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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Enoturismo</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/tag/enoturismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>WofA 2010: Humberto Canale</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-humberto-canale/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-humberto-canale/#comments</comments> <pubDate>Thu, 03 Feb 2011 10:55:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[humberto canale]]></category> <category><![CDATA[WofA]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5351</guid> <description><![CDATA[Algumas vinícolas possuem uma ligação tão forte com determinada região vinícola, que é quase impossível falar de uma sem mencionar a outra. É o caso do nome Humberto Canale, um dos pioneiros na colonização da região, e grandes impulsionadores do setor vitivinícola na Patagônia. Já no início do século XX, o engenheiro, filho de emigrantes&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-humberto-canale/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Algumas vinícolas possuem uma ligação tão forte com determinada região vinícola, que é quase impossível falar de uma sem mencionar a outra. É o caso do nome Humberto Canale, um dos pioneiros na colonização da região, e  grandes impulsionadores do setor vitivinícola na Patagônia. Já no início do século XX, o engenheiro, filho de emigrantes genoveses Humberto Canale, praticamente montou uma cidade na localidade que é hoje General Roca. Foram criadas carpintarias, ferrarias até mercearias; ou seja, todo tipo de estabelecimento comercial necessário para o nascimento de uma cidade. Foi assim, que no ano de 1909, nasceu a <a
title="Website Humberto Canale" href="http://www.bodegahcanale.com" target="_blank">Bodega Humberto Canale</a>. O clima temperado, frio e desértico, com chuvas concentradas nos meses de inverno, despertou a atenção do engenheiro para o potencial vitivinícola da região, tanto que em 1915, tratou de importar e plantar as primeiras cepas francesas, com o ideal de transformar essa área numa nova Bordeaux.</p><p>Com o passar dos anos, porém, a adaptação das varietais mostrou que o Alto Valle do Río Negro possuía mais características similares com a Borgonha, do que com Bordeaux. Em 1933, sob orientação do talentoso enólogo <strong>Raul De La Mota</strong>, então consultor da bodega, começaram a plantar a Pinot Noir. Não precisa nem dizer, que a ousada aposta de Raul foi mais que acertada; hoje, a Pinot Noir é uma grande embaixadora dos vinhos Patagônicos de alta qualidade. Além da indiscutível adaptação da Malbec, outras varietais como a Sauvignon Blanc e a Merlot tiveram bons resultados.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/fpNgIdZP" wmode="transparent"></embed></object></p><p>Passados mais de 100 anos desde a sua fundação, a Bodega que é dirigida por <strong>Guillermo Barzi Canale</strong>, quarta geração da família, conta com vinhedos próprios de 150 Ha no Alto Valle do Río Negro, e mais 30 Ha no Valle Medio, além de 150 Ha de produtores associados. O resultado é uma produção anual de mais de 1.500.000 garrafas; sem falar na divisão de frutas frescas (maçãs, pêras e ameixas), que chega a representar 50% do faturamento do grupo, e ocupa o terceiro lugar em exportações. Durante nossa visita a bodega fomos recebidos pelo enólogo <strong>Horacio Bibiloni</strong>, que nos mostrou a centenária estrutura da vinícola, que agrega desde as tradicionais cubas de concreto epóxi até os modernos tanques de aço inox. E, é exatamente esta fusão entre o antigo e o novo, associado à modernas técnicas de vinificação, que dão a batida da Humberto Canale de hoje.</p><p>Ainda me lembro dos primeiros rótulos que provei da linha Marcus Gran Reserva <a
title="Post Marcus Gran Reserva Pinot Noir" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/marcus-gran-reserva-pinot-noir-2004-humberto-canale/" target="_blank">Pinot Noir</a>, <a
title="Post Marcus Gran Reserva Merlot" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/marcus-gran-reserva-merlot-2004-humberto-canale/" target="_blank">Merlot</a> e <a
title="Post Marcus Gran Reserva Cabernet Franc" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/humberto-canale-marcus-gran-reserva-cabernet-franc-2001/" target="_blank">Cabernet Franc</a>. Eram safras entre 2001 e 2004, e o que se percebia como denominador comum era a estrutura tânica de alta qualidade e robusta, ou seja, vinhos com excelente potencial de guarda, porém um pouco duros quando consumidos jovens. É curioso observar que foi exatamente essa caraterística de longevidade, que proporcionava vinhos muitos mais ricos e finos após longos anos na adega, que chamou a atenção do enólogo <a
title="Post Bodega Noemia" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-bodega-noemia-de-patagonia/" target="_blank">Hans Vinding-Diers </a>para o potencial dos vinhos de Río Negro (principalmente aqueles de vinhedos velhos); e o estimulou a investir na sua própria vinícola na Patagônia. Contudo, nos últimos anos, a evolução vitivinicultura foi muito grande, e obviamente, o modo de fazer os vinhos também teve que acompanhar essas mudanças. Atualmente, a vinícola conta com a consultoria enológica de <strong>Susana Balbo</strong> (Dominio Del Plata), que prega exatamente a filosofia de oferecer vinhos mais acessíveis e elegantes, sem extrações muito exageradas, que os consumidores possam apreciá-los sem medo, ainda quando jovens.</p><h2>Intimo Sauvignon Blanc / Semillom 2009 &#8211; R$36</h2><p>Produzido a partir de um corte de 60% Sauvignon Blanc e 40% Semillion, 6% do vinho passa 6 meses em barricas. O resultado é um toque de elegância, com um bouquet fresco e focado na fruta. Em destaque, aroma de frutas tropicais. Na boca é um vinho leve (pouca presença), talvez falte um pouco de acidez. De todo modo é um branco honesto e agradável, já que não exagera no álcool.</p><h2>Intimo Malbec 2009 &#8211; R$36</h2><p>Acompanhando a filosofia da bodega, não é um vinho muito concentrado, e prima mais pelo equilíbrio. Apenas 10% do vinho passa por barricas. Nariz muito gostoso, com ótima fruta, lembrando amoras, violetas e notas minerais. Na boca tem corpo médio, taninos presentes e boa acidez. Bem equilibrado com o álcool e uma ótima relação qualidade/preço.</p><h2>Humberto Canale Estate Merlot 2009 &#8211; R$43</h2><p>Rubi com transparência, também sem exageros de extração. Boa intensidade, com destaque para frutas como cassis, cereja, e alguns leves traços de pimentão. Na boca tem boa estrutura, taninos ainda arranham um pouco; e o final de boca apresentou ótima persistência. Ainda jovem, esse delicioso Merlot pode melhor com mais alguns anos na garrafa.</p><h2>Humberto Canale Gran Reserva Pinot Noir 2008 &#8211; R$105</h2><p>Belíssima cor rubi, com muita transparência. Aroma delicado de frutas vermelhas, bolo de morango; sem traços inconvenientes de madeira. Taninos doces e aveludados, de excelente qualidade. Final de boca marcante e delicioso. Um vinho de caráter feminino, bem balanceado.</p><p><em>Importação: Grand Cru</em></p><p>Chacara Nº 186 – Gral. Roca – Rio Negro<br
/> Tel. (02941) 430415<br
/> www.bodegahcanale.com</p><p>Para visualizar a localização exata consulte o mapa <a
title="Mapa das Bodegas na Patagônia" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?cd=1&amp;ei=hJdATM1Mhf7NBK3_lekP&amp;sig2=04aykKMikuh_Zyak5qvX1A&amp;ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;view=map&amp;ved=0CEAQgAc&amp;msa=0&amp;msid=101488567223863809148.0004884bc088626070388&amp;ll=-38.363431,-68.750467&amp;spn=0.02692,0.041542&amp;t=h&amp;z=15" target="_blank">Bodegas Patagônia</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série Wines of Argentina 2010 (WofA). Clique <a
title="Wines of Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/wines-of-argentina-2010/" target="_blank">aqui |+|</a> para ler mais. Para ler sobre outras viagens dos editores </em><em>pela Argentina, clique <a
title="QVinho On the Road" href="../on-the-road/">aqui |+|</a></em><em>.<br
/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-humberto-canale/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>WofA 2010: Bodega Noemia de Patagonia</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-bodega-noemia-de-patagonia/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-bodega-noemia-de-patagonia/#comments</comments> <pubDate>Mon, 22 Nov 2010 11:50:38 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[WofA]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5268</guid> <description><![CDATA[A partir do ano 2000, quando adotou uma política de incentivos fiscais para atrair novos investimentos, a província de Neuquén virou a bola da vez do setor vitivinícola argentino. Do zero, foram plantados vinhedos, e a região que até então planejava ser um forte polo de fruticultura, viu surgir seus primeiros empreendimentos vitivinícolas. Por outro&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-bodega-noemia-de-patagonia/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>A partir do ano 2000, quando adotou uma política de incentivos fiscais para atrair novos investimentos, a província de Neuquén virou a bola da vez do setor vitivinícola argentino. Do zero, foram plantados vinhedos, e a região que até então planejava ser um forte polo de fruticultura, viu surgir seus primeiros empreendimentos vitivinícolas. Por outro lado, a província vizinha de Río Negro, com uma longa história ligada a produção de vinhos, principalmente de produtos de baixa qualidade voltados para o consumo local  &#8211; a região já chegou a ter 18 mil Ha de vinhedos entre os anos 50 e 80 &#8211; também está passando por uma renovação. A passos mais lentos e com empreendimentos menos grandiosos, diga-se de passagem, os vinhos de Río Negro vão ganhando cada dia mais espaço na segmentação dos rótulos de alta qualidade.</p><p><object
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src='http://www.slideflickr.com/slide/G8ab9wH0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='500' height='340'></embed></object></p><p>Um desses novos players que está ajudando a projetar a imagem dos vinhos de Río Negro no cenário internacional é a <a
