<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; qvotr2009</title>
	<atom:link href="http://www.qvinho.com.br/tag/qvotr2009/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.qvinho.com.br</link>
	<description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Aug 2010 18:33:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=7022</generator>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Catena Zapata</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/catena-zapata-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/catena-zapata-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 20:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[catena]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3975</guid>
		<description><![CDATA[A bodega Catena Zapata quase dispensa apresentações, já comentamos sobre ela quando provamos o Angélica Zapata, um vinho muito &#8220;popular&#8221; entre os brasileiros. Além desse rótulo, outros da série D.V. Catena e Álamos também já passaram pelo QVinho, mesmo assim preciso revelar aos leitores que estamos em falta, afinal ainda não apresentamos os vinhos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bodega <a title="Bodega Catena Zapata" href="http://www.catenawines.com" target="_blank">Catena Zapata</a> quase dispensa apresentações, já comentamos sobre ela quando provamos o <a title="Angélica Zapata Malbec 2003" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/angelica-zapata-malbec-alta-2003-catena/">Angélica Zapata</a>, um vinho muito &#8220;popular&#8221; entre os brasileiros. Além desse rótulo, outros da série <strong>D.V. Catena</strong> e <strong>Álamos</strong> também já passaram pelo QVinho, mesmo assim preciso revelar aos leitores que estamos em falta, afinal ainda não apresentamos os vinhos da serie <strong>Catena Alta</strong> e <strong>Catena Zapata</strong>, os melhores caldos desse produtor. Estivemos na Catena no dia 19 de novembro de 2009, porém não conseguimos efetuar uma visita completa, graças ao atraso na entrega do nosso carro – obrigado Hertz! Com isso ficamos limitados a uma curta degustação, senão chegaríamos atrasados na próxima visita, mesmo assim pudemos bater um papo com Jorge Crotta – responsável pelo mercado brasileiro –  e provar alguns vinhos.</p>
<div id="attachment_4021" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/03/catena.jpg"><img class="size-medium wp-image-4021" title="Bodega Catena Zapata" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/03/catena-500x334.jpg" alt="Bodega Catena Zapata" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Bodega Catena Zapata</p></div>
<p>A Catena Zapata é bem antiga, porém só ganhou fama pelas mãos de Nicolás, responsável pela modernização e por muitos avanços em toda a indústria vitivinícola argentina. Nicolás trouxe para seu país algumas ideias novas que viu durante sua permanência nos  Estados Unidos, onde pode acompanhar de perto o <em>boom</em> dos vinhos californianos e repensar o modelo de negócios da bodega de sua família.<br />
Atualmente a Catena Zapata é amplamente reconhecida como uma das mais importantes da Argentina, graças a qualidade dos vinhos e ao excelente trabalho de marketing desenvolvido ao longo dos anos. Justiça seja feita, Nicolás e sua equipe não brincam em serviço, fazem vinhos de grande apelo comercial, como as linhas <strong>Alamos</strong>, <strong>Catena</strong>, <strong>D.V. Catena</strong> e <strong>Angélica Zapata</strong>, porém também fazem preciosidades que agradam até mesmo a críticos exigentes. As linhas <strong>Catena Alta</strong> e <strong>Catena Zapata</strong> impressionam, mostram qualidade consistente safra após safra e sempre estão entre os melhores da América do Sul.</p>
<p>Tradicionalmente, assim como muitos produtores argentinos, a Catena faz vinhos a partir da mistura de uvas de diferentes vinhedos. Misturar uvas de vinhedos com característica distintas é uma técnica eficaz para a elaboração de vinhos finos, mesmo assim a tendência dos ditos &#8220;grand cru&#8221; – vinhos de vinhedo único ou <em>single vineyard</em> – também aparece na Catena Zapata. Existe muita controvérsia nesse conceito de vinhedo único, uma proposta baseada nas dádivas de um <em>terroir</em> superior, nem sempre disponível (e distinguível). Parece que a Catena seguiu os passos do sucesso da pequena <a title="Achaval Ferrer" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/">Achaval Ferrer</a>, especialista em explorar as particularidades dos melhores vinhedos de Mendoza. Os rótulos<strong> Catena Zapata Adrianna Vineyard </strong>e <strong>Catena Zapata Nicasia Vineyard</strong> são as armas da Catena para mostrar ao mundo as sutilezas da Malbec em diferentes localidades, além de complementarem o portfólio de vinhos top da Catena. Lamentavelmente não foi possível prová-los.</p>
<h2>Catena Chardonnay 2008 &#8211; R$52</h2>
<p>A Catena Zapata é especialista em Chardonnay, poucos produtores argentinos dedicaram tamanho empenho para fazer um bom vinho com essa variedade. O Catena Chardonnay é um campeão no quesito relação qualidade/preço, desafiando vinhos mais caros.  Bom aroma, frutas tropicais aparecem com intensidade, além de notas de carvalho tostado e um ligeiro toque mineral. Corpo médio, equilibrado e com certo frescor. Fermentado em barricas de carvalho francês (35% novas) e maturado com as borras por 9 meses.</p>
<h2>Catena Alta Chardonnay 2007 &#8211; R$97</h2>
<p>Sem dúvida o melhor Chardonnay da Argentina — e talvez o melhor da América do Sul — uma referência em qualidade. Poucos brancos possuem a classe que o Catena Alta Chardonnay costuma ter e, comparando com outros vinhos de mesmo nível, podemos considerar que não custa os olhos da cara.  Ao nariz revela um ótimo aroma, complexo e sutil; pêssegos amarelos maduros, flores e notas deliciosas de carvalho tostado aparecem em primeiro plano. Ótimo na boca, harmonioso e surpreendentemente fresco, graças a ótima acidez e a mineralidade que aparece no palato. Final longo e agradável. Feito exclusivamente com uvas do vinhedo de Adrianna, distrito de Tupungato, uma região mais fria e muito propícia para a Chardonnay. Um vinho 100%  fermentado em barricas de carvalho francês (50% novas) e maturado com as borras por 12 meses.</p>
<h2>Catena Malbec 2007 &#8211; R$53</h2>
<p>Esse Malbec é um dos mais confiáveis e acessíveis da Catena, o estilo é bem internacional, evidentemente focado na fruta fácil e no carvalho, porém sempre bem feito.  Aroma intenso de frutas negras bem maduras, toques florais e de chocolate complementam a paleta. Corpo médio, equilibrado e com taninos de bom nível. Produzido a partir de uma mistura de uvas dos vinhedos de Angélica, La Pirámide, Altamira e Adrianna. Passou 12 meses em barricas de carvalho, sendo 70% francês (20% novo) e 30% em carvalho americano novo.</p>
<h2>Catena Alta Malbec 2006 &#8211; R$135</h2>
<p>O Catena Alta Malbec já é um clássico, poucos produtores fazem um Malbec com esse estilo nessa faixa de preço. Bem diferente dos rótulos Catena, D.V. Catena e Angélica Zapata; nesse vinho a exuberância fácil da Malbec sai de cena para dar lugar a uma complexidade mais desafiadora.  Nariz muito agradável, revela frutas vermelhas maduras, nuances florais, toques minerais e de carvalho tostado. Ótimo na boca, com taninos finos e acidez marcante. Longo e delicioso. Feito com uma mistura de uvas de parcelas selecionadas dos vinhedos de Angélica, La Pirámide,  Altamira e Adrianna. Descansou por 18 meses em barricas de carvalho francês (70% novo).</p>
<p>Importação: Mistral</p>
<p>Visitas:</p>
<p>A Catena Zapata fica em Agrelo, Luján de Cuyo, na Calle Cobos. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p>
<p><a title="Mapa Mendoza" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.16784,-68.901808&amp;spn=0.006448,0.016329&amp;z=17&amp;iwloc=000462071593d46bf403b" target="_blank">Localização da Catena Zapata</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/catena-zapata-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Fabre Montmayou</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/fabre-montmayou-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/fabre-montmayou-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 20:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3691</guid>
		<description><![CDATA[Nós do QVinho sempre insistimos para que você prove diferentes vinhos, para que aprenda a curtir a diversidade, uma forma de ficar afastado da ditadura do gosto padrão. O melhor vinho é aquele que &#8220;eu gosto&#8221;, não aquele que todos &#8220;dizem ser o melhor&#8221;, muito embora essa filosofia não se aplique aos vinhos ordinários, feitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós do QVinho sempre insistimos para que você prove diferentes vinhos, para que aprenda a curtir a diversidade, uma forma de ficar afastado da ditadura do gosto padrão. O melhor vinho é aquele que &#8220;eu gosto&#8221;, não aquele que todos &#8220;dizem ser o melhor&#8221;, muito embora essa filosofia não se aplique aos vinhos ordinários, feitos com uvas de baixa qualidade e vinificados de maneira inadequada. Esses sempre serão ruins, mesmo que muita gente goste. Refiro-me a ótimos vinhos que permanecem no anonimato, a sombra de grandes marcas que conseguem maior projeção no mercado. Vejamos o caso de Mendoza, uma região vinícola com mais de mil bodegas, quantas são reconhecidas no Brasil? Já perguntei para vários fãs de vinhos argentinos, poucos conseguem citar mais de dez produtores, uma prova irrefutável de que ainda impera um grande desconhecimento, além de revelar o mau hábito de consumirmos sempre os mesmos rótulos.</p>
