Faleceu no último dia 10 de maio o coronel Sigfredo Costa Campos, um dos sócios da Vinhos Justino Henriques, Filhos, uma das mais antigas empresas produtoras e exportadoras de Vinho da Madeira, estabelecida na Ilha da Madeira desde 1870. O coronel Costa Campos adquiriu a Justino em 1981, alguns anos depois, em 1983, a empresa passou pelo processo de internacionalização, por meio de uma associação com um dos maiores grupos franceses de distribuição de bebidas alcoólicas. Hoje participam do seu capital social a empresa Gran Cruz Porto, Sigfredo Costa Campos e a sociedade francesa C.O.F.E.P.P. A atuação de Costa Campos foi fundamental para recuperar a imagem do Vinho Madeira que durante muitos anos esteve associada a vinhos de baixa qualidade. O Vinho da Madeira é um vinho fortificado, produzido na Região Demarcada da Madeira, que geralmente utiliza castas regionais como: Malvasia, Boal, Verdelho, Sercial e Negra Mole; com grau de doçura que pode variar do seco, meio-seco, meio-doce até o doce. Quem está iniciando e quiser conhecer mais esse estilo de vinho pode escolher um rótulo da linha de entrada como o acessível Justino´s Madeira 3 Anos doce (R$35). Porém, se a idéia é provar um vinho mais complexo a dica pode ser pelo delicioso Justino´s Madeira Verdelho 10 anos (R$105), ou se a opção for pela linha de safrados, o Justino´s Madeira Boal 1978 (R$ 840).
Arquivos
Engana-se quem acha que os vinhos finos brasileiros são produzidos apenas no Rio Grande do Sul ou no Vale do São Francisco. Santa Catarina também vem surpreendendo com a produção de vinhos finos. Durante a Expovinis 2008 os visitantes puderam conhecer o resultado de todo esse trabalho. No espaço da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude - ACAVITIS, jovens vinícolas apresentaram seus melhores vinhos, sendo que algumas delas estavam debutando com o lançamento dos seus primeiros rótulos ao mercado. E o mais interessante é ver que essas estreantes já mostram seriedade e competência para produzir bons vinhos. Até mesmo detalhes relacionados à logomarcas, design de rótulos e garrafas não foram esquecidos, o que demonstra a preocupação dos produtores com a adequada apresentação dos produtos. Estavam presentes no estande da ACAVITIS vinícolas como: Quinta da Neve, Quinta Santa Maria, Suzin, Sanjo, Santa Augusta, Santo Emílio, Villa Francioni e Villagio Grando. Infelizmente, como fiquei apenas um dia na feira, não pude conversar com muitos dos expositores e provar todos os vinhos.
Villaggio Grando
Ano passado tive a oportunidade de degustar dois vinhos dessa vinícola, o Innominabile e o Chardonnay 2006, que me deixaram com uma ótima impressão. A Villaggio Grando, nascida em 1999, está situada na região de Herciliópolis, Município de Água Doce. Seus vinhedos com mais de 80 varietais de vitiviníferas ocupam uma área aproximada de 52 hectares e estão a uma altitude de 1.300 metros. Segundo os proprietários, Maurício e Guilherme Grando, os investimentos na vinícola não param, além da ampliação da sua estrutura física está sendo realizado um forte trabalho para prospecção de restaurantes, adegas e lojas para vender sua linha de produtos. A estratégia foi optar por uma distribuição mais seletiva, priorizando estabelecimentos mais alinhados com o posicionamento de preços dos vinhos. Um dos rótulos que provei na Expovinis foi o Innominabile Lote II, um vinho obtido a partir das safras 2004, 2005 e 2006 que utiliza cinco varietais como a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc, a Merlot, a Malbec e a Pinot Noir; o estágio em barricas novas de carvalho francês é de apenas 6 meses. Cor rubi brilhante com certa transparência, bouquet muito gostoso lembrando frutas vermelhas maduras, baunilha e notas de cedro. Na boca é equilibrado com taninos firmes, começando a amaciar, e uma acidez correta. Um vinho saboroso e elegante.