title="Website Bodega Noemia" href="http://www.bodeganoemia.com/" target="_blank">Bodega Noemia</a>. A história toda nasceu a partir das primeiras viagens que o enólogo dinamarquês <strong>Hans Vinding-Diers </strong>realizou à Patagônia. Em 1998, Hans chegou em Río Negro como consultor contratado por um grupo de compradores ingleses para supervisionar os trabalhos na Humberto Canale. Não precisa nem dizer que o curioso enólogo foi muito além da proposta que o tinha trazido à Argentina. Depois de percorrer cada vinhedo da região e provar uma série de vinhos bem velhos; Hans enxergou um belo potencial dos vinhos de Río Negro. O passo seguinte foi comprar as uvas de vinhedos velhos para elaborar, em caráter experimental, o seu próprio vinho. As primeiras 1.000 garrafas, da safra 2001, foram produzidas de forma muito precária, num galpão alugado com tanques de fibra de vidro que sequer possuíam controle de temperatura. Quem diria, o Noemia 2001 fez um grande sucesso entre os críticos europeus. Nos EUA, o vinho recebeu 93 pontos da Wines Spectator.</p><p>Em sociedade com a <strong>Condessa Noemi Marone Cinzano</strong> &#8211; produtora prestigiado Brunello de Moltalcino <a
title="Website Cantina Argiano" href="http://www.argiano.net/" target="_blank">Argiano</a> &#8211; Hans tratou de adquirir uma propriedade de 8ha. Essa área com 7ha de vinhedos de Malbec pré-filoxera, plantados em 1932, estava abandonada e prestes a ser destruída. Contudo, o projeto só ficou completo em 2003, quando investiram numa nova propriedade localizada no Valle Azul, onde foi construída a pequena bodega e plantados 5ha de novos vinhedos em alto adensamento (5.500 plantas/ha). Como se criou em meio de uma família de tradição vitivinícola, já que seu pai era um renomado jornalista e proprietário de um pequeno Chateau na França, Hans foi um autodidata em em viticultura e enologia. E os resultados que ele colhe hoje como enólogo da Argiano (desde 2003) e da Noemia são a maior prova do sucesso desse aprendizado prático. Na Noemia, Hans Vinding-Diers imprimiu um perfil de elegância aos vinhos. Com menos extração e mais equilibrio, os vinhos da Noemia possuem uma personalidade bem definida, e seguem a proposta de exprimir o máximo do potencial dos vinhedos velhos e do <em>terroir</em> de Río Negro. A Malbec, por exemplo, é mais feminina e não é tão potente como muitos exemplares mendocinos.<br
/> Toda a produção da vinícola possui certificação de orgânica e biodinâmica. Mas, isso é só uma consequência do trabalho minucioso que Hans implementou na Noemia. O cuidado está em todos os detalhes, desde o manejo dos vinhedos, até a colheita e vinificação.<br
/><blockquote>&#8220;Em Río Negro, por exemplo, em função dos ventos fortes é muito comum os produtores utilizarem barreiras de Alamos para proteger os vinhedos, porém Hans não é muito partidário dessa técnica. Ele prefere que os vinhedos possuam menos defesas, e com isso as videiras sofram com o impacto do clima e produzam menos&#8221;.</p></blockquote><p> Nos vinhedos de terceiros e mais distantes da bodega, o transporte das uvas acontece em um caminhão frigorifico, e em seguida são colocadas em uma câmara de baixa temperatura. Outra preferência do enólogo foi pelas cubas de concreto epóxi. <strong>Oscar Rubén Ferrari</strong>, que durante 20 anos trabalhou no Instituto Nacional de Vitivinicultura, foi convidado por Hans para gerenciar a bodega. Oscar nos recebeu e guiou durante nossa visita a vinícola, juntamente com a portuguesa, <strong>Teresa Gaspar </strong> que responde pela enologia. Acostumada com os rigorismos da legislação europeia sobre vinhos, Teresa ficou encantada com o potencial da Argentina, e principalmente, com a liberdade criativa para desenvolver os vinhos. Atualmente a Noemia exporta 90% da produção, principalmente para países como: USA, Dinamarca e Brasil. Na Argentina estão estudando uma forma de trabalhar com uma distribuição mais seletiva.</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/z71UhMo_qEQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><h2>A. Lisa 2009 &#8211; R$84</h2><p>O rótulo de maior produção da bodega (atualmente em 120 mil garrafas), chamado de A.Lisa &#8211; uma homenagem a Vó de Hans &#8211; é produzido a partir dos vinhedos novos do Valle Azul, além de um pouco de uvas de vinhedos velhos de outros três produtores (contratos de 10 anos). O vinho é predominantemente Malbec (90%), com um toque da Merlot (10%), passa 11 meses em barricas de segundo uso. Sem muita extração, cor rubi com transparência. Nariz perfumado e fresco lembrando framboesas, amoras e notas florais. Cheio de fruta. Na boca tem estrutura mediana, taninos muito macios e uma acidez ótima. Um vinho bem equilibrado e elegante. Fim de boca com ótima persistência, e fácil de beber.</p><h2>J.Aberto 2009 &#8211; R$117</h2><p>Com uma tiragem de 11 mil garrafas, o J.Alberto é produzido a partir de vinhedos velhos plantados em 1955. Sua composição leva 90% Malbec e 5% Merlot (misturados no vinhedo), e estagia 11 meses em barricas de carvalho francês (70% de barricas de segundo uso, que foram utilizadas no Noemia). Apesar do ano de 2009 ter sido muito difícil, em função da seca (choveu pouquíssimo, cerca de 70mm/ano), o resultado em vinhos como esse é surpreendente. O J. Alberto já encanta ao primeiro contato com seu aroma intenso e complexo. Frutas maduras remetendo a amoras, com fundo mineral, chocolate. Notas muito sutis de baunilha denunciam um belo trabalho com a madeira. Na boca possui corpo médio, com taninos finos e redondos. O final é longo e delicioso.</p><h2>Bodega Noemia 2008 &#8211; R$284</h2><p>Um puro sangue patagônico, 100% Malbec de vinhedos plantados em 1932, com passagem de 20 meses em carvalho francês. Incrivelmente perfumado! Um vinho de perfil clássico e elegante. Nariz rico em frutas frescas como cerejas, ameixas pretas e amoras, mescladas com notas de violeta e o típico mineral dos Malbec da Patagônia. Presença muito sutil do carvalho. Ainda mais macio e equilibrado, com seus taninos finos e de excelente qualidade. Um final que se prolonga por vários segundos, delicioso! Como a Noemia não tem condições de produzir mais do que 3.500 garrafas, pois o vinhos é obtido a partir de um pequeno vinhedo velho de Malbec de 1,5 Ha, o preço alto é o único fator para controlar a demanda.</p><h2>&#8220;2&#8243; Cabernet Sauvignon &#8211; Merlot 2007</h2><p>Um vinho fantástico, que numa degustação as cegas, poderia passar perfeitamente por um bom Bordeaux. E, não é para menos, é um típico corte bordalês, com 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Merlot, obtido de vinhedos de um parreiral plantado na década de 40 e de outro em 1955. Belíssima cor rubi com transparência. Muito elegante, nada do que você poderia esperar de um Cabernet argentino. Nariz lembrando alcaçuz, mentol, cassis e amoras. Fantástico, muita fruta! Não se percebe notas verdes. Na boca é fino, taninos macios e álcool bem equilibrado no conjunto. Ano passado fizeram 1.200 garrafas (devem chegar apenas 50 garrafas para o Brasil). Não é um vinho que vai sair todos os anos, já que o ciclo de maturação da Cabernet é muito longo (geralmente colhe-se em abril). O problema é que na Patagônia, nesse época, é muito suscetível a geadas, por isso não devemos ver esse rótulo sendo produzido todos os anos.</p><p><em>Importação: Vinci</em></p><p>Ruta Prov 7. Km 12 &#8211; Valle Azul<br
/> Rio Negro &#8211; Argentina<br
/> www.bodeganoemia.com</p><p>Para visualizar a localização exata consulte o mapa <a
title="Mapa das Bodegas na Patagônia" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?cd=1&amp;ei=hJdATM1Mhf7NBK3_lekP&amp;sig2=04aykKMikuh_Zyak5qvX1A&amp;ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;view=map&amp;ved=0CEAQgAc&amp;msa=0&amp;msid=101488567223863809148.0004884bc088626070388&amp;ll=-38.363431,-68.750467&amp;spn=0.02692,0.041542&amp;t=h&amp;z=15" target="_blank">Bodegas Patagônia</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série Wines of Argentina 2010 (WofA). Clique <a
title="Wines of Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/wines-of-argentina-2010/" target="_blank">aqui |+|</a> para ler mais. Para ler sobre outras viagens dos editores </em><em>pela Argentina, clique <a
title="QVinho On the Road" href="../on-the-road/">aqui |+|</a></em><em>.<br
/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa-2010-bodega-noemia-de-patagonia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>WofA 2010: Bodega NQN</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/bodega-nqn/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/bodega-nqn/#comments</comments> <pubDate>Mon, 25 Oct 2010 11:16:59 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[WofA]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5220</guid> <description><![CDATA[Como se não bastasse a intensa programação de visitas e degustações realizadas durante a minha última viagem a Patagônia, também pude testar novas ações no que tange a divulgação online de degustações e interação com os leitores. Conhecendo esse meu lado nerd, o pessoal da Wines of Argentina me fez o convite para conduzir um&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/bodega-nqn/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Como se não bastasse a intensa programação de visitas e degustações realizadas durante a minha última viagem a Patagônia, também pude testar novas ações no que tange a divulgação online de degustações e interação com os leitores. Conhecendo esse meu lado nerd, o pessoal da <a
title="Website Wines of Argentina" href="http://www.winesofargentina.org/" target="_blank">Wines of Argentina</a> me fez o convite para conduzir um Taste Live pelo Twitter direto da Patagônia &#8211; acompanhado por colegas blogueiros em São Paulo (<a
title="Post Taste Live - Vinhos de Corte" href="http://www.vinhosdecorte.com.br/degustacao-de-vinhos-da-patagonia-via-twitter/" target="_blank">leia o Post no Vinhos de Corte</a>) &#8211; não pensei duas vezes. Afinal, sempre gostei dessas brincadeiras tecnológicas. Depois de maratona de degustações, partimos da <a
title="Post Bodega Del Fin Del Mundo" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/wofa2010-bodega-del-fin-del-mundo/" target="_blank">Bodega Del Fin Del Mundo</a> para a vizinha NQN. A escolha da vinícola para o palco dessa ação não poderia ser mais acertada. Comandada pelo jovem e dinâmico Lucas Nemesio, a NQN disponibilizou toda a infraestrutura do Malma Restó e colocou dois de seus rótulos a prova. Os primeiros <em>tweets</em> com impressões sobre os vinhos começaram por volta das 20h:20, e foram seguidos de inúmeros <em>reply</em> e comentários dos participantes. Em meio as interações &#8211; via <a
title="Twitter Jackson" href="http://twitter.com/jacksonbr" target="_blank">Twitter </a>e <a