<p>Bodegas como a <a title="Fabre Montmayou" href="http://www.domainevistalba.com" target="_blank">Fabre Montmayou</a> ainda permanecem desconhecidas por aqui, um verdadeiro pecado, afinal produzem ótimos vinhos a custo mais interessante que muitos <em>blockbusters</em> argentinos. A Fabre Montmayou começou suas operações em 1992 pelas mãos de Hervé Joyaux Fabre, um francês de origem bordalesa membro de uma família com larga trajetória no mundo do vinho. Hervé ficou encantado com a Malbec, decidiu comprar vinhas e construir um <em>chateau</em>. O local escolhido foi Vistalba, Luján de Cuyo, onde existia um vinhedo de 15 ha de Malbec plantado em 1908. Nascia assim uma das primeiras bodegas boutique da Argentina.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/UrSmnxud" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/UrSmnxud" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>Atualmente a Fabre Montmayou conta com 53 ha de Malbec, 20 ha de Cabernet Sauvignon, 10 ha de Chardonnay e 5 ha de Merlot, quase tudo em Luján de Cuyo (uma parte do Chardonnay provém de Tupungato). São áreas modestas para os atuais padrões vitivinícolas do Novo Mundo, embora muito adequadas para uma administração familiar. A nossa visita foi conduzida pelo casal Diane e Hervé Joyaux Fabre, que explicaram em detalhes a filosofia da bodega e proporcionaram uma excelente degustação. O casal Fabre é de certo modo tradicional, afinal não são adeptos de muita intervenção na produção, além de não gostarem do excesso de madeira. O resultado final é convincente, pois os vinhos da Fabre Montmayou conseguem exprimir muito bem a deliciosa fruta da Malbec, sem exagerar na concentração ou pecar pela dominância do carvalho. Além da propriedade em Mendoza, existe uma outra em Alto Valle de Rio Negro (Patagônia), onde o casal Fabre possui 20 ha de Merlot, 10 ha de Malbec, 5 ha de Cabernet Sauvignon,  5 ha de Syrah, 5 ha de Chardonnay e 5 ha de Semillión. A Fabre Montmayou da Patagonia ainda é um projeto relativamente recente, mas já apresenta um Malbec muito agradável e interessante.</p>
<h2>Fabre Montmayou Chardonnay Reserva 2009</h2>
<p>A Chardonnay costuma ser desprezada em Mendoza, afinal são poucos os produtores que realmente destinam tempo e dedicação a essa variedade, mesmo assim é surpreendente a quantidade de bons exemplares a preço justo, caso do Chardonnay da Fabre, que não é um vinho memorável, muito embora seja feito com cuidado e apresente um bom acabamento. Aroma agradável, fruta tropical com algumas notas de maçã verde e tostados do carvalho. Na boca é bem equilibrado, gostoso e fácil de beber. Apenas uma parte (20%) do vinho foi fermentada em barricas de carvalho francês.</p>
<h2>Fabre Montmayou Patagonia Barrel Selection Malbec 2008</h2>
<p>Belo exemplar de Malbec patagônico, bem focado na fruta e com pouca maquiagem. Nariz intenso, repleto de aromas de frutas negras, reforçadas por toques minerais e tostados do carvalho. Corpo médio, equilibrado, porém com taninos ainda jovens. Um Malbec vigoroso que não peca pelo excesso de concentração e álcool. 60% do vinho foi maturado por 12 meses em barricas de carvalho francês.</p>
<h2>Fabre Montmayou Gran Reserva Malbec 2008</h2>
<p>O principal vinho monovarietal da Fabre é feito a partir de vinhas com mais de 60 anos da região de Vistalba, um Malbec delicioso, com fruta exuberante. Ótimo aroma, intenso e sedutor, com frutas negras bem maduras, toques florais e notas bem integradas do carvalho. Encorpado e estruturado, taninos de excelente qualidade. Final longo e agradável. Maturado por 1 ano em barricas de carvalho francês.</p>
<h2>Fabre Montmayou Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008</h2>
<p>Cabernet Sauvignon bastante convincente e de personalidade forte, produzido com uvas da zona de Las Compuertas, Luján de Cuyo.  Bom aroma, frutas negras discretas, com notas de pimentão grelhado, café torrado e chocolate. Encorpado, os taninos densos agarram um pouco. Final seco e com persistência média. Maturado por 1 ano em barricas de carvalho francês.</p>
<h2>Fabre Montmayou Grand Vin 2007</h2>
<p>O vinho top da Fabre Montmayou é um corte de Malbec (85%), Cabernet Sauvignon (10%) e Merlot (5%), de vinhedos velhos plantados em 1908 na zona de Vistalba, Luján de Cuyo. Entre os grandes de Mendoza, um vinho com as melhores características que a Argentina pode oferecer; um estilo sedutor, exuberante e incrivelmente fácil de ser apreciado. Aroma intenso e complexo, repleto de frutas vermelhas, goiabada,  toques florais e notas delicadas de minerais e carvalho tostado. Jovem e encorpado, mas com taninos macios. Longo, com um final de boca frutado que permanece por bastante tempo. Maturado por 16 meses e carvalho novo francês.</p>
<p>Importação: Expand</p>
<p>Visitas:</p>
<p>A Fabre Montmayou fica em Vistalba, Luján de Cuyo, na Calle Roque Saenz Peña. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p>
<p><a title="Mapa Mendoza" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.034131,-68.920444&amp;spn=0.006674,0.016512&amp;z=17&amp;iwloc=00047ce36ad5a0566cccc" target="_blank">Localização da Fabre Montmayou</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/fabre-montmayou-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Errazuriz, Arboleda e Seña</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 16:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Enoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3613</guid>
		<description><![CDATA[Não consigo entender aquelas pessoas que se dizem apaixonadas pelos vinhos, mas que não demonstram uma real vontade de conhecer o lugar e as pessoas que fazem o vinho. Para mim todo o fascínio de um vinho está intrinsecamente ligado ao lugar e as pessoas que o fazem. Os bons vinhos parecem sempre querer contar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo entender aquelas pessoas que se dizem apaixonadas pelos vinhos, mas que não demonstram uma real vontade de conhecer o lugar e as pessoas que fazem o vinho. Para mim todo o fascínio de um vinho está intrinsecamente ligado ao lugar e as pessoas que o fazem. Os bons vinhos parecem sempre querer contar uma história, inspiram a uma viagem, sempre repleta de experiências sensoriais.  Esse ideal – que é o cerne do <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">QVinho On the Road</a> – foi fortemente ativado na minha visita a Viña Errazuriz, uma vinícola com uma rica história, marcada pela determinação dos seus proprietários. A família Errazuriz está enraizada na história chilena, basta lembrar que seus membros já constituíram quatro presidentes da república, além de inúmeras figuras de importância cultural e econômica. Vale a pena <a title="Família Errazuriz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Err%C3%A1zuriz_family" target="_blank">conferir aqui</a> a lista dos ilustres membros da família Errazuriz.</p>
<p>A história da Viña Errazuriz começa pelas mãos de <a title="Don Maximiano Errazuriz" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maximiano_Err%C3%A1zuriz" target="_blank">Don Maximiano Errazuriz</a>, que antes de fundar a viña já era um rico homem de negócios, sócio de uma empresa produtora de cobre que chegou a ser responsável por um 1/3 da produção global desse minério. Em 1870, seguindo uma tradição familiar, Don Maximiano resolveu comprar terras para plantar vinhas. O lugar escolhido foi Panquehue, uma pequena vila situada 100Km ao norte de Santiago, numa região conhecida como Valle de Aconcagua. Nascia assim a Viña Errazuriz.</p>
<p>Diferentemente de outras famílias da época, que preferiram plantar suas vinhas nas planícies do Valle do Maipo ou do Valle de Colchagua, Don Maximiano resolveu apostar no Valle de Aconcagua, uma região com maior variação de relevo e de microclimas. Essa decisão mostrou-se acertada, uma vez que a atual Viña Errazuriz é focada em explorar essa variação, procurando elaborar vinhos mais expressivos em função das diferenças de <em>terroir</em>.</p>
<p>Hoje a <a title="Viña Errazuriz" href="http://www.errazuriz.com" target="_blank">Viña Errazuriz</a> é administrada por <strong>Eduardo Chadwick</strong>, descendente direto de Don Maximiano, a sexta geração no controle dos negócios. Eduardo é um visionário, expandiu os negócios criando outros projetos: o <a title="Vinho Seña" href="http://www.sena.cl/" target="_blank">Seña</a>, iniciado numa parceria com Robert Mondavi; <a title="Arboleda" href="http://www.arboledawines.com/" target="_blank">Arboleda</a>, o projeto pessoal de Eduardo; e finalmente o <a title="Viñedo Chadwick" href="http://www.vinedochadwick.cl" target="_blank">Viñedo Chadwick</a>, o vinho ícone produzido com uvas do Vale do Maipo. Todas essas marcas possuem uma filosofia diferente, com investidores distintos e equipes próprias de enologia, mas compartilhando a mesma unidade de produção em Panquehue. Com isso as equipes técnicas mantém uma boa integração, formando um grande time.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/PqeqnRmN" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/PqeqnRmN" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>A minha visita foi conduzida por Edgard Carter, enólogo da Arboleda, e consistiu num passeio por vários vinhedos no Vale de Aconcagua, notadamente <span>no setor chamado de Aconcagua Costa</span>, Seña e a sede da Viña Errazuriz em Panquehue. Edgard explicou em detalhes as diferenças entre cada vinhedo, principalmente a respeito das diversas formações do solo. Mas o que chama a atenção é a enorme quantidade de terra e as inúmeras vinhas novas, um indício inegável do dinamismo da Errazuriz.</p>
<p>Aconcagua Costa ainda está repleto de vinhas novas, um berçário para experimentações, mas certamente será um dos grandes trunfos para a Errazuriz. A proximidade com o mar (14km do oceano) torna essa região mais fria, graças aos ventos gelados do pacífico, um aliado das variedades que gostam de clima mais fresco. O setor costeiro do Vale de Aconcagua já possui 170 ha de vinhedos produtivos (recentemente foram plantados mais 80 ha), com predominância de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Merlot, mas outras variedades como Viognier, Pinot Gris e principalmente Syrah estão sendo testadas. Até o momento apenas as duas últimas safras (2008 e 2009) do Errazuriz Sauvignon Blanc e do Arboleda Sauvignon Blanc foram rotuladas como Aconcagua Costa. É tudo novidade!</p>
<p>O vale onde estão localizados os vinhedos do Seña é muito bonito, com boa vocação turística, tanto que estava em plena construção um pequeno centro de visitação, encravado numa colina com vista para todo o vale e o monte Aconcagua no horizonte. A área de 350 ha possui Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Carmenère, Petit Verdot, Syrah e Malbec, tudo manejado dentro de <a title="Agricultura Biodinâmica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_Biodin%C3%A2mica" target="_blank">princípios biodinâmicos</a>. Existem planos para criar uma maior atração turística para essa área, talvez até mesmo com uma pousada ou spa. Vamos aguardar por novidades.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="311" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/gcNCgbyBSAI" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311" src="http://blip.tv/play/gcNCgbyBSAI" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O quartel general da Errazuriz em Panqueheu é uma típica vila colonial, com uma fantástica <em>casona</em> construída em 1827 e vinhas por todos os lados. Em uma construção anexa ficam as enormes salas de cubas e de barricas. Ao lado do pavilhão anexo a antiga <em>casona</em> está sendo construída uma bodega boutique –  a Don Maximiano Icon Winery – que servirá para a produção do vinho ícone de mesmo nome. Uma bela construção, com uma fachada futurística envidraçada, voltada para o vinhedo Max I.</p>