Quinta da Neve
Com vinhedos ocupando 12 hectares na localidade de Lomba Seca, em São Joaquim, a Quinta da Neve também iniciou suas atividades em 1999. São cultivadas, aproximadamente, 15 varidades de uvas com destaque para a Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Pinot Noir. Sendo esta última uma das grandes apostas da empresa. A vinificação e o engarrafamento são terceirizados na Villa Francioni também de São Joaquim. Ainda não tinha provado os vinhos dessa vinícola, mas fiquei bem surpreso com a qualidade. Um dos sócios da empresa, Acari Amorim, estava apresentando os principais rótulos. De fato o seu Pinot Noir 2006 impressiona pela boa intensidade de aromas de frutas vermelhas frescas e uma madeira muito bem integrada. Na boca é leve, taninos de boa qualidade, macios e bem equilibrados com a acidez. Final alcoólico, mas muito saboroso e com uma ótima persistência. Se o Pinot Noir se saiu bem, o Cabernet Sauvignon 2006, ao meu ver, foi ainda melhor. Cor rubi e halo levemente violáceo esse Cabernet apresentou um bouquet muito gostoso, boa intensidade e exalando aromas de tabaco, eucalipto e uma discreta frutuosidade lembrando cassis; sem aquelas inconvenientes notas vegetais, típicas da Cabernet não amadurecida. Não muito encorpado, porém já com taninos relativamente macios e um longo e quente final de boca. Vale a pena provar!
Vinícola Santa Augusta
Fundada em 2003, na região de Videira, a Santa Augusta é mais uma das novas vinícolas de Santa Catarina. Suas vinhas foram plantadas numa pequena área de 10 hectares, onde a altitude é superior a 1.000 metros. Atualmente possuem dois produtos o Tapera Augusta Moscato Giallo e o Tapera Agusta Cabernet Sauvignon/Merlot, porém já estão sendo implantadas: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Carmenére, Malbec entre outras. Durante a feira foram apresentadas as primeiras safras dos rótulos Tapera Augusta Cabenet Sauvignon / Merlot 2006 e um Moscato Giallo 2008, (ainda sem preços definidos para o varejo). Levando-se em consideração que essa é a primeira safra do Tapera Augusta Cabernet Sauvignon / Merlot, o vinho mostrou-se bem correto. Aroma delicado de frutas vermelhas, notas de baunilha dadas pela passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês e um inusitado toque de endro. Corpo médio, taninos um pouco ásperos, mas não chega a ser adstringente. Bom final, sem exageros de álcool, ainda que falte um pouco de concentração e persistência. Sem dúvida um ótimo vinho para a primeira safra.
Hoje o QVinho faz aniversário de 1 ano! Há exatos 366 dias publicamos o primeiro artigo deste blog e, desde então, não paramos mais. Estou satisfeito, mas não posso deixar de dizer, mesmo que pareça arrogante e pretensioso, que isso é só o começo. Acredito que o momento seja oportuno para relatar a nossa trajetória até aqui.
O QVinho não começou como mais um site qualquer, como tantos que iniciam na vastidão da Web. Não, somos pessoas aguerridas e determinadas, criamos o QVinho com o intuito de transformá-lo no melhor blog da sua categoria.

Preciso explicar melhor o que isso significa, já que existem vários tipos de blog. O QVinho é um blog de opinião, de idéias próprias, temos satisfação e orgulho de escrevermos nossas análises e convicções. A mídia tradicional é vazia, carece de liberdade de pensamento e padece por não conseguir proximidade com seus leitores. Por sua vez, os sites tradicionais deixam muito a desejar quanto ao conteúdo, na maioria das vezes apenas replicam informações manjadas e divulgam notas. Existem também os “falsos blogs”, que tentam criar uma percepção de independência e postura crítica, mas por fim servem à interesses comerciais, atuando como papagaios virtuais, induzindo os consumidores a seguir certos caminhos (claro, favoráveis a quem está por trás do blog). Tem também o “Blog Seguro Desemprego”; o cara bloga enquanto está desempregado ou procurando uma ocupação formal — porque poucos, aqui no Brasil, consideram isso uma atividade econômica — e abandona tão logo consiga um emprego de gente normal. Existe o blog despretensioso, feito por aquele cara que tem boa vontade e gosta de falar sobre o assunto — quase sempre é um usuário do Blogger ou do Wordpress.com. Esse blogueiro vai precisar de muito foco e atualização, caso contrário terá poucas chances de aparecer. Por fim, chego no ponto que interessa:
O Blog Profissional. Aquele que é mantido por gente que entende do assunto, isto é, de Web. Só isso não basta, é preciso ficar ligado em tudo, ter um estilo editorial, compreender a tecnologia envolvida no processo, escrever bem e ter idéias claras, enfim, você precisar ter talento em diversas áreas. O blogueiro profissional, para ter sucesso, precisa conciliar conhecimentos de tecnologia web, design, marketing e um aguçado senso crítico, pois só assim conseguirá criar um conteúdo rico e capaz de fidelizar leitores.
O QVinho nasceu dentro desse contexto, sempre soubemos que para termos sucesso, teríamos que dar o nosso melhor. O QVinho é realmente tudo isso? Não podemos responder a essa pergunta, porque esse julgamento cabe aos nossos leitores, porém uma coisa é certa, fizemos algo que nunca havia sido feito.
