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Casa Valduga Premium Merlot 2004

Vinho tinto Casa Valduga Premium Merlot 2004 Vale dos VinhedosA vinícola Casa Valduga fica em uma das mais belas localizações do Vale dos Vinhedos, produzindo uma vasta gama de vinhos nos seus próprios terrenos, com destaque para a excelente linha de espumantes. O Premium Merlot 2004 mostrou cor rubi com transparência. Nariz difuso, lembrando vegetais e frutas vermelhas imaturas, além de um leve toque de carvalho. Corpo médio com taninos leves e acidez bem controlada. Tem bom equilíbrio, poderia apresentar melhor intensidade, mesmo assim, um vinho honesto para os padrões da Serra Gaúcha. Nos últimos anos, assim como outras vinícolas, a Casa Valduga também modernizou sua produção, alterando a condução dos vinhedos para espaldeiras e diminuíndo a produtividade.

Bom
Merlot leve com característica aromática vegetal.
Grad. Alcoólica: 13%
Preço: R$27

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Crozes Hermitage Les Jalets Paul Jaboulet Aîné 2003

Vinho tinto Syrah do Rhône Paul Jaboulet Aîné Crozes Hermitage Les Jalets 2003Paul Jaboulet é sem dúvida um dos grandes nomes do vinho. Um produtor de prestígio, basta lembrar o seu mítico Hermitage La Chapelle 1961, sempre na lista dos melhores tintos mundiais. É claro que a proposta do Les Jalets é bem mais simples, mesmo assim, é um vinho muito bom que oferece a distinção típica da Syrah (acredito que seja o terroir do Rhône), mas por um preço bem mais acessível. Apresentou cor rubi com leve transparência e lágrimas de persistência média. Nariz fresco com frutas vermelhas discretas, lembrando aguaceiro, borracha nova e especiarias. Pouco corpo, com taninos indóceis e acidez viva. Final seco e de boa persistência. Esse Crozes Hermitage é muito bem feito, mesmo não sendo muito encorpado, mostrando o excelente terroir do Vale do Rhône. Bebedores acostumados com vinhos argentinos ou chilenos, nessa mesma faixa de preço, maturados em barricas novas, vão estranhar a adstringência do Les Jalets. O Crozes Hermitage Thalabert é outra boa opção de Paul Jaboulet, oferecendo mais densidade e complexidade, mas o preço elevado nem sempre compensa.

Muito Bom
Crozes Hermitage nada monótono. A indolência é sempre um traço característico de um bom Syrah.
Grad. Alcoólica: 12,5%
Preço: R$75
Importadora: Mistral

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Casas Del Bosque Gran Reserva Pinot Noir 2006 Vs. Finca Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2005

Você está no time daqueles que acreditam que extração máxima e intensidade na cor são caraterísticas fundamentais dos grandes vinhos? Talvez você não tenha sido apresentado à Pinot Noir. Não é difícil presenciar consumidores, geralmente acostumados com vinhos ditos “modernos”, assustados com a cor, ou melhor dizendo, com a falta dela nos vinhos a base de Pinot Noir. Alguns mais desavisados poderiam, erroneamente, supor que isso seria um indício de inferioridade. Mas esse tipo de preconceito parece já estar superado, já que renomados vinhos da Borgonha e até mesmo de Barolo e Barbaresco provaram que a ausência de cor não está relacionada a baixa qualidade, muito pelo contrário. Porém, encontrar bons vinhos de Pinot Noir, a preços mais convidativos, é sempre um desafio para os amantes dessa uva.

Vinho Chileno Casas Del Bosque Gran Reserva Pinot Noir 2006 Vs. Patagônia Bodega del Finca Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2005

É num clima um pouco mais frio no Vale Casablanca, Chile, que a Viña Casas Del Bosque produz a Pinot Noir para esse vinho. O Gran Reserva Pinot Noir 2006 apresentou uma cor rubi bem transparente e um halo levemente violáceo. Aroma intenso com predominância de notas tostadas como caramelo e pão torrado, acompanhadas por uma frutuosidade de framboesa. Na boca estrutura mediana com taninos redondos e maduros. Final longo e delicado.

