualidade muito consistente. A Ventisquero possui uma ampla gama de rótulos, dos mais acessíveis ao super premium Pangea, que curiosamente não tem inspiração bordalesa. Trata-se de um Syrah produzido no vinhedo de Apalta (talvez o terroir mais disputado do Chile), elaborado em parceria com John Duval, enólogo responsável pela produção do Penfold’s Grange por 29 anos. A Syrah vem ganhando espaço no Chile, vinhos como o Montes Folly e o Pangea deixam claro a intenção dos produtores em criar vinhos premium com essa uva. Acredito que a Cabernet Sauvignon e a Merlot já foram excessivamente exploradas, sendo assim, é bom não esperar grandes novidades com essas uvas. Aposto as minha fichas na Syrah, na Carménère e na Pinot Noir. O vinho degustado da Ventisquero foi o Reserva Cabernet Sauvignon 2005, agradável e suculento, graças ao bom equilíbrio com acidez ligeiramente destacada. Cor rubi com transparência. Aroma de boa intensidade, mostrando cassis e ervas secas, além de notas sutis da passagem pelo carvalho. Corpo médio, com taninos redondos e boa acidez, sem exageros de álcool. Final persistente e agradável. O Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon 2005 é uma ótima pedida, com certeza não irá decepcionar os fãs dos Cabernets chilenos.

Muito Bom
Cabernet bem feito e acessível. Tem ótima intensidade e acompanha muito bem carne grelhada.
Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: R$34
Importadora: Cantu

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Etchart Privado Torrontés-Chardonnay 2006

Vinho branco Etchart Privado Torrontés Chardonnay 2006Mais uma marca que voltou com tudo depois de ter sido adquirida, em 1996, pela multinacional francesa Pernod Ricard. Caso os leitores tenham reparado, nos últimos anos, as ações de marketing e merchandising em PDVs dessa marca aumentaram consideravelmente. Coisas do tipo: compre três garrafas e ganhe de brinde um saca-rolhas ou compre seis e ganhe um balde de gelo. Coincidência? Esse mesmo grupo comprou outras gigantes como a Seagram e a Allied Domecq. O portfólio de marcas do grupo Pernod é extenso e engloba todos os tipos de bebidas: whisky, vodka, run, cachaça, cognac e vinhos. Mas, ficará registrado na história o pioneirismo do fundador dessa bodega, Arnaldo B. Etchart. Hoje a Etchart produz vinhos em Mendoza e Salta. E, alguns vinhedos localizados no Vale de Cafayate, província de Salta, estão a uma altitude média de 1.750 mts. O vinho degustado é um corte, 80% Torrontés e 20% Chardonnay, proveniente de vinhedos de mais de 20 anos da região de Salta. Cor amarelo brilhante tendente ao palha, com um intenso aroma de frutas brancas como pêssego, banana e abacaxi. O típico frescor e intensidade aromática da Torrontés estão presentes nesse vinho. Mostrou-se bem equilibrado de estrutura mediana e boa acidez, sem aquela sensação exagerada de álcool. Final de boca seco e uma persistência razoável.

Bom
Branco bem fresco e agradável com uma boa relação qualidade/preço.
Grad. Alcoólica: 13%
Preço: R$19
Importadora: Pernod Ricard

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34.º Festival Delle Sagre Astigiane

Já comentamos aqui no QVinho da proposta de abrir um espaço para nossos leitores e amigos participarem contando suas experiências enogastronômicas. O relato a seguir é de uma amiga nossa, a Amanda Santiago, que está fazendo um curso de aperfeiçoamento em Design na cidade de Torino, na Itália. Nossa privilegiada amiga não poderia ter escolhido região melhor. Alguns quilômetros dali estão Asti e Alba, verdadeiros pólos da gastronomia e do vinho na Itália. Quem assistiu o filme Sem Reservas deve lembrar de onde vinham as cobiçadas e caras trufas brancas.

No 34º Festival Delle Sagre Astigiane, a festa começa de manhã, com desfiles entre outras coisas só que fui com amigos italianos que trabalhavam sábado inteiro, chegamos lá umas 21 hrs. A festa era grande, numa praça central - Piazza Campo Del Palio - com 47 barracas com todos os tipos de vinhos e pastas. Em qualquer 34º Festival Delle Sagre Astigianebarraca você podia comprar o copinho que vinha dentro de um saquinho para colocar no pescoço, ai você vai andando com o copo no peito, cheio de vinho, achei barato, €0,50. Como sempre ouvi falar das famosas trufas, eu resolvi experimentar o Tagliatelle all’uovo con tartufo, sobre o tartufo não tenho o que comentar, não sei se é porque não estava fresco ou se é sem graça mesmo, mas não senti gosto de nada, talvez um levíssimo gosto de cogumelo, mas a massa em sí tava muito boa, os pratos variavam os preços entre €2 e €4,50 (o meu como tinha trufa era o mais caro). Na entrada ganha-se um folheto com os número das barracas, o que cada uma tem e um mapinha de onde elas estão, isso eu achei bem organizado, porque organização é uma coisa que não combina com a Itália :) 34º Festival Delle Sagre AstigianeNão sou nem um pouco conhecedora dos vinhos então não sei falar muito sobre eles, experimentei vários, os espumantes de Asti são maravilhosos! Eu gosto mais de bebida doce, então adorei os espumantes doces… Também bebi vinhos secos, mas até eles eram vinhos leves, que não deixavam gosto amargo na boca e desciam muito bem! O preço das garrafas €4,50, tinha uns mais caros de €5,00, realmente um absurdo de barato! Dizem os italianos que no Brasil seriam caríssimos.A festa estava cheia, pessoas com filhos pequenos, os jovens que queriam se embebedar, velhos, pessoas com seus cachorros (o que é muito comum aqui na Itália, eu só queria saber onde eles enfiam esses cachorros, porque em Torino não tem casa, e os apartamentos são picolos!!!)… Só que tiveram dois problemas que achei meio chato: as garrafas teoricamente Amanda Santiago. Designer brasileira que atualmente mora em Torino.não poderiam ser abertas ali na festa, você que tinha que levar o abridor, sorte que meus amigos sabiam!O outro problema é que tudo fechou 23.30! Não tinha mais vinho e nem comida, achei muito desanimador, pois nós brasileiros estamos acostumados a passar a noite inteira fazendo festa! Os vinhos que bebi que me lembro: Monferrato Bianco e Grignolino D’Asti que eram secos (um bianco e o outro rosso), um espumante doce Gancia Asti e tiveram outros dois espumantes (um rosso e outro bianco como o Gancia) que não me lembro o nome mas eram muito bons! O Gancia eu recomendo bastante :)

