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Alamos Reserve Malbec 2005 La Posta Vineyard

Catena Zapata Alamos Reserve Malbec 2005 La Posta VineyardQuando degustamos algumas semanas atrás o clássico Alamos Malbec já deixei separada uma garrafa do Reserve La Posta Vineyard. Dessa série já tínhamos provado o Trempranillo, que por sinal estava ótimo. Ao contrário do Malbec tradicional, produzido com uvas de diferentes vinhedos de Mendoza localizados em La Consulta, Tupungato, Lulunta e Agrelo; o Reserve 100% Malbec é proveniente de um único vinhedo situado em Altamira, no Valle do Uco. É dessa mesma região que saem alguns dos mais premiados vinhos da Achaval Ferrer. Não é para menos, o terroir dessa região é nobre mesmo! O Alamos Reserve mostrou que tem personalidade e, em momento algum se confunde com seu irmão. Potente e muito concentrado, como já é típico dos vinhos do Valle do Uco, o La Posta Vineyard 2005 é jovem e tem um excelente frescor. O exame visual revela um vinho de cor púrpura quase negro e reflexos violáceos. Bouquet intenso e complexo, toque incial marcado por leves notas tostadas, baunilha, seguidas de boa frutuosidade lembrando cerejas e cassis. Além da fruta e das notas florais típicas da Malbec, nesse Alamos surgiram notas interessantes de húmus e banhado. Na boca é volumoso, taninos bem resolvidos, boa acidez e um final muito longo, acompanhado de uma razoável sensação alcoólica.

Muito Bom
Vinho ainda jovem que pode melhorar com mais alguns anos. Talvez um pouco menos elegante que o tradicional Alamos Malbec.
Grad. Alcoólica: 13,9%
Importadora: Mistral
Preço: R$35

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Leonardo Falcone Cabernet Franc 2004

Tinto uruguaio Leonardo Falcone Cabernet Franc 2004A vinícola uruguaia Leonardo Falcone possui 120 anos de história, mas muito provavelmente, você nunca ouviu falar dela. O mundo dos vinhos é assim mesmo, surpreendente, por isso não gosto desses enochatos que dizem saber tudo. Essas criaturas arrogantes ficam declarando nome de rótulos famosos, como papagaios imitando crianças, fazendo isso como quem se agarra a um pedaço de tábua no mar, única salvação na vastidão oceânica. Essa postura tem pouco em comum com o verdadeiro prazer de apreciar um vinho. Reflexões desse tipo ocorrem quando provo algo como esse Cabernet Franc uruguaio, simplesmente porque ele parece “fora de moda”. De certo modo, ele é a antítese do vinho degustado anteriormente, o Finca el Portillo Cabernet Sauvignon. É mais francês do que internacional, estilo Vale do Loire, um pouco áspero e não é alcoólico (para os padrões atuais). Mostrou cor rubi com pouca transparência e lágrimas de boa persistência. Aromas intensos de feno, especiarias e frutas negras; toque sutil de decomposição. Corpo médio, com taninos não muito dóceis e boa acidez. Final seco de persistência média. O acabamento desse Cabernet Franc é um pouco adstringente, mas em compensação, é fresco, tem boa personalidade e pode ser muito versátil na mesa. Mas, por que está fora de moda? Talvez porque a maioria das pessoas prefira vinhos macios, frutados e com um toque adocicado do carvalho. Não há nada de errado nisso, porém é interessante provar um exemplar como esse Leonardo Falcone Cabernet Franc e, invariavelmente, comprovar que existem bons vinhos que não seguem a cartilha internacional.

Muito Bom
Cabernet Franc uruguaio de personalidade francesa. Nariz intenso e agradável com final levemente áspero.
Grad. Alcoólica: 12,4%
Preço: R$26
Importadora: Vinhos do Mundo

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Finca el Portillo Cabernet Sauvignon 2004

