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	<title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; fiasco</title>
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	<description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description>
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		<title>Salton Talento 2005</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:36:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A gaúcha Salton é uma das queridinhas da crítica brasileira, sempre vejo comentários favoráveis na mídia, além é claro das inúmeras reproduções de press realese publicados em revistas, jornais e na web. Os holofotes são direcionados aos vinhos &#8220;premium&#8221;, o Desejo (um Merlot) e o Talento (um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat). Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gaúcha Salton é uma das queridinhas da crítica brasileira, sempre vejo comentários favoráveis na mídia, além é claro das inúmeras reproduções de press realese publicados em revistas, jornais e na web. Os holofotes são direcionados aos vinhos &#8220;premium&#8221;, o <strong>Desejo</strong> (um Merlot) e o <strong>Talento</strong> (um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat). Como bom consumidor que sou, resolvi comprar uma garrafa do Talento para compartilhar com os leitores do QVinho a minha opinião. O Talento é um vinho de produção limitada, feito apenas nas melhores safras; até o momento temos o 2002, <a title="Salton Talento 2004" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/salton-talento-2004/">2004</a> e 2005, que segundo a minha pesquisa (sim, tive que pesquisar, uma vez que o site da Salton peca em não fornecer informações técnicas detalhadas de cada vinho), foram feito exatamente com o mesmo corte (60% de Cabernet, 30% de Merlot e 10% de Tannat), isto é, empregando as mesmas proporções de uva para todos os anos. Fiquei intrigado e, para minha surpresa, constatei que a Salton (<a title="Vinicola Salton" rel="nofollow" href="http://www.salton.com.br/" target="_blank">no seu site</a>) emprega uma ficha técnica genérica, exatamente igual para todas as safras. Fiquei com a impressão que a Salton produz refrigerante.</p>
<div id="attachment_2060" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/07/salton-talento-2005.jpg"><img class="size-medium wp-image-2060" title="Salton Talento 2005" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/07/salton-talento-2005-500x334.jpg" alt="Salton Talento 2005" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Salton Talento 2005</p></div>
<p>É preciso esclarecer que a técnica de assemblage (a mistura de diferentes lotes de vinificação, de diferentes variedades de uva) visa obter um vinho mais completo e harmônico, aproveitando as melhores características individuais de cada lote. Em qualquer região vinícola é normal que as proporções de cada uva mudem de uma safra para a outra, assim como alguns detalhes da vinificação, uma vez que o clima nunca é o mesmo, sendo assim as videiras reagem de maneira diferente. Agora tenho que perguntar, será que o clima da Serra Gaúcha foi exatamente o mesmo nos anos de 2002, 2004 e 2005? Será que todas as variedades amadureceram exatamente iguais? Quero ser enólogo da Salton, afinal qualquer um faz um assemblage desse tipo, não precisa nem provar os vinhos antes da mistura. É como uma receita de bolo, já tem uma fórmula, basta misturar 60% de cabernet, 30% de merlot, 10% de tannat e botar para amadurecer um ano em barricas novas de carvalho. Pena que enologia não seja uma ciência exata, fato que qualquer enólogo já sabe, tanto que bons vinhos de assemblagem sempre são feitos de maneira diferente, conforme as características de cada safra. Por si só, esse rigor matemático da Salton já coloca em xeque o conceito “premium” do seu Talento, indício de um trabalho enológico relaxado.</p>
<p>O terroir de Tuiuty deve ser realmente fantástico, mais regular que o de Mendoza, porque só assim é possível empregar sempre o mesmo critério de produção. Todo produtor sério de vinho revela os detalhes de vinificação, justamente para as pessoas saberem que um vinho nunca é igual ao outro — porque uma safra nunca é igual a outra — que existe uma preocupação em fazer o melhor e, principalmente, que existe um trabalho sério de enologia. O currículo técnico do Talento surpreende pela simplicidade, mas um vinho deve ser julgado pelo seu valor no copo, não pela ficha técnica.</p>