title="Página de fãs do QVinho - Facebook" href="http://www.facebook.com/QVinho" target="_blank">Facebook</a> &#8211; Lucas e o enólogo Sergio Pomar, obtiveram um<em> feedback</em> instantâneo das impressões dos blogueiros brasileiros sobre os vinhos provados. Não tenho dúvidas, o crescimento dos computadores conectados em rede, associado à meteórica ascensão das redes sociais, fará de inciativas como esta, a realidade em termos de divulgação de novos produtos e interação com os consumidores.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/NQN.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5232" title="NQN" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/NQN-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p><p>Fundada em 2001, pelos sócios <strong>Luis Maria Focaccia</strong> e <strong>Lucas Nemesio</strong>, a Bodega NQN está localizada em San Patrico del Chañar, na promissora região vitivinícola de Neuquén. Os vinhedos ocupam uma área de 162ha, grande parte representado pela Malbec (42%) e Merlot (21%); e a vinícola de arquitetura moderna e muito bem integrada a paisagem patagônica, possui uma capacidade de produção de 1.800.000 litros. Embora jovem, a NQN conseguiu mostrar uma evolução considerável num curto espaço de três safras. O trabalho desenvolvido pelo enólogo chefe, <strong>Sergio Pomar</strong>, contou com a consultoria do experiente enólogo <strong>Roberto de La Mota</strong> (<a
title="Post Mendel Wines" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/" target="_blank">Mendel Wines</a>). Se a filosofia da vinícola continuar trilhando esse bom caminho, certamente provaremos vinhos ainda melhores nas próximas safras.</p><p>Nesta visita tivemos a oportunidade de provar dois rótulos. O primeiro deles foi o <strong>Malma Gran Reserva Malbec 2006</strong> (R$73), um vinho de bouquet perfumado e delicioso. Uma fruta fresca bem evidente, lembrando framboesas e cerejas, que não se ofusca pelos 12 meses no carvalho; talvez um leve toque floral. Na boca é equilibrado, taninos finos e macios, marcado por uma ótima acidez. Final persistente e delicioso. Já o <strong>Coleccción Malbec 2006</strong> (R$103), um 100% Malbec de vinhedos de baixo rendimento (7.000kg/ha). O vinho estagia 15 meses em barricas de carvalho francês, não por acaso ao primeiro contato os aromas da madeira aparecem em destaque; mas não demora a liberar um perfume intenso de frutas negras maduras, chocolate, além das típicas notas especiadas e minerais do Malbec Patagônico. Na boca o Colección é imponente, e impressiona com seus taninos firmes e um final de ótima persistência. Ainda jovem pode suportar bem mais alguns anos na garrafa.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/08062010-_DSC0042.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5234" title="Vinhos da NQN" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/08062010-_DSC0042-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>Não pudemos fazer uma degustação técnica com todos os rótulos da bodega, mas a experiência de conduzir o Taste Live a partir da NQN, e o jantar no Malma Restó Bar com parte da equipe do Lucas, sem dúvida, valeu cada minuto. Os pratos do <strong>Chef Matias Nuñez</strong> conseguem aliar uma certa dose de modernidade, porém sem perder a riqueza de sabor dos ingredientes patagônicos. Que tal uma entrada com as deliciosas empanadas de truta? Impossível resistir. Sério, poderia passar o resto do jantar apenas com um prato dessas empanadas, acompanhadas, é claro, de uma garrafa de Malma Malbec.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/08062010-_DSC0047.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5239" title="Cordeiro Patagônico no Malma Resto" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/08062010-_DSC0047-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>Não poderia faltar um dos ingredientes mais típicos da região: o delicioso <strong>Cordeiro Patagônico</strong> assado no forno com redução de Malma Merlot, servido com um croquete de milho, alhos assados e cebolas confitadas. A sobremesa não ficou para trás, um mix de frutas vermelhas acompanhado de um sorvete de creme.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/08062010-_DSC0052.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5264" title="Mix de frutas vermelhas" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/10/08062010-_DSC0052-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p><strong>Turismo </strong><br
/> Visitas Guiadas: segunda a sexta das 9h às 16h<br
/> Sábados, Domingos e Feriados: 10:30hs às 16:30hs (inglês e espanhol) / grupos até 15 pessoas.</p><p>Ruta Provincial 7 &#8211; Picada 15<br
/> San Patricio del Chañar &#8211; Neuquén<br
/> Patagônia- Argentina<br
/> bodeganqn@bodeganqn.com.ar<br
/> turismo@bodeganqn.com.ar</p><p>Para visualizar a localização exata consulte o mapa <a
title="Mapa das Bodegas na Patagônia" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?cd=1&amp;ei=hJdATM1Mhf7NBK3_lekP&amp;sig2=04aykKMikuh_Zyak5qvX1A&amp;ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;view=map&amp;ved=0CEAQgAc&amp;msa=0&amp;msid=101488567223863809148.0004884bc088626070388&amp;ll=-38.363431,-68.750467&amp;spn=0.02692,0.041542&amp;t=h&amp;z=15" target="_blank">Bodegas Patagônia</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série Wines of Argentina 2010 (WofA). Clique <a
title="Wines of Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/wines-of-argentina-2010/" target="_blank">aqui |+|</a> para ler mais. Para ler sobre outras viagens dos editores </em><em>pela Argentina, clique <a
title="QVinho On the Road" href="../on-the-road/">aqui |+|</a></em><em>.<br
/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/bodega-nqn/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Viagem pelos caminhos do vinho na Argentina</title><link>http://www.qvinho.com.br/enoturismo/viagem-pelos-caminhos-do-vinho-na-argentina/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/enoturismo/viagem-pelos-caminhos-do-vinho-na-argentina/#comments</comments> <pubDate>Fri, 04 Jun 2010 20:05:18 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[WofA]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=4466</guid> <description><![CDATA[Gosto de dizer aqui no QVinho que um dos melhores aprendizados para quem aprecia vinhos – seja de forma despretensiosa como um consumidor ou como um profissional – é conhecer as regiões vinícolas. Os cursos e ensinamentos dos livros ajudam? Sem dúvida, é o alicerce do aprendizado, mas conhecer o terreno, o clima, e principalmente,&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/enoturismo/viagem-pelos-caminhos-do-vinho-na-argentina/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Cheval-Des-Andes2.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-4471" title="Mendoza" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Cheval-Des-Andes2-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>Gosto de dizer aqui no QVinho que um dos melhores aprendizados para quem aprecia vinhos – seja de forma despretensiosa como um consumidor ou como um profissional – é conhecer as regiões vinícolas. Os cursos e ensinamentos dos livros ajudam? Sem dúvida, é o alicerce do aprendizado, mas conhecer o terreno, o clima, e principalmente, as pessoas que fazem o vinho é uma experiência muito mais completa. Claro, nem sempre isso é barato, ainda mais quando falamos de regiões na Europa, África do Sul e Austrália, sem falar no tempo necessário para empreender um projeto desses. Com o QVinho, na medida que é viável ausentarmos de nossas atividades principais (sim, não vivemos apenas de escrever sobre vinhos e viajar), manteremos o <strong>QVinho On the Road</strong>. Ano passado, por exemplo,  a viagem para o <a
title="On The Road Chile / Mendoza" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">Chile e Mendoza</a> foi um sucesso, tanto que já temos um On The Road planejado para esse ano na Europa, aguardem!</p><p>Enquanto isso, fico feliz em comunicá-los que recebi um convite da <a
title="website Wines Of Argentina" href="http://www.winesofargentina.org/" target="_blank">Wines of Argentina</a> para visitar as regiões vitivinícolas da <strong>Patagônia</strong> e <strong>Mendoza</strong>. A viagem começa dia 06 de junho, e serão sete dias percorrendo importantes vinícolas dessas regiões, conversando com enólogos e, é claro, degustando vinhos. Não dá para dizer não para uma oportunidade como essas. Infelizmente, neste roteiro de pouco mais de uma semana, não será possível conhecer as vinícolas de Salta, já que as distâncias entre essas regiões é muito grande. Contudo, teremos uma prova especial com rótulos representando as principais bodegas de Salta.</p><p>Se durante o QVinho on The Road visitamos diversos estabelecimentos em Mendoza, agora terei a oportunidade de conhecer novas bodegas, e ainda visitar lugares únicos em <strong>Neuquén</strong> e <strong>Río Negro</strong>. Nos <a
title="Wines of Argentina 2010" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/wines-of-argentina-2010/" target="_blank">próximos posts</a> vocês poderão conhecer em mais detalhes cada um desses lugares. Acompanhem também meu Twitter <a
title="Twitter Jackson" href="http://twitter.com/jacksonbr" target="_blank">@jacksonbr</a> e a página de fãs do QVinho no Facebook: <a
title="Página de fãs do QVinho" href="http://www.facebook.com/QVinho" target="_blank">www.facebook.com/QVinho</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/enoturismo/viagem-pelos-caminhos-do-vinho-na-argentina/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>11</slash:comments> </item> <item><title>Errazuriz, Arboleda e Seña</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/#comments</comments> <pubDate>Thu, 07 Jan 2010 16:09:52 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[qvotr2009]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3613</guid> <description><![CDATA[Não consigo entender aquelas pessoas que se dizem apaixonadas pelos vinhos, mas que não demonstram uma real vontade de conhecer o lugar e as pessoas que fazem o vinho. Para mim todo o fascínio de um vinho está intrinsecamente ligado ao lugar e as pessoas que o fazem. Os bons vinhos parecem sempre querer contar&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo entender aquelas pessoas que se dizem apaixonadas pelos vinhos, mas que não demonstram uma real vontade de conhecer o lugar e as pessoas que fazem o vinho. Para mim todo o fascínio de um vinho está intrinsecamente ligado ao lugar e as pessoas que o fazem. Os bons vinhos parecem sempre querer contar uma história, inspiram a uma viagem, sempre repleta de experiências sensoriais.  Esse ideal – que é o cerne do <a
title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">QVinho On the Road</a> – foi fortemente ativado na minha visita a Viña Errazuriz, uma vinícola com uma rica história, marcada pela determinação dos seus proprietários. A família Errazuriz está enraizada na história chilena, basta lembrar que seus membros já constituíram quatro presidentes da república, além de inúmeras figuras de importância cultural e econômica. Vale a pena <a