Bodega Salentein Finca el Portillo Cabernet Sauvignon 2004 Valle de UcoOs vinhos da Bodega Salentein costumam agradar principalmente à aqueles que gostam do chamado “estilo internacional”, já que apresentam muita fruta, carvalho doce e álcool em abundância. Dizem que foi o Robert Parker quem ditou esse estilo, todavia é preciso lembrar que, freqüentemente, é comum associarmos qualidade com “quantidade”. Exemplo: um carro com 160 cavalos é melhor que um com 80; um barco de 40 pés e superior a um de 20; logo, um vinho mais concentrado, alcoólico e com maturação mais longa no carvalho é melhor que um tinto ligeiro, de menor concentração e pouco alcoólico. Felizmente, esse axioma não tem lugar no mundo dos vinhos. Sorte nossa! O meu rótulo preferido da Salentein é o Pinot Noir Roble, mesmo assim, a linha Finca el Portillo agrada, mas não espere muita personalidade. Apresentou cor rubi com transparência. Aroma primário nitidamente marcado pelo carvalho, lembrando coco e baunilha. Rolando o vinho revelou boa frutuosidade, com notas de amoras e cerejas. O corpo é médio, com taninos macios e baixa acidez. Final com persistência razoável. Esse Cabernet Sauvignon do Valle de Uco é bem feito, com textura macia, porém falta o caráter típico do bom Cabernet, além do excesso de álcool, que prejudica o seu equilíbrio e dificulta a harmonização com alguns pratos

Bom
Cabernet Sauvignon frutado com textura macia e muito álcool.
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$32
Importadora: Winehouse

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QVinho completa 3 meses de sucesso!

QVinho entre os Top 30 wine blogs do LocalWinesEvents.com

É com grande satisfação que comemoramos 3 meses de atividades, agradecendo nossos leitores pela participação nas votações da lista do site LocalWinesEvents. Já alcançamos uma destacada posição, frente a mais de 200 wine blogs de todo o mundo e, levando-se em conta que entramos lá a pouco mais de 1 mês, posso dizer que isso é só o começo. Vale lembrar também que o QVinho é o único blog brasileiro da lista, e o 4.º em língua portuguesa entre os Top 30. Isso só é possível graças a participação dos leitores, um indício de que estamos no caminho certo, escrevendo aquilo que o consumidor quer saber e esclarecendo, por meio dos comentários, as mais diversas dúvidas. Agradecemos também a Revista Blue Wine, e os blogs Krónikas Vinícolas e Vini dal Mondo. Sapori di Tradizione da Scoprire, pela gentileza de publicarem notas sobre o nosso blog.

Esse momento é oportuno para apresentarmos os primeiros números do QVinho, que já mostram o sucesso do blog, além de apontarem para um crescimento ainda maior nos próximos meses. Já foram mais de 32.461 visitantes com um tempo médio de navegação no site de 9,39 minutos, nada mal para três meses! Mas, antes de interpretarmos os números, é preciso estabelecer o contexto da nossa blogosfera. No Technorati é possível calcular a quantidade de ocorrências para um determinado tag, estimando o “tamanho” da blogosfera e estabelecendo proporções. Exemplo: Para o tag wine existem 825.895 ocorrências; para vinho existem 40.000, assim fica fácil entender que a blogosfera para wine (blogs em Inglês) é 20 vezes maior que para vinho (blogs brasileiros e portugueses).

Page views e hits do QVinho nos seus primeiros 3 meses

A moral da história é a seguinte, quanto maior a blogosfera para um determinado assunto, maior a quantidade de pessoas interessadas nesse assunto. O vinho (escrito em português) ainda tem presença tímida, mas está crescendo e temos a certeza de que o QVinho terá uma boa participação nessa evolução.

Visitantes no QVinho nos primeiros 3 meses

Aproveitamos também para pedir que continuem participando, votando e enviando comentários, pois o Jackson e eu estamos sempre ligados, trazendo informações e novidades. Fiquem atentos, porque nas próximas semanas vamos fazer uma degustação de cachaças, trazer dicas quentíssimas para um roteiro de enoturismo no Piemonte, provar cafés exóticos e, é claro, muito vinho para vocês!

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Luigi Bosca Malbec DOC 2003

Vinho tinto Luigi Bosca Malbec DOCComo já acontece com mais força na França e na Itália com as Apelações de Origem ou Denominações de Origem, alguns produtores do novo mundo também estão trabalhando com produtos de origem controlada. Porém, é preciso esclarecer que muitas pessoas, erronemamente, acreditam que os vinhos que ostentam os selos DOC, DOCG são sempre produtos superiores quando comparado aos que não possuem. Tal premissa está longe de ser verdadeira. D.O.C. não é sinônimo de alta qualidade ou de grandes vinhos. Não vem ao caso entrar em maiores delongas, mas basta dizer que muitos dos excepcionais vinhos de Angelo Gaja, passam longe das tradicionais certificações italianas de DOC e DOCG. A dica ainda é procurar por produtores de boa reputação. Na Argentina, algumas bodegas já possuem vinhos certificados, como é o caso do Norton Malbec DOC e desse Luigi Bosca Denominação de Origem Controlada de Luján de Cuyo. Situado dentro da região demarcada, o vinhedo de Vistalba, que dá origem a este vinho, tem mais de 56 anos e está a uma altitude de 960 metros. Os vinhos da Luigi Bosca dificilmente decepcionam, até mesmo nas linhas mais baratas o resultado costuma ser muito bom. Esse elegante Malbec da safra 2003, não fugiu a regra. Cor púrpura escura com lágrimas muito persistentes, o vinho estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês. Nariz muito intenso, cheio de frutas, ressaltando notas de framboesa, cereja e pelica, com uma madeira muito bem integrada. Na boca mostrou uma boa estrutura, taninos finos e aveludados. Um vinho delicioso com um final persistente e bem marcado pelo álcool.

