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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; casa marin</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/tag/casa-marin/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Degustação às cegas: Gewürztraminer</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/#comments</comments> <pubDate>Thu, 25 Feb 2010 12:06:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Degustação às Cegas]]></category> <category><![CDATA[casa marin]]></category> <category><![CDATA[familia rutini]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3860</guid> <description><![CDATA[Não há como negar, para o consumidor moderno, a busca por um caráter varietal prontamente identificável tem sido sinônimo de segurança e satisfação. Ou seja, independentemente da região, quando o consumidor escolhe um rótulo com determinada varietal, ele espera encontrar aromas e sabores já conhecidos e aprovados. Nesse cenário a influência americana, não apenas na&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Não há como negar, para o consumidor moderno, a busca por um caráter varietal prontamente identificável tem sido sinônimo de segurança e satisfação. Ou seja, independentemente da região, quando o consumidor escolhe um rótulo com determinada varietal, ele espera encontrar aromas e sabores já conhecidos e aprovados. Nesse cenário a influência americana, não apenas na produção, mas na criação de demanda, determinou o sucesso de vinhos feitos a partir das variedades como a Cabernet Sauvignon, a Chardonnay e, nos últimos anos, a Pinot Noir. Quem não se lembra do efeito <a
title="Filme Sideways" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sideways" target="_blank">Sideways</a>? Essa americanização além de ofuscar algumas dezenas de variedades de uvas só reforçou a crença cega no caráter varietal como fator único para a identificação do aroma e sabor dos vinhos. Por exemplo, quando falamos da uva Gewürztraminer, imediatamente esperamos a clássica combinação de aromas condimentados e florais.</p><p>Pela própria definição, o prefixo &#8220;Gewürz&#8221;, em alemão, significa &#8220;especiaria&#8221;. Em regiões com na Alsácia, no Reno ou mesmo no Alto Adige, isso faz sentido, já que a varietal, geralmente, produz vinhos com essas características. Então, por essa ótica varietal se provarmos alguns Gewürz – vamos chamá-la carinhosamente assim – de regiões do Novo Mundo como Chile, USA, Canadá, Austrália ou Argentina sempre encontraremos vinhos perfumados e condimentados, certo? Errado. Para os marqueteiros e toda a indústria do vinho é muito mais conveniente superestimar a importância da varietal, e por conseguinte, encobrir todos os outros fatores que influenciam no resultado final de um vinho, como: terreno, clima, clones, e principalmente, as técnicas empregadas na vinificação. A verdade é que a mesma uva pode ganhar infinitas expressões quando trabalhada em regiões diferentes e por profissionais talentosos, tanto que em uma degustação às cegas, dificilmente você afirmaria que se trata da mesma uva.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/02/painel-gewurztraminer.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-3951" title="Painel Gewurztraminer" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/02/painel-gewurztraminer-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>A degustação mostrou que os exemplares do Novo Mundo, embora de ótima qualidade, ficaram distantes do que poderia se esperar do perfil típico da Gewürztraminer. A começar pela cor (mais pálida), o perfil aromático concentrado em fruta, e talvez menos especiado, como já era de se esperar. Contudo, isso está longe de ser um problema, uma vez que os vinhos apresentaram outras qualidades. Nesse pequeno painel, sem dúvida, o <strong>Rutini Gewürztraminer 2009</strong> foi a grande surpresa. O vinho conseguiu aliar algumas boas características da varietal, com frescor e um ótimo equilíbrio na boca. Por outro lado, longe de apresentar um bouquet perfumado, o <strong>Casa Marin Gewürztraminer 2008</strong> apareceu apagado demais &#8211; principalmente quando comparado a <a