Muito Bom
Um vinho elegante com uma passagem bem trabalhada no carvalho.
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$59
Importadora: Obra Prima

O Bodega del Fin del Mundo apresentou bela cor rubi transparente, com lágrimas abundantes e pouco persistentes. Ataque aromático delicado de frutas vermelhas, lembrando morangos e framboesas frescas, com discreta presença de couro e baunilha. Corpo médio com taninos finos e boa acidez, mostrando bom equlíbrio e harmonia.

Muito Bom
A Bodega del Fin del Mundo parece ter um ótimo terroir, revelador da frutuosidade típica da Pinot Noir, sem as arestas da acidez excessiva ou falta de corpo.
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$47
Importadora: Reloco

Gostei de ambos, mas o Pinot da Finca del Fin del Mundo é mais autêntico, um belo vinho na sua faixa de preço, que seduz pelo equilíbrio e frescor. O Casas del Bosque apresenta um aroma mais marcado pela madeira, mesmo assim, sua textura é mais lisa e menos densa. Duas boas opções de Pinot Noir.

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Cognac, Armagnac e charuto cubano

Há alguns meses uma garrafa de Armagnac Chateau Laubade XO veio parar em minhas mãos e, como o clima estava muito quente, somente agora abri essa garrafa. Confesso que fiquei ansioso em degustar esse brandy juntamente com outro de mesma categoria, um Cognac XO seria perfeito, mas tive que me contentar com um Camus VSOP. Armagnac e Cognac são regiões na França que produzem brandy (destilado de vinho) ou eau de vie, como chamam os franceses. Estes são os brandies de maior prestígio, mas são sensivelmente diferentes.

França: Cognac Camus e o armagnac Chateau Laubade

Cognac situa-se numa área determinada na região de Poitou-Charentes na França, portanto uma indicação de procedência (não possui nenhuma semelhança com as bebidas rotuladas no Brasil com o nome “conhaque”). Armagnac também é uma indicação de procedência da região da Gasconha, ao sudoeste de Cognac, próxima dos Pirineus, que empresta seu nome ao brandy. Cognac e Armagnac são bebidas diferentes em vários aspectos, devido ao terroir, técnicas de destilação e envelhecimento. A grosso modo, o Armagnac costuma ser mais leve e frutado, como o excelente Chateâu Laubade XO que degustamos. Elegância, sutileza e intensidade aromática são características marcantes no Laubade XO, revelando muita fruta seca como ameixas, passas e laranjas, envolvidas por notas florais e amendoadas. Na boca é macio e envolvente, com adstringência mínima. O Camus é mais forte e direto, com aromas de torrefação, nozes e resinas, apresentando um bouquet mais próximo do Uísque. Mais encorpado e adstringente que o Armagnac, provavelmente devido aos taninos menos evoluídos, mesmo assim, redondo e cheio, como convém a um bom Cognac.

Charutos Cubanos: Hoyo de Monterrey Epicure n.º 2, Partagás Serie D n.º 4 e Montecristo EdmundoA segunda parte da degustação foi acompanhada por charutos. Uma combinação clássica, porém, nem sempre adequada, como comprovamos na harmonização dos puros com o Armagnac. Os charutos cubanos escolhidos são, indiscutivelmente, de personalidade marcante. Montecristo Edmundo, Partagás Serie D n.º 4 e Hoyo de Monterrey Epicure n.º 2. Com exceção do último, que é mais suave, todos os outros ofuscaram a sutileza do Laubade, mas acompanharam bem o Camus, com ressalvas para o encorpado Montecristo. É preciso ter em mente que brandies de categoria XO ou superior, principalmente Armagnac, são mais delicados e sutis, podem perder o charme na companhia de puros, mas se for essa a intenção, é melhor escolher charutos suaves, como os baianos e domenicanos. Prefiro os puros acompanhados por cerveja Stout ou Grappa.

Quanto ao Armagnac, além do Chateau Laubade, recomendo o Jeanneau, outro excelente representante desse nobre destilado. Não é muito fácil de achar, mas vale a pena procurar, principalmente agora que sabemos das suas propriedades medicinais.

