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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; ventisquero</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/tag/ventisquero/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Os vinhos da Ventisquero</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-ventisquero/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-ventisquero/#comments</comments> <pubDate>Sun, 26 Dec 2010 17:30:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[ventisquero]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5342</guid> <description><![CDATA[Provei vários vinhos na Viña Ventisquero em ocasião da minha visita relatada em post anterior. Em linhas gerais, baseado em impressões antigas, das primeiras safras dessa vinícola, houve uma grande evolução. Como a maioria das vinícolas chilenas, a Ventisquero produz um pouco de tudo, muito embora a syrah ocupe um lugar de destaque, afinal é&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-ventisquero/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/12/5034517220_0028f76556_b.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5439" title="Os vinhos da Ventisquero" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/12/5034517220_0028f76556_b-500x334.jpg" alt="Os vinhos da Ventisquero" width="500" height="334" /></a></p><p>Provei vários vinhos na <strong>Viña Ventisquero</strong> em ocasião da minha visita <a
title="Ventisquero Vindima 10 anos" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-vindima-10-anos/">relatada em post anterior</a>. Em linhas gerais, baseado em impressões antigas, das primeiras safras dessa vinícola, houve uma grande evolução. Como a maioria das vinícolas chilenas, a Ventisquero produz um pouco de tudo, muito embora a syrah ocupe um lugar de destaque, afinal é a variedade do <strong>Pangea</strong>, o vinho mais caro e refinado da Ventisquero. Abaixo as anotações dos vinhos que mais gostei:</p><h2>Queulat Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009 &#8211; R$65</h2><p>Branco com ótimo aroma, ligeiramente herbáceo, com toques minerais e notas cítricas.  Na boca mostrou boa acidez e equilíbrio, além de uma certa untuosidade, graças ao período de repouso com as borras. Produzido com uvas do Vale de Casablanca.</p><h2>Ventisquero Grey Chardonnay 2009 &#8211; R$85</h2><p>Em geral prefiro Sauvignon Blanc, mas tenho que confessar que esse Chardonnay roubou a cena.  Nariz complexo e delicado, com muitas frutas brancas e um toque agradável de carvalho tostado. Bom corpo, mas sem  excessos, exibindo um perfil elegante. Seco, com bom final de boca.</p><h2>Ventisquero Pinot Noir 2009 &#8211; R$65</h2><p>Um ótimo Pinot de entrada, leve, gostoso e bom de preço. Nariz intenso, com certas notas de húmus e frutas vermelhas maduras. Toques de carvalho tostado também aparecem em evidencia. Gostoso na boca, fresco, leve e com taninos que não agridem. Feito com uvas do Vale de Casablanca.</p><h2>Heru Pinot Noir 2008 &#8211; R$160</h2><p>Um surpreendente Pinot Noir, que ao contrário de muitos chilenos dessa variedade, não peca pelos excessos (de álcool e carvalho). Aroma de frutas vermelhas fresca, notas minerais e finos tostados de carvalho francês aportam uma boa complexidade. Ótimo na boca, equilibrado e com taninos macios. Belo exemplar do Vale de Casablanca.</p><h2>Queulat Gran Reserva Syrah 2008 &#8211; R$50</h2><p>Um bom Syrah no melhor estilo Novo Mundo que não passa dos R$50. Ótimo aroma, muita fruta madura com notas de doce de leite e de flores. Encorpado, com bons taninos. Em geral, muito bom pelo seu preço. Proveniente de uvas do Vale do Maipo.</p><h2>Ventisquero Grey Cabernet Sauvignon Single Block 2008 &#8211; R$85</h2><p>Da linha Grey, esse Cabernet é o meu preferido, é mais elegante e complexo que seus irmãos de Syrah, Merlot e Carménère. Nariz agradável e profundo, com muitas notas de frutas negras maduras, reforçadas por um fundo mineral e toques de madeira de qualidade. Encorpado, com taninos de excelente qualidade. Um belo Cabernet Sauvignon.