<p>A turma da Errazuriz não brinca em serviço, demonstram um grande dinamismo e desenvolvem um trabalho consistente para sempre fazerem o melhor. Estão apostando pesado na área costeira do Vale de Aconcagua, será uma pista sobre o perfil do futuro vinho chileno? Acredito que sim, quase todos os produtores sérios estão interessados em produzir vinhos mais frescos e elegantes (pelos menos em tese), principalmente das variedades Sauvignon Blanc (o resultado já é visível), Pinot Noir e Syrah. Clima e terreno favorável para isso já existem.</p>
<h2>Errazuriz Single Vineyard Sauvignon Blanc 2009 &#8211; Aconcagua Costa</h2>
<p>Feito com uvas do vinhedo Manzanar no setor costeiro do Vale de Aconcagua. Ótimo aroma, frutas tropicais discretas, notas cítricas de toranja e sutil toque de ervas. Na boca é equilibrado, com agradável acidez e final remetendo a sensações minerais. Delicioso.</p>
<h2>Arboleda Sauvignon Blanc 2009 &#8211; Aconcagua Costa &#8211; R$85</h2>
<p>Outra expressão de Sauvignon Blanc, também de Aconcagua Costa, mas de um vinhedo diferente daquele do Errazuriz Single Vineyard. Nariz com bela complexidade, sutil aroma de peras e muitas notas minerais e herbáceas. Ótimo na boca, a acidez viva garante o frescor. Um branco refinado e fácil de beber.</p>
<h2>Errazuriz Wild Ferment Chardonnay 2007 &#8211; Valle de Casablanca</h2>
<p>Como o nome sugere, esse Chardonnay é fermentado com leveduras selvagens, uma opção para deixar o vinho mais &#8220;original&#8221; ao seu <em>terroir</em>. Aroma intenso, frutas tropicais aparecem de imediato, porém sem exagero de doçura; abacaxi, frutas secas, notas de fermentação em barrica. Bom corpo, não é enjoado, tem um certo frescor e complexidade. 70% do vinho passa por fermentação malolática, posterior maturação com borras (<a title="Sur lie" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lees_%28fermentation%29" target="_blank"><em>sur lie)</em></a> de 10 meses em barricas de carvalho francês (17% novas).</p>
<h2>Arboleda Chardonnay 2007 &#8211; Valle de Casablanca &#8211; R$85</h2>
<p>Um Chardonnay de estilo ligeiramente diferente do Errazuriz Wild Ferment, mas igualmente gostoso e bem feito. Frutas como abacaxi e pêssegos amarelos dominam; toques tostados também aparecem com intensidade, com algumas agradáveis notas minerais e toques tostados. Na boca é cremoso e equilibrado, com ótimo final. Fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas), com posterior maturação <em>sur lie</em> de 10 meses.</p>
<h2>Errazuriz Wild Ferment Pinot Noir 2008 &#8211; Valle de Casablanca</h2>
<p>Pinot Noir moderno e exuberante, sem cair na vulgaridade do excesso de madeira e álcool – tem 14%, abaixo da maioria que fica entre 14,5% e até 15%. Aroma intenso com muita fruta vermelha e especiarias, nuances de noz moscada e jasmim ajudam na complexidade. Corpo médio, taninos finos e boa acidez . Maturado por 9 meses em barricas de carvalho francês (50% novas).  Outro vinho feito a partir de leveduras selvagens.</p>
<h2>Arboleda Carmenère 2008 &#8211; R$85</h2>
<p>Um 100% Carmenère produzido com uvas do Valle de Colchagua. Aroma típico, frutas negras maduras, notas de café e carvalho tostado. Tem bom corpo, embora não seja pesadão, apresentou taninos de ótima qualidade. Mostrou qualidade, mas fiquei com a impressão que precisa de mais tempo de envelhecimento. 60% do vinho foi maturado em barrica novas de carvalho, sendo 46% americanas e e 54% francesas.</p>
<h2>Arboleda Syrah 2007 &#8211; R$85</h2>
<p>Outro vinho bem moderno e exuberante, produzido com as uvas de Las Vertientes, no Valle de Aconcagua. Aroma intenso, com frutas passadas, especiarias doces e notas florais em abundância. Encorpado, os taninos volumosos ainda agarram um pouco, mas a boa acidez compensa. Maturado 12 meses em barricas de carvalho (82% novas), sendo 60% americanas e 40% francesas.</p>
<h2>Errazuriz Max Reserva Cabernet Sauvignon 2007 &#8211; R$78</h2>
<p>O carro-chefe da Errazuriz, esse Cabernet é sempre confiável e muito bem-feito, produzido com uvas do Valle de Aconcagua. Aroma agradável, com frutas negras maduras,  sutil toque mentolado e notas da maturação em carvalho. Encorpado e harmonioso, ótimos taninos para um jovem Cabernet. Final longo e gostoso. Um corte de Cabernet Sauvignon (91%), Cabernet Franc (6%), Petit Verdot (2%) e Syrah (1%); maturação de 12 meses em barricas de carvalho (44% novas), sendo 60% francesas e 40% americanas.</p>
<h2>Arboleda Cabernet Sauvignon 2007 &#8211; R$85</h2>
<p>Esse Arboleda também é produzido com uvas do Valle de Aconcagua, mas de vinhedos diferentes do Max Reserva. Frutas negras maduras, notas herbáceas agradáveis e certos toques caramelados compõem a paleta aromática. Encorpado, mais vigoroso que o Max Reserva, com taninos ainda jovens. Um Cabernet que merece um lugar na adega, pois costuma melhorar significativamente com um pouco de tempo. Corte de Cabernet Sauvignon (88%) e Cabernet Franc (12%); maturação de 12 meses em barricas de carvalho (55% novas), sendo 64% francesas e 36% americanas.</p>
<h2>Seña 2007 &#8211; R$380</h2>
<p>Um dos cinco ícones da Errazuriz – juntamente com o <strong>Viñedo Chadwick</strong>, <strong>Don Maximiano</strong>, <strong>Kai</strong> e <strong>La Cumbre</strong>. Dentre estes, talvez o Seña seja o mais ambicioso, um projeto firmemente enraizado no Valle de Aconcagua. O Seña 2007 mostrou-se jovem, um pouco tímido, embora já exiba um belo perfil aromático. Nariz discreto, embora agradável e remetendo a aroma de frutas vermelhas frescas, com sugestão de cedro, carvalho tostado e minerais. Excelente na boca, sedoso, equilibrado e surpreedentemente fresco. Precisa de um pouco mais de tempo para revelar toda a sua personalidade. Um corte de Cabernet Sauvignon (57%), Carmenère (20%), Merlot (12%), Cabernet Franc (6%) e Petit Verdot (5%), com maturação de 20 meses em barricas novas de carvalho francês.</p>
<h2>Dom Maximiano Founder&#8217;s Reserve 2007 &#8211; R$255</h2>
<p>O vinho ícone mais antigo da Errazuriz, sempre entre os melhores do Chile e sem custar os valores proibitivos dos seus irmãos mais novos. Produzido com vinhas velhas da propriedade de Panquehue, mais continental que o setor onde está localizado o Seña. Não é tão sedoso quanto o Seña, talvez em parte por empregar mais Cabernet Sauvignon e nada de Carmenère. Ligeiramente mais sério que o Seña, com frutas negras discretas, especiarias e caixa de charutos . Muito bom na boca, encorpado e vigoroso, taninos jovens de excelente qualidade. Um vinho clássico e refinado, num estilo próximo ao de Bordeaux. Corte de Cabernet Sauvignon (79%), Cabernet Franc (9%), Petit Verdot (8%) e Syrah (4%), com maturação de 20 meses em barricas novas de carvalho francês.</p>
<p><strong>Importadoras:</strong></p>
<ul>
<li>Errazuriz: Vinci</li>
<li>Arboleda e Seña: Expand</li>
</ul>
<h3>Visitas:</h3>
<p>A Viña Errazuriz fica na cidade de Panquehue a pouco mais de 100km de Santiago. Veja a localização exata pelo Google Maps:</p>
<p><a title="Mapa Viña Errázuriz" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.000462095278b68e43585&amp;ll=-32.797159,-70.815811&amp;spn=0.053967,0.111494&amp;t=h&amp;z=14" target="_blank">Veja o mapa da região</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Casa Marin</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 10:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Enoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3516</guid>
		<description><![CDATA[A diversidade é uma das coisas mais fascinantes, caso contrário os vinhos seriam como qualquer outro produto, apenas o resultado industrial da ação humana. Por isso é surpreendente ver em um país como o Chile, repleto de grandes operações vinícolas, uma pequena bodega familiar trilhando um caminho todo particular. A Casa Marin já pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A diversidade é uma das coisas mais fascinantes, caso contrário os vinhos seriam como qualquer outro produto, apenas o resultado industrial da ação humana. Por isso é surpreendente ver em um país como o Chile, repleto de grandes operações vinícolas, uma pequena bodega familiar trilhando um caminho todo particular. A <a title="Casa Marin" href="http://www.casamarin.cl/" target="_blank">Casa Marin</a> já pode ser considerada uma divisora de águas na vitivinicultura chilena, representante de um novo estilo, não mais baseado naquilo que o “mercado pede”, mas sim nas possibilidades do <em>terroir</em> e na sua justa interpretação por parte dos enólogos. O Chile, em linhas gerais, quer deixar de ser visto apenas como um fornecedor de vinhos de ótima relação qualidade/preço. O Chile quer ser visto como um país de grandes vinhos, reconhecíveis pela sua identidade única. A Casa Marin é o arquétipo mais claro desse ideal.</p>
<p>A história da Casa Marin não é muito diferente de outras vinícolas familiares, sempre mesclada com a vida das pessoas envolvidas. Fundada pela enóloga <strong>Maria Luz Marin</strong>, visionária e pioneira, uma das primeiras mulheres a estudar enologia numa época em que esse ofício era dominado apenas por homens. A paixão de Maria Luz pelos vinhos começou muito cedo, incentivada pela convivência com seu avô, que costumava oferecer uma colherada da bebida com o pretexto de que faria bem a saúde. Correram vários anos da infância regada a doses medicinais de vinho até o início da vinícola, um sonho perseguido por uma vida. Há cerca de 10 anos foi iniciado o projeto da Casa Marin na localidade de Lo Abarca, um pequeno vilarejo situado no Vale de San Antonio, distante 4km do mar. No início muitos criticaram a ideia de plantar uvas em Lo Abarca, devido as dificuldades oferecidas pela proximidade ao oceano. Contudo, Maria Luz conhecia bem a região, sabia dos riscos, e por outro lado vislumbrou possibilidades nunca antes vistas no Chile.</p>