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Los Haroldos Cabernet Sauvignon Roble 2004

Los Haroldos Cabernet Sauvignon Roble 2004A bodega Los Haroldos é uma empresa do Grupo Familia Falasco, relativamente nova e com uma missão bem clara: produzir vinhos de excelente relação qualidade x preço. O Cabernet degustado provou ser honesto a essa missão. Cor grená levemente transparente, com lágrimas límpidas. Ataque aromático de intensidade média, revelando terra molhada, notas de baunilha e frutas vermelhas não muito maduras. Corpo médio com taninos bem resolvidos, mostrando bom equilíbrio e final pouco persistente. Não espere um vinho intenso e potente, mas esse Cabernet é fácil de beber e casa muito bem com carnes grelhadas. A Los Haroldos possui uma outra linha, vendida a preço mais baixo, sem passar por carvalho, sendo uma excelente escolha para o dia-a-dia.

Bom
Cabernet Sauvignon bem feito e honesto. Oferece maciez e equilíbrio por um preço razoável.
Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: R$ 34,20
Importadora: Magna Import

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Trapiche Fond de Cave Petit Verdot 2004

Bodegas Trapiche Fond de Cave Petit Verdot 2004A Trapiche, com 120 anos de história, é uma das mais tradicionais e prestigiadas bodegas argentinas. Mas, nos últimos anos, assim como outras irmãs mendocinas passou por um processo de modernização. Mudanças no manejo dos vinhedos, redução no rendimento, irrigação por gotejamento, além de outras novidades ao estilo da consultoria de Michel Rolland. Sua linha de vinhos, sob direção técnica do enólogo Daniel Py, é bem extensa, e contempla desde séries mais acessíveis até vinhos premium como o Scay e o Tributo. Recentemente, a Trapiche mudou a designação da linha Fond de Cave que passou a se chamar Broquel. Quanto a varietal Petit Verdot, que costuma ser utilizada em cortes de Bordeaux, parece que foi descontinuada, talvez a bodega não tenha apostado no potencial dessa uva. Proveniente da Finca Las Palmas, Cruz de Piedra, em Maipú, o Petit Verdot 2004 apresentou uma cor rubi muito escura com reflexos violáceos. Bouquet não muito intenso com presença de notas de baunilha e frutas vermelhas como cereja e ameixa. Estrutura mediana, taninos finos e uma boa acidez. Um vinho equilibrado apesar dos 14% de álcool.

Bom
Varietal interessante e de boa qualidade, assim como toda a série Broquel. Mas ainda inferior aos Malbec e Bonarda, que costumam ser vinhos surpreendentes.
Grad.Alcoólica: 14%
Importadora: Impexco

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Armagnac previne doenças do coração e ajuda no controle da obesidade

Armagnac previne doenças do coraçãoUma das minhas bebidas destiladas preferidas é o Armagnac, mas nunca imaginei que pudesse ser “remédio”, pelo menos é isso que diz uma recente pesquisa da Universidade de Bordeaux. O “Paradoxo da Gasconha” foi o motivo que levou os pesquisadores a investigar o porquê, mesmo tendo hábitos alimentares semelhantes ao resto da França, essa região apresenta média de vida superior em até 5 anos, além dos índices de incidência de doenças coronárias entre os mais baixos do mundo. A Gasconha é famosa pelo seu eau de vie (literalmente “água da vida”), o Armagnac, que costuma ser consumido regularmente pelos seus habitantes. Foi só ligar uma coisa a outra, efetuar algumas pesquisas e assim ficou comprovado o benefício do Armagnac à saúde. Sua atuação é semelhante a alguns remédios que regulam a produção de plaquetas, porém com benefícios extras, já que não afina o sangue nem diminui o poder de cicatrização. A origem do funcionamento contra a obesidade ainda é incerto. Vale ressaltar, que esses benefícios são válidos apenas para o Armagnac, ingerido diariamente em doses bem moderadas. Não adianta nada beber qualquer “conhaque”.

