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Enoteca Dal Pizzol Cabernet Sauvignon 2004

Vinho tinto de São Joaquim Enoteca Dal Pizzol Cabernet Sauvignon 2004A série Enoteca é o mais novo lançamento da vinícola Dal Pizzol, tradicional produtor do distrito de Faria Lemos em Bento Gonçalves. Esse Cabernet não provem das terras da Serra Gaúcha, mas de uma seleta produção na Serra Catarinense, de vinhedos situados a 1.200 metros de altitude no município de São Joaquim. Batizado de “Vinho do Frio”, fazendo referência a cidade mais fria do Brasil, este vinho apresenta uma personalidade bem interessante, provando que o terroir local tem excelente potencial, desde que as uvas alcancem uma maturação adequada. Mostrou cor grená profunda, com lágrimas de persistência média. Ataque aromático vegetal de boa intensidade, lembrando café verde e ervas, com discreta frutuosidade. Corpo médio, não muito equilibrado, com taninos suaves e acidez marcante. Gostei dessa primeira safra, mas a acidez e a falta do carvalho podem afastar alguns bebedores, porém esse é o seu grande mérito. A Dal Pizzol pode surpreender se as condições climáticas forem favoráveis em futuras safras.

Bom
Tinto ligeiro e fresco, com acidez pronunciada e boa intensidade aromática. Companhia perfeita para sanduíches de tomate seco, pizzas e massas com molho de tomate.
Grad. Alcoólica: 12,1%
Preço: R$46

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Degustação de cafés especiais - Parte II

Café da Etiópia Yergacheffe IntelligentsiaEtiópia – Yergacheffe: falar do café etíope é como falar dos vinhos da Borgonha. Parece estranho comparar uma aristocrática região da França com um pobre país africano. É melhor deixar claro que a Etiópia não é apenas mais um exótico produtor de café, mas o berço do café arábica. Nas regiões montanhosas, freqüentemente acima dos 1.000 metros de altitude, são produzidos grãos que resultam em cafés muito aromáticos com pouquíssima cafeína e agradável acidez.
As regiões mais conhecidas são: Harrar, Sidamo, Djimmahi, Ghimbi e Yergacheffe. Este último representou a amostra degustada. Presença de grãos “moca”, ou peaberry, como chamam os norte-americanos. Torrefação não muito escura, como convém ao café etíope, porém com excelente oleosidade. O espresso extraído é suave, com pouco corpo e creme, mas a bebida é fantástica. Explosivamente aromático com intensas notas cítricas e florais que fazem a gente duvidar que esteja bebendo café. O Yergacheffe é muito refinado, porém não é perfeito. Geralmente o equilíbrio é obtido por meio da mistura com outros grãos que dão mais corpo.

Café do Quênia - Kenia Gaaki IntelligentsiaQuênia - Gaaki: outra cultura de alta qualidade que impressiona. Talvez os leitores que tenham assistido o filme “Entre dois Amores” lembrem dos esforços da protagonista Meryl Streep no cultivo do café nesse país. O café queniano é parecido com o etíope, muito embora não atinja a aromaticidade diáfana de uma boa safra de Yergacheffe. Em compensação o café queniano oferece mais corpo e equilíbrio produzindo um espresso mais completo. Nessa seleção, os grãos estavam bem graúdos e arredondados, com uma torra mais escura que o Yergacheffe. Um café vibrante com um bom creme e notas frutuosas, lembrando amoras e frutas cítricas. Corpo médio, acidez marcante e doçura discreta.

Café da Guatemala - El Cuervo IntelligentsiaGuatemala – Huehuetenango “El Cuervo”: o café guatemalteco é considerado, por muitos especialistas, como um dos melhores cafés do mundo. Mas é na região ocidental do país, em pequenas propriedades de Huehuetenango, mais especificamente em crus como o El Cuervo, que saem grãos soberbos como pudemos comprovar nessa degustação. O espresso estava simplesmente excelente. Um pouco mais encorpado que os cafés africanos, e um aroma complexo lembrando fruta madura e chocolate com uma excepcional acidez.

Para fechar com chave de ouro confeccionamos um blend a partir de grãos da Guatemala (60%), Etiópia (20%) e Kenya (20%). O resultado não poderia ser outro senão um ótimo espresso. A elegância do café guatemalteco com a complexidade aromática dos grãos africanos.

Grãos de café

Infelizmente aqui no Brasil ainda não temos acesso, com raras exceções, a cafés desses países. É importante frisar que alguns cafés quenianos e etíopes, geralmente industrializados e já moídos, que encontramos em certos pontos-de-venda no país, nem de longe representam a tipicidade dos melhores grãos dessas regiões. A qualidade está diretamente relacionada à escolha de bons grãos provenientes de fazendas de qualidade e, principalmente, a torrefações adequadas.