DOC - Denominação de Origem Controlada Lujan de Cuyo

Excelente
Um Malbec bem típico. Combinação clássica com carne vermelha grelhada
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço: R$42

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J.F. Lurton Reserva Cabernet Sauvignon 2003

Jacques Françoise Lurton Cabernet Sauvignon 2003Mais um belo vinho de J.F Lurton. Esse Cabernet Sauvignon proveniente dos vinhedos de Vista Flores, Alto Vale do Uco, Tunuyán, é saboroso e muito fácil de beber. Esses vinhedos estão situados numa altitude superior a 1.000mts, e estão sujeitos a uma grande amplitude térmica. O resultado, sem dúvida, é muito diferente da maioria dos cabernets chilenos, mais austeros e complexos. Ao passo que esse Lurton, assim como os outros vinhos da casa, é menos marcado pelo carvalho, e possui um caráter mais quente e frutuoso. Para falar a verdade em alguns momentos chega a lembrar mais um Malbec do que um Cabernet Sauvignon. Um vinho rubi escuro, bem concentrado. Aroma intenso e frutuoso, notas de cacao mescladas com cassis, violeta e um leve toque mentol. Estrutura mediana, taninos robustos, mas já amaciados. Boa acidez e muito bem equilibrado com o álcool. Final longo e não muito doce. Talvez em safras mais jovens mostre-se muito tânico e um pouco áspero.

Muito Bom
Cabernet muito agradável para acompanhar um Brasato di Cervo ou qualquer outro prato à base de carnes de caça.
Grad.Alcoólica: 13,5%
Preço: R$34
Importadora: La Vigne

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Ateliê do Café - Opus 1 Exotic: 1% de cafeína

Ateliê do Café - Opus 1 Exotic com 1% de cafeína. Fazenda Daterra

Mais um café produzido pela Fazenda Daterra, que após anos de pesquisa conseguiu cultivar uma espécie de café que contém, naturalmente, apenas 1% de cafeína. É isso mesmo, naturalmente, sem utilizar o processo industrial de descafeinação. Uma boa opção para quem aprecia um café de alta qualidade, mas que procura evitar beber muito em função da cafeína. O problema estaria resolvido se não fosse por um fator: o preço. Um pacote com 250g do Opus 1 Exotic não sai por menos R$28. Ainda sobre a cafeína, vale ressaltar alguns fatores, já que existem vários mitos sobre esse assunto. O café do tipo arábica possui, naturalmente, uma quantidade baixa de cafeína, quase nunca superior a 2%. Como quase todo café arábica de qualidade superior é aproveitado para elaborar blends, voltados principalmente para uso em máquinas de espresso, logo fica claro que o espresso é uma bebida com menos cafeína que o nosso famoso cafezinho. Mesmo assim, persiste a idéia do café espresso ser “forte”, sinônimo de muita cafeína, nada mais equivocado. Na realidade, um espresso bem tirado, feito com grãos de qualidade e torrefação adequada, é uma bebida suave (o termo velvet é mais apropriado), bastante aromática, pouco amarga e com baixo teor de cafeína. Mas é bom tomar cuidado, já que a quantidade de cafeterias oferecendo espresso de péssima qualidade é muito grande, geralmente empregando blends comerciais de baixo custo, que costumam adicionar café robusta nas suas misturas. O Opus 1 Exotic é um café muito interessante, não pela quantidade de cafeína, mas pela sua qualidade final como bebida. Tirei um espresso muito bom, com cremosidade consistente e aroma agradável, lembrando frutas secas e amêndoas. O final é um pouco áspero, mas sem comprometer a boa impressão. Talvez uma torrefação um pouco mais clara fosse melhor, ressaltando sua delicada acidez e evidenciando sua característica aromática frutuosa.

Onde comprar: Ateliê do café
Preço: R$112/kg

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Adegas climatizadas, quem precisa delas?