<p>No ano de 2000 foram plantados os primeiros 25ha de vinhedo divididos por Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Gewürztraminer e Riesling. Em 2004 foi construída a bodega, na realidade uma <em>casona</em> de pedra bastante modesta e rústica, sem os refinamentos que vemos na maioria das vinícolas atuais. O segredo dos vinhos da Casa Marin está mesmo no vinhedo, ou melhor, nos diferentes vinhedos que compõem a localidade de Lo Abarca. Cheguei lá dirigindo, vindo de Casablanca, e a primeira impressão que tive foi contundente: esse lugar de colinas acidentadas no meio do nada deve ter algo de especial.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/ozdV4P6O" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/ozdV4P6O" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>A minha visita foi guiada por Osvaldo Marin, que com muita paciência e calma me levou por todos os “cantos”, explicando cada detalhe dos vinhedos. Fiquei surpreso com a diversidade de microclimas e de terrenos, bem diferente da maioria das zonas vinícolas do Novo Mundo. Em Lo Abarca existem colinas com ventos congelantes, encostas mais protegidas, baixadas frias e úmidas. O solo também varia consideravelmente, da argila pesada a solos mais leves com presença de calcário. A impressão mais evidente que tive foi com relação a temperatura, o vento no topo do vinhedo <strong>Cipreses</strong> é bem frio, incomum para o padrão chileno naquela hora do dia. O frio é tanto que no vinhedo <strong>Lo Abarca Hills</strong> (Pinot Noir) existem refratários de calor, necessários em épocas muito frias para não comprometer a maturação da Pinot. Outro problema são as geadas, que infelizmente sempre ameaçam os vinhedos – pude ver de perto o estrago de uma geada ocorrida 2 semanas antes da minha visita.</p>
<p>Os vinhos da Casa Marin são encantadores, os brancos certamente estão entre os melhores do Chile, já os tintos são um capítulo a parte. Pinot Noir e Syrah reinam em Lo Abarca e resultam em vinhos completamente diferentes, de estilos muito antagônicos. O único problema dos vinhos da Casa Marin é o preço, afinal são inegavelmente caros, embora não muito mais caros que rótulos franceses que chegam ao Brasil. Pelo mesmo preço de um Sauvignon Blanc Cipreses dá para levar para casa uma garrafa de um Sancerre de um bom produtor. Adorei o Miramar Syrah, sem dúvida um grande vinho, porém tão caro quanto um Côte Rotiê. Os vinhos da Casa Marin, principalmente os brancos, não devem em nada para muitos vinhos franceses de estirpe, uma pena custarem tanto quanto em terras brasileiras. Existe a linha Cartagena, com preços um pouco mais acessíveis, além da Matisses, que representa a linha de entrada da Casa Marin. São bons vinhos, mas não com o mesmo refinamento dos tops. Todos os vinhos da Casa Marin levam o nome do vinhedo de origem no rótulo.</p>
<h2>Casa Marin Sauvignon Blanc Laurel 2009 &#8211; R$145</h2>
<p>O Laurel é muito sedutor, com aromas complexos de frutas tropicais e cítricas, lembrando maracujá e toranja; algumas notas herbáceas muito finas dão um charme todo especial. Na boca é superequilibrado e fresco, graças a uma ótima concentração e a acidez viva. Longo e delicioso. O vinhedo Laurel fica numa ladeira mais protegida dos ventos, composta por solos argilosos com calcário.</p>
<h2>Casa Marin Sauvignon Blanc Cipreses 2009 &#8211; R$145</h2>
<p>Ao primeiro momento o Cipreses parece mais reservado que o Laurel, mas isso só por alguns instantes, afinal existe uma ótima complexidade nele, típica dos grandes vinhos. Não é intenso e direto como muitos vinhos atuais, porém revelou aromas finos de ervas secas, frutas brancas e notas minerais. Fantástico na boca, exibindo um caráter mais frutuoso que não apareceu no nariz. Acidez deliciosa, talvez ainda mais evidente que no Laurel. Refinado e envolvente. O vinhedo Cipreses fica no topo de uma colina que recebe ventos frios do oceano.</p>
<h2>Casa Marin Gewürztraminer Casona 2009 &#8211; R$115</h2>
<p>Outro branco delicioso da Casa Marin, muito feminino e delicado, porém com uma concentração impressionante. Nariz intenso e muito perfumado, lembrando flores diversas, pêssegos brancos e algumas frutas cítricas. Delicioso na boca, equilibrado e com agradável acidez. O melhor Gewürztraminer chileno que já provei até o momento.</p>
<h2>Casa Marin Riesling Miramar 2008 &#8211; R$115</h2>
<p>Não é fácil acertar com a Riesling, mas parece que a Casa Marin conseguiu um ótimo resultado. Nariz explosivo e intenso, repleto de notas de óleo mineral, reforçadas por frutas cítricas e certos toques de mel. Na boca parece o mais fraco dos brancos da casa, mesmo assim a boa acidez segura as pontas. Final muito agradável.</p>
<h2>Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006 &#8211; R$198</h2>
<p>O primeiro tinto que provei da Casa Marin, surpreendentemente encorpado, um Pinot de grande estrutura. Aroma intenso, com muitas notas tostadas e terrosas, frutas vermelhas trazem um certo frescor ao conjunto. Encorpado e denso, com ótimos taninos e bastante álcool (15%), muito embora a acidez de Lo Abarca não deixe o vinho parecer “pesado”. Final de boca agradável e longo. Esse vinho merece um lugar na adega, apesar de estar com muita madeira, acho que pode evoluir muito bem.</p>
<h2>Casa Marin Syrah Miramar 2008 &#8211; R$198</h2>
<p>Um Syrah para entrar naquelas lista de “melhores do ano”. Diferente de tudo que já provei do Chile, simplesmente impecável. Um explosão aromática; pimentas pretas e branca aparecem de imediato, além de frutas vermelhas frescas de incrível frescor e delicadas notas florais. Na boca é pura elegância, muito fresco e sem excessos. Longo, sedutor e delicioso. Fiquei surpreso ao constatar que esse vinho tem “apenas” 12% de álcool.</p>
<p><strong>Importadora:</strong> Vinea</p>
<h3>Visitas:</h3>
<p>A Casa Marin fica na região de San Antonio a pouco mais de 100km de Santiago. Veja a localização exata pelo Google Maps:</p>
<p><a title="Mapa Casa Marin" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.000462095278b68e43585&amp;ll=-33.537531,-71.542625&amp;spn=0.107027,0.222988&amp;t=h&amp;z=13" target="_blank">Veja o mapa da região</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Viña Amayna</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-amayna-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-amayna-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 20:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Amayna]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3293</guid>
		<description><![CDATA[O Chile está em busca de uma maior compreensão do seu terroir e nesse processo existem duas tendências bem claras (e opostas): achar o melhor terreno para a Carménère – geralmente em locais mais quentes;  e explorar as zonas mais frias próximas ao oceano – adequadas para variedades brancas, porém com igual vocação para Pinot Noir e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Chile está em busca de uma maior compreensão do seu <em>terroir</em> e nesse processo existem duas tendências bem claras (e opostas): achar o melhor terreno para a Carménère –  geralmente em locais mais quentes;  e explorar as zonas mais frias próximas ao oceano – adequadas para variedades brancas, porém com igual vocação para Pinot Noir e Syrah. Já abordamos sobre a Carménère e a sua ótima adaptação a Colchagua quando escrevemos sobre a <a title="Casa Lapostolle" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-casa-lapostolle-clos-apalta/">Casa Lapostolle</a>, <a title="Viña Montes" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-vina-montes/">Montes</a> e <a title="Viña Casa Silva" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-vina-casa-silva/">Casa Silva</a>. Agora chegou o momento de tratar dos vinhos de clima mais frio, que tem como berçário as regiões de Casablanca e Vale de Leyda. Viajei ao Chile para ver de perto e entender porque quase todos os produtores chilenos compram uvas dessas regiões. Como sempre falta tempo, concentrei os meus esforços apenas no Vale de Leyda, deixando de lado as visitas as vinícolas do Vale de Casablanca, muito embora tenha provado inúmeros vinhos desta região.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/ApYO6NRa" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/ApYO6NRa" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>Todos querem uvas do Vale de Leyda, mas poucos possuem terras nessa zona, por isso a <a title="Viña Garces Silva - Amayna" href="http://www.vgs.cl/" target="_blank">Viña Garces Silva</a> é privilegiada. A família Garces Silva é uma das pioneiras no Vale de Leyda, começaram a plantar uva por volta de 10 anos atrás. Atualmente possuem pouco mais de 30 ha de vinhedo, principalmente de Sauvignon Blanc e Syrah, mas também com Pinot Noir, Chardonnay, Gewurztraminer e Sauvignon Gris. A pequena bodega é de notável beleza, seu visual é moderno e muito funcional. O teto curvo, inspirado na sinuosidade das colinas do vale, quase não perturba a paisagem local.</p>
<p>A linha de vinhos Amayna é moderna, com muita fruta tropical e textura sedosa, porém sem a obviedade típica de muitos rótulos sul-americanos. Seus vinhos possuem um bom frescor, graças a ótima acidez natural e boas práticas de enologia. A minha visita foi guiada pelo enólogo Francisco Ponce, no vídeo abaixo o próprio Francisco explica a filosofia da Amayna.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="311" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/gcNCgbL%2BRQA" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311" src="http://blip.tv/play/gcNCgbL%2BRQA" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2>Sauvignon Blanc 2008 &#8211; R$60</h2>
<p>Esse é o meu vinho preferido da Amayna e seguramente está entre os melhores Sauvignon Blanc do Chile. Não é barato, mas também não está entre os mais caros, por isso sempre vale a pena comprá-lo. No início esse 2008 mostrou-se um pouco tímido ao nariz, mas depois de alguns minutos o copo encheu-se de frutas tropicais; maracujá com toques minerais e cítricos. Ótimo na boca, encorpado e sedoso, sem perder em frescor. Não chega a ter um final de boca longo, em compensação a intensidade no nariz e a textura untuosa na boca compensam.</p>
<h2>Sauvignon Blanc Barrel Fermented 2007 &#8211; R$85</h2>
<p>Uma das especialidades da Viña Garces Silva é um surpeendente Sauvignon Blanc fermentado em barricas de carvalho. O <em>insight</em> para produzir esse vinho nasceu do desejo de um estilo intermediário, menos amanteigado e tropical que o típico Chardonnay chileno. Não sou muito fã de Sauvignon Blanc barricado, francamente não vejo porque agregar os aromas e texturas da madeira, mesmo assim o resultado é bom. Nariz intenso e com boa complexidade, um misto de frutas grelhadas, sutil toque mineral e notas de baunilha. Na boca é encorpado, cheio e cremoso, sem ser monótono. Final de boca muito agradável e frutado.</p>
<h2>Chardonnay 2007 &#8211; R$62</h2>