title="Família Errazuriz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Err%C3%A1zuriz_family" target="_blank">conferir aqui</a> a lista dos ilustres membros da família Errazuriz.</p><p>A história da Viña Errazuriz começa pelas mãos de <a
title="Don Maximiano Errazuriz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maximiano_Err%C3%A1zuriz" target="_blank">Don Maximiano Errazuriz</a>, que antes de fundar a viña já era um rico homem de negócios, sócio de uma empresa produtora de cobre que chegou a ser responsável por um 1/3 da produção global desse minério. Em 1870, seguindo uma tradição familiar, Don Maximiano resolveu comprar terras para plantar vinhas. O lugar escolhido foi Panquehue, uma pequena vila situada 100Km ao norte de Santiago, numa região conhecida como Valle de Aconcagua. Nascia assim a Viña Errazuriz.</p><p>Diferentemente de outras famílias da época, que preferiram plantar suas vinhas nas planícies do Valle do Maipo ou do Valle de Colchagua, Don Maximiano resolveu apostar no Valle de Aconcagua, uma região com maior variação de relevo e de microclimas. Essa decisão mostrou-se acertada, uma vez que a atual Viña Errazuriz é focada em explorar essa variação, procurando elaborar vinhos mais expressivos em função das diferenças de <em>terroir</em>.</p><p>Hoje a <a
title="Viña Errazuriz" href="http://www.errazuriz.com" target="_blank">Viña Errazuriz</a> é administrada por <strong>Eduardo Chadwick</strong>, descendente direto de Don Maximiano, a sexta geração no controle dos negócios. Eduardo é um visionário, expandiu os negócios criando outros projetos: o <a
title="Vinho Seña" href="http://www.sena.cl/" target="_blank">Seña</a>, iniciado numa parceria com Robert Mondavi; <a
title="Arboleda" href="http://www.arboledawines.com/" target="_blank">Arboleda</a>, o projeto pessoal de Eduardo; e finalmente o <a
title="Viñedo Chadwick" href="http://www.vinedochadwick.cl" target="_blank">Viñedo Chadwick</a>, o vinho ícone produzido com uvas do Vale do Maipo. Todas essas marcas possuem uma filosofia diferente, com investidores distintos e equipes próprias de enologia, mas compartilhando a mesma unidade de produção em Panquehue. Com isso as equipes técnicas mantém uma boa integração, formando um grande time.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/PqeqnRmN" /><embed
type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/PqeqnRmN" wmode="transparent"></embed></object></p><p>A minha visita foi conduzida por Edgard Carter, enólogo da Arboleda, e consistiu num passeio por vários vinhedos no Vale de Aconcagua, notadamente <span>no setor chamado de Aconcagua Costa</span>, Seña e a sede da Viña Errazuriz em Panquehue. Edgard explicou em detalhes as diferenças entre cada vinhedo, principalmente a respeito das diversas formações do solo. Mas o que chama a atenção é a enorme quantidade de terra e as inúmeras vinhas novas, um indício inegável do dinamismo da Errazuriz.</p><p>Aconcagua Costa ainda está repleto de vinhas novas, um berçário para experimentações, mas certamente será um dos grandes trunfos para a Errazuriz. A proximidade com o mar (14km do oceano) torna essa região mais fria, graças aos ventos gelados do pacífico, um aliado das variedades que gostam de clima mais fresco. O setor costeiro do Vale de Aconcagua já possui 170 ha de vinhedos produtivos (recentemente foram plantados mais 80 ha), com predominância de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Merlot, mas outras variedades como Viognier, Pinot Gris e principalmente Syrah estão sendo testadas. Até o momento apenas as duas últimas safras (2008 e 2009) do Errazuriz Sauvignon Blanc e do Arboleda Sauvignon Blanc foram rotuladas como Aconcagua Costa. É tudo novidade!</p><p>O vale onde estão localizados os vinhedos do Seña é muito bonito, com boa vocação turística, tanto que estava em plena construção um pequeno centro de visitação, encravado numa colina com vista para todo o vale e o monte Aconcagua no horizonte. A área de 350 ha possui Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Carmenère, Petit Verdot, Syrah e Malbec, tudo manejado dentro de <a
title="Agricultura Biodinâmica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_Biodin%C3%A2mica" target="_blank">princípios biodinâmicos</a>. Existem planos para criar uma maior atração turística para essa área, talvez até mesmo com uma pousada ou spa. Vamos aguardar por novidades.</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Kgm0-bECxVE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>O quartel general da Errazuriz em Panqueheu é uma típica vila colonial, com uma fantástica <em>casona</em> construída em 1827 e vinhas por todos os lados. Em uma construção anexa ficam as enormes salas de cubas e de barricas. Ao lado do pavilhão anexo a antiga <em>casona</em> está sendo construída uma bodega boutique –  a Don Maximiano Icon Winery – que servirá para a produção do vinho ícone de mesmo nome. Uma bela construção, com uma fachada futurística envidraçada, voltada para o vinhedo Max I.</p><p>A turma da Errazuriz não brinca em serviço, demonstram um grande dinamismo e desenvolvem um trabalho consistente para sempre fazerem o melhor. Estão apostando pesado na área costeira do Vale de Aconcagua, será uma pista sobre o perfil do futuro vinho chileno? Acredito que sim, quase todos os produtores sérios estão interessados em produzir vinhos mais frescos e elegantes (pelos menos em tese), principalmente das variedades Sauvignon Blanc (o resultado já é visível), Pinot Noir e Syrah. Clima e terreno favorável para isso já existem.</p><h2>Errazuriz Single Vineyard Sauvignon Blanc 2009 &#8211; Aconcagua Costa</h2><p>Feito com uvas do vinhedo Manzanar no setor costeiro do Vale de Aconcagua. Ótimo aroma, frutas tropicais discretas, notas cítricas de toranja e sutil toque de ervas. Na boca é equilibrado, com agradável acidez e final remetendo a sensações minerais. Delicioso.</p><h2>Arboleda Sauvignon Blanc 2009 &#8211; Aconcagua Costa &#8211; R$85</h2><p>Outra expressão de Sauvignon Blanc, também de Aconcagua Costa, mas de um vinhedo diferente daquele do Errazuriz Single Vineyard. Nariz com bela complexidade, sutil aroma de peras e muitas notas minerais e herbáceas. Ótimo na boca, a acidez viva garante o frescor. Um branco refinado e fácil de beber.</p><h2>Errazuriz Wild Ferment Chardonnay 2007 &#8211; Valle de Casablanca</h2><p>Como o nome sugere, esse Chardonnay é fermentado com leveduras selvagens, uma opção para deixar o vinho mais &#8220;original&#8221; ao seu <em>terroir</em>. Aroma intenso, frutas tropicais aparecem de imediato, porém sem exagero de doçura; abacaxi, frutas secas, notas de fermentação em barrica. Bom corpo, não é enjoado, tem um certo frescor e complexidade. 70% do vinho passa por fermentação malolática, posterior maturação com borras (<a
title="Sur lie" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lees_%28fermentation%29" target="_blank"><em>sur lie)</em></a> de 10 meses em barricas de carvalho francês (17% novas).</p><h2>Arboleda Chardonnay 2007 &#8211; Valle de Casablanca &#8211; R$85</h2><p>Um Chardonnay de estilo ligeiramente diferente do Errazuriz Wild Ferment, mas igualmente gostoso e bem feito. Frutas como abacaxi e pêssegos amarelos dominam; toques tostados também aparecem com intensidade, com algumas agradáveis notas minerais e toques tostados. Na boca é cremoso e equilibrado, com ótimo final. Fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas), com posterior maturação <em>sur lie</em> de 10 meses.</p><h2>Errazuriz Wild Ferment Pinot Noir 2008 &#8211; Valle de Casablanca</h2><p>Pinot Noir moderno e exuberante, sem cair na vulgaridade do excesso de madeira e álcool – tem 14%, abaixo da maioria que fica entre 14,5% e até 15%. Aroma intenso com muita fruta vermelha e especiarias, nuances de noz moscada e jasmim ajudam na complexidade. Corpo médio, taninos finos e boa acidez . Maturado por 9 meses em barricas de carvalho francês (50% novas).  Outro vinho feito a partir de leveduras selvagens.</p><h2>Arboleda Carmenère 2008 &#8211; R$85</h2><p>Um 100% Carmenère produzido com uvas do Valle de Colchagua. Aroma típico, frutas negras maduras, notas de café e carvalho tostado. Tem bom corpo, embora não seja pesadão, apresentou taninos de ótima qualidade. Mostrou qualidade, mas fiquei com a impressão que precisa de mais tempo de envelhecimento. 60% do vinho foi maturado em barrica novas de carvalho, sendo 46% americanas e e 54% francesas.</p><h2>Arboleda Syrah 2007 &#8211; R$85</h2><p>Outro vinho bem moderno e exuberante, produzido com as uvas de Las Vertientes, no Valle de Aconcagua. Aroma intenso, com frutas passadas, especiarias doces e notas florais em abundância. Encorpado, os taninos volumosos ainda agarram um pouco, mas a boa acidez compensa. Maturado 12 meses em barricas de carvalho (82% novas), sendo 60% americanas e 40% francesas.</p><h2>Errazuriz Max Reserva Cabernet Sauvignon 2007 &#8211; R$78</h2><p>O carro-chefe da Errazuriz, esse Cabernet é sempre confiável e muito bem-feito, produzido com uvas do Valle de Aconcagua. Aroma agradável, com frutas negras maduras,  sutil toque mentolado e notas da maturação em carvalho. Encorpado e harmonioso, ótimos taninos para um jovem Cabernet. Final longo e gostoso. Um corte de Cabernet Sauvignon (91%), Cabernet Franc (6%), Petit Verdot (2%) e Syrah (1%); maturação de 12 meses em barricas de carvalho (44% novas), sendo 60% francesas e 40% americanas.</p><h2>Arboleda Cabernet Sauvignon 2007 &#8211; R$85</h2><p>Esse Arboleda também é produzido com uvas do Valle de Aconcagua, mas de vinhedos diferentes do Max Reserva. Frutas negras maduras, notas herbáceas agradáveis e certos toques caramelados compõem a paleta aromática. Encorpado, mais vigoroso que o Max Reserva, com taninos ainda jovens. Um Cabernet que merece um lugar na adega, pois costuma melhorar significativamente com um pouco de tempo. Corte de Cabernet Sauvignon (88%) e Cabernet Franc (12%); maturação de 12 meses em barricas de carvalho (55% novas), sendo 64% francesas e 36% americanas.</p><h2>Seña 2007 &#8211; R$380</h2><p>Um dos cinco ícones da Errazuriz – juntamente com o <strong>Viñedo Chadwick</strong>, <strong>Don Maximiano</strong>, <strong>Kai</strong> e <strong>La Cumbre</strong>. Dentre estes, talvez o Seña seja o mais ambicioso, um projeto firmemente enraizado no Valle de Aconcagua. O Seña 2007 mostrou-se jovem, um pouco tímido, embora já exiba um belo perfil aromático. Nariz discreto, embora agradável e remetendo a aroma de frutas vermelhas frescas, com sugestão de cedro, carvalho tostado e minerais. Excelente na boca, sedoso, equilibrado e surpreedentemente fresco. Precisa de um pouco mais de tempo para revelar toda a sua personalidade. Um corte de Cabernet Sauvignon (57%), Carmenère (20%), Merlot (12%), Cabernet Franc (6%) e Petit Verdot (5%), com maturação de 20 meses em barricas novas de carvalho francês.</p><h2>Dom Maximiano Founder&#8217;s Reserve 2007 &#8211; R$255</h2><p>O vinho ícone mais antigo da Errazuriz, sempre entre os melhores do Chile e sem custar os valores proibitivos dos seus irmãos mais novos. Produzido com vinhas velhas da propriedade de Panquehue, mais continental que o setor onde está localizado o Seña. Não é tão sedoso quanto o Seña, talvez em parte por empregar mais Cabernet Sauvignon e nada de Carmenère. Ligeiramente mais sério que o Seña, com frutas negras discretas, especiarias e caixa de charutos . Muito bom na boca, encorpado e vigoroso, taninos jovens de excelente qualidade. Um vinho clássico e refinado, num estilo próximo ao de Bordeaux. Corte de Cabernet Sauvignon (79%), Cabernet Franc (9%), Petit Verdot (8%) e Syrah (4%), com maturação de 20 meses em barricas novas de carvalho francês.</p><p><strong>Importadoras:</strong></p><ul><li>Errazuriz: Vinci</li><li>Arboleda e Seña: Expand</li></ul><h3>Visitas:</h3><p>A Viña Errazuriz fica na cidade de Panquehue a pouco mais de 100km de Santiago. Veja a localização exata pelo Google Maps:</p><p><a