Os números do QVinho
- 160 artigos (uma média de 13 artigos por mês ou 3,3 por semana);
- 536 comentários;
- 205.672 visitas - 29.078 no último mês (segundo o Urchin);
- 880 links apontando para o QVinho (segundo o Google);
- Único blog brasileiro na lista dos Top 50 do LocalWineEvents;
- Liderança de tráfego no ranking Alexa.com (sites de vinho no Brasil – Abril/2008).
Esses números seriam apenas razoáveis, se o nosso blog tratasse de atualidades fúteis, porém o tema aqui é bem diferente. É preciso considerar que o consumo de vinho ainda é pequeno no Brasil, basta ir a qualquer restaurante e observar quantas pessoas bebem vinho e quantas ficam com a cerveja e o refrigerante.
Tendo isso em vista, acredito que conseguimos um ótimo resultado, principalmente por termos atingindo a liderança de tráfego e visitação, tornando o QVinho o site de vinho mais lido no Brasil.
O QVinho está em constante aprimoramento, e não poderia ser diferente, uma vez que a Web está sempre em evolução. A partir de janeiro fizemos modificações importantes, melhoramos o design e a navegabilidade, adicionamos funcionalidades extras, como o QVinho Móbile, uma versão para PocketPCs e SmatPhones; o Buscador, uma excelente ferramenta para procurar informações sobre os nossos temas preferidos; o Diretório, uma lista de lojas, produtores e importadores que pode ser atualizada pelas próprias empresas do setor; e o Painel de Controle, que permite que os usuários registrados configurem suas assinaturas. Além dessas funcionalidades, muitas outras poderão surgir.
Muitos já devem ter notado a caixa de Artigos mais populares na barra lateral esquerda. Lá são exibidos os 10 artigos mais populares do blog, com base no cruzamento de várias informações, como o número de exibições do artigo, número de entradas por buscadores, número de visualizações por feed e número de comentários. Resolvi publicar aqui os 20 mais populares, assim é possível visualizar com mais clareza quais os temas mais populares.
- Casas Del Bosque Gran Reserva Pinot Noir 2006 Vs. Finca Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2005
- Degustação às cegas: Bordeaux, Chile e Argentina
- Mumm Cuvée Spéciale Extra Brut
- Degustação de cafés especiais - Parte II
- Caminhos do vinho em Mendoza
- Degustação às cegas: A Syrah do Novo Mundo
- Alamos Pinot Noir 2006
- Bodegas y Viñedos O.Fournier
- Alamos Malbec 2003
- Terrazas de Los Andes Afincado Malbec 2004
- Degustação às cegas: Espumantes brut brasileiros (champenoise)
- Luigi Bosca Malbec DOC 2003
- Trapiche Ciento e Veinte Años 2003
- VEO Grande Carménère 2005
- Familia Zuccardi Q Trempranillo 2004
- Tittarelli Tempranillo Reserva 2003
- Ciclos de El Esteco Tinto 2004
- Kopi Luwak - O café animal
- Uxmal Cabernet - Syrah 2005
- Receita: Bacalhau à Portuguesa
Com base nessa relação é possível concluir 4 coisas. Os vinhos argentinos e chilenos são os preferidos dos leitores; Os espumantes são fortes representantes do vinho nacional; estávamos certos quando resolvemos incluir o café especial e o espresso como temas desse blog, dado o expressivo quarto lugar do artigo “Degustação de cafés especias - parte II”; parece que nossas receitas agradam aos leitores, uma vez que o “Bacalhau a Portuguesa” foi publicado há apenas 2 meses e já figura na vigésima posição. Vamos continuar dando boas receitas.
Mas isso tudo só foi possível graças a uma coisa: aos nossos fiéis leitores. Sem essa participação jamais teríamos alcançado esses números, tampouco tido estímulo para continuar blogando. É uma enorme felicidade ver que a cada novo email, comentário, e dúvidas que ajudamos a sanar, contribuem para a democratização do conhecimento desse universo tão peculiar que é o mundo do vinho. Muito obrigado a todos nossos leitores! Continuaremos trilhando o caminho da opinião e da crítica relevante, que auxilie na evolução do setor e dos hábitos do consumo do bom vinho. Um brinde a todos nós!
Com um stand muito bonito e amplo a Miolo Wine Group apresentou todos os produtos que integram o seu guarda-chuva de marcas. Em cada um dos displays eram expostos rótulos de uma marca com o suporte dos representantes nacionais da Miolo. Um dos destaques foi para o vinho Gran Lovara 2006 (R$35) da Família Benedetti Tecchio, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, elaborado sob a supervisão dos enólogos da Miolo. Gostei desse vinho. Nariz muito agradável sem toques verdes exagerados, corpo médio bem equilibrado com taninos de boa qualidade; final não muito persistente, mas gostoso. Porém, o maior mérito do Gran Lovara 2006 é não exagerar no preço. Acredito que os R$35 sejam justos pela qualidade do vinho. Por outro lado, a Lovara ainda fica devendo na sua linha de brancos. O Riesling Itálico (R$15) ainda peca pela ausência de acidez.