<p>O Amayna Chardonnay não decepcionou, mostrando personalidade e elegância na medida certa. Fermentado em barricas de carvalho, sendo 50% novas e 50% de segundo uso. Aromas de ótima intensidade lembrando pêssegos amarelos, abacaxi e muitas notas tostadas. Boa untuosidade na boca, equilibrada por uma acidez correta. Esse chardonnay é bem sedutor e agradável, feito num estilo mais fresco que muitos do Vale de Casablanca.</p>
<h2>Pinot Noir 2007 &#8211; R$85</h2>
<p>Gostei desse Pinot Noir, afinal não sofre de um problema comum a muitos pinots chilenos: excesso de madeira. No início da degustação estava fechado, com um pouco de tempo revelou sedutores aromas de cerejas e amoras, notas terrosas e de cacau também aparecem. Muito bom na boca, com taninos de qualidade e acidez presente. Final de boca agradável com boa persistência.</p>
<h2>Syrah 2007 &#8211; R$80</h2>
<p>A Viña Garces Silva faz um Syrah incrível na sua faixa de preço, muito concentrado, intenso e equilibrado. Nariz repleto de frutas vermelhas, além de evidentes notas florais e toques tostados do carvalho. Encorpado e com taninos firmes, ainda jovens, que certamente permitirão uma boa evolução para este vinho. Ótimo final de boca. Uma barganha frente a outros syrah chilenos muito mais caros.</p>
<p><strong>Importadora:</strong> Mistral</p>
<h3>Visitas:</h3>
<p>A Viña Garces Silva fica na região de Leyda / San Antonio a pouco mais de 100km de Santiago. Para chegar lá siga as indicações na <a title="Localização da Amayna" href="http://www.vgs.cl/espanol/ubicacion.html" target="_blank">página da Amayna</a>. Veja também a localização exata pelo Google Maps:</p>
<p><a title="Mapa Amayna" href="http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.000462095278b68e43585&amp;ll=-33.685853,-71.49309&amp;spn=0.006678,0.013937&amp;t=h&amp;z=17" target="_blank">Veja o mapa da região</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-amayna-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Achaval Ferrer</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:43:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[achaval ferrer]]></category>
		<category><![CDATA[Enoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3023</guid>
		<description><![CDATA[Atualmente ninguém questiona o grande sucesso dos vinhos argentinos, que sem sombra de dúvidas, ainda é um fenômeno recente. Talvez por isso existam muitas incógnitas em relação a real qualidade desses vinhos, mais precisamente no que toca a diversidade de estilos, um fator derivado do terroir. A grosso modo todas as zonas vinícolas argentinas são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente ninguém questiona o grande sucesso dos vinhos argentinos, que sem sombra de dúvidas, ainda é um fenômeno recente. Talvez por isso existam muitas incógnitas em relação a real qualidade desses vinhos, mais precisamente no que toca a diversidade de estilos, um fator derivado do <em>terroir</em>. A grosso modo todas as zonas vinícolas argentinas são parecidas, na sua regularidade desértica e sem influências oceânicas, uma característica que deixa todos os vinhos muito uniformes, independentemente de variedade de uva e produtor. Aqui entra a <strong>Achaval Ferrer</strong>, uma das primeiras bodegas a desafiar os <em>connoisseurs</em>, produzindo vinhos com uvas  Malbec de um único vinhedo. Atualmente são três &#8220;Grand Crus&#8221;: o <strong>Finca Altamira</strong>, situado em La Consulta a 1.050m; o <strong>Finca Bella Vista</strong>, vinhedo em Perdriel a 980m que circunda a bodega; e o mais recente, o <strong>Finca Mirador</strong>, localizado em Medrano a 700m de altitude. Não é exagero chamar de &#8220;Grand Cru&#8221;, afinal custam tanto quanto muitos Bordeaux de renome. Outro indício da ousadia da Achaval Ferrer, os rótulos desses vinhos ostentam os nomes dos vinhedos, assim como muitos vinhos europeus, e não das variedades de uva, como é comum no Novo Mundo. Parece que a Achaval Ferrer vem conseguindo sucesso na sua cruzada, provando que os vinhos Argentinos podem se beneficiar das sutilezas do terroir. Em nossa prova pudemos perceber que os vinhos das três Fincas são diferentes &#8211; obviamente apresentam as características comuns da Malbec &#8211; contudo conseguem manter uma identidade própria. Essa diferença só se explica pelo terroir, afinal eles são feitos da mesma maneira. Ponto para a Achaval Ferrer! A questão mais discutível ainda são os preços elevados desses rótulos. O <a title="Achaval Ferrer Malbec 2005" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-malbec-2005/">Malbec de entrada</a> chega ao Brasil custando R$97 e os vinhos das três Fincas passam de R$440!</p>
<p>Fundada em 1998, a Achaval Ferrer é uma bodega pequena, com pouco mais de dez sócios. Nessa operação cada um dos sócio contribui em alguma área da vinícola, porém, um nome se destaca: <strong>Roberto Cipresso</strong>, enólogo italiano, nascido em Bassano Del Grappa (Veneto), radicado na Toscana, onde produz Brunello di Montalcino na Fattoria La Fiorita e famoso pelo sucesso do seu trabalho na Argentina. Cipresso é um winemaker versátil, focado em extrair a melhor  uva que um determinado terreno pode produzir. É conhecido pelo trabalho meticuloso de redução de produtividade, além de especificar barricas diretamente nas melhores tanoarias francesas.</p>
<p>Na degustação que realizamos na Bodega, além dos rótulos já conhecidos, pudemos provar um <strong>Malbec Dolce</strong>, mais um feliz &#8220;teste&#8221; de Cipresso, produzido (pelo menos por enquanto) para os sócios. O vinho contém aproximadamente 126g/ açúcar residual, e é muito similar ao passito da Itália; seu aroma lembra azeitonas pretas e ervas como tomilho. Na boca não é enjoado, seu final é frutado e levemente tostado. Excelente! Amante da boa mesa, Roberto Cipresso trazia azeite de oliva e uma boa pasta italiana quando vinha para a Argentina. Segundo a sua modesta opinião, os argentinos não produziam um azeite e uma massa com a qualidade que ele estava acostumado. Brincadeiras a parte, os azeites produzidos a partir de velhas oliveiras também são ótimos, e o melhor, são vendidos na bodega e em redes como a Winery. O azeite da variedade Arauco com seu toque picante é fantástico!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/AGtI4Yir" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/AGtI4Yir" wmode="transparent"></embed></object></p>
<h2>Quimera 2007 (R$148)</h2>
<p>A busca pelo vinho ideal de Cipresso e seus sócios é representada pelo rótulo Quimera. Se eles chegaram ao vinho ideal eu não sei, mas que o Quimera é um baita de um vinho, isso é! Esse rótulo é o resultado de um corte &#8211; geralmente com percentuais variáveis a cada ano &#8211; de 38% Malbec (Medrano e Luján de Cuyo), 24% de Merlot (Tupungato), 24% de Cabernet Sauvignon de vinhas velhas (Medrano e Tupungato) e 14% de Cabernet Franc (Tupungato). Cada um dos vinhos é fermentado em tanques pequenos e somente depois, durante a fermentação malolática, eles são misturados e passam 12 meses em barricas de carvalho francês (40% novas e  60% com mais de um ano de uso). Aqui no QVinho já tivemos a oportunidade de degustar as safras <a title="Degustação Quimera 2002" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/achaval-ferrer-quimera-2003-vs-marques-de-casa-concha-cabernet-sauvignon-2003/" target="_self">2003</a> e <a title="Degustação Quimera 2002" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-quimera-2002/" target="_self">2002</a>, e pudemos constatar os bons resultados desse rótulo. O Quimera 2007 não é diferente, bouquet classudo, um pouco mais fechado que o 2008, mas com boa presença de frutas maduras; notas de uva passa, cerejas e aromas especiados. Ótima estrutura na boca, talvez evolua com mais 2 anos na garrafa.</p>
<p><em>*  A previsão é que o vinho chegue ao mercado brasileiro até novembro/09.</em></p>
<h2>Quimera 2008 (R$148)</h2>
<p>Na safra de 2008, pela primeira vez, o Quimera passou por uma fermentação a frio, com todas as uvas vinificadas juntas, e ganhou 3% de Petit Verdot no blend. Em comparação com o 2007, o Quimera 2008 estava com um bouquet mais intenso, e apesar de jovem, seus taninos já estavam acessíveis. O nariz remete a frutas negras maduras como ameixa, amora e cereja, tudo muito fresco, sem exageros de doçura. Carvalho bem dosado e um equilíbrio entre potência e classe. Na boca tem uma estrutura fantástica e taninos de excelente qualidade. Final frutado &#8211; algo que lembra ameixas &#8211; delicioso e prolongado.</p>
<h2>Finca Mirador 2007</h2>
<p>Localizada na região de Medrano, em La Consulta, a Finca Mirador está a 700m do nível do mar, numa área um pouco mais quente que outras de Mendoza. Essa pequena propriedade de aproximadamente 6 ha possui um único vinhedo de Malbec plantado em 1921. Com uma densidade de 6.500 plantas/ha e um redimento de 14 hectolitros/ha (algo como 3 plantas para produzir uma garrafa) dá para imaginar o resultado. O bouquet é uma explosão de frutuosidade. Ameixas maduras, um intenso floral (típico dos grandes Malbec), mesclado com algo cítrico que chega a lembrar um café Yergacheffe. Um trabalho impecável de amadurecimento no carvalho novo francês (15 meses), que em nenhum momento encobre a expressão da fruta. Encorpado e denso na boca, seus taninos ainda jovens arranham um pouco. Um vinho com potencial de guarda, o Mirador 2007 ficará ainda melhor daqui há uns 4 anos.</p>
<h2>Finca Mirador 2008</h2>
<p>Neste ano, devido ao excesso de chuvas no período da colheita, muitos produtores tiveram que recorrer à pesticidas e, em alguns casos, a queda na qualidade das uvas foi inevitável. Na Achaval a colheita aconteceu somente 12 dias depois da data prevista. E, o mais incrível, é que mesmo em um ano complicado como 2008, um vinho pode ser tão surpreendente e encantador. O Mirador 2008 revelou um aroma excepcional, com uma fruta ainda mais nítida e fresca que o 2007. Na boca as diferenças entre os dois ficam ainda maiores. Embora muito jovem, o 2008 mostrou-se surpreendentemente macio, com taninos muito finos e já aveludados. Um fim de boca rico e longo.</p>
<h2>Finca Bella Vista 2008</h2>
<p>Junto as instalações da bodega, em Perdriel, Luján de Cuyo, a uma altitude de 980m, está localizada a Finca Bella Vista. Os vinhedos que ocupam uma área de 5 ha tem quase 100 anos, e são bem adensados (6.500 plantas/ha). O Bella Vista 2008 ainda nem foi engarrafado &#8211; seu repouso deve ser de pelo menos 15 meses em barricas novas de carvalho francês &#8211; por isso fizemos uma prova direto da barrica. Naturalmente, ao primeiro contato, nota-se a presença da madeira. Aos poucos os aromas se revelam mostrando excelente complexidade; ainda que menos intenso que os vinhos anteriores. Em destaque notas de cacau, ameixas maduras e violetas. Na boca é um vinho de estrutura muscular com taninos de excelente qualidade. Certamente será um vinho com ótimo potencial de guarda.</p>
