Autores

O QVinho é mantido pelos empresários Jackson Brustolin e Jomar Brustolin. E, para entender melhor como se deu a nossa iniciação no mundo do vinho é preciso contar uma breve história.

Nossa ascendência é italiana, sendo assim sempre fomos ligados ao convívio familiar, invariavelmente associado ao hábito de comer bem. O interesse pelos vinhos começou muito cedo, nossos pais costumavam beber vinho nas refeições de domingo, por sorte sempre pudemos desfrutar desse prazer, mesmo que fosse apenas um ou dois goles. Nessa época, meados da década de 80, a variedade de vinhos disponíveis era pequena. No ano de 1996 nosso interesse por vinhos aumentou muito, comprávamos quase tudo que havia, sempre provando rótulos diferentes. A partir desse ano não paramos mais, compramos livros, estudamos e visitamos muitas vinícolas.

Jomar Brustolin e Jackson Brustolin - Editores do QVinho

No dia 10 de maio de 2007 colocamos no ar o QVinho, embora o projeto tenha iniciado quase um ano antes. Em julho de 2006 começamos a publicar criticas de vinhos no blog da agência de publicidade onde trabalhamos; eram textos despretensiosos, feitos com o intuito de diversificar o conteúdo daquele blog. Como eram textos originais, não simples copias de outros sites, percebemos que esses posts começaram a ganhar as primeiras páginas do Google. Nessa época não existiam outros blogs do gênero. Logo entendemos que o terreno de wine blogs no Brasil ainda não havia sido explorado. Daí surgiu o insight para o QVinho, finalmente poderíamos unir as nossas duas maiores paixões: a comunicação e os vinhos. Levamos um tempo estudando blogs americanos e europeus, avaliando qual seria a melhor abordagem, até definirmos a nossa linha editorial.

Acreditamos que o principal objetivo do QVinho seja fazer o consumidor entender melhor o vinho e a sua ligação com a gastronomia, desmistificando alguns conceitos e trazendo essa bebida para o dia-a-dia. Partindo desse pilar os próprios consumidores conseguirão fazer escolhas melhores. É muito chato quando vemos consumidores comprando sempre os mesmos vinhos porque receberam 91 ou mais pontos de críticos renomados. Claro, a crítica especializada ajuda muito, mas não pode ser um limitador. O universo do vinho é muito mais amplo e fascinante do que uma lista com vinhos pontuados.

 

Beto Madalosso

Beto MadalossoDizem que é porque eu não quis estudar. Eu discordo. Entrei na cozinha muito antes de me imaginar por gente. Lá de vez em quando, enquanto minha mãe preparava o almoço nosso de cada dia, eu mexia nas panelas. Era fome mesmo. Eu era aquele chato que enchia a barriga no fogão, antes do almoço chegar à mesa. Mas foi desse jeito que eu me interessei pela gastronomia e, quando me dei conta, já estava preparando meu primeiro Fettuccine Alfredo. Fui pra faculdade de Administração. Fiz uma pós em economia. Mais tarde, em 2.007, fiz curso de Gastronomia.

Sempre fui um aluno estranho, com a atenção dispersa, e com claustrofobia de salas de aula. Pra passar de ano era na base do presentinho “professora, trouxe essa maçã pra você”. Mas assim foi… Sem ter orgulho desses tropeços na vida acadêmica, eu acabei me formando. Me formei mais na vida pratica do que na vida teórica. Comecei no Restaurante Madalosso – uma indústria capaz de atender até 4.600 pessoas. Lá, passei por diversas áreas: RH, Financeiro, Atendimento, Cozinha, etc. Eu era uma espécie de estagiário do meu pai. Sabe aquela família de italiano que sempre acha que tem que saber de tudo pra poder mandar? Então… na minha casa é assim. Eu fazia a arte do cardápio, fazia compra de louças na ponta de estoque, entrevistava o garçom, apertava a mão do cliente, tirava pedido, apagava as luzes, e… chegou o dia que eu tinha idéias diferentes das idéias do meu pai (coisa de família italiana também) e resolvi pegar um vôo só de ida pra Nova York (nada de muito italiano aqui).

Trabalhei no The Harrison, no bairro de Tribeca, por 4 meses, tempo suficiente pra entender que o italiano não é tão dono da verdade assim. Estar em Nova York foi descobrir um novo mundo de restaurantes. Foi lá que eu decidi: um dia vou montar meu próprio negocio, com a minha cara, com meu jeito. Antes de consumar o fato, fiquei anos na cozinha do Famiglia Fadanelli (outro restaurante da família) até que, em 2.011, inaugurei a Forneria Copacabana. Entre esse e aquele restaurante, vou cozinhando por aí. Mas minha grande diversão é gravar o Pra Variar, meu programa de gastronomia onde eu faço o que quero, do jeito que quero e, quando eu queimo uma torta de maçã, eu ganho muito mais clientes do que eu perco.