Outro vinho resultado de uma parceria é o RAR Cabernet Sauvignon / Merlot (R$48). O vinho é fruto de uma aliança da Miolo com o empresário Raul Randon, onde são utilizadas uvas de vinhedos da região Campos de Cima da Serra (perto de Vacaria - RS) que posteriormente são vinificadas na Miolo. Achei que o RAR está melhorando. Mostrou um bouquet de intensidade razoável com notas de frutas vermelhas, café, marcado por um leve tostado. Corpo médio com um final de boca não muito longo. Seria melhor se custasse menos de R$40, mas tenho a impressão que essa história de transportar as uvas de Vacaria para Bento Gonçalves não deve ajudar no preço final do vinho.
No projeto Fortaleza do Seival que está localizado na Região da Campanha, próximo com a divisa com o Uruguai, a aposta foi nos vinhos “super premium” da linha Quinta do Seival. Tanto o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon (R$41) quanto o Quinta do Seival Castas Portuguesas (R$41) não me convenceram. Não sei se a Miolo ainda busca acertar esses vinhos, porém nesse momento, o resultado não agrada muito. O Quinta do Seival Castas Portuguesas até hoje não decolou – se não estou enganado até baixaram um pouco o preço – não é para menos, o vinho é fraquinho. Qualquer português nessa faixa de preço deixa o Quinta do Seival Castas Portuguesas no chinelo. Já o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon é um pouco superior. Um vinho correto, mas ainda sem muitos predicados. Quanto ao Gamay 2008 (R$18) já comentamos aqui no blog. Bom, não pude provar todos os vinhos (senão não chegava ao final da feira), entretanto em breve realizaremos novas degustações com outros rótulos da Miolo.
Nos dias 28, 29 e 30 de abril São Paulo foi palco do principal evento de vinhos da America Latina: a Expovinis. Em paralelo, ocupando 1/4 do espaço da feira no anexo inferior direito, também aconteceu a Epicure, voltada aos charutos e a Brasil Cachaça. Em termos práticos, uma boa idéia para estes dois últimos eventos conseguirem exposição, uma vez que sozinhos não teriam a envergadura necessária para estruturar um evento de porte. Até porque no segmento de charutos nacionais estamos restritos a meia dúzia de fabricantes. E quanto à cachaça, o setor ainda é pouco organizado e muito pulverizado em pequenos produtores.
Este ano o espaço escolhido foi o Transamérica Expo Center na Zona Sul, muito amplo e com boa ventilação, tornando um pouco menos exaustivo o tour pelos stands. Sommeliers, proprietários e responsáveis por compras em restaurantes, adegas, delicatessens e supermercados puderam, nesse primeiro dia de feira dirigida a profissionais, conhecer mais produtos e trocar figurinhas diretamente com produtores e importadoras. A maioria dos stands ficou lotado, repleto de visitantes ávidos para provar vinhos, consultar preços, condições de entrega, e é claro, fechar negócios. Como visitei apenas o primeiro dia, não sei o quanto valeu a pena para o consumidor final que pagou os R$30 de entrada (sem contar R$20 de estacionamento). Sem dúvida para os iniciantes uma feira como essa representa um grande estimulo para mergulhar no fascinante mundo dos vinhos.
A Expovinis 2008 também foi bem representativa no que tange aos produtores nacionais (vamos falar mais desses vinhos nos próximos posts).
Grandes vinícolas como a Miolo Wine Group e a Salton contaram com amplos espaços onde expuseram suas principais marcas. Ainda do Rio Grande do Sul a pequena vinícola Lidio Carraro apresentou novidades como o interessante Elos Cabernet Sauvignon/Malbec, e mostrou ousadia com dois vinhos confeccionados com duas uvas emblemáticas da Espanha e da Itália, o Singular Tempranillo e o inusitado Singular Nebbiolo, com produção limitada a apenas 1.320 garrafas. Da série Lidio Carraro Grande Vindima um dos rótulos apresentados foi o potente e concentrado Tannat 2005.
Se as vinícolas do Rio Grande do Sul já mostraram sua capacidade de produzir bons vinhos e brigar por um espaço na mesa dos brasileiros, o que dizer dos vinhos catarinenses? Primeiramente, não há dúvidas que este estado goza de um enorme potencial para produzir vinhos de qualidade. A cada safra os vinhos dessas vinícolas ficam melhores; um sinal que os produtores estão evoluindo na sua curva de aprendizado.
O espaço da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude - ACAVITIS reuniu vinícolas como a Villagio Grando de Caçador, Quinta da Neve e Sanjo de São Joaquim, Vinícola Santa Augusta de Videira entre outras.