<p>O  Talento 2005 apresentou cor púrpura com leve transparência. Aroma de boa intensidade, com predomínio de notas tostadas do carvalho; em segundo plano um pouco de frutas vermelhas e nuances terrosas. Corpo médio, taninos brandos e álcool aparecendo demais. Final de boca curto. É um vinho simples, comprometido pelo excesso de madeira. Esse Talento lembra alguns chilenos na faixa de R$30, normalmente vinhos de pouca personalidade e moldados por aromas adocicados do carvalho. O Salton Talento 2005 é um <a title="O Vinho Fiasquento" href="http://www.qvinho.com.br/variedades/opiniao/o-vinho-fiasquento/">fiasco</a>, não que seja ruim, mas definitivamente não vale o seu preço.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="Bom" width="29" height="26" /><br />
<em>Tinto de estrutura mediana e muito marcado pela madeira. Só recomendo para aqueles que gostam desse estilo.</em></p>
<p>Preço: R$55<br />
Grad. Alcoólica: 13%</p>
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		<title>Escorihuela Gascón Barbera Pequeñas Producciones 2002</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/miguel-escorihuela-gascon-barbera-pequenas-producciones-2002/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 17:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[escorihuela gascon]]></category>
		<category><![CDATA[fiasco]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho uma motivação muito clara para escrever crítica de vinhos. Sou consumidor, gosto de beber bons vinhos a preço justo e, simplesmente, tenho prazer em compartilhar minhas experiências. Freqüentemente, escrevemos críticas para os vinhos que gostamos, ou que tenham um boa relação qualidade/preço, sendo boas opções nas mesas dos brasileiros. E aqueles vinhos não muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/04/escorihuela-gascon-barbera.jpg" title="Vinho argentino Miguel Escorihuela Gascón Barbera Pequeñas Producciones"><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/04/escorihuela-gascon-barbera.miniatura.jpg" alt="Vinho argentino Miguel Escorihuela Gascón Barbera Pequeñas Producciones" align="left" /></a>Tenho uma motivação muito clara para escrever <strong>crítica de vinhos</strong>. Sou consumidor, gosto de beber bons vinhos a preço justo e, simplesmente, tenho prazer em compartilhar minhas experiências. Freqüentemente, escrevemos críticas para os vinhos que gostamos, ou que tenham um boa relação qualidade/preço, sendo boas opções nas mesas dos brasileiros. E aqueles vinhos não muito bons? Não gastamos muito tempo com eles, e continuaremos mantendo essa filosofia, mesmo assim, alguns rótulos merecem uma análise mais atenta. A razão é simples, esses vinhos adquirem status (leia-se preço alto), acabam imbuídos por uma áurea de fascínio, todavia ao serem provados, mostram-se muito aquém da expectativa. Tornam-se apenas um <a href="http://www.qvinho.com.br/opiniao/o-vinho-fiasquento/" title="O vinho fiasquento">fiasco</a>.</p>
<blockquote><p>É o caso do Escorihuela Gascón Pequeñas Producciones Barbera 2002, muito bem recomendado por toda a mídia especializada, mas que sequer mereceu uma única linha de texto de seu produtor. O caro leitor <a href="http://www.escorihuela.com.ar/" rel="external nofollow" title="Website da bodega Escorihuela Gascón">pode procurar</a>, não encontrará nada! Esse vinho além de fiasquento é fantasmagórico!</p></blockquote>
<p>Vamos as apresentações, a <strong>Escorihuela Gascón</strong> é uma tradicional bodega mendocina, famosa pelo seu restaurante anexo &#8211; o <strong>1884 Restaurante</strong>, do Chefe Francis Mallmann. Comprada em 1993 pelo grupo de <strong>Nicolás Catena</strong>, foi modernizada e anexada como mais uma marca <strong>Catena Zapata</strong>. Costuma produzir bons vinhos, confiáveis e com certa personalidade. A boa reputação da Escorihuela Gascón nem sempre garante uma &#8220;Excelente Compra&#8221;, uma vez que a série <strong>Pequeñas Producciones</strong> dá toda pinta de ser alguma experiência de resultado duvidoso. Sim, é comum os produtores fazerem experiências, testarem novas variedades ou técnicas. E se o resultado não for grande coisa? Ah! Como você já deve ter imaginado, esse vinho não vai para o ralo. Também é certo que nenhum produtor quer ter prejuízo. Assim começa a nascer o vinho fiasquento.</p>