<h2>Finca Altamira 2007</h2>
<p>Outro grand cru mendocino, a Finca Altamira localizada em La Consulta (1.050m) é sinônimo de grandes vinhos. Esse vinhedo projetou mundialmente o nome da Achaval Ferrer graças aos 95 pontos obtidos pelo Finca Altamira em revistas especializadas com a Wine Spectator. Assim como as outras fincas essa área de 5 ha contém vinhedos de Malbec com mais de 80 anos. A pequena propriedade e o baixo rendimento das vinhas produzem apenas 8.736 garrafas, o que contribui para o preço ir para as alturas. Nariz elegante e fino, exprime notas complexas. Uma combinação ótima entre a frutas como mirtilo e amora (com excelente frescor) e notas minerais lembrando grafite. Na boca percebemos o equilíbrio entre a estrutura poderosa, acidez e álcool.</p>
<h2>Finca Altamira 2008</h2>
<p>Novamente minha impressão desse vinho é que foi ainda melhor que o 2007. Nariz mais intenso e persistente. Se a princípio ele pode parecer menos exuberante que os seus irmãos, logo se destaca pelo seu bouquet complexo, mesclando um toque mineral com uma fruta viva e madura. Ao longo da degustação mostrou-se incrivelmente sedutor exalando também aromas de couro, cacau e violeta. Delicioso na boca com um fruta levemente acidulada e um final prolongado.</p>
<p>Importação: Expand</p>
<p>Visitas:</p>
<p>A Achaval Ferrer fica na Calle Cobos, 2601, Pedriel, Lujan de Cuyo. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p>
<p><a title="Mapa Mendoza" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;t=h&amp;ll=-33.052702,-68.903139&amp;spn=0.007212,0.013078&amp;z=17" target="_blank">Localização da Achaval Ferrer</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/achaval-ferrer-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Familia Cassone</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/familia-cassone-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/familia-cassone-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 13:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Enoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2773</guid>
		<description><![CDATA[Foi durante a década de 90 que o vinho argentino, em especial da região de Mendoza, começou a chamar a atenção por sua qualidade e a ganhar espaço no mercado internacional. O trabalho desenvolvido por visionários como Nicolás Catena em prol da melhoria de qualidade do vinho argentino, refletiu beneficamente em todo o setor vitivinícola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi durante a década de 90 que o vinho argentino, em especial da região de Mendoza, começou a chamar a atenção por sua qualidade e a ganhar espaço no mercado internacional. O trabalho  desenvolvido por visionários como Nicolás Catena em prol da melhoria de qualidade do vinho argentino, refletiu beneficamente em todo o setor vitivinícola mendocino. Vinhedos e bodegas até então abandonadas foram redescobertas por empreendedores, muitos deles estrangeiros. Esse <em>boom</em> jogou o preço das terras nas alturas. As bodegas tradicionais, voltadas unicamente a produção de vinhos ordinários para o consumo interno, também não ficaram atrás. Para ganhar espaço no mercado externo elas apostaram em tecnologia de ponta e em consultorias renomadas. É nesse cenário efervescente dos final dos anos 90 que mais uma família redescobria o potencial de suas terras. <strong>Eduardo Cassone</strong>, um médico renomado da cidade de Mendoza, sua esposa Florencia e os filhos Eduardo José, Martín e Federico criaram, em 1998, a <a title="Website Familia Cassone" href="http://www.familiacassone.com.ar/" target="_blank">Bodega Familia Cassone</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/hSaeypj9" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/hSaeypj9" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>Descendente de uma família de italianos que emigraram para a Argentina no século XIX, Eduardo reiniciou a atividade vinícola que seu pai havia começado na década de 50, construindo uma bodega e aproveitando a maior riqueza dessa pequena propriedade localizada no distrito de Mayor Drummond, em Lujan de Cuyo: vinhas antigas com mais de 90 anos. No contraponto dos grupos multinacionais e dos investimentos milionários, que hoje dominam o mundo do vinho, a Cassone representa o melhor estilo de uma típica bodega familiar. Nada de consultores estrela ou construções hollywoodianas. Apenas a dedicação de cada membro da família com a filosofia de produzir vinhos autênticos, mas ao mesmo tempo com um estilo moderno e com boa relação qualidade/preço.</p>
<p>Embora a produção seja artesanal, a tecnologia e o <em>know-how</em> para produzir vinhos de alta qualidade estão lá. O filho responsável pela produção dos vinhos, <strong>Federico Cassone</strong>, trabalhou alguns anos na <strong>Pine Ridge</strong>, no Napa Valley antes de assumir o projeto da família. E o bom resultado desse trabalho pode ser visto nas linhas de vinhos La Florencia e Obra Prima. Enquanto os primeiros são a pura expressão da fruta e muitos fáceis de beber, os rótulos <strong>Obra Prima</strong> e <strong>Coleccion</strong> mesclam complexidade e elegância, com um delicioso caráter frutado. Ainda bem que Federico aplicou seu conhecimento adquirido na Califórnia com muita sabedoria; seus vinhos são equilibrados e não pecam pelo exagero de carvalho e álcool. Acompanhados por Federico conhecemos as instalações e os principais rótulos da bodega; o local escolhido para a degustação não poderia ser mais apropriado para uma vinícola familiar, a varanda da casa da família que está no terreno anexo à bodega.</p>
<h2>Finca La Florencia Chardonnay 2008 (R$38)</h2>
<p>Proveniente de vinhedos localizados numa altitude de 1.100mts em Vista Flores, Tupungato, o La Florencia é um 100% Chardonnay que passou 4 meses em barricas de carvalho. Nariz mostrou uma boa expressão de frutas tropicais, mel e um sutil toque da madeira. Na boca tem boa estrutura e um fim de boca prolongado.</p>
<h2>Finca La Florencia Malbec 2006 (R$35)</h2>
<p>Para a produção do La Florencia Malbec foram utilizadas as uvas do vinhedo velho de Mayor Drummond. Com uma passagem leve de apenas 6 meses por carvalho de segundo e terceiro uso, o La Florencia Malbec apresentou um aroma intenso de frutas negras, cacau e um leve tostado. Taninos macios e uma estrutura razoável; o final também não desaponta. Um Malbec limpo que mostra boas qualidades para sua faixa de preço.</p>
<h2>Finca La Florencia Merlot 2006 (R$38)</h2>
<p>A partir das vinhas de Mayor Drummond também é produzido esse Merlot. Nariz fresco ressaltando frutas negras, café torrado e chocolate. Na boca sente-se uma maior presença herbácea e uma final razoável.</p>
<h2>Obra Prima Reserva Malbec 2005 (R$68)</h2>
<p>Um 100% Malbec com estágio de 12 meses em barricas de carvalho novo francês. Bouquet intenso mesclando ótima expressão de fruta com uma boa dose de elegância das notas emprestadas do carvalho. Aroma de frutas negras, figos maduros, cacau e um sutil toque tostado. Na boca é volumoso, com taninos aveludados de ótima qualidade, bem equilibrado com o álcool. Final delicioso e persistente, pronto para beber. Um Malbec muito bem acabado de excepcional relação qualidade/preço.</p>
<h2>Obra Prima Reserva Cabernet Sauvignon 2005 (R$68)</h2>
<p>Nariz com boa presença de frutas, como cassis e passas; madeira bem integrada. Na boca tem estrutura, porém os taninos ainda apresentam adstringência. Um bom Cabernet Sauvignon que precisará mais uns 2 a 3 anos para amaciar.</p>
<h2>Obra Prima Coleccion Gran Reserva Malbec 2005 (R$ 148)</h2>
<p>O vinho <em>premium</em> da Familia Cassone é um corte que leva predominantemente uvas Malbec (80%), e se não estou enganado, algo como 10% de Cabernet Sauvignon e 10% de Merlot. Um pouco tímido nos primeiros minutos, porém ao longo da degustação o Coleccion mostrou profundidade e complexidade. Bouquet intenso revelando notas de ameixas, figos secos e cacau. Algo floral, tipico de bons Malbecs. Um vinho bem equilibrado com estrutura robusta e taninos firmes. Certamente possui potencial para evoluir bem nos próximos 3 anos.</p>
<p>Importação: Obra Prima Importadora</p>
<p>Visitas:</p>
<p>A Familia Cassone está localizada no cruzamento das ruas Terrada e Anchorena, em Mayor Drummond, Luján de Cuyo. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p>
<p><a title="mapa bodega Familia Cassone" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;t=h&amp;ll=-33.01183,-68.836384&amp;spn=0.114295,0.20771&amp;z=13" target="_blank">Localização da Familia Cassone</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/familia-cassone-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: Mendel Wines</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 12:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Enoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>
		<category><![CDATA[terrazas de los andes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2728</guid>
		<description><![CDATA[A Mendel Wines, apesar de jovem e pouco conhecida no Brasil, traz no DNA de seus vinhos o talento de um dos mais respeitados enólogos argentinos: Roberto de La Mota. O sobrenome de La Mota faz parte da história, basta lembrar que o pai de Roberto – Raul de la Mota – foi um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Mendel Wines</strong>, apesar de jovem e pouco conhecida no Brasil, traz no DNA de seus vinhos o talento de um dos mais respeitados enólogos argentinos: <strong>Roberto de La Mota</strong>. O sobrenome de La Mota faz parte da história, basta lembrar que o pai de Roberto – <strong>Raul de la Mota</strong> – foi um dos responsáveis pelo sucesso da<strong> Bodega y Cavas de Weinert</strong>, uma das primeiras a apostar em varietal Malbec. O filho Roberto não ficou à sombra do pai, muito pelo contrário, obteve fama e respeito internacional ao iniciar em 1996 a <a title="Bodega Terrazas de los Andes" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/qvotr2009-terrazas-de-los-andes/">Terrazas de los Andes</a>. Em 1999 foi a vez do <strong>Cheval des Andes</strong>, a parceria entre a Terrazas de los Andes e o Chateau Cheval Blanc (ambas as empresas pertencem ao grupo de luxo <a title="Grupo LVMH" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lvmh" target="_blank">LVMH</a>). Depois dos êxitos obtidos, Roberto de la Mota deixou a Terrazas para em 2003 iniciar sua própria bodega, a <a title="Mendel Wines" href="http://www.mendel.com.ar/index.html" target="_blank">Mendel Wines</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/kjPNKozf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/kjPNKozf" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>A Mendel é uma empresa pequena, focada em qualidade e voltada para o segmento de vinhos premium. As instalações ficam numa antiga bodega na zona de Mayor Drumond, erguida no início do século passado por imigrantes italianos. Roberto e sua sócia, Anabelle Sielecki,   instalaram cubas de aço inóx, compraram equipamentos modernos e aproveitaram as antigas cubas de cimento para a abrigar as barricas de carvalho. Tudo muito simples e funcional, nada daquelas estruturas cinematográficas que estamos habituados a ver na Argentina. Aqui a tônica é outra, parece uma empresa familiar, com pessoas motivadas e apaixonadas pelo que fazem. Juntamente a bodega em Mayor Drumond fica o principal vinhedo da Mendel, uma belíssima <em>finca</em> de Malbec com mais de 80 anos. Além desse vinhedo, a Mendel possui mais algumas terras em Perdriel com Malbec e Cabernet Sauvignon. É desses vinhedos que saem as uvas para os dois principais rótulos, o <strong>Mendel Malbec</strong> e o <strong>Mendel Unus</strong>. Mas não é só isso, existe também o limitadíssimo <strong>Mendel Finca Remota</strong>, um 100% Malbec feito com uvas de Finca Altamira, um dos vinhedos mais cobiçados de toda a Argentina.</p>