title="Mapa Viña Errázuriz" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.000462095278b68e43585&amp;ll=-32.797159,-70.815811&amp;spn=0.053967,0.111494&amp;t=h&amp;z=14" target="_blank">Veja o mapa da região</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a
title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a
title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br
/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Casa Marin</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/#comments</comments> <pubDate>Thu, 10 Dec 2009 10:54:15 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[qvotr2009]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3516</guid> <description><![CDATA[A diversidade é uma das coisas mais fascinantes, caso contrário os vinhos seriam como qualquer outro produto, apenas o resultado industrial da ação humana. Por isso é surpreendente ver em um país como o Chile, repleto de grandes operações vinícolas, uma pequena bodega familiar trilhando um caminho todo particular. A Casa Marin já pode ser&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>A diversidade é uma das coisas mais fascinantes, caso contrário os vinhos seriam como qualquer outro produto, apenas o resultado industrial da ação humana. Por isso é surpreendente ver em um país como o Chile, repleto de grandes operações vinícolas, uma pequena bodega familiar trilhando um caminho todo particular. A <a
title="Casa Marin" href="http://www.casamarin.cl/" target="_blank">Casa Marin</a> já pode ser considerada uma divisora de águas na vitivinicultura chilena, representante de um novo estilo, não mais baseado naquilo que o “mercado pede”, mas sim nas possibilidades do <em>terroir</em> e na sua justa interpretação por parte dos enólogos. O Chile, em linhas gerais, quer deixar de ser visto apenas como um fornecedor de vinhos de ótima relação qualidade/preço. O Chile quer ser visto como um país de grandes vinhos, reconhecíveis pela sua identidade única. A Casa Marin é o arquétipo mais claro desse ideal.</p><p>A história da Casa Marin não é muito diferente de outras vinícolas familiares, sempre mesclada com a vida das pessoas envolvidas. Fundada pela enóloga <strong>Maria Luz Marin</strong>, visionária e pioneira, uma das primeiras mulheres a estudar enologia numa época em que esse ofício era dominado apenas por homens. A paixão de Maria Luz pelos vinhos começou muito cedo, incentivada pela convivência com seu avô, que costumava oferecer uma colherada da bebida com o pretexto de que faria bem a saúde. Correram vários anos da infância regada a doses medicinais de vinho até o início da vinícola, um sonho perseguido por uma vida. Há cerca de 10 anos foi iniciado o projeto da Casa Marin na localidade de Lo Abarca, um pequeno vilarejo situado no Vale de San Antonio, distante 4km do mar. No início muitos criticaram a ideia de plantar uvas em Lo Abarca, devido as dificuldades oferecidas pela proximidade ao oceano. Contudo, Maria Luz conhecia bem a região, sabia dos riscos, e por outro lado vislumbrou possibilidades nunca antes vistas no Chile.</p><p>No ano de 2000 foram plantados os primeiros 25ha de vinhedo divididos por Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Gewürztraminer e Riesling. Em 2004 foi construída a bodega, na realidade uma <em>casona</em> de pedra bastante modesta e rústica, sem os refinamentos que vemos na maioria das vinícolas atuais. O segredo dos vinhos da Casa Marin está mesmo no vinhedo, ou melhor, nos diferentes vinhedos que compõem a localidade de Lo Abarca. Cheguei lá dirigindo, vindo de Casablanca, e a primeira impressão que tive foi contundente: esse lugar de colinas acidentadas no meio do nada deve ter algo de especial.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/ozdV4P6O" wmode="transparent"></embed></object></p><p>A minha visita foi guiada por Osvaldo Marin, que com muita paciência e calma me levou por todos os “cantos”, explicando cada detalhe dos vinhedos. Fiquei surpreso com a diversidade de microclimas e de terrenos, bem diferente da maioria das zonas vinícolas do Novo Mundo. Em Lo Abarca existem colinas com ventos congelantes, encostas mais protegidas, baixadas frias e úmidas. O solo também varia consideravelmente, da argila pesada a solos mais leves com presença de calcário. A impressão mais evidente que tive foi com relação a temperatura, o vento no topo do vinhedo <strong>Cipreses</strong> é bem frio, incomum para o padrão chileno naquela hora do dia. O frio é tanto que no vinhedo <strong>Lo Abarca Hills</strong> (Pinot Noir) existem refratários de calor, necessários em épocas muito frias para não comprometer a maturação da Pinot. Outro problema são as geadas, que infelizmente sempre ameaçam os vinhedos – pude ver de perto o estrago de uma geada ocorrida 2 semanas antes da minha visita.</p><p>Os vinhos da Casa Marin são encantadores, os brancos certamente estão entre os melhores do Chile, já os tintos são um capítulo a parte. Pinot Noir e Syrah reinam em Lo Abarca e resultam em vinhos completamente diferentes, de estilos muito antagônicos. O único problema dos vinhos da Casa Marin é o preço, afinal são inegavelmente caros, embora não muito mais caros que rótulos franceses que chegam ao Brasil. Pelo mesmo preço de um Sauvignon Blanc Cipreses dá para levar para casa uma garrafa de um Sancerre de um bom produtor. Adorei o Miramar Syrah, sem dúvida um grande vinho, porém tão caro quanto um Côte Rotiê. Os vinhos da Casa Marin, principalmente os brancos, não devem em nada para muitos vinhos franceses de estirpe, uma pena custarem tanto quanto em terras brasileiras. Existe a linha Cartagena, com preços um pouco mais acessíveis, além da Matisses, que representa a linha de entrada da Casa Marin. São bons vinhos, mas não com o mesmo refinamento dos tops. Todos os vinhos da Casa Marin levam o nome do vinhedo de origem no rótulo.</p><h2>Casa Marin Sauvignon Blanc Laurel 2009 &#8211; R$145</h2><p>O Laurel é muito sedutor, com aromas complexos de frutas tropicais e cítricas, lembrando maracujá e toranja; algumas notas herbáceas muito finas dão um charme todo especial. Na boca é superequilibrado e fresco, graças a uma ótima concentração e a acidez viva. Longo e delicioso. O vinhedo Laurel fica numa ladeira mais protegida dos ventos, composta por solos argilosos com calcário.</p><h2>Casa Marin Sauvignon Blanc Cipreses 2009 &#8211; R$145</h2><p>Ao primeiro momento o Cipreses parece mais reservado que o Laurel, mas isso só por alguns instantes, afinal existe uma ótima complexidade nele, típica dos grandes vinhos. Não é intenso e direto como muitos vinhos atuais, porém revelou aromas finos de ervas secas, frutas brancas e notas minerais. Fantástico na boca, exibindo um caráter mais frutuoso que não apareceu no nariz. Acidez deliciosa, talvez ainda mais evidente que no Laurel. Refinado e envolvente. O vinhedo Cipreses fica no topo de uma colina que recebe ventos frios do oceano.</p><h2>Casa Marin Gewürztraminer Casona 2009 &#8211; R$115</h2><p>Outro branco delicioso da Casa Marin, muito feminino e delicado, porém com uma concentração impressionante. Nariz intenso e muito perfumado, lembrando flores diversas, pêssegos brancos e algumas frutas cítricas. Delicioso na boca, equilibrado e com agradável acidez. O melhor Gewürztraminer chileno que já provei até o momento.</p><h2>Casa Marin Riesling Miramar 2008 &#8211; R$115</h2><p>Não é fácil acertar com a Riesling, mas parece que a Casa Marin conseguiu um ótimo resultado. Nariz explosivo e intenso, repleto de notas de óleo mineral, reforçadas por frutas cítricas e certos toques de mel. Na boca parece o mais fraco dos brancos da casa, mesmo assim a boa acidez segura as pontas. Final muito agradável.</p><h2>Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006 &#8211; R$198</h2><p>O primeiro tinto que provei da Casa Marin, surpreendentemente encorpado, um Pinot de grande estrutura. Aroma intenso, com muitas notas tostadas e terrosas, frutas vermelhas trazem um certo frescor ao conjunto. Encorpado e denso, com ótimos taninos e bastante álcool (15%), muito embora a acidez de Lo Abarca não deixe o vinho parecer “pesado”. Final de boca agradável e longo. Esse vinho merece um lugar na adega, apesar de estar com muita madeira, acho que pode evoluir muito bem.</p><h2>Casa Marin Syrah Miramar 2008 &#8211; R$198</h2><p>Um Syrah para entrar naquelas lista de “melhores do ano”. Diferente de tudo que já provei do Chile, simplesmente impecável. Um explosão aromática; pimentas pretas e branca aparecem de imediato, além de frutas vermelhas frescas de incrível frescor e delicadas notas florais. Na boca é pura elegância, muito fresco e sem excessos. Longo, sedutor e delicioso. Fiquei surpreso ao constatar que esse vinho tem “apenas” 12% de álcool.</p><p><strong>Importadora:</strong> Vinea</p><h3>Visitas:</h3><p>A Casa Marin fica na região de San Antonio a pouco mais de 100km de Santiago. Veja a localização exata pelo Google Maps:</p><p><a
title="Mapa Casa Marin" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.000462095278b68e43585&amp;ll=-33.537531,-71.542625&amp;spn=0.107027,0.222988&amp;t=h&amp;z=13" target="_blank">Veja o mapa da região</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a