(*) Os cafés foram comprados na Intelligentsia Coffee, de Chicago. Para extração dos espressi foram utilizadas as máquinas semi-automáticas Saeco Via Venezia e Francis Francis X5, com moedores Solis.

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Luigi Bosca Finca la Linda Syrah 2004

Finca la Linda Syrah 2004Um varietal que integra a linha de entrada da Bodega Luigi Bosca, uma das mais tradicionais da Argentina, fundada em 1901. Os vinhos da série Finca la Linda costumam ter boa qualidade e são bem acessíveis. Esse varietal, 100% Syrah da região de Luján de Cuyo, apresentou uma cor rubi densa e um ataque inicial lembrando geléia de cassis, borracha e um leve toque de baunilha. Palato equilibrado com taninos redondos e aveludados. Sem dúvida um vinho honesto que não tem a proposta de exagerar na extração ou na madeira nova. O Finca la Linda Syrah passou apenas 3 meses em barricas de carvalho americano.

Muito Bom - Best Buy
Um agradável Syrah de Mendoza. Para os apreciadores dessa uva o Finca La Linda é uma excelente opção nessa faixa de preço.
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$27
Importadora: Decanter

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Casa Rivas Carménère 2004

Vinho tinto chileno Casa Rivas CarménèrePertencente ao grupo chileno Southern Sun Wine Group, a vinícola Casa Rivas fundada em 1992, tem como filosofia explorar ao máximo o terroir de María Pinto, Valle del Maipo. Esse Carménère não foge a regra, mantendo a tipicidade dos bons vinhos da região. Vinificado a patir de três uvas, sendo 85% Carménère, 8% Cabernet Sauvignon e 7% Merlot, passa 8 meses em barricas de carvalho francês e americano. Um vinho jovem rubi profundo com aroma herbáceo, revelando notas de pimentão, amoras e uma leve madeira tostada. Boa estrutura com taninos finos e uma acidez marcante. Apesar de não ser muito longo mostrou um fim-de-boca seco e agradável.

Muito Bom
Um vinho jovem e agradável com uma boa relação qualidade/preço. Pode acompanhar bem massas com molhos de tomate ou carnes vermelhas grelhadas.
Grad. Alcoólica: 14%
Preço: R$ 28

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Degustação de cafés especiais - Parte I

Creme do espresso Kimel StateAntes de comentarmos sobre cada um dos cafés degustados convém esclarecer alguns pontos, para que os leitores do QVinho entendam porquê esses grãos são realmente superiores. Em primeiro lugar sempre quando falamos de cafés de alta qualidade (designados de especiais ou gourmet), seja do Brasil ou de outras regiões, obrigatoriamente teremos a ultilização de grãos da espécie arábica. Apesar de muito aromáticos e ter boa acidez, os arábica de altitude costumam ter pouco corpo, o que justifica a mistura em blends com outros grãos. Porém, aqui gostaríamos de mostrar as particularidades do café de cada região, sem levar em consideração a combinação em blends e o melhor equilíbrio da bebida.

Nova Guiné - Kimel State: O café da Nova Guiné foi cultivado a partir de um lote da variedade Blue Mountain e os resultados tornaram as arábicas lavadas deste país bastante diferentes dos outros cafés desta parte do mundo. Geralmente plantado em regiões montanhosas de grande altitude, o café desempenha um importante papel na receita do país. Boa parte do arábica da Nova Guiné é cultivado, lavado e processado por nativos de isoladas aldeias rurais. Com grãos de torrefação média, o espresso de Kimel State mostrou um creme acastanhado não muito escuro e bem persistente. Aroma intenso, com notas florais e, principalmente, melaço de cana. Na boca um corpo médio com uma boa acidez. Realmente um café muito agradável com sabor suave e adocicado, perfeito para se beber puro num espresso.

Sulawesi (Indonésia): terceira principal ilha produtora de arábica da Indonésia, produz 9% de todo o café do país. O café indonésio costuma ser rico, encorpado, de baixa acidez e after taste prolongado. Nessa amostra, os grãos eram bem graúdos e oleosos. O espresso extraído apresentou um creme generoso e consistente, mas com pouca intensidade aromática. Uma leve presença de notas que lembravam chá preto. Corpo mediano com uma acidez moderada deixaram o café suave e adocicado.

Costa Rica - Terrazu: o café, sustentáculo agrícola do país, é todo arábica lavada. O consumo entre os costa-riquenhos é muito elevado, chegando a ultrapassar o de países como a Itália. A região de Terrazu, ao sul de San José, costuma produzir cafés soberbos. Como não poderia ser diferente, o café assim como outras culturas, está sujeito a safras muito boas e outras nem tanto. Porém, nessa seleção, os grãos costa-riquenhos não chegaram a mostrar seu potencial. Aroma neutro e sem características especiais, o Terrazu, apresentou um corpo mediano e uma acidez aguda. Um final de boca com um leve amargor.