<p>Os vinhos da Mendel são puros e limpos, sem dúvida entre os melhores que provamos no On the Road 2009. A tônica é toda da Malbec, mesmo no Unus que emprega 30% de Cabernet Sauvignon. O estilo é bem frutado, com concentração, taninos macios e carvalho na medida certa. É a Malbec no seu melhor estilo. Uma pena não termos provado o Finca Remota, a justificativa da Mendel foi simples: poucas caixas, não vale nem a pena divulgar. Sei&#8230; O marketing de restrição é matador para aumentar o prestígio! Todos os vinhos da Mendel nascem a partir de vinhas velhas plantadas em alta densidade e com baixíssima produtividade. O trabalho de vinificação é cuidadoso, com seleção manual de cachos, maceração prolongada e posterior maturação em barricas novas de carvalho francês por no mínimo 14 meses.</p>
<p>A nossa degustação foi conduzida pelo enólogo <strong>Santiago Mayorga</strong>, que no vídeo abaixo apresenta a bodega:</p>
<p><embed src="http://blip.tv/play/gcNCgaCMfwI" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed><h2>Mendel Malbec 2007 (R$97)</h2>
<p>Ótimo Malbec, muito sedutor e cheio de nuances, maturado em barricas de segundo uso. Nariz intenso e frutado, com ameixas pretas, toques de chocolate,  amoras e um carácter floral louvável. Encorpado e denso, porém macio e persistente. Final de boca longo e agradável.</p>
<h2>Mendel Malbec 2006 (sem rótulo)</h2>
<p>Provamos um super Malbec que ainda não havia sido rotulado, maturado em barricas de primeiro uso, ainda mais concentrado que o Malbec &#8220;básico&#8221; da Mendel. Nesse vinho encontramos uma paleta aromática cheia de frutas negras, flores, cacau e notas tostadas muito agradáveis. Macio e volumoso, porém equilibrado, sem parecer enjoativo. Um Malbec memorável, entre os melhores da Argentina.</p>
<h2>Mendel Unus 2007 (R$195)</h2>
<p>Um corte de Malbec (70%) e Cabernet Sauvignon (30%), com passagem de 16 meses em barricas de primeiro uso. Frutas negras maduras dominam o nariz com muita intensidade; reforçadas por notas de especiarias e toques florais. Taninos de excelente qualidade garantem um textura incrível na boca. Final de boca longo e muito agradável. Rico e complexo, com ótimo equilibro e concentração espetacular. O Mendel Unus foi um dos melhores vinhos que provamos na Argentina durante o On the Road 2009, um perfeito exemplar do melhor estilo de Mendoza. Merece um lugar na adega.</p>
<p>Importação: Grand Cru</p>
<p>Visitas:</p>
<p>A Mendel Wines está localizada na Rua Terrada, 1863 &#8211; em Mayor Drumond, Luján de Cuyo — entre as ruas Anchorena e Azcuénaga. Para chegar lá é fácil, veja o nosso mapa:</p>
<p><a title="Mapa e localização da Mendel Wines" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.027016,-68.853335&amp;spn=0.026914,0.055747&amp;z=15" target="_blank">Localização da Mendel Wines </a></p>
<p>Como a bodega é pequena, é imprescindível uma reserva antecipada. Consulte o <a title="Mendel Wines" href="http://www.mendel.com.ar/index.html" target="_blank">site</a> para entrar em contato.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/mendel-wines-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On the Road 2009: restaurante Urban &#8211; O.Fournier</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/gastronomia/restaurante-urban-o-fournier/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/gastronomia/restaurante-urban-o-fournier/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[o.fournier]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2353</guid>
		<description><![CDATA[Vinho e comida se complementam, uma coisa depende da outra. Um restaurante dentro de uma vinícola estabelece relação análoga; quando bem administrado, ajuda decisivamente a entender melhor os vinhos produzidos pela casa. Os caras da O.Fournier sabem muito bem disso, tanto que o Urban — situado junto a bodega O.Fournier em Mendoza — pode ser considerado um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vinho e comida se complementam, uma coisa depende da outra. Um restaurante dentro de uma vinícola estabelece relação análoga; quando bem administrado, ajuda decisivamente a entender melhor os vinhos produzidos pela casa. Os caras da <a title="Bodega O.Fournier" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/bodega-o-fournier-qvotr2009/">O.Fournier </a>sabem muito bem disso, tanto que o Urban — situado junto a bodega O.Fournier em Mendoza — pode ser considerado um exemplo,  um restaurante com cozinha totalmente voltada para valorizar os vinhos. Quem comanda o restaurante e a <strong>Chef Nadia Haron de Ortega</strong>, esposa de <strong>José Manuel Ortega Fournier</strong>, presidente do grupo O.Fournier.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a title="Restaurante da Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3314393210/"><img title="Restaurante Urban O.Fournier" src="http://farm4.static.flickr.com/3345/3314393210_d3cd9dba5b.jpg" alt="Restaurante da Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Restaurante Urban O.Fournier</p></div>
<p>O <strong>Urban</strong> é um belo complemento ao visual futurista da Bodega O.Fournier; com seu pé direito avantajado, amplas janelas com vista para um espelho d&#8217;água e os Andes ao fundo, temos a sensação de estarmos em outro planeta.</p>
<p>O restaurante, como convém a uma vinícola, serve apenas menu degustação, tanto no almoço quanto no jantar. Tivemos a oportunidade de conferir a sua comida nas duas situações. Primeiramente, jantamos numa belíssima noite estrelada, como só no Vale de Uco é possível de ver. José Manuel não poderia ter tido inspiração melhor para escolher o nome de seus vinhos. O primeiro prato já nos surpreendeu, uma sopa fria de tomates e azeite de oliva, servida com o Urban Sauvignon Blanc ficou ainda mais refrescante.</p>
<p><a title="Restaurante da Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3313563939/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3550/3313563939_5755e21a10.jpg" alt="Restaurante da Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>O prato principal foi um suculento Lomo de Cerdo &#8211; uma bisteca alta de porco &#8211; acompanhada pelo ótimo <a title="Vinho Alfa Crux" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/o-fournier-alfa-crux-2002/">Alfa Crux Blend</a> 2003. Combinação perfeita, o Alfa Crux valorizou tremendamente a carne.</p>
<p><a title="Lomo de cerdo - Restaurante da Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3314387886/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3453/3314387886_36b8dcc544.jpg" alt="Lomo de cerdo - Restaurante da Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Depois da experiência pungente do prato principal, nada melhor que uma sobremesa delicada para encerrar o jantar. O creme de baunilha com framboesas e novelo de caramelo cumpriu bem esse papel. Talvez o Urban Torrontés  não tenha acompanhado a altura, mesmo assim não comprometeu.</p>
<p><a title="Sobremesa na O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3329213788/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3364/3329213788_643d1acb19.jpg" alt="Sobremesa na O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>No dia seguinte retornamos ao Urban, dessa vez para almoçarmos após a nossa degustação técnica.</p>
<p><a title="Restaurante - Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3326686078/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3597/3326686078_1ef503723c.jpg" alt="Restaurante - Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>O menu do almoço contemplou várias entradas, sempre acompanhadas pelos vinhos da linha Urban.</p>
<p><a title="Restaurante da Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3313567781/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3581/3313567781_4e227689b4.jpg" alt="Restaurante da Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Até chegarmos ao prato principal, um Bife de Lomo (mignon) com mil folhas de batata, alho poró e gorgonzola. Um prato carregado de sabores como esse pede um vinho robusto, a O.Fournier serviu o seu BCrux que conseguiu dar conta do recado.</p>
<p><a title="Bife de lomo - Restaurante da Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3313567101/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3383/3313567101_f25201b61a.jpg" alt="Bife de lomo - Restaurante da Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Depois provamos o sensacional Sorvete de Torrontés &#8211; um páreo duríssimo frente ao Sorvete de Pisco do <a title="Astrid &amp; Gastón Santiago" href="http://www.qvinho.com.br/gastronomia/qvotr2009-restaurante-astrid-gaston-em-santiago/">Astrid &amp; Gastón</a>, impossível dizer qual é melhor.</p>
<p><a title="Sorvete de torrontés - Restaurante da Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3313565725/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3654/3313565725_78489a7082.jpg" alt="Sorvete de torrontés - Restaurante da Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Por fim, encerremos a nosso banquete com um belo sorvete de gengibre e leite sob cesta de caramelo de mel. O Urban Torrontés foi o par para esse <em>grand finale</em>.</p>