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/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>Achaval Ferrer</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/#comments</comments> <pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:43:10 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category> <category><![CDATA[achaval ferrer]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[qvotr2009]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3023</guid> <description><![CDATA[Atualmente ninguém questiona o grande sucesso dos vinhos argentinos, que sem sombra de dúvidas, ainda é um fenômeno recente. Talvez por isso existam muitas incógnitas em relação a real qualidade desses vinhos, mais precisamente no que toca a diversidade de estilos, um fator derivado do terroir. A grosso modo todas as zonas vinícolas argentinas são&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente ninguém questiona o grande sucesso dos vinhos argentinos, que sem sombra de dúvidas, ainda é um fenômeno recente. Talvez por isso existam muitas incógnitas em relação a real qualidade desses vinhos, mais precisamente no que toca a diversidade de estilos, um fator derivado do <em>terroir</em>. A grosso modo todas as zonas vinícolas argentinas são parecidas, na sua regularidade desértica e sem influências oceânicas, uma característica que deixa todos os vinhos muito uniformes, independentemente de variedade de uva e produtor. Aqui entra a <strong>Achaval Ferrer</strong>, uma das primeiras bodegas a desafiar os <em>connoisseurs</em>, produzindo vinhos com uvas  Malbec de um único vinhedo. Atualmente são três &#8220;Grand Crus&#8221;: o <strong>Finca Altamira</strong>, situado em La Consulta a 1.050m; o <strong>Finca Bella Vista</strong>, vinhedo em Perdriel a 980m que circunda a bodega; e o mais recente, o <strong>Finca Mirador</strong>, localizado em Medrano a 700m de altitude. Não é exagero chamar de &#8220;Grand Cru&#8221;, afinal custam tanto quanto muitos Bordeaux de renome. Outro indício da ousadia da Achaval Ferrer, os rótulos desses vinhos ostentam os nomes dos vinhedos, assim como muitos vinhos europeus, e não das variedades de uva, como é comum no Novo Mundo. Parece que a Achaval Ferrer vem conseguindo sucesso na sua cruzada, provando que os vinhos Argentinos podem se beneficiar das sutilezas do terroir. Em nossa prova pudemos perceber que os vinhos das três Fincas são diferentes &#8211; obviamente apresentam as características comuns da Malbec &#8211; contudo conseguem manter uma identidade própria. Essa diferença só se explica pelo terroir, afinal eles são feitos da mesma maneira. Ponto para a Achaval Ferrer! A questão mais discutível ainda são os preços elevados desses rótulos. O <a
title="Achaval Ferrer Malbec 2005" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-malbec-2005/">Malbec de entrada</a> chega ao Brasil custando R$97 e os vinhos das três Fincas passam de R$440!</p><p>Fundada em 1998, a Achaval Ferrer é uma bodega pequena, com pouco mais de dez sócios. Nessa operação cada um dos sócio contribui em alguma área da vinícola, porém, um nome se destaca: <strong>Roberto Cipresso</strong>, enólogo italiano, nascido em Bassano Del Grappa (Veneto), radicado na Toscana, onde produz Brunello di Montalcino na Fattoria La Fiorita e famoso pelo sucesso do seu trabalho na Argentina. Cipresso é um winemaker versátil, focado em extrair a melhor  uva que um determinado terreno pode produzir. É conhecido pelo trabalho meticuloso de redução de produtividade, além de especificar barricas diretamente nas melhores tanoarias francesas.</p><p>Na degustação que realizamos na Bodega, além dos rótulos já conhecidos, pudemos provar um <strong>Malbec Dolce</strong>, mais um feliz &#8220;teste&#8221; de Cipresso, produzido (pelo menos por enquanto) para os sócios. O vinho contém aproximadamente 126g/ açúcar residual, e é muito similar ao passito da Itália; seu aroma lembra azeitonas pretas e ervas como tomilho. Na boca não é enjoado, seu final é frutado e levemente tostado. Excelente! Amante da boa mesa, Roberto Cipresso trazia azeite de oliva e uma boa pasta italiana quando vinha para a Argentina. Segundo a sua modesta opinião, os argentinos não produziam um azeite e uma massa com a qualidade que ele estava acostumado. Brincadeiras a parte, os azeites produzidos a partir de velhas oliveiras também são ótimos, e o melhor, são vendidos na bodega e em redes como a Winery. O azeite da variedade Arauco com seu toque picante é fantástico!</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/AGtI4Yir" wmode="transparent"></embed></object></p><h2>Quimera 2007 (R$148)</h2><p>A busca pelo vinho ideal de Cipresso e seus sócios é representada pelo rótulo Quimera. Se eles chegaram ao vinho ideal eu não sei, mas que o Quimera é um baita de um vinho, isso é! Esse rótulo é o resultado de um corte &#8211; geralmente com percentuais variáveis a cada ano &#8211; de 38% Malbec (Medrano e Luján de Cuyo), 24% de Merlot (Tupungato), 24% de Cabernet Sauvignon de vinhas velhas (Medrano e Tupungato) e 14% de Cabernet Franc (Tupungato). Cada um dos vinhos é fermentado em tanques pequenos e somente depois, durante a fermentação malolática, eles são misturados e passam 12 meses em barricas de carvalho francês (40% novas e  60% com mais de um ano de uso). Aqui no QVinho já tivemos a oportunidade de degustar as safras <a
title="Degustação Quimera 2002" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/achaval-ferrer-quimera-2003-vs-marques-de-casa-concha-cabernet-sauvignon-2003/" target="_self">2003</a> e <a
title="Degustação Quimera 2002" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-quimera-2002/" target="_self">2002</a>, e pudemos constatar os bons resultados desse rótulo. O Quimera 2007 não é diferente, bouquet classudo, um pouco mais fechado que o 2008, mas com boa presença de frutas maduras; notas de uva passa, cerejas e aromas especiados. Ótima estrutura na boca, talvez evolua com mais 2 anos na garrafa.</p><p><em>*  A previsão é que o vinho chegue ao mercado brasileiro até novembro/09.</em></p><h2>Quimera 2008 (R$148)</h2><p>Na safra de 2008, pela primeira vez, o Quimera passou por uma fermentação a frio, com todas as uvas vinificadas juntas, e ganhou 3% de Petit Verdot no blend. Em comparação com o 2007, o Quimera 2008 estava com um bouquet mais intenso, e apesar de jovem, seus taninos já estavam acessíveis. O nariz remete a frutas negras maduras como ameixa, amora e cereja, tudo muito fresco, sem exageros de doçura. Carvalho bem dosado e um equilíbrio entre potência e classe. Na boca tem uma estrutura fantástica e taninos de excelente qualidade. Final frutado &#8211; algo que lembra ameixas &#8211; delicioso e prolongado.</p><h2>Finca Mirador 2007</h2><p>Localizada na região de Medrano, em La Consulta, a Finca Mirador está a 700m do nível do mar, numa área um pouco mais quente que outras de Mendoza. Essa pequena propriedade de aproximadamente 6 ha possui um único vinhedo de Malbec plantado em 1921. Com uma densidade de 6.500 plantas/ha e um redimento de 14 hectolitros/ha (algo como 3 plantas para produzir uma garrafa) dá para imaginar o resultado. O bouquet é uma explosão de frutuosidade. Ameixas maduras, um intenso floral (típico dos grandes Malbec), mesclado com algo cítrico que chega a lembrar um café Yergacheffe. Um trabalho impecável de amadurecimento no carvalho novo francês (15 meses), que em nenhum momento encobre a expressão da fruta. Encorpado e denso na boca, seus taninos ainda jovens arranham um pouco. Um vinho com potencial de guarda, o Mirador 2007 ficará ainda melhor daqui há uns 4 anos.</p><h2>Finca Mirador 2008</h2><p>Neste ano, devido ao excesso de chuvas no período da colheita, muitos produtores tiveram que recorrer à pesticidas e, em alguns casos, a queda na qualidade das uvas foi inevitável. Na Achaval a colheita aconteceu somente 12 dias depois da data prevista. E, o mais incrível, é que mesmo em um ano complicado como 2008, um vinho pode ser tão surpreendente e encantador. O Mirador 2008 revelou um aroma excepcional, com uma fruta ainda mais nítida e fresca que o 2007. Na boca as diferenças entre os dois ficam ainda maiores. Embora muito jovem, o 2008 mostrou-se surpreendentemente macio, com taninos muito finos e já aveludados. Um fim de boca rico e longo.</p><h2>Finca Bella Vista 2008</h2><p>Junto as instalações da bodega, em Perdriel, Luján de Cuyo, a uma altitude de 980m, está localizada a Finca Bella Vista. Os vinhedos que ocupam uma área de 5 ha tem quase 100 anos, e são bem adensados (6.500 plantas/ha). O Bella Vista 2008 ainda nem foi engarrafado &#8211; seu repouso deve ser de pelo menos 15 meses em barricas novas de carvalho francês &#8211; por isso fizemos uma prova direto da barrica. Naturalmente, ao primeiro contato, nota-se a presença da madeira. Aos poucos os aromas se revelam mostrando excelente complexidade; ainda que menos intenso que os vinhos anteriores. Em destaque notas de cacau, ameixas maduras e violetas. Na boca é um vinho de estrutura muscular com taninos de excelente qualidade. Certamente será um vinho com ótimo potencial de guarda.</p><h2>Finca Altamira 2007</h2><p>Outro grand cru mendocino, a Finca Altamira localizada em La Consulta (1.050m) é sinônimo de grandes vinhos. Esse vinhedo projetou mundialmente o nome da Achaval Ferrer graças aos 95 pontos obtidos pelo Finca Altamira em revistas especializadas com a Wine Spectator. Assim como as outras fincas essa área de 5 ha contém vinhedos de Malbec com mais de 80 anos. A pequena propriedade e o baixo rendimento das vinhas produzem apenas 8.736 garrafas, o que contribui para o preço ir para as alturas. Nariz elegante e fino, exprime notas complexas. Uma combinação ótima entre a frutas como mirtilo e amora (com excelente frescor) e notas minerais lembrando grafite. Na boca percebemos o equilíbrio entre a estrutura poderosa, acidez e álcool.</p><h2>Finca Altamira 2008</h2><p>Novamente minha impressão desse vinho é que foi ainda melhor que o 2007. Nariz mais intenso e persistente. Se a princípio ele pode parecer menos exuberante que os seus irmãos, logo se destaca pelo seu bouquet complexo, mesclando um toque mineral com uma fruta viva e madura. Ao longo da degustação mostrou-se incrivelmente sedutor exalando também aromas de couro, cacau e violeta. Delicioso na boca com um fruta levemente acidulada e um final prolongado.</p><p>Importação: Expand</p><p>Visitas:</p><p>A Achaval Ferrer fica na Calle Cobos, 2601, Pedriel, Lujan de Cuyo. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p><p><a
title="Mapa Mendoza" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;t=h&amp;ll=-33.052702,-68.903139&amp;spn=0.007212,0.013078&amp;z=17" target="_blank">Localização da Achaval Ferrer</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a
