Começa hoje (28/05) o Tour Mistral 2007, evento organizado pela importadora de mesmo nome, que deve passar pelas cidades de São Paulo (28 e 29/05), Belo Horizonte (30/05), Brasília (31/05), Curitiba (01/06) e Rio de Janeiro (02/06). Nesse evento os amantes do vinho poderão conhecer e degustar mais de 200 vinhos dos melhores produtores de 11 países. Segundo a importadora, o Tour Mistral 2007 tem um forte foco no Novo Mundo trazendo os maiores nomes da Argentina, Chile, Austrália, África do Sul, Nova Zelândia e Uruguai. Também estão confirmadas célebres vinícolas da Europa. O preço por dia de evento é de R$150. Mais informações podem ser obtidas no site da Mistral.
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Lurton é uma tradicional família de viticultores franceses, que entendendo a globalização no mundo do vinho, estenderam seus domínios fora da França, produzindo vinhos na Espanha, Portugal, Austrália e Uruguai. Na Argentina Jacques e François Lurton compraram terras em Tunuyan e Barrancas, e fazem um ótimo trabalho lá, produzindo vinhos autênticos e bem acabados, sem exagerar no carvalho, um hábito comum entre muitos produtores do chamado Novo Mundo. O Lurton Malbec é delicioso, e não deve em nada a outros bem mais caros, agradando aqueles que gostam de um bom vinho, mas sem os excessos da madeira. Cor vermelha violácea escura, mas não tão escura quanto outros Malbec do Valle de Uco. Aroma intenso de ameixa preta e amoras, com um agradável toque floral. Corpo médio, pouca acidez e textura cremosa, finalizando com persistência e doçura. Uma curiosidade sobre esse vinho: Provei esse Malbec pela primeira vez com um Dolcetto di Dogliani Briccolero, degustação as cegas com 4 pessoas, todos afirmaram que o Lurton seria o Dolcetto… Mas vinhos da Langhe são sempre bem secos, não possuem esse final de boca “docinho” da Malbec argentina.
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Malbec frutuoso e bem feito. Sem interferência de carvalho.
Preço: R$25
Importadora: La Vigne
Considerada a maior produtora de espumantes do país, a vinícola Salton, sediada em Bento Gonçalves(RS), investiu pesado na linha de vinhos premium. O Talento, um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot, e Tannat, juntamente com o Desejo (100% merlot), encabeçam essa linha de vinhos finos. Proveniente de vinhedos de Santa Lúcia, Tuiuty e São Valentin do Sul, o Desejo Merlot 2004 é resultado de uma das melhores safras da história. Quem assina o vinho é o enólogo Lucindo Copat, diretor técnico da vinícola, em parceria com o enólogo argentino Angel Mendoza. Amadurecido 12 meses em barricas de carvalho novo francês e americano, esse vinho mostrou-se púrpura profundo, quase impenetrável, com reflexos violácelos que o deixaram mais parecendo um Syrah ou um Malbec de La Consulta, do que um Merlot da Serra Gaúcha. Aroma não muito intenso com a predominância de notas de baunilha combinada com frutas vermelhas como morango e amora. Palato cremoso, redondo e equilibrado com um final de boca razoável. Confesso que esperava mais desse Merlot. Essa história de trabalhar excessivamente a potência e concentração em detrimento da fineza e elegância, características típicas de bons Merlots, talvez tenha deixado o vinho com uma personalidade um pouco difusa.
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Nessa faixa de preço ou até pela metade, o Salton Desejo encontra fortes concorrentes chilenos e argentinos.
Preço: R$63
Grad. Alcoólica: 12%
Os vinhos de Merlot ganharam espaço nos últimos tempos com excelentes exemplares tanto da Europa quanto do novo mundo. Originária de Bordeaux, na França, a Merlot durante muito tempo viveu à sombra da Cabernet Sauvignon, servindo como coadjuvante em cortes para atenuar os taninos da cabernet. É importante lembrar que, muito embora algumas pessoas tenham preconceito em relação a essa casta, como no caso do protagonista do filme Sideways, a Merlot é base de grandes vinhos do Pomerol, como o Château Petrus.
É do Alto Vale do Rio das Antas, em Nova Pádua, Rio Grande do Sul, que a vinícola Boscato produz vinhos finos que figuram entre os bons rótulos nacionais. Com vinhedos próprios que ocupam uma área de 14 hectares, a vinícola utiliza desde 1997 o sistema de condução de espaldeira. De cor rubi intensa, com uma madeira bem discreta, o Boscato Reserva Merlot 2005, apesar de não muito complexo, revelou leves toques de frutuosidade. Um paladar agradável e equilibrado pelos seus 11,5% de álcool, mas assim como outros Merlots nacionais, apresentou um after taste muito curto.
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Tinto leve e com pouco tanino. Pode acompanhar alguns pratos a base de peixes como bacalhau e atum.
Preço: R$25
Grad. Alcoólica: 11,5%
A Pizzato é uma pequena vinícola familiar, situada no Vale dos Vinhedos, comandada por Plínio Pizzato, o patriarca da família. Produzida a partir de vinhedos próprios, sua linha de vinhos, contempla varietais de Cabernet Sauvignon, Tannat, Chardonnay, e com destaque para a Merlot. O vinho degustado, Pizzato Reserva Merlot 2003, apresentou uma cor rubi intensa e uma leve untosidade. No bouquet, notas de caramelo e baunilha, emprestada pelos 5 meses de estágio em barricas de carvalho americano. Na boca pouco encorpado e um tanto quanto desequilibrado. Ao longo da degustação uma acidez inconveniente deixou o vinho ainda mais áspero. Final de boca com pouquíssima persistência. Acredito que o vinho ganharia se predominasse mais fruta ao invés do excesso de madeira.
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Talvez a safra 2004 apresente melhoras.
Preço: R$25
Grad. Alcoólica: 12,7%
Localizada entre os municípios de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi, na Serra Gaúcha, a Indicação Geográfica (IG) Vale dos Vinhedos foi reconhecida pela União Européia. Agora, os vinhos e espumantes elaborados no Vale dos Vinhedos e que ostentam o Selo de Indicação de Procedência do Vale dos Vinhedos, passam a ter entrada livre nos países que integram a União Européia.
Para o presidente da Aprovale, Luís Henrique Zanini, esta é uma conquista que faz jus ao esforço de todos os associados nestes 12 anos de trabalho. Tornaremos os vinhos e espumantes elaborados no Vale dos Vinhedos mais conhecidos, principalmente no mercado interno, pela exposição que esta conquista trará, destaca Zanini. Além disso, explica o presidente, nossos vinhos terão acesso facilitado a União Européia no aspecto legal, podendo exibir nos rótulos a safra, as variedades que o compõem e a procedência. Com isso, as metas de crescimento para o mercado externo prevêem aumento de três a quatro vezes o vulme atual exportado, numa perspectiva de 5 anos. Em 2006, as exportações de vinhos do Vale dos Vinhedos para a Europa totalizaram 500 mil litros, atingindo cerca de US$ 1,2 mi. Os países que mais importam os produtos são a República Tcheca, França e Itália.
Confesso que entre um Cabernet Sauvignon e um Malbec, acabo quase sempre escolhendo o segundo, porque é difícil equiparar a qualidade dessa uva na Argentina. Mesmo assim, tenho provado bons vinhos argentinos de Bonarda, Merlot, Cabernet Franc e também de Cabernet Sauvignon. Caso desse Luigi Bosca, que mostrou uma bela cor vermelho rubi. Aromas difusos de fruta vermelha, envolvidos pelo toque esfumaçado do carvalho e húmus. Corpo médio, equilibrado, sem aquela rusticidade de muitos Cabernets argentinos, com taninos macios e final de boca agradável.
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Um belo Cabernet Sauvignon, perfeito para acompanhar um bife de chorizo.
Preço: R$44
Para apreciadores, bebedores de um bom vinho, ou simplesmente, para quem curte belas paisagens, fica a dica para conhecer a cidade de Mendoza aos pés da cordilheira dos Andes. Para chegar lá existem duas opções, a primeira delas partindo de Santiago no Chile, e a segunda de Buenos Aires. Se a escolha for pela capital chilena, os mais de 390Km de estrada que cortam os Andes podem ser percorridos utilizando uma das inúmeras empresas de transporte rodoviário que operam nessa linha.