Fonte: Daily Mail, Brandy can ward off heart attacks - 11 de maio de 2007

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Vinícola Aurora lança seu Millésime 2004

Aurora MillésimePara o lançamento do seu vinho top de linha, o Millésime Cabernet Sauvignon 2004, a Cooperativa Vinícola Aurora acaba de lançar uma campanha de comunicação com o slogan “Vinhos feitos de grandes momentos”. Ao todo 44 ilustrações do chargista e cartunista Edgar Vasques compõem os esfoços de comunicação. Segundo a vinícola, os Aurora Millésime somente são produzidos em safras excepcionais, como aconteceu em 1991, 1999 e, agora em 2004. O Aurora Millésime Cabernet Sauvignon 2004 sai em tiragem limitada de 23 mil garrafas. Foi elaborado a partir das mais nobres castas da safra, de vinhedos selecionados dos produtores cooperados da região de Pinto Bandeira (Vinhos de Montanha) estagiou em barris novos de carvalho americano e francês por um período de 12 meses e estabilizou na garrafa por mais de 18 meses. O Millésime 2004 já está sendo comercializado pelo preço de R$56.

Ilustração Millésime 2004

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Concha Y Toro Trio 2005 - Chardonnay, Pinot Grigio e Riesling

Vinho branco chileno Trio Chardonnay, Pinot Gris e RieslingÉ na região do Vale Casablanca no Chile, que a gigante Concha y Toro cultiva os varietais de uvas brancas que dão origem a esse corte. O Trio 2005, assinado pelo enólogo Ignácio Recabarren, tem a proposta de reunir num assemblage o que existe de melhor em cada casta. Confeccionado a partir de Chardonnay (70%), Riesling (15%) e Pinot Grigio (15%), com amadurecimento de 20% das duas primeiras por 7 a 8 meses em barricas de carvalho francês; e o restante, com passagem em tanques de aço inoxidável. De cor amarelo e halo esverdeado, o Trio mostrou um nariz discreto, mas agradável. Em destaque notas de mel mescladas com uma leve frutuosidade cítrica. Palato equilibrado de boa estrutura e acidez. Um vinho de textura macia e final persistente que poderia oferecer maior intensidade aromática.

Bom
Toda a série Trio é facilmente encontrada em diversos pontos-de-venda do país, graças a chancela da Concha y Toro. Excelente casamento com peixes, crustáceos e aves.
Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: R$29

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Don Laurindo Malvasia de Cândia Reserva 2006

Vinho branco Don Laurindo Malvasia de Cândia Reserva 2006 Vale dos VinhedosA origem da Malvasia de Cândia, base do vinho degustado, remonta ao berço da civilização clássica. Tudo começou quando a República de Veneza tentou ocupar uma fortaleza, ponto estratégico na região do Peloponneso, na pequena localidade de Monembasia, situada na atual ilha de Creta. Explorando mais profundamente a região, por volta de 1248, os venezianos puderam conhecer em Cândia, atual capital Iráklio, o excelente vinho cretense. Daí para as mudas chegarem na Sereníssima e depois para o resto da Itália foi um passo. O nome dessa uva sofreu uma sucessiva degeneração a partir de Monembasia, depois Monenvasia, que evoluiu para Malfasia e, finalmente, Malvasia.

A vinícola familiar Don Laurindo está localizada no Vale dos Vinhedos, uma das regiões mais belas da Serra Gaúcha. Sob a supervisão do patriarca Laurindo Brandelli são produzidos vinhos de variedades como Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Ancellotta, Malbec e Malvasia. O exemplar degustado apresentou uma cor amarelo palha e muita intensidade aromática, características típicas dessa varietal. Nariz doce lembrando uvas moscatel, damasco e pêssego. Um Malvasia agradável, fresco e bem ligeiro. Poderia ser um vinho mais harmonioso e completo, caso tivesse um pouco mais de presença na boca.

Muito Bom
Um vinho leve para ser bebido jovem, ideal para dias quentes. Bouquet aromático que acompanha muito bem uma porção de ostras frescas.
Grad. Alcoólica: 11,5%
Preço: R$26,50

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