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isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2773</guid> <description><![CDATA[Foi durante a década de 90 que o vinho argentino, em especial da região de Mendoza, começou a chamar a atenção por sua qualidade e a ganhar espaço no mercado internacional. O trabalho desenvolvido por visionários como Nicolás Catena em prol da melhoria de qualidade do vinho argentino, refletiu beneficamente em todo o setor vitivinícola&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/familia-cassone-qvotr2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Foi durante a década de 90 que o vinho argentino, em especial da região de Mendoza, começou a chamar a atenção por sua qualidade e a ganhar espaço no mercado internacional. O trabalho  desenvolvido por visionários como Nicolás Catena em prol da melhoria de qualidade do vinho argentino, refletiu beneficamente em todo o setor vitivinícola mendocino. Vinhedos e bodegas até então abandonadas foram redescobertas por empreendedores, muitos deles estrangeiros. Esse <em>boom</em> jogou o preço das terras nas alturas. As bodegas tradicionais, voltadas unicamente a produção de vinhos ordinários para o consumo interno, também não ficaram atrás. Para ganhar espaço no mercado externo elas apostaram em tecnologia de ponta e em consultorias renomadas. É nesse cenário efervescente dos final dos anos 90 que mais uma família redescobria o potencial de suas terras. <strong>Eduardo Cassone</strong>, um médico renomado da cidade de Mendoza, sua esposa Florencia e os filhos Eduardo José, Martín e Federico criaram, em 1998, a <a
title="Website Familia Cassone" href="http://www.familiacassone.com.ar/" target="_blank">Bodega Familia Cassone</a>.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/hSaeypj9" wmode="transparent"></embed></object></p><p>Descendente de uma família de italianos que emigraram para a Argentina no século XIX, Eduardo reiniciou a atividade vinícola que seu pai havia começado na década de 50, construindo uma bodega e aproveitando a maior riqueza dessa pequena propriedade localizada no distrito de Mayor Drummond, em Lujan de Cuyo: vinhas antigas com mais de 90 anos. No contraponto dos grupos multinacionais e dos investimentos milionários, que hoje dominam o mundo do vinho, a Cassone representa o melhor estilo de uma típica bodega familiar. Nada de consultores estrela ou construções hollywoodianas. Apenas a dedicação de cada membro da família com a filosofia de produzir vinhos autênticos, mas ao mesmo tempo com um estilo moderno e com boa relação qualidade/preço.</p><p>Embora a produção seja artesanal, a tecnologia e o <em>know-how</em> para produzir vinhos de alta qualidade estão lá. O filho responsável pela produção dos vinhos, <strong>Federico Cassone</strong>, trabalhou alguns anos na <strong>Pine Ridge</strong>, no Napa Valley antes de assumir o projeto da família. E o bom resultado desse trabalho pode ser visto nas linhas de vinhos La Florencia e Obra Prima. Enquanto os primeiros são a pura expressão da fruta e muitos fáceis de beber, os rótulos <strong>Obra Prima</strong> e <strong>Coleccion</strong> mesclam complexidade e elegância, com um delicioso caráter frutado. Ainda bem que Federico aplicou seu conhecimento adquirido na Califórnia com muita sabedoria; seus vinhos são equilibrados e não pecam pelo exagero de carvalho e álcool. Acompanhados por Federico conhecemos as instalações e os principais rótulos da bodega; o local escolhido para a degustação não poderia ser mais apropriado para uma vinícola familiar, a varanda da casa da família que está no terreno anexo à bodega.</p><h2>Finca La Florencia Chardonnay 2008 (R$38)</h2><p>Proveniente de vinhedos localizados numa altitude de 1.100mts em Vista Flores, Tupungato, o La Florencia é um 100% Chardonnay que passou 4 meses em barricas de carvalho. Nariz mostrou uma boa expressão de frutas tropicais, mel e um sutil toque da madeira. Na boca tem boa estrutura e um fim de boca prolongado.</p><h2>Finca La Florencia Malbec 2006 (R$35)</h2><p>Para a produção do La Florencia Malbec foram utilizadas as uvas do vinhedo velho de Mayor Drummond. Com uma passagem leve de apenas 6 meses por carvalho de segundo e terceiro uso, o La Florencia Malbec apresentou um aroma intenso de frutas negras, cacau e um leve tostado. Taninos macios e uma estrutura razoável; o final também não desaponta. Um Malbec limpo que mostra boas qualidades para sua faixa de preço.</p><h2>Finca La Florencia Merlot 2006 (R$38)</h2><p>A partir das vinhas de Mayor Drummond também é produzido esse Merlot. Nariz fresco ressaltando frutas negras, café torrado e chocolate. Na boca sente-se uma maior presença herbácea e uma final razoável.</p><h2>Obra Prima Reserva Malbec 2005 (R$68)</h2><p>Um 100% Malbec com estágio de 12 meses em barricas de carvalho novo francês. Bouquet intenso mesclando ótima expressão de fruta com uma boa dose de elegância das notas emprestadas do carvalho. Aroma de frutas negras, figos maduros, cacau e um sutil toque tostado. Na boca é volumoso, com taninos aveludados de ótima qualidade, bem equilibrado com o álcool. Final delicioso e persistente, pronto para beber. Um Malbec muito bem acabado de excepcional relação qualidade/preço.</p><h2>Obra Prima Reserva Cabernet Sauvignon 2005 (R$68)</h2><p>Nariz com boa presença de frutas, como cassis e passas; madeira bem integrada. Na boca tem estrutura, porém os taninos ainda apresentam adstringência. Um bom Cabernet Sauvignon que precisará mais uns 2 a 3 anos para amaciar.</p><h2>Obra Prima Coleccion Gran Reserva Malbec 2005 (R$ 148)</h2><p>O vinho <em>premium</em> da Familia Cassone é um corte que leva predominantemente uvas Malbec (80%), e se não estou enganado, algo como 10% de Cabernet Sauvignon e 10% de Merlot. Um pouco tímido nos primeiros minutos, porém ao longo da degustação o Coleccion mostrou profundidade e complexidade. Bouquet intenso revelando notas de ameixas, figos secos e cacau. Algo floral, tipico de bons Malbecs. Um vinho bem equilibrado com estrutura robusta e taninos firmes. Certamente possui potencial para evoluir bem nos próximos 3 anos.</p><p>Importação: Obra Prima Importadora</p><p>Visitas:</p><p>A Familia Cassone está localizada no cruzamento das ruas Terrada e Anchorena, em Mayor Drummond, Luján de Cuyo. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p><p><a
title="mapa bodega Familia Cassone" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;t=h&amp;ll=-33.01183,-68.836384&amp;spn=0.114295,0.20771&amp;z=13" target="_blank">Localização da Familia Cassone</a></p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a
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/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/familia-cassone-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>Mendel Wines</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/#comments</comments> <pubDate>Tue, 15 Sep 2009 12:07:57 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[qvotr2009]]></category> <category><![CDATA[terrazas de los andes]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2728</guid> <description><![CDATA[A Mendel Wines, apesar de jovem e pouco conhecida no Brasil, traz no DNA de seus vinhos o talento de um dos mais respeitados enólogos argentinos: Roberto de La Mota. O sobrenome de La Mota faz parte da história, basta lembrar que o pai de Roberto – Raul de la Mota – foi um dos&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Mendel Wines</strong>, apesar de jovem e pouco conhecida no Brasil, traz no DNA de seus vinhos o talento de um dos mais respeitados enólogos argentinos: <strong>Roberto de La Mota</strong>. O sobrenome de La Mota faz parte da história, basta lembrar que o pai de Roberto – <strong>Raul de la Mota</strong> – foi um dos responsáveis pelo sucesso da<strong> Bodega y Cavas de Weinert</strong>, uma das primeiras a apostar em varietal Malbec. O filho Roberto não ficou à sombra do pai, muito pelo contrário, obteve fama e respeito internacional ao iniciar em 1996 a <a
title="Bodega Terrazas de los Andes" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/qvotr2009-terrazas-de-los-andes/">Terrazas de los Andes</a>. Em 1999 foi a vez do <strong>Cheval des Andes</strong>, a parceria entre a Terrazas de los Andes e o Chateau Cheval Blanc (ambas as empresas pertencem ao grupo de luxo <a
title="Grupo LVMH" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lvmh" target="_blank">LVMH</a>). Depois dos êxitos obtidos, Roberto de la Mota deixou a Terrazas para em 2003 iniciar sua própria bodega, a <a
title="Mendel Wines" href="http://www.mendel.com.ar/index.html" target="_blank">Mendel Wines</a>.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/kjPNKozf" wmode="transparent"></embed></object></p><p>A Mendel é uma empresa pequena, focada em qualidade e voltada para o segmento de vinhos premium. As instalações ficam numa antiga bodega na zona de Mayor Drumond, erguida no início do século passado por imigrantes italianos. Roberto e sua sócia, Anabelle Sielecki,   instalaram cubas de aço inóx, compraram equipamentos modernos e aproveitaram as antigas cubas de cimento para a abrigar as barricas de carvalho. Tudo muito simples e funcional, nada daquelas estruturas cinematográficas que estamos habituados a ver na Argentina. Aqui a tônica é outra, parece uma empresa familiar, com pessoas motivadas e apaixonadas pelo que fazem. Juntamente a bodega em Mayor Drumond fica o principal vinhedo da Mendel, uma belíssima <em>finca</em> de Malbec com mais de 80 anos. Além desse vinhedo, a Mendel possui mais algumas terras em Perdriel com Malbec e Cabernet Sauvignon. É desses vinhedos que saem as uvas para os dois principais rótulos, o <strong>Mendel Malbec</strong> e o <strong>Mendel Unus</strong>. Mas não é só isso, existe também o limitadíssimo <strong>Mendel Finca Remota</strong>, um 100% Malbec feito com uvas de Finca Altamira, um dos vinhedos mais cobiçados de toda a Argentina.</p><p>Os vinhos da Mendel são puros e limpos, sem dúvida entre os melhores que provamos no On the Road 2009. A tônica é toda da Malbec, mesmo no Unus que emprega 30% de Cabernet Sauvignon. O estilo é bem frutado, com concentração, taninos macios e carvalho na medida certa. É a Malbec no seu melhor estilo. Uma pena não termos provado o Finca Remota, a justificativa da Mendel foi simples: poucas caixas, não vale nem a pena divulgar. Sei&#8230; O marketing de restrição é matador para aumentar o prestígio! Todos os vinhos da Mendel nascem a partir de vinhas velhas plantadas em alta densidade e com baixíssima produtividade. O trabalho de vinificação é cuidadoso, com seleção manual de cachos, maceração prolongada e posterior maturação em barricas novas de carvalho francês por no mínimo 14 meses.