Costa Rica - Vienna: Na verdade são grãos Terrazu obtidos por uma torrefação ligeiramente mais escura que a média. Um creme acastanhado e espesso, com um aroma terroso, mas não muito intenso. Bom corpo e uma doçura delicada. Um café interessante para compor um blend.

(*) Os cafés foram comprados na Addison Coffee Roasters, no Texas, com data de torrefação de 15 dias. Para extração dos espressi foram utilizadas as máquinas semi-automáticas Saeco Via Venezia e Francis Francis X5, com moedores Solis.

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Masi Campofiorin 2003 Vs. Masi Tupungato Passo Doble 2005

Masi é um grande produtor italiano do Veneto. Seus vinhos costumam receber boas críticas, especialmente seu Amarone Mazzano, um vinho caro e extremamente bem feito. Mas não pára por aqui, pois Masi produz outros vinhos mais acessíveis, como os excelentes Grandarella e Brolo di Campofiorin. A novidade agora é o Passo Doble, o primeiro rótulo Masi Tupungato, a mais nova bodega ítalo-argentina. O Passo Doble é um corte de 65% Malbec, 30% Corvina Veronese e 5% Merlot, produzido com o emprego da técnica de ripasso, típica do Amarone della Valpolicella, que consiste em deixar as uva secarem parcialmente antes de serem vinificadas, permitindo maior concentração de açucares. O nome Passo Doble faz referência a segunda fermentação sofrida por esse vinho, que ocorre quando são adicionadas as uvas de Corvina “passificadas” ao mosto de Malbec, já em processo de fermentação.

Vinho tinto italiano Masi Campofiorin e Masi Tupungato Passo Doble Corvina Veronese Malbec

O Campofiorin apresentou cor grená vívida com transparência. Aromas de boa intensidade de pelica, ameixa seca e acetona, revelando razoável complexidade. Na boca é leve, mas equilibrado, com taninos macios e acidez moderada. Não fugindo da proposta de ser um vinho acessível e fácil de beber, mostrou um final de boca seco e agradável de média persistência.

Muito Bom
O Campofiorin mostra o potencial dos vinhos do veneto, mas por um preço bem mais atraente que seu irmão mais velho, o Amarone. Vinho de grande versatilidade na cozinha.
Preço: R$ 68,40
Grad. Alcoólica: 13%
Importadora: Mistral

O Passo Doble é rubi, mas sem a profundidade de outros vinhos de Malbec, mostrando certa transparência. Aromas sedutores de confeitaria, lembrando torta de frutas do bosque, baunilha e coco, uma evidência da sua maturação em barricas (9 meses em carvalho francês). Corpo médio, com taninos sedosos e pouca acidez, bem equilibrado e muito macio. Final de boca vinoso e agradável, com boa persistência.

Muito Bom
Um vinho diferente, já que não apresenta a cor violeta escura e nem a frutuosidade típica da Malbec, mas deve agradar quem gosta de vinhos modernos.
Preço: R$ 44
Grad. Alcoólica: 13,5%
Importadora: Mistral

O Campofiorin e o Passo Doble, apesar da pretensa similaridade de produção, são vinhos bem diferentes. O Campofirin apresenta uma textura mineral, mais seca e ácida, sem traços de carvalho, enquanto o Passo Doble é mais moderno, vinho de winemaker, mostrando maciez e notas de carvalho novo.

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Vinhos chilenos ou vinhos argentinos?

Durante muito tempo a produção de vinhos argentinos esteve focada para suprir o consumo interno. Porém, nos últimos 10 anos a Argentina obteve um crescimento fantástico nas suas exportações, ameaçando o mercado do seu vizinho, o Chile. Agora começam as especulações sobre o potencial dos dois países. Alguns afirmam que a Argentina possui uma diversidade de terroir muito superior a do Chile, outros dizem que a vocação do Chile é para os vinhos brancos, especialmente o Sauvignon Blanc. Susana Balbo, tradicional produtora de Mendoza, decretou em recente entrevista a uma revista: “Se o Chile é o país do futuro, por que os europeus investem tanto na Argentina?” Essa polêmica vai longe…

Recomendo a leitura dessa matéria: Guerra abierta en los mercados colombianos entre los vinos chilenos y los argentinos, Semana.com

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Café do Brasil

Café

O famoso cafezinho, tão presente no dia-a-dia de 94% dos brasileiros, ganha cada vez mais espaço e, principalmente, status de bebida nobre. Segundo dados da ABIC, o consumo interno de café em 2006 voltou a crescer de forma acentuada. No período compreendido entre novembro de 2005 e outubro de 2006, o volume chegou a 16 milhões de sacas. O consumo por habitante/ano (per capita) atingiu 4,27 Kg de café torrado. Porém, para a maioria da população, o consumo ainda é limitado ao café comum, geralmente de baixa qualidade, coado ou filtrado (93%). Mas, os cafés gourmet ou especiais começam a despertar a atenção e curiosidade junto aos consumidores. Esses cafés de maior qualidade representam uma ínfima parcela de 1,3% do mercado, e foram fundamentais para atrair novos consumidores, principalmente, entre os jovens.