<p>O Barbera da Escorihuela Gascón, não é essencialmente ruim, é apenas um vinho com tudo fora do lugar, vitimado pelo seu <em>bello fiasco.</em> Cor rubi escura, impenetrável, nunca vi Barbera com tanta cor. Nariz vinoso, com fruta difusa e comprometida pelos aromas da madeira. Mesmo após um bom tempo de decanter e oxigenação na taça, não evoluiu bem. Na verdade não mostrou muita coisa. Encorpado, com taninos muito firmes e acidez elevada (esse atributo, até certo ponto, é esperado num Barbera de qualidade). Final seco e adstringente. Esse Barbera não é o único vinho fiasquento que degustamos, existem muitos outros, porém isso já é assunto para futuros artigos.</p>
<p><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/fraco.gif" alt="Fraco" /></p>
<p><em>Seu maior defeito é a relação qualidade/preço. Por R$92 esse Barbera está longe de ser uma excelente compra. </em></p>
<p><span class="bold-content">Grad.Alcoólica:</span> 13,5%<br />
<span class="bold-content">Importadora:</span> Wine Company<br />
<span class="bold-content">Preço:</span> R$92</p>
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		<title>O vinho fiasquento</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 17:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[borgonha]]></category>
		<category><![CDATA[escorihuela gascon]]></category>
		<category><![CDATA[fiasco]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns dias, um vendedor de uma loja de vinhos perguntou se eu gostava de vinho italiano. Obviamente, respondi que sim. Logo em seguida indagou sobre o meu conhecimento da uva Barbera. Sim, tenho certa intimidade com ela, afinal já fiquei hospedado em uma cantina em Barbaresco. O vendedor animou-se subitamente, fez um ligeiro suspense [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/04/garrafas-fiasco.jpg" style="margin: 10px; width: 500px; height: 454px" alt="Garrafas de vinho" height="454" vspace="10" width="500" /></p>
<p>Há alguns dias, um vendedor de uma loja de vinhos perguntou se eu gostava de vinho italiano. Obviamente, respondi que sim. Logo em seguida indagou sobre o meu conhecimento da uva <strong>Barbera</strong>. Sim, tenho certa intimidade com ela, afinal já fiquei hospedado em uma cantina em Barbaresco. O vendedor animou-se subitamente, fez um ligeiro suspense e, por fim, apresentou-me uma garrafa dizendo: &#8220;então você irá apreciar muito esse vinho&#8230;&#8221;</p>
<blockquote><p>Era uma garrafa do Escorihuela Gascón Pequeñas Producciones Barbera 2002. Torci o nariz, disse a ele que já conhecia o vinho e que não valia grande coisa; pequena produção, grande fiasco!</p></blockquote>
<p>O intrépido vendedor ficou surpreso, fez cara de desdém e, por fim, emendou que o vinho havia sido laureado com o status de &#8220;Excelente Compra&#8221;, segundo a <strong>Revista Gula</strong>.</p>
<p>Esse vinho <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos-argentinos/miguel-escorihuela-gascon-barbera-pequenas-producciones-2002/" title="Review do Miguel Escorihuela Gascón Pequeñas Producciones 2002">não merecia uma avaliação</a>, no entanto vejo fiascos como esse sendo empurrados para o consumidor, que sem ter como conhecer a qualidade do vinho, acaba levando para casa apenas uma bela e laureada garrafa. Fico surpreso ao observar a quantidade de vinhos que a &#8220;mídia especializada&#8221; degusta e, ainda mais surpreso com as avaliações, quando vejo que quase não existem críticas desfavoráveis. Não é estranho? Está certo, realmente é cada vez mais difícil encontrar vinho defeituoso – essencialmente ruins – pelo menos em uma faixa de preço acima dos R$30. As técnicas modernas de vinificação ajudam muito, se não garantem qualidade, ao menos conseguem evitar o pior.</p>