Produtores do exterior também marcaram presença como o simpático enólogo italiano Vittorio Fiore da Azienda Podere Poggio Scalette.
Provei o excelente Il Carbonaione Scalette da propriedade de Ruffoli com aproximadamente 10 hectares situada na região de Chianti Clássico. Um supertoscano 100% sangiovese muito classudo, encorpado e com uma ótima acidez. E, não tive como deixar de provar o delicioso Castelluccio Massicone de sua outra propriedade localizada em Forli-Cesena na Emilia Romagna. Um vinho IGT. produzido a partir de um blend de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Sangiovese, simplesmente uma beleza!
No rol dos argentinos conversei com Federico Cassone da Bodega Familia Cassone de Mendoza. Muito entusiasmado Federico falou sobre a filosofia da vinícola e colocou à prova seus vinhos. O Obra Prima Malbec Reserva realmente se destaca pela concentração e expressão ao melhor estilo da Malbec; alguns dos seus vinhedos em Luján de Cuyo chegam a ter mais de 90 anos. Já no stand da ProMendoza encontrei Matias Sánchez Nieto da Eral Bravo. Seu avô Don Nicanor Nieto fundou uma das mais prestigiadas Bodegas de Mendoza a Nieto Senetiner. Hoje a família Sánchez Nieto está à frente de um novo projeto a Eral Bravo. Porém, Matias confessou sua insatisfação quanto ao trabalho realizado pelo seu ex-parceiro no Brasil (ao que me consta seria a Best Wines). Na feira Matias estava em busca de uma nova importadora para distribuir seus vinhos no Brasil. E diga-se de passagem que vinhos! O complexo e estruturado Eral Bravo YBS um elegante blend que passa 16 meses em carvalho francês; também degustei o Eral Bravo Malbec, muito frutado e equilibrado deixando um gostinho de quero mais. Espero que Matias consiga fechar uma nova parceria para que em breve possamos encontrar os excelentes vinhos da Eral Bravo aqui no Brasil.
Confira todas as fotos no meu Flickr: Expovinis 2008
No artigo anterior comentei em linhas gerais sobre o evento de degustação promovido pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP). Hoje, vou relacionar alguns vinhos bem interessantes que provei. Claro, numa gama tão ampla de produtos colocados à degustação fica difícil falar de todas as marcas, porém em futuros artigos vamos degustar outros rótulos que se destacaram e fazer comentários em profundidade. Muitos vinhos das safras 2004 e 2005 ainda precisam de um pouco mais de tempo na garrafa, no entanto, é indiscutível a excepcional qualidade dessas safras e seu potencial de guarda.
Domini Plus 2004 da José Maria da Fonseca (R$ 169)
Tradicional vinícola da Península de Setúbal que fez fama com o seu Periquita Classico, lançado em 1850, e que até hoje é um dos vinhos mais vendidos de Portugal. Atualmente estão à frente da empresa os enólogos Domingos Soares e Cristiano Van Zeller, responsáveis por esta ‘batida’ mais de Novo Mundo de vinhos como o Hexagon e o Domini Plus. Este último apresentou um bouquet intenso e persistente, lembrando frutas em compota e especiarias. Taninos firmes com um final longo e saboroso. Quem diria, o vinho tem 16% de álcool.
Porto Real Companhia Velha Royal Oporto 10 anos (R$149)
Cor tendendo ao alaranjado, bouquet de boa intensidade com toque de frutas secas. Potente com um final muito longo, mas sem exageros de doçura.
Douro Quinta de la Rosa Reserva Tinto 2004 (R$185)
Mais um potente e delicioso Douro confeccionado de um lote de vinhas velhas (34%) e vinhas mais jovens de Touriga Nacional (56%) e Tinto cão (10%). Aroma intenso e complexo lembrando frutas negras maduras, envoltas por notas de especiarias como cravo e pimenta que denuncia claramente um trabalho afinado no carvalho. Na boca mostra muita estrutura com taninos jovens, boa acidez e um final muito persistente e picante.
Douro Redoma 2004 Niepoort (R$145)
O Redoma, na linha dos clássicos do Douro, sempre figura como uma excelente opção. Resultado de um trabalho brilhante de Dirk Niepoort que encabeça essa empresa fundada em 1842, e que a cinco gerações esta na mão da familia Niepoort. Um vinho elegante, com notas complexas e evoluídas no bouquet. Final longo, seco e sem exageros de madeira.
Douro Meruge tinto 2003 - Lavradores de Feitoria (R$120)
Produzido pela Lavradores de Feitoria o Meruge é um vinho também de uma linha mais internacional. Aroma de boa intensidade com notas de frutas vermelhas e baunilha provenientes do estágio em carvalho. Na boca taninos macios; final levemente adociado, muito fácil de gostar e beber.