Adega climatizada para 6 garrafas. Tocave T16D Há alguns anos ter uma adega climatizada em casa era um privilégio para poucos. Porém, nos últimos tempos o brasileiro passou a consumir mais e também prezar pela qualidade dos vinhos. Preocupação que também estendeu-se à armazenagem das garrafas. Luxo? Modismo? Exagero ou necessidade? Depende. O calor em certas épocas do ano pode prejudicar até mesmo os vinhos de consumo mais imediato, ou seja, aqueles que não ficarão guardados por muitos meses. Algumas pessoas sequer dispõem de uma pequena área fresca ao abrigo do sol para deitar as garrafas. Nesses casos, talvez a melhor solução seja adquirir uma adega. Agora, se o seu consumo é do tipo just in time, ou seja, as compras são realizadas sempre no dia ou na semana do consumo, e você não possui e nem pretende deixar amadurecer mais de 10 anos um Barolo (de produtor tradicional que não passa por barrica), um Brunello ou um Borgonha de uma grande safra, é melhor abortar o investimento em adegas grandes e caras. Caso contrário a adega servirá apenas como uma geladeira de luxo para resfriar os vinhos. E num extremo ainda pior temos o caso dos emergentes e “pseudoconnoisseurs” de vinho. Não poupam esforços, nem dinheiro para montar suntuosas adegas em ambientes climatizados. Situação que me lembra muito a cena do cidadão que pousa utilizando como pano de fundo uma imensa biblioteca repleta de livros, entretanto essa mesma pessoa, muito provavelmente, não leu nem mesmo os clássicos de Dostoievsky, Hemingway e Dumas. Ostentação? É bem possível. Como diria Aristóteles a virtude não estaria nos extremos, mas sim no meio-termo.

Nesse cenário, muitos fabricantes identificaram oportunidades e entraram agressivamente nesse mercado latente. Alguns lançamentos foram pensados exatamente para as pessoas que não dispõem de muito espaço para acomodar adegas maiores, mas que não abrem mão de proteger seus melhores rótulos. Essa nova geração de adegas compactas com capacidade para 6, 16, 20 e 25 garrafas, contam com modernos sistemas de refrigeração eletrônica, que conseguem proteger melhor os vinhos contra o calor, as oscilações de temperatura e a trepidação. Sem falar no consumo, que na maioria delas é baixo, e chegará impactar pouco a conta de luz no final do mês. Alguns fabricantes como a Tocave, a Art des Caves, a GE e a Black&Decker já trabalham com essa segmentação. Os preços podem variar de R$399,00 até R$ 1.500,00 conforme a capacidade ou o acabamento do produto (metal ou madeira). Mas, atenção, antes de comprar uma adega procure identificar seu perfil de compra e de consumo para não incorrer em gastos desnecessários.

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Rodas Colección 12 Syrah 2005

Vinho Tinto Rodas Syrah 2007. Bodegas EsmeraldaImpulsionado pelo bom desempenho do Rodas Chardonnay numa das degustações realizadas aqui no QVinho fiquei curioso para avaliar outros rótulos dessa série. Desta vez, resolvi pegar um Syrah, mas sem muitas ilusões quanto a qualidade. Digo isso porque algumas vinícolas, principamente argentinas e chilenas, em suas séries mais populares, produziam vinhos tintos “mascarados” em excesso, chegando a beirar o intragável frente à olfatos e a paladares um pouco mais apurados. Exageros que faziam o vinho lembrar um picolé de carvalho ou mesmo iogurte de morango ou baunilha. Sem falar da varietal Syrah, que não chega a figurar no rol das mais afamadas e de melhor desempenho da Argentina, ainda mais em vinhos médios e baratos. Porém, o Rodas Syrah surpeendeu, novamente, de forma positiva. Claro, analisando em termos relativos e considerando que o vinho aqui no Brasil custa menos de R$10, o Rodas não fez feio! Syrah de cor púrpura, halo violáceo e uma boa transparência. Aroma pouco intenso, mas com uma presença de framboesas e um leve toque herbáceo. Na boca é leve, taninos discretos e uma boa acidez deixam o vinho razoavelmente equilibrado, apesar da pouca persistência no final de boca.