<blockquote><p>O questão aqui é outra, é sobre aqueles vinhos que prometem muito: produtor que alardeia cuidados cirúrgicos na produção; garrafas pesadas que ostentam belos rótulos com sugestivos números de tiragem limitada; rolhas de primeiríssima linha; medalhas em concursos que ninguém conhece; comentários favoráveis na mídia, muito provavelmente, oriundos de um press release que se reproduziu como um câncer terminal.</p></blockquote>
<p>Toda essa consistência convence até o mais incrédulo bebedor, mas se no momento do consumo você ficar com uma sensação que já bebeu coisa melhor por ¼ do valor, pode ter certeza, talvez você tenha sido vítima do <strong>vinho fiasquento</strong>.</p>
<p>Fiasquento é um adjetivo usado pelos boleiros, costuma designar um time que faz vexame, na realidade uma palavra derivada do termo <strong>fiasco</strong>. A semiótica da palavra italiana <em>fiasco</em> é muito interessante, chega a ser irônica quando analisada dentro do contexto do mundo do vinho. Sua significância é simples: <strong>frasco ou garrafa</strong>. Mas como uma garrafa se tornou símbolo de farsa e vexame? Existem várias lendas que tentam explicar a etimologia de fiasco, talvez a mais plausível, seja a dos vidraceiros venezianos. Tradicionalmente, os vidraceiros venezianos são considerados artistas, capazes de produzir peças de rara beleza. Acontece que o processo artesanal e rudimentar do sopro não é imune à falhas e, invariavelmente, algumas peças acabam sofrendo imperfeições. Nesse caso, o artista veneziano era obrigado a descartar sua criação e, como última alternativa, transformava sua pequena obra de arte em <em>fiasco</em>, isto é, numa simples garrafa! Segundo essa idéia, <em>fare fiasco</em> (fazer uma garrafa) é o resultado de um erro do artesão, ou melhor, um produto vulgar e indigno para um artista!</p>
<p>A verdade é que tem muito fiasco por aí, mesmo assim, isso não quer dizer que o vinho seja realmente ruim &#8211; na pior significância dessa palavra &#8211; geralmente o produto é ruim dentro de um contexto, por exemplo:</p>
<blockquote><p>Um Borgonha de R$170 pode ser péssimo se você já tiver provado um Pinot Noir do novo mundo &#8211; mais frutado, concentrado e macio &#8211; pelo valor de R$70.</p></blockquote>
<p>Esse caso é clássico, todos enaltecem as virtudes borgonhesas, poucos falam sobre os problemas, sobre as safras deficientes, sobre os produtores inescrupulosos que se aproveitam da reputação da região. Li certa vez, em um livro publicado na década de 90 por algum autor inglês (não lembro o nome), que para você levar para casa um bom Borgonha é preciso comprar uma caixa sortida (assim aumentam as chances de você acertar com uma garrafa). Essa anedota reforça a tendência fiasquenta do Borgonha sem muito sobrenome.</p>
<p>Existe um outro tipo de vinho que é forte candidato a fiasquento, é o chamado <strong>vinho de guarda</strong>. A história recente do <strong>Barolo</strong> e do <strong>Barbaresco</strong> serve de exemplo para ilustrar esse caso. &#8220;Vinho dos reis. Rei dos vinhos&#8221;. Um Barolo nunca deve ser bebido antes de 10 anos&#8230; Os produtores tradicionais do Piemonte sempre tentaram esconder os problemas do Barolo, atribuindo suas virtudes a mágica do tempo. Vinhos muito tânicos, pouca fruta, maturação inadequada em pipas de carvalho velho, tudo isso fez a fama de &#8220;mau&#8221; do Barolo.</p>
<blockquote><p>Angelo Gaja fez tudo diferente e provou que o Barolo pode ser apreciado jovem e, mesmo assim, só melhorar com o tempo. Eu já provei ótimos <em>Baroli</em> com 4 anos e outros que, sem dúvida, não irão melhorar nem depois de 20 anos.</p></blockquote>
<p>Todo grande vinho pode melhorar com o tempo. Por que? Existem várias hipóteses, mas uma coisa é certa: não basta apenas ter estrutura. Por isso desconfie de vinhos que nada oferecem de imediato – principalmente se não for um grande de Bordeaux, Borgonha, Barolo, Brunello di Montalcino ou algo do gênero – mas prometem um oásis sensorial depois de alguns anos de repouso na adega, simplesmente por serem vinhos austeros e estruturados. O vinho fiasquento sempre oferece aquilo que não pode dar.</p>
<p>É importante lembrar que a maioria dos vinhos não nascem fiasquentos, geralmente são produtos da nossa expectativa frustrada, sendo assim, são vítimas da sua própria &#8220;embalagem&#8221;. Essa é a ironia por traz de todo fiasco.</p>
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