Porto Six Grapes Graham´s (R$69)
Porto Ruby feito num estilo mais próximo dos vintage. Cor violeta bem escura; Aromas focados em frutas negras; taninos macios. Como o próprio nome sugere, é feito a partir de seis uvas diferentes: Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela e Tinto Cão.
Porto Vista Alegre 40 Anos (R$220)
Excepcional Porto. Bouquet complexo, incrivelmente vivo e fresco. Muito equilibrado e suave na boca. Doçura na medida certa, perfeito para beber já!
Douro Fuseiro Touriga Nacional 2003 - Quinta da Fonte Nova (€10)
Excelente 100% Touriga Nacional. Cor rubi escura. Bouquet de boa intensidade lembrando frutas vermelhas maduras, floral e especiarias. Na boca é encorpado, mostrando taninos firmes, boa acidez e ótima persistência no final de boca. A Quinta da Fonte Nova também produz o Arrobeiros, um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Francesa, provenientes de velhas vinhas de Soutelo do Douro. Conversei com João Russo, proprietário da Quinta da Fonte Nova, que informou que ainda não tem representação aqui no Brasil.
Quinta das Hidrângeas Bons Anos Tinto 2006 (€17)
Jovem Douro com um bouquet ainda um pouco fechado, taninos muito vivos e presentes (a safra 2006 foi recém-engarrafada e deve ser lançada somente em Setembro); ressaltam ainda os 14 meses do carvalho. Demonstra um grande potencial, é só esperar uns anos para comprovar. Provei também o excelente Rosé da safra 2007 (vinhas velhas de 70 anos), intenso, fresco e muito agradável, um vinho que em Portugal custa €5. O enólogo Ricardo Tiago Guerra está buscando representação no Brasil, vamos torcer para que em breve esse vinhos desembarquem por aqui e, o principal, mantendo a excelente relação qualidade / preço.
Quinta da Pacheca Reserva 2004 (R$129)
Aroma agradável de frutas negras maduras. Elegante, seco, com ótima estrutura e final persistente. Um vinho ainda muito jovem que com certeza deverá evoluir bem. A Quinta da Pacheca é uma das mais conhecidas propriedades do Douro, foi a primeira a engarrafar vinho com marca própria, isso em 1738! Atualmente pertence a família Serpa Pimentel. No evento estava um dos proprietários, o José Serpa Pimentel, que procurou apresentar seus vinhos com muita dedicação.
Ferreira Porto “Quinta do Porto” Tawny 10 Anos (R$180)
Mais uma marca da gigante portuguesa Sogrape. Esse Tawny foi produzido a partir de uvas selecionadas a Quinta do Porto e vinhas adjacentes (zona do Pinhão, sub-região Cima Corgo). Um excelente Porto, muito equilibrado e macio. Final delicioso e não muito doce.
Estive presente, no último dia 25 de abril, na degustação promovida pelo Instituto do Vinho do Porto e do Douro (IVPD), organismo que em Portugal é responsável pela certificação e promoção dos vinhos da Região do Douro. O evento realizado no Hotel Unique, em São Paulo, reuniu 70 produtores, representados por mais de 27 importadoras, totalizando aproximadamente 350 vinhos. A escolha do Hotel Unique, concebido pelo arrojado design de Ruy Ohtake, foi muito sugestiva e reflete as intenções ambiciosas do projeto de melhoria qualitativa e expansão de mercados para o vinho do Douro. Muito embora o Vinho do Porto seja defendido e regulamentado desde o século XVIII, somente em 1982, a região criou e regulamentou a Denominação de Origem Douro “DOC Douro”. Desde então os vinhos de mesa dessa região demarcada começaram a ganhar mais espaço. Prova disso é o crescimento de 50%, nos 3 últimos anos, na participação do DOC Douro no mercado brasileiro, com total de 948 mil garrafas comercializadas em 2007. Os produtores mais experientes no trato com o vinho de mesa já colhem bons resultados. Hoje encontramos excelentes vinhos de mesa, inclusive com avaliações muito positivas da crítica. Na esteira de sucesso trilhada por um grupo seleto de produtores, começam a ingressar os novos players, que aos poucos acertam a mão; procurando exatamente aproveitar essa boa fase do Vinho do Douro.