<p><a title="Sorvete de gengibre e leite sob cesta de caramelo de mel - Bodega O.Fournier por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/3313630245/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3562/3313630245_bff058df44.jpg" alt="Sorvete de gengibre e leite sob cesta de caramelo de mel - Bodega O.Fournier" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Os pratos do Urban O.Fournier são cuidadosamente preparados, possuem ótima apresentação e fazem bonito juntamente com os vinhos da casa. Você deve estar pensando que custa uma fortuna, não é mesmo? Que nada! Um almoço completo como esse, com os vinhos da linha Urban, BCrux e Alfa Crux, custa no máximo 45 dólares. Existe ainda opção de optar por uma refeição mais simples, com menos vinhos, aí os preços começam em 25 dólares.</p>
<p>Visitas:<br />
O restaurante Urban está situado junto a <a title="Bodega O.Fournier" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/bodega-o-fournier-qvotr2009/">bodega O.Fournier</a>, localizada na região do Vale de Uco, próxima a Eugenio Bustos e La Consulta, distante 110km de Mendoza. Para chegar lá veja o mapa da região:</p>
<p><a title="Mapa das bodegas em Mendoza" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/maps.google.com');" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.793914,-69.093533&amp;spn=0.052997,0.111494&amp;t=h&amp;z=14" target="_blank">Clique para ver o mapa das bodegas em Mendoza</a></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/gastronomia/restaurante-urban-o-fournier/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>On The Road 2009: Nieto Senetiner</title>
		<link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/</link>
		<comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 17:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Enoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[nieto senetiner]]></category>
		<category><![CDATA[qvotr2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=2355</guid>
		<description><![CDATA[O bacana de conhecer regiões vitivinícolas é que sempre podemos aprender algo diferente. Em Mendoza, tradição e modernidade caminham juntas. Não é difícil encontrarmos empreendimentos jovens, principalmente na região de Tupungato, que transpiram modernidade ao melhor estilo Napa Valley. Ao mesmo tempo, também nos deparamos com bodegas centenárias com seus prédios coloniais encantadores. É o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bacana de conhecer regiões vitivinícolas é que sempre podemos aprender algo diferente. Em Mendoza, tradição e modernidade caminham juntas. Não é difícil encontrarmos empreendimentos jovens, principalmente na região de Tupungato, que transpiram modernidade ao melhor estilo Napa Valley. Ao mesmo tempo, também nos deparamos com bodegas centenárias com seus prédios coloniais encantadores. É o caso da Bodegas <a title="Website Nieto Senetiner" href="http://www.nietosenetiner.com.ar" target="_blank">Nieto Senetiner</a> com uma história que remonta o ano de 1888, quando os imigrantes italianos plantaram os primeiros vinhedos em Vistalba. Durante décadas a bodega passou por diferentes famílias, e em 1969, chegou nas mãos da família Nieto Senetiner. Anos mais tarde, mais precisamente em 1998, a bodega foi adquirida pelo <strong>Grupo Pérez Companc</strong>, uma das famílias mais ricas e poderosas da Argentina (como a família do Ermírio de Moraes aqui no Brasil).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="311" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/gcNCgZnufAA" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311" src="http://blip.tv/play/gcNCgZnufAA" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Atualmente a Nieto Senetiner conta com 352 ha de vinhedos próprios localizados em Agrelo, Vistalba e Alto Agrelo. Da região de Tupungato compram as uvas brancas Chardonnay e Viognier. A produção de vinhos engloba desde a linha básica <strong>Benjamin</strong>, espumantes Blanc de Noirs como o <strong>Nieto Senetiner Extra Brut</strong>, até os rótulos <em>premium</em> como o <strong>Cadus</strong> e o <strong>Bonarda</strong>. Aliás, a Bonarda, um patinho feio que geralmente produz vinhos ordinários, é uma das estrelas da bodega. Para tanto a Nieto dedica uma atenção especial a essa uva; principalmente no manejo das vinhas, de modo a controlar a tendência natural dessa cepa de alta produção. Tudo isso é fundamental para se obter uma alta qualidade necessária para rotular, em edição limitada, um dos seus vinhos mais prestigiados. Acompanhados pelo Engenheiro Agrônomo <strong>Ricardo Carretero</strong> e pelo enólogo <strong>Roberto González</strong> conhecemos as instalações da vinícola, localizada na região de Vistalba.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.slideflickr.com/slide/6M9bF3eW" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.slideflickr.com/slide/6M9bF3eW" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>Um belo e frondoso carvalho faz as honras logo na entrega da casa de recepção dos turistas, onde fizemos uma entrevista com González e degustamos os principais vinhos da casa. Porém, antes fomos conhecer alguns dos vinhedos que cercam a bodega (20 ha), entre eles uma parcela de Syrah e Cabernet Sauvignon plantada  pelo sistema de parreira (também conhecido como latada), muito comum em vinhedos mais antigos de Mendoza. Outra curiosidade, como a construção é histórica, foram mantidas as cubas em cimento e epoxi para a fermentação dos vinhos (claro, devidamente adaptadas com serpentinas para o controle de temperatura). Tudo impecavelmente limpo e organizado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="311" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/gcNCgZnvewA" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311" src="http://blip.tv/play/gcNCgZnvewA" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2>Don Nicanor Chardonnay &#8211; Viognier 2008 (R$62)</h2>
<p>Como o nome diz, um corte de 60% Chardonnay e 40% Viognier com uma bela cor amarelo ouro. Nariz intenso e frutado, com um destaque aromático marcante da Viognier. Toque especiado de baunilha dado pela passagem na madeira (Chardonnay). Assim como notas de pêssegos e flores. Ao mesmo tempo é leve e fresco, final de boca não muito longo.</p>
<h2>Nieto Senetiner Malbec Reserva 2007 (R$35)</h2>
<p>A linha Nieto Senetiner compreende os vinhos varietais reserva com passagem de 12 meses em carvalho francês. Proveniente de vinhedos com mais de 40 anos esse rótulo revela um Malbec com ótima a expressão de fruta. Bouquet intenso de frutas negras como ameixas marcadas com um leve toque de baunilha. Na boca taninos aveludados e equilíbrio; final persistente e frutado. Um vinho muito fácil de beber com uma excelente relação qualidade/preço.</p>
<h2>Nieto Senetiner Cabernet Sauvignon 2007 (R$35)</h2>
<p>Um exemplar muito gostoso de Cabernet Sauvignon, também com estágio de 12 meses em barricas. Notas tostadas e especiadas muito bem mescladas com a fruta. Na boca mostra a força da Cabernet Sauvignon, com boa estrutura tânica.</p>
<h2>Don Nicanor Cabernet Sauvignon 2007 (R$62)</h2>
<p>Na linha de vinhos que homenageia um dos fundadores da vinícola, esse Cabernet faz jus ao rótulo. Ainda jovem, o nariz exala notas tostadas do estágio prolongado no carvalho francês (18 meses), porém sem tirar o brilho dos aromas de amoras, cassis e couro. Boa estrutura na boca, com um final persistente e muito agradável.</p>
<h2>Don Nicanor Malbec 2007 (R$62)</h2>
<p>Já nos primeiros contatos o Don Nicanor Malbec é uma explosão de aromas; tudo que essa uva pode oferecer de melhor. Notas que lembram violetas, ameixas e cerejas. Perfeito na boca, taninos aveludados com ótimo equilíbrio. Final prolongado e delicioso. Pode evoluir muito bem com mais alguns anos na garrafa.</p>
<h2>Don Nicanor Blend 2007 (R$62)</h2>
<p>Um delicioso corte de Malbec, Cabernet e Merlot cheio de nuances e complexidade, talvez o melhor vinho da linha Don Nicanor. Bouquet intenso, carregado de frutas negras e especiarias, mesclados a um leve floral. Concentrado, o Nicanor Blend mostrou taninos finos e um final seco e caloroso.</p>
<h2>Bonarda 2007 (R$100)</h2>
<p>Um vinho de edição limitada. O Bonarda assim como os demais rótulos da linha Nicanor apresentou intensa cor púrpura com pouca transparência. Apesar do tempo no decanter, o bouquet estava um pouco tímido, mas, ainda sim mostrou elegância. Destaque para as aroma de uvas passificadas, notas minerais e balsâmicas. Embora jovem, na boca também estava gostoso. Talvez precise de mais tempo para mostrar o seu potencial.</p>
<h2>Cadus Malbec 2005 (R$160)</h2>
<p>Um dos rótulos <em>premium</em> da Nieto, o Cadus representa a máxima expressão da varietal no seu terreno. O vinho descansa 2 anos em carvalho, onde são utilizadas 4 a 5 toneladas/hectare de uvas de um lote específico de Agrelo, ou seja, um <em>single vineyard</em>. O Cadus Malbec revelou um nariz muito intenso e completamente distinto dos demais. Notas complexas de minerais, grafite e violetas. Uma fruta madura nítida, mas sem ser doce demais no nariz. Vigoroso, taninos já macios e um final de boca longo e alcoólico! Na linha dos vinhos tops argentinos o Cadus apresenta uma das melhores relações qualidade/preço. Sua produção hoje está entre 2 a 3,5 mil caixas.</p>
<p><strong>Importação: </strong>Porto a Porto / Casa Flora</p>
<p>Visitas:</p>
<p>A Nieto Senetiner está localizada na Rua Guardia Vieja, em Vistalba, Luján de Cuyo, que fica muito próximo de centro de Mendoza. Embora a programação de visitas seja um pouco limitada, sem opções de almoço ou jantar na bodega; a região é belíssima e vale o passeio. Para chegar lá é muito fácil, veja o <a title="Mapa Nieto Senetiner" href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=pt-BR&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=112849210074780877538.0004610286734ec310e92&amp;ll=-33.016437,-68.909211&amp;spn=0.026917,0.055747&amp;z=15" target="_blank">mapa da região</a>. Quem estiver em Buenos Aires a dica é conhecer a <strong>Casa Nieto Senetiner</strong>, um espaço de muito bom gosto destinado à degustações, cursos e treinamentos. Para maiores informações contate: amantesdelvino[arroba]nietosenetiner[ponto]com[ponto]ar</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Este post faz parte da série On the Road 2009. Clique <a title="On the Road 2009 - Chile e Argentina" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/2009-chile-e-argentina/">aqui |+|</a> para ler mais artigos sobre o Chile e a Argentina. Clique <a title="QVinho On the Road" href="http://www.qvinho.com.br/on-the-road/">aqui |+|</a> para ler sobre outras viagens dos editores.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