</p><p>A nossa degustação foi conduzida pelo enólogo <strong>Santiago Mayorga</strong>, que no vídeo abaixo apresenta a bodega:</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Wm5YY8RtJig" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><h2>Mendel Malbec 2007 (R$97)</h2><p>Ótimo Malbec, muito sedutor e cheio de nuances, maturado em barricas de segundo uso. Nariz intenso e frutado, com ameixas pretas, toques de chocolate,  amoras e um carácter floral louvável. Encorpado e denso, porém macio e persistente. Final de boca longo e agradável.</p><h2>Mendel Malbec 2006 (sem rótulo)</h2><p>Provamos um super Malbec que ainda não havia sido rotulado, maturado em barricas de primeiro uso, ainda mais concentrado que o Malbec &#8220;básico&#8221; da Mendel. Nesse vinho encontramos uma paleta aromática cheia de frutas negras, flores, cacau e notas tostadas muito agradáveis. Macio e volumoso, porém equilibrado, sem parecer enjoativo. Um Malbec memorável, entre os melhores da Argentina.</p><h2>Mendel Unus 2007 (R$195)</h2><p>Um corte de Malbec (70%) e Cabernet Sauvignon (30%), com passagem de 16 meses em barricas de primeiro uso. Frutas negras maduras dominam o nariz com muita intensidade; reforçadas por notas de especiarias e toques florais. Taninos de excelente qualidade garantem um textura incrível na boca. Final de boca longo e muito agradável. Rico e complexo, com ótimo equilibro e concentração espetacular. O Mendel Unus foi um dos melhores vinhos que provamos na Argentina durante o On the Road 2009, um perfeito exemplar do melhor estilo de Mendoza. Merece um lugar na adega.</p><p>Importação: Grand Cru</p><p>Visitas:</p><p>A Mendel Wines está localizada na Rua Terrada, 1863 &#8211; em Mayor Drumond, Luján de Cuyo — entre as ruas Anchorena e Azcuénaga. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p><p><a
title="Mapa e localização da Mendel Wines" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.027016,-68.853335&amp;spn=0.026914,0.055747&amp;z=15" target="_blank">Localização da Mendel Wines </a></p><p>Como a bodega é pequena, é imprescindível uma reserva antecipada. Consulte o <a
title="Mendel Wines" href="http://www.mendel.com.ar/index.html" target="_blank">site</a> para entrar em contato.</p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a
title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a
title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br
/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Nieto Senetiner</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/#comments</comments> <pubDate>Fri, 21 Aug 2009 17:15:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category> <category><![CDATA[Enoturismo]]></category> <category><![CDATA[nieto senetiner]]></category> <category><![CDATA[qvotr2009]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2355</guid> <description><![CDATA[O bacana de conhecer regiões vitivinícolas é que sempre podemos aprender algo diferente. Em Mendoza, tradição e modernidade caminham juntas. Não é difícil encontrarmos empreendimentos jovens, principalmente na região de Tupungato, que transpiram modernidade ao melhor estilo Napa Valley. Ao mesmo tempo, também nos deparamos com bodegas centenárias com seus prédios coloniais encantadores. É o&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O bacana de conhecer regiões vitivinícolas é que sempre podemos aprender algo diferente. Em Mendoza, tradição e modernidade caminham juntas. Não é difícil encontrarmos empreendimentos jovens, principalmente na região de Tupungato, que transpiram modernidade ao melhor estilo Napa Valley. Ao mesmo tempo, também nos deparamos com bodegas centenárias com seus prédios coloniais encantadores. É o caso da Bodegas <a
title="Website Nieto Senetiner" href="http://www.nietosenetiner.com.ar" target="_blank">Nieto Senetiner</a> com uma história que remonta o ano de 1888, quando os imigrantes italianos plantaram os primeiros vinhedos em Vistalba. Durante décadas a bodega passou por diferentes famílias, e em 1969, chegou nas mãos da família Nieto Senetiner. Anos mais tarde, mais precisamente em 1998, a bodega foi adquirida pelo <strong>Grupo Pérez Companc</strong>, uma das famílias mais ricas e poderosas da Argentina (como a família do Ermírio de Moraes aqui no Brasil).</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7Nejb2EStEA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Atualmente a Nieto Senetiner conta com 352 ha de vinhedos próprios localizados em Agrelo, Vistalba e Alto Agrelo. Da região de Tupungato compram as uvas brancas Chardonnay e Viognier. A produção de vinhos engloba desde a linha básica <strong>Benjamin</strong>, espumantes Blanc de Noirs como o <strong>Nieto Senetiner Extra Brut</strong>, até os rótulos <em>premium</em> como o <strong>Cadus</strong> e o <strong>Bonarda</strong>. Aliás, a Bonarda, um patinho feio que geralmente produz vinhos ordinários, é uma das estrelas da bodega. Para tanto a Nieto dedica uma atenção especial a essa uva; principalmente no manejo das vinhas, de modo a controlar a tendência natural dessa cepa de alta produção. Tudo isso é fundamental para se obter uma alta qualidade necessária para rotular, em edição limitada, um dos seus vinhos mais prestigiados. Acompanhados pelo Engenheiro Agrônomo <strong>Ricardo Carretero</strong> e pelo enólogo <strong>Roberto González</strong> conhecemos as instalações da vinícola, localizada na região de Vistalba.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/6M9bF3eW" wmode="transparent"></embed></object></p><p>Um belo e frondoso carvalho faz as honras logo na entrega da casa de recepção dos turistas, onde fizemos uma entrevista com González e degustamos os principais vinhos da casa. Porém, antes fomos conhecer alguns dos vinhedos que cercam a bodega (20 ha), entre eles uma parcela de Syrah e Cabernet Sauvignon plantada  pelo sistema de parreira (também conhecido como latada), muito comum em vinhedos mais antigos de Mendoza. Outra curiosidade, como a construção é histórica, foram mantidas as cubas em cimento e epoxi para a fermentação dos vinhos (claro, devidamente adaptadas com serpentinas para o controle de temperatura). Tudo impecavelmente limpo e organizado.</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/2oMvgD9IAQE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><h2>Don Nicanor Chardonnay &#8211; Viognier 2008 (R$62)</h2><p>Como o nome diz, um corte de 60% Chardonnay e 40% Viognier com uma bela cor amarelo ouro. Nariz intenso e frutado, com um destaque aromático marcante da Viognier. Toque especiado de baunilha dado pela passagem na madeira (Chardonnay). Assim como notas de pêssegos e flores. Ao mesmo tempo é leve e fresco, final de boca não muito longo.</p><h2>Nieto Senetiner Malbec Reserva 2007 (R$35)</h2><p>A linha Nieto Senetiner compreende os vinhos varietais reserva com passagem de 12 meses em carvalho francês. Proveniente de vinhedos com mais de 40 anos esse rótulo revela um Malbec com ótima a expressão de fruta. Bouquet intenso de frutas negras como ameixas marcadas com um leve toque de baunilha. Na boca taninos aveludados e equilíbrio; final persistente e frutado. Um vinho muito fácil de beber com uma excelente relação qualidade/preço.</p><h2>Nieto Senetiner Cabernet Sauvignon 2007 (R$35)</h2><p>Um exemplar muito gostoso de Cabernet Sauvignon, também com estágio de 12 meses em barricas. Notas tostadas e especiadas muito bem mescladas com a fruta. Na boca mostra a força da Cabernet Sauvignon, com boa estrutura tânica.</p><h2>Don Nicanor Cabernet Sauvignon 2007 (R$62)</h2><p>Na linha de vinhos que homenageia um dos fundadores da vinícola, esse Cabernet faz jus ao rótulo. Ainda jovem, o nariz exala notas tostadas do estágio prolongado no carvalho francês (18 meses), porém sem tirar o brilho dos aromas de amoras, cassis e couro. Boa estrutura na boca, com um final persistente e muito agradável.</p><h2>Don Nicanor Malbec 2007 (R$62)</h2><p>Já nos primeiros contatos o Don Nicanor Malbec é uma explosão de aromas; tudo que essa uva pode oferecer de melhor. Notas que lembram violetas, ameixas e cerejas. Perfeito na boca, taninos aveludados com ótimo equilíbrio. Final prolongado e delicioso. Pode evoluir muito bem com mais alguns anos na garrafa.</p><h2>Don Nicanor Blend 2007 (R$62)</h2><p>Um delicioso corte de Malbec, Cabernet e Merlot cheio de nuances e complexidade, talvez o melhor vinho da linha Don Nicanor. Bouquet intenso, carregado de frutas negras e especiarias, mesclados a um leve floral. Concentrado, o Nicanor Blend mostrou taninos finos e um final seco e caloroso.</p><h2>Bonarda 2007 (R$100)</h2><p>Um vinho de edição limitada. O Bonarda assim como os demais rótulos da linha Nicanor apresentou intensa cor púrpura com pouca transparência. Apesar do tempo no decanter, o bouquet estava um pouco tímido, mas, ainda sim mostrou elegância. Destaque para as aroma de uvas passificadas, notas minerais e balsâmicas. Embora jovem, na boca também estava gostoso. Talvez precise de mais tempo para mostrar o seu potencial.</p><h2>Cadus Malbec 2005 (R$160)</h2><p>Um dos rótulos <em>premium</em> da Nieto, o Cadus representa a máxima expressão da varietal no seu terreno. O vinho descansa 2 anos em carvalho, onde são utilizadas 4 a 5 toneladas/hectare de uvas de um lote específico de Agrelo, ou seja, um <em>single vineyard</em>. O Cadus Malbec revelou um nariz muito intenso e completamente distinto dos demais. Notas complexas de minerais, grafite e violetas. Uma fruta madura nítida, mas sem ser doce demais no nariz. Vigoroso, taninos já macios e um final de boca longo e alcoólico! Na linha dos vinhos tops argentinos o Cadus apresenta uma das melhores relações qualidade/preço. Sua produção hoje está entre 2 a 3,5 mil caixas.</p><p><strong>Importação: </strong>Porto a Porto / Casa Flora</p><p>Visitas:</p><p>A Nieto Senetiner está localizada na Rua Guardia Vieja, em Vistalba, Luján de Cuyo, que fica muito próximo de centro de Mendoza. Embora a programação de visitas seja um pouco limitada, sem opções de almoço ou jantar na bodega; a região é belíssima e vale o passeio. Para chegar lá é muito fácil, veja o <a
title="Mapa Nieto Senetiner" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.016437,-68.909211&amp;spn=0.026917,0.055747&amp;z=15" target="_blank">mapa da região</a>. Quem estiver em Buenos Aires a dica é conhecer a <strong>Casa Nieto Senetiner</strong>, um espaço de muito bom gosto destinado à degustações, cursos e treinamentos. Para maiores informações contate: amantesdelvino[arroba]nietosenetiner[ponto]com[ponto]ar</p><p
style="text-align: center;">* * *</p><p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a
title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a
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/> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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