O evento mostrou exatamente isso, a evolução qualitativa do Douro como vinho de mesa e o desafio para a sua inserção internacional. De modo geral a qualidade dos vinhos, principalmente das safras 2004 e 2005, foi muito boa. No entanto, no quesito novidades o evento deixou um pouco a desejar. Algumas importadoras acabaram focando demais na degustação de rótulos já consagrados, que integram a linha de frente em vendas, em detrimento de lançamentos ou dos vinhos mais tops. E falando nos vinhos mais diferenciados, outro hábito não menos comum, porém igualmente reprovável: deixar a amostra garrafas caras e premiadas como se fossem troféus, apenas para visualização. Ora, se não me falha a memória, o objetivo do encontro seria “promover novidades por meio de degustações”, e não visualizações. Infelizmente a falta de respeito com o público vai além, alguns expositores quando perguntados se colocariam a degustação esses ‘vinhos troféu’ tiveram a coragem de responder, por trás de um sorriso amarelo e sem graça “talvez mais tarde, quando chegarem alguns dos nossos convidados”. Isso mesmo meu caro leitor, esse é o clássico recado “o vinho não é para o seu bico, esse é exclusivo da diretoria”. Santa paciência! Acredito que se não for para todos degustarem, melhor não levar para o evento. Muito menos expor ou colocar no programa de degustações. Bom, deixadas de lado essas querelas, vamos a melhor parte: os vinhos.
Como eu disse anteriormente os vinhos de mesa Douro – para conquistar o gosto dos consumidores – começam a adotar um estilo moderno e internacional. Isso significa dizer: vinhos muito estruturados, bouquet frutado intenso marcado por toque de carvalho e bastante álcool. Sim, quem achava que os vinhos argentinos estavam muito alcoólicos com 14% e 14,5%, precisa provar esses novos Douro; que alcançam muito facilmente os 15% e até mesmo 16% de álcool.
Outro ponto positivo do evento foi a participação de alguns produtores (proprietários e enólogos), apresentando seus rótulos. Muito dedicados, mostraram cuidado na degustação de seus vinhos, desde detalhadas explanações técnicas até a preocupação com a limpeza das taças. Nesses rol alguns nomes ainda sem representação como a Quinta das Hidrângeas do jovem enólogo Ricardo Guerra; a Quinta da Fonte Nova representada por seu proprietário e enólogo João Russo Monteiro; e a Adega Cooperativa Favaios. Além de produtores representados por suas importadoras como a Quinta da Pacheca e a Quinta Dona Leonor. No próximo post vou apresentar alguns vinhos que se destacaram nesse evento. Aguardem!
Na próxima semana iremos começar a falar de Expovinis, mas antes de trazermos as novidades dessa feira, resolvemos degustar o Miolo Gamay 2008. Esse vinho é um dos lançamentos que a Miolo Wine Group irá apresentar na Expovinis, e um dos primeiros representantes da festejada safra 2008, que já começa a chegar ao mercado. O Miolo Gamay é um velho conhecido, provei-o pela primeira vez em junho de 1999, na Osteria Mamma Miolo. Fui recebido pela Morgana Miolo, que além do Gamay, ofereceu outros vinhos para degustação. Lembro muito bem do Gamay 99 (já disse que tenho uma excelente memória olfativa?); vinho bem leve e seco, com ligeiro aroma de amora fresca e um toque de enxofre. Não era ruim, muito embora o sugestivo “bouquet” sulforoso provoque certa incredulidade, tanto que algumas pessoas tem vergonha de relatar, simplesmente porque assemelha-se a odores, digamos assim, de flatulência. É isso aí! Possuem notas de pum! Isso pode acontecer com alguns vinhos jovens recém abertos e costuma desaparecer com alguns minutos de oxigenação.
A inspiração óbvia para o Miolo Gamay é o Beaujolais Nouveau, que está longe de ser um grande vinho, apesar disso, tem muitos fãs por aí. O Gamay 2008 possui uma bela rotulagem, assinada pelo artista plástico pernambucano Romero Britto – o estilo lembra aquele do Rei do Beaujolais. Não vejo razão para esse recalque francês, acho que esse vinho deveria ser engarrafado em embalagem bag in box, assim teria uma proposta de custo mais interessante, além do que, Romero Britto ganharia mais destaque com a maior área para expor seu trabalho.
O Miolo Gamay 2008 exibiu cor violácea com transparência evidente; lágrimas com certa densidade. Nariz de intensidade média, lembrando bananas (os apreciadores de Beaujolais adoram isso) e notas de framboesas; depois de alguns minutos no copo apareceram aromas vegetais. Pouco corpo, taninos leves, acidez moderada e álcool querendo aparecer demais. Final curto e sem muito brilho. O Miolo Gamay é um vinho bem leve e sem grandes méritos, pode agradar aos bebedores que apreciam o estilo do Beaujolais, mesmo não oferecendo muita coisa. Não gosto de vinhos com certas notas vegetais, por isso fiquei um pouco decepcionado com a evolução desse Gamay.

É bem mais barato que um Beaujolais Nouveau, por isso não deixa de ser uma alternativa atraente para os fãs desse vinho.