www.festivaldellesagre.it

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Degustação às cegas: Bordeaux, Chile e Argentina

Como diriam muitos especialistas, as degustações às cegas costumam derrubar até mesmo degustadores muito experientes. Claro, não foi o caso dessa avaliação em especial. Principalmente porque a pauta e os rótulos já eram conhecidos: Chapelle de Potensac 2004 (Bordeaux), Marques de Casa Concha (Chile) e Don Nicanor (Argentina). Ou seja, uma degustação às cegas ma non troppo. O objetivo nessa degustação foi reunir alguns cortes ao estilo bordales, situados numa mesma faixa de preço. Aproveitando a ocasião convidamos outras três pessoas para participar do encontro (estas desconheciam os rótulos, sabendo apenas que seriam vinhos de uvas bordalesas).

Quase todos os participantes julgaram o Marques de Casa Concha como superior aos demais, porém com pequena vantagem sobre o Don Nicanor, deixando o Bordeaux fora do páreo. O Marques de Casa Concha foi considerado um vinho mais macio e redondo, já o Don Nicanor destacou-se pela sua paleta aromática mais complexa, enquanto o Chapelle de Potensac ficou rotulado como diluído e pouco intenso. Apesar de previsível, essa degustação deixou claro que o terroir define o estilo desses vinhos, provando que a característica varietal não interfere de maneira decisiva.

Degustação as cegas: Chapelle de Potensac 2004 - Médoc, Marques de Casa Concha e Nieto Senetiner Don Nicanor Blend

Chapelle de Potensac 2004 - Médoc

Segundo vinho do Château Potensac, Cru Bourgeois Exceptionnel produzido pela família Delon (os mesmos proprietários do Château Léoville Las Cases) sob a AOC Médoc. Aqui não é o lugar mais apropriado para explicar como os vinhos são classificados em Bordeaux, entretanto vale dizer que um Cru Bourgeois pode ser um excelente vinho, como também pode ser apenas um produto para consumo imediato e sem muito brilho e, no caso do Chapelle de Potensac, fica valendo a segunda situação. Cor rubi com transparência bem evidente e lágrimas sem persistência. Aroma pouco intenso de frutas vermelhas, leve madeira com um toque de caramelo. Corpo leve, taninos pouco evidentes e boa acidez, apresentando um bom equilíbrio. Final de boca pouco marcante, deixando uma leve adstringência. Vinho apenas correto, sem brilho.

Bom
Grad. Alcoólica: 12,5%
Preço: Custa em média 10 euros na origem. Aqui ficaria com um preço bem mais elevado.
Importadora: Foi enviado para nós como amostra.

Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon 2005

Esse tradicional rótulo da Concha y Toro dispensa apresentações. Sempre confiável, apresenta a característica típica do Vale del Maipo, porém o seu preço poderia ser mais baixo. Mostrou cor rubi com pouca transparência. Aroma de frutas negras, além do bem definido caráter herbáceo do Vale del Maipo, que costuma lembrar café, mentol e pimentões grelhados. Bom corpo, com taninos macios, apesar de ainda ser jovem. Final de boca frutado de boa persistência e levemente adocicado.

Muito Bom
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$75
Importadora: Expand

Nieto Senetiner Don Nicanor Blend 2004

Originário dos vinhedos de Vistalba e Agrelo, em Lujan de Cuyo, este interessante assemblage é feito de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot em igual porcentagem. A série Don Nicanor é a terceira na linha da Nieto Senetiner, ainda temos o Cadus e o varietal Bonarda, mesmo assim, mostrou uma boa elegância. Cor rubi com pequena transparência. Aroma de frutas decadentes, lembrando ameixas secas e marmelada, com notas de especiarias doces e carvalho tostado. Corpo médio, apresentando taninos bem integrados e boa acidez. Final de boa persistência, levemente seco.

Muito Bom
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$55
Importadora: Porto a Porto / Casa Flora

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