O legal é fazer esse trajeto durante o dia, assim é possível apreciar a belíssima paisagem da cordilheira. Agora, se você preferir chegar em Mendoza de avião, a alternativa é partir do Brasil rumo à Buenos Aires, e de lá pegar um vôo doméstico da Aerolíneas Argentinas que parta do aeroparque. Ao chegarmos em Mendoza um vinhedo logo na entrada do aeroporto lembra que estamos na região que produz 70% da produção de uvas e vinhos da Argentina.

A bodega Escorihuela Gascón é parte do grupo Catena Zapata, e não deixa nada a desejar a matriz, caso desse excelente branco produzido 100% com Viognier. Esse exigente varietal originário de Condrie, vale do Rhône, ficou em voga recentemente, apresentando um notório crescimento em popularidade. Vejam o site Enjoying Viognier, esse artigo de Eric Asimov e o post no Fermentation. Cor amarelo esverdeado pálido, com muitas lágrimas. Nariz fresco e frutuoso, com pêssego, damasco e flores. Corpo médio, aveludado, com agradável acidez e final de boca frutado e persistente. Um branco delicioso, excelente companhia para ostras e mariscos. Essa safra 2005 recebeu boas notas em revistas especializadas (88 pontos nas revistas Wine Spectator e Wine Enthusiast).
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Branco bem feito e agradável. Melhor que a maioria dos Viogniers baratos que encontramos por aí.
Importadora: Wine Company
Preço: R$58
Grad. Alcoólica: 13,6%
Châteauneuf-Du-Pape é uma denominação bem conhecida, que costuma apresentar bons vinhos, alguns excelentes, mas com uma relação qualidade/preço um pouco suspeita. A legislação francesa permite a utilização de 13 varietais para a produção do Châteauneuf, mas no La Bernardine predominam Grenache e Syrah. Mostrou-se vermelho rubi escuro, com lágrimas transparentes e abundantes. Nariz com presença de frutas vermelhas do bosque, caramelo e farmácia. Corpulento, redondo, alcoólico mas com final de boca doce e agradável. M.Chapoutier é um produtor de prestígio, que costuma receber notas muito altas de Robert Parker, mas esse Châteauneuf-du-pape não fez jus a fama. Um bom vinho, mas com preço muito elevado.
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Deixou um pouco a desejar, mesmo assim é um vinho muito bom, com características típicas da região onde foi produzido
Importadora: Mistral
Preço: R$155
Grad. Alcoólica: 14,5%






























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