title="Post Casa Marin" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/" target="_blank">safra 2009</a> – na boca também não empolgou e o álcool falou mais alto. Quanto ao alsaciano <strong>Paul Blanck Gewürztraminer 2006</strong>, apesar do nariz interessante, faltou frescor e equilíbrio. Não sei se o vinho evoluiu bem na garrafa, mas o fato é que o resultado final, para um rótulo de um respeitado produtor alsaciano, ficou abaixo das expectativas. Quem sabe numa futura degustação possamos avaliar um Grand Cru desse produtor.</p><p>Fizemos uma degustação às cegas com 3 rótulos de Gewürztraminer:</p><ul><li>França, Alsácia, Paul Blanck Gewürtztraminer 2006</li><li>Argentina, Mendoza, Rutini Gewüztraminer 2009</li><li>Chile, Vale de Leyda, Casa Marin Gewüztraminer Casona 2008</li></ul><h2>Rutini Gewürztraminer 2009</h2><p>A Gewürztraminer é uma uva de trato difícil, baixa produtividade, que requer cuidados especiais, tendo em vista a sua maturação tardia, por isso acaba não tendo a mesma atratividade comercial que outras castas. Atualmente apenas duas bodegas na Argentina produzem um Gewurztaminer de expressão, são elas: a Luigi Bosca e a Rutini. Esse Gewürztraminer foi produzido a partir de uvas de uma pequena parcela da região de Tupungato, em Mendoza, 100% fermentado em barricas e maturado outros 4 meses em carvalho francês de 1º e 2º uso. O rótulo foi adquirido em minha última viagem à Argentina, mas não consegui encontrá-lo na lista da Zahil, de qualquer modo se ele chegar ao Brasil na casa dos R$90, é um vinho de ótima relação qualidade/preço. Cor amarelo pálido com reflexos esverdeados. Bouquet de boa intensidade, exuberante de frutas de polpa branca como peras e maças verdes, mescladas com um leve especiado e um fundo mineral. Na boca a boa estrutura e a acidez correta não deixam o vinho flácido. Final limpo, seco e duradouro; agradou do início ao fim da degustação.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-108" title="Muito Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="" width="45" height="26" /><br
/> Grad. Alcoólica: 13,7%<br
/> Preço: 85 pesos<br
/> Importadora: Zahil</p><h2>Paul Blanck Gewürztraminer 2006</h2><p>A história da Domaine Paul Blanck remonta o ano de 1610, quando a família de austríacos capitaneada por Hans Blanck comprou os primeiros vinhedos na Alsácia. A nova geração, representada por Frederic e Philippe, detêm aproximadamente 36 Ha de vinhedos localizados em 5 principais crus: Rosenbourg, Furstentum, Patergarten, Schlossberg e Altenbourg. O produtor tem fama de fazer bons vinhos com as uvas Riesling, Gewürztraminer e Pinot Gris, principalmente aquelas provenientes dos Crus. Um Gewürztraminer com uma bela cor amarelo-ouro, muito profunda. Nariz perfumado exalando notas de flores, mel e especiarias. No palato é untuoso, levemente adocicado, porém falta acidez. Final pouco balanceado, com elevado açúcar residual e um tanto quanto &#8220;gorducho&#8221;. Pecou no quesito equilíbrio.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="" width="29" height="26" /><br
/> Grad. Alcoólica: 13%<br
/> Preço: R$ 120<br
/> Importadora: Decanter</p><h2>Casa Marin Gewürztraminer Casona 2008</h2><p>A pouco tempo comentamos sobre essa vinícola chilena em nosso <a
title="Post Casa Marin" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/" target="_blank">On The Road 2009</a>. O belo trabalho desenvolvido como os vinhos brancos, principalmente com a uva Sauvignon Blanc, sem falar no seu espetacular Syrah Miramar, nos motivou trazer uma garrafa do Gewürztraminer Casona 2008. Depois de fazer uma prova completa com vinhos da vinícola, inclusive o Gewürz 2009, confesso que fiquei um pouco desapontado com o 2008.  Cor amarelo pálido; com um bouquet tímido, mas gostoso. Um vinho leve e fresco, com um final de boca seco e relativamente curto. O resultado: o álcool acaba falando alto demais.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="" width="29" height="26" /><br
/> Grad. Alcoólica: 14,5%<br
/> Preço: R$ 115<br
/> Importadora: Vinea</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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