O consumo de café no Brasil está muito mais relacionado ao hábito e tradição, do que ao prazer proporcionado pelo aroma e sabor. O que não chega a ser uma novidade. Confesso que fico assustado com a quantidade de cafeterias com belas fachadas e ambientes refinados servindo cafés de péssima qualidade. Ocorre, e isso é mais comum do que imaginamos, uma utilização significativa de grãos velhos e torrados como carvão, espressos tirados ao ponto de queimar a língua, e que mais parecem água suja de radiador. Sem falar no “aroma” que só lembra ranço e quase sempre é acompanhado por um desagradável amargor. É difícil tomar uma bebida assim, mas alguns artifícios ajudam nessa heróica missão, como por exemplo, mistuar com chantilly, nata, leite e aromas artificiais em geral.

Outro detalhe interessante, assim como o vinho, os consumidores estão aprendendo a diferenciar o café gourmet daquele de baixa qualidade. Claro, não podemos esquecer que o preço desses cafés especiais chega a ser 4 ou 5 vezes superior aos comuns encontrados nas prateleiras dos supermercados. O QVinho não poderia deixar de trazer para seus leitores as melhores novidades desta tão aprazível e nobre bebida. Acompanhe nos próximos posts uma degustação com uma seleção exclusiva de cafés brasileiros para espresso. Também faremos uma prova com alguns dos mais renomados grãos internacionais, provenientes de regiões como: Etiópia Yergacheffe, Indonésia Sulawesi, Costa Rica Terrazú, Kenya Gaaki, Guatemala Huehuetenango e Papuásia Nova Guiné Kimel State.

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Alamos Reserve Tempranillo 2005

Bodega Catena Zapata Alamos Reserve Tempranillo 2005Já falei sobre a confusão de rótulos da Bodega Catena Zapata, que não ajuda o consumidor, mas em compensação, todos os vinhos costumam ser muito bons. A série “Reserve” da linha Alamos, segundo informações do produtor, é vendida somente na Argentina, como esse interessante Tempranillo que não possui similares na casa Catena. Cor violeta com pouca transparência, mas não totalmente opaco. Nariz intenso e fresco de mirtilo e ameixas pretas, com notas mais complexas provenientes da maturação em carvalho (9 meses: 55% em barricas francesas e 45% em americanas). Corpo médio, com taninos suaves e acidez marcante. Final de boca frutuoso e ligeiro. É curioso observar que a Catena Zapata não oferece nenhuma outra opção de Tempranillo, mesmo assim, acredito que esse exemplar cumpra com louvores a sua proposta. Não esperem um Rioja ou algo parecido, pois surpreendentemente, o carvalho aqui é bem integrado e discreto, deixando a fruta em evidência.

Muito Bom
Tempranillo fresco e frutado. Acompanha bem aves assadas, como codornas e perdizes, ja que possui boa acidez e não é pesado.
Grad. alcoólica: 13,5%

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Kopi Luwak - O café animal

Gato Palm Civet Kopi LuwakConsiderado o café mais caro do mundo (US$ 600.00 por meio kilo), o Kopi Luwak (ou Civet Coffee) é com certeza também o mais exótico. O café vem normalmente das ilhas do arquipélago da indonésia, e também do vietnam e sul da Índia. Kopi é a palavra indonésia para café e Luwak é o nome do animal da foto acima, o Asian Palm Civet (Paradoxurus hermaphroditus), uma espécie de gato herbívoro que habita as florestas da dita região asiática. E a conexão entre o ‘gato’ e o café? Resposta: por alguma razão o animalzinho em questão adora banquetear-se com as frutinhas das árvores de café arábica da região, que obviamente por serem sementes, não são digeridas pelo animal. Até aí nada de extraordinário, mas a incrível capacidade humana de criação e aproveitamento das dádivas de Tupã, levou alguns indivíduos a pensar (e de fato) testar a qualidade e sabor do café que uma vez esteve nas entranhas do pseudo-felino comedor de arabica.

Café Indonésia Kopi Luwak

Pesquisa feita por diversas universidades atesta que o trato digestivo do animal realmente produz significativas mudanças nas sementes que depois de tratadas, higienizadas, e torradas, são vendidas a preço de ouro em sites especializados. Todos os que provaram desta iguaria, confirmam que o sabor é algo inigualável e que deve estar na lista dos que apreciam um bom café

Kopi Lowak. Um dos cafés mais caros do mundo

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