Bom
Uma boa proposta para o dia-a-dia. Um vinho barato de pouca concentração e sem muita maquiagem.
Preço: R$9
Grad. Alcoólica: 13%
Importadora: SAB Company

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Degustação de cafés especiais do Brasil - Blend para espresso

Nos artigos anteriores falamos um pouco sobre os mais renomados cafés da Ásia, América Central e África. Hoje, apresentaremos cafés especiais do Brasil, 100% arábica, originários de fazendas que representam a elite dos grãos nacionais. Nessa seleção foram degustados blends, ou seja, uma combinação de grãos que visa alcançar um produto mais equilibrado, valorizando as melhores qualidades do aroma, sabor e corpo do café.

Santo Grão - Blend Santo Grão:

Café especial Blend Santo GrãoBoutique localizada nos jardins, em São Paulo, especializada em cafés gourmet. Costumam ter muito critério na escolha das fazendas, dos lotes e no processo de torrefação, e seus cafés são sempre de alta qualidade. Esse blend é uma combinação de grãos selecionados provenientes de fazendas do Cerrado de Minas, do Sul de Minas e de Mogiana. A torra é sempre bem feita, nem muito claro nem muito escuro, apresentando grãos de tamanho uniforme e ligeira oleosidade. O Blend Santo Grão produziu um espresso equilibrado, com excelente cremosidade, aromas achocolatados e pouco amargor.

Onde comprar: Santo Grão
Preço: R$37/Kg

Cafeera - Blend Euro:

Café especial Cafeera Euro. Ipanema CoffeesGrãos provenientes da Ipanema Coffees, um dos maiores produtores de cafés especiais do Brasil. É das Fazendas Capoerinha e Conquista, em Alfenas (Minas Gerais), que a Ipanema fornece com exclusividade para a Starbucks todo o café bourbon que é vendido na rede como Brazil Ipanema Bourbon. No mercado interno são comercializados dois blends: o Fazenda e o Euro, sendo o primeiro um pouco mais encorpado. Geralmente são cafés muito bons, em alguns casos um pouco irregulares em função do lote e data da torrefação. Claro, o segredo é sempre buscar torras recentes. O blend Euro apresenta grãos de tonalidade marrom escura, devido a torrefação leve e, as vezes, com uma oleosidade discreta. O espresso é suave, com característica aromática frutuosa, até mesmo vegetal, porém agrada ao paladar. A opção pela torrefação leve produz uma bebida um pouco desequilibrada, mesmo assim, um excelente café. O blend Euro é mais apropriado para coador, já que falta um pouco de corpo para um bom espresso.

Onde comprar: Cafeera
Preço: R$33/Kg

Suplicy - Fazenda Santa Izabel:

Café especial SuplicyA história da Suplicy remonta o ano de 1879 quando um dos fundadores, o paulistano Luiz Suplicy, estabeleceu um escritório em Santos, então capital mundial no comércio de café. Hoje, a Suplicy adota uma política de comercializar somente cafés de produtores de adotam práticas ambientais ecologiacamente corretas, e pela sua rastreabilidade possam ser denominados de origem controlada. O café degustado originário da Fazenda Santa Izabel, Ouro Fino, Sul de Minas, possui uma torra média (um pouco mais escura que a do Euro), sem traços de oleosidade. Bebida com boa cremosidade, aroma levemente terroso com traços frutuosos, acidez leve e doçura média. O Suplicy é um boa escolha para espresso, mas também pode pode produzir um bom café coado.

Onde comprar: Suplicy Cafés Especiais
Preço: R$40/Kg

Ateliê do Café - Daterra Collection:

Café especial Ateliê do Café. Daterra CollectionEmpresa especializada no beneficiamento e comercialização de cafés single state e blends especiais. Segundo a empresa, seu diferencial, além da alta qualidade dos grãos, está no frescor da torra, já que seus blends são torrados no dia, sob encomenda, que pode ser realizada pelo site ou pelo televendas. Esse blend é realizado a partir de grãos de altitude do Cerrado Mineiro e de Mogiana Paulista, originários na Fazenda Daterra. O café dessa fazenda foi utilizado pelos baristas campeões mundiais em Seatle 2005 e Berna 2006. Grãos não muito graúdos e torra mais escura que os outros cafés avaliados. Mostrou excelente aromaticidade, tipicamente achocolatado, com creme castanho escuro e rajado. Sem dúvida um café elegante, adequado para máquinas de espresso, com acidez discreta e um after taste doce e prolongado. Gostei muito dessa amostra, um blend que faz bonito diante dos preparados pelas micro torrefadoras norte-americanas.

Onde comprar: Ateliê do Café
Preço: R$38,26/Kg

Para extração dos espressi foram utilizadas as máquinas semi-automáticas Saeco Via Venezia e Francis Francis X5, com moedores Solis.

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