Grad.Alcoólica: 12%
Preço: R$18
Para escrever a receita desta semana fui buscar inspiração num prato que provei pela primeira vez num restaurante na Comune Di La Morra, na Langhe: Papardelli ai Porri. Posso dizer que foi paixão a primeira garfada. Desde então, apropriei-me dessa receita piemontesa, e com uma boa freqüência, tenho saboreado pastas com esse molho. Admito, porém, que o consumo só não é maior face ao elevado índice de gordura dado por um nobre ingrediente dessa receita: a nata. De fato, o creme de leite fresco é um ingrediente recorrente na culinária do norte da Itália e, em especial, no Piemonte. Digamos que essa região não seja das mais indicadas, pelo menos em termos gastronômicos, para quem tem o colesterol alto. Nesses casos a saudável gastronomia mediterrânea de Nápoles, Taormina e Siracusa é mais recomendada.
Como muita gente já percebeu os italianos criam consórcios e associações para proteger quase todo tipo de produto: vinho, queijo, presunto, arroz e alho-poró. Sim, alho-poró! O Consorzio per la valorizzazione e tutela del porro Cervere foi criado em 1996 exatamente para defender o que os italianos consideram o melhor alho-poró do mundo (pouco modestos, não?). Tenro com sabor suave, levemente adocicado, o Porro Cervere é um dos protagonistas da culinária da província de Cuneo e região. Apesar de ser um parente próximo do alho e da cebola, o sabor do alho-poró é muito diferente desses dois primeiros.
Alguns estudiosos sustentam que a sua origem seria céltica, outros embasados em inscrições do Egito antigo, afirmam que os escravos já faziam uso dessa planta. Com o passar dos séculos seu cultivo e consumo foi transmitido por meio da civilização greco-romana, conforme inúmeros relatos de autores da época. Na Idade Média o alho-poró fez parte de um restrito grupo de alimentos que contribuíram para resolver o problema da fome durante o período da peste negra.
O alho-poró, também conhecido como alho-francês, é um alimento pouco calórico, sem gordura, com pouquíssimo açúcar e razoavelmente rico em vitaminas C, PP, A, B, B2 e ferro. Ou seja, não faltam bons motivos para consumir mais alho-poró, seja em molhos, sopas, pizzas etc.
Costumo compra-los no Mercado Municipal de Curitiba, onde os produtos quase sempre são frescos e o preço é justo (em média R$1 por talo). Já vi preços em certos supermercados que são de assustar. Algo como uma bandeja com três talos miúdos de alho-poró custando absurdos R$ 9!
Receita e ingredientes para Papardelle ai Porri (4 pessoas):
- 6 talos de alho-poró;
- 500g de Papardelle (pasta um pouco mais larga que o tagliatelle);
- 600g de creme de leite fresco (nata);
- 1/2 xícara de caldo de carne;
- 2 colheres de Azeite extra virgem;
- Sal;
- Pimenta-do-reino;
- Queijo Parmigiano.
Preparo:
Para fazer o molho é muito simples. Primeiramente corte os talos do alho-poró em rodelas não muito grossas, priorizando a parte mais branca (de sabor mais suave). Numa panela juntamente com o azeite extra virgem deixe o alho-poró dar uma leve dourada e aos poucos comece a adicionar o caldo de carne. Depois de cozinhar por uns 6 ou 8 minutos, adicione a nata, o sal e a pimenta-do-reino a gosto. Junte o molho a massa cozida “al dente”, rale um pouco de Parmigiano e está pronto para servir. Um prato vergonhosamente simples de fazer, porém estupidamente delicioso.
Vinho recomendado: tinto frutado de corpo leve, como o Loios da João Portugal Ramos
Em terras piemontesas acompanhei esse prato com um Giovanni Rosso Dolcetto d’Alba “Le Quattro Vigne” (sem representante no Brasil). De todo modo, como estamos no Brasil, nada impede que façamos uma opção por rótulos mais acessíveis. O Regional Alentejano Loios da João Portugal Ramos (R$29 - Porto a Porto) pode ser uma excelente combinação. Um vinho feito a partir de um blend das uvas Castelão, Aragonês e Trincadeira, ideal para ser bebido jovem. Aroma de frutas vermelhas de boa intensidade; na boca é marcado por taninos suaves e equilibrados, muito fácil de beber. Ainda sim, se a intenção for beber um vinho italiano, sugiro um Vietti Dolcetto D´Alba Trevigne (R$65 - Mistral).
Neste último dia 14 de abril foi comemorado o Dia Internacional do Café. Para falar a verdade, até ontem eu sequer sabia que existia essa data. Fui alertado pela secretaria da agência que, sabendo da nossa paixão por cafés, notou que o QVinho deixou passar em branco essa data. Não sou muito ligado em datas, mesmo assim resolvi publicar essa sequência de imagens para expressar nosso fascínio pelo café e, principalmente, pelo espresso!













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