</p><h2>Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc / Gewurztraminer 2010 &#8211; R$70</h2><p>Que beleza de branco, super fresco e delicado, uma alegria para um dia quente de verão. Aroma intenso, com muitas notas florais e cítricas. Gostoso na boca, equilibrado e refrescante. Um corte de Sauvignon Blanc (70%) e Gewurztraminer (30%) dos vinhedos de Lolol.</p><h2>Ramirana Premium 2008 &#8211; R$110</h2><p>Rótulo premium da linha Ramirana, um corte de Syrah, Cabernet Sauvignon e Carménère dos vinhedos de Trinidad no Vale do Maipo. Aroma excelente, frutinhas do bosque maduras, especiarias e toques tostados de madeira de qualidade compõem a paleta aromática. Encorpado, jovem e vigoroso. Mostra personalidade, mas precisa de um tempo para revelar o seu verdadeiro potencial.</p><p><em>Importadora: Cantu</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-ventisquero/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Ventisquero: Vindima 10 anos</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-vindima-10-anos/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-vindima-10-anos/#comments</comments> <pubDate>Wed, 20 Oct 2010 00:34:07 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[ventisquero]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5168</guid> <description><![CDATA[Estive recentemente no Chile a convite da Viña Ventisquero para comemorar os seus 10 anos de vindima. Antes de viajar recebi da assessoria de imprensa um roteiro completo, logo percebi que essa ação tinha um mote: Explorando os terroirs chilenos ao estilo Ventisquero. O meu lado marqueteiro ficou atiçado, gosto de empresas ousadas, que valorizam&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-vindima-10-anos/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Estive recentemente no Chile a convite da <a
title="Viña Ventisquero" href="http://www.ventisquero.com/" target="_blank">Viña Ventisquero</a> para comemorar os seus 10 anos de vindima. Antes de viajar recebi da assessoria de imprensa um roteiro completo, logo percebi que essa ação tinha um mote: <strong>Explorando os terroirs chilenos ao estilo Ventisquero</strong>. O meu lado marqueteiro ficou atiçado, gosto de empresas ousadas, que valorizam seus produtos e fazem um bom marketing. Como crítico de vinhos fiquei um pouco desconfiado, afinal <em>terroir</em> é um conceito bastante vago quando não é contextualizado. Pensei comigo, como seria o estilo Ventisquero? Como o tal estilo poderia influenciar a qualidade dos vinhos? As respostas não demoraram a aparecer, muito embora precise abrir um parenteses antes de começar a relatar sobre a Ventisquero.</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/daq5HXCJUpE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Atualmente o Chile está vivendo um processo de consolidação de qualidade, que na realidade já está em curso há alguns anos, mas que só começou a ficar claro recentemente. O Chile quer ser visto como berço de vinhos de alto padrão, não somente como um país que produz cabernets e merlots de excelente relação qualidade / preço. Mostrar diversidade é parte fundamental desse processo, por isso todas as vinícolas sérias estão pesquisando e correndo atrás de novos terrenos, para que o mundo perceba que um Carmenere de Apalta é bem diferente de um Cabernet do Alto Vale de Maipo. Não é fácil, exige muito estudo, experimentação e, principalmente, capital investido. Já esbocei o tema da pesquisa sobre os <em>terroirs</em> chilenos quando escrevi sobre a <a
title="Casa Marin" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/">Casa Marin</a> e a <a
title="Viña Errazuriz" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/">Viña Errazuriz</a>.</p><p>A Ventisquero, assim como outras vinícolas de respeito, também investiu (e continua investindo) pesado na questão da diversidade. Na prática, significa ter vinhedos em diferentes localidades, com variedades adaptadas a cada parcela de terreno. São poucas as vinícolas que podem se orgulhar de possuir vinhedos próprios em Maipo Costa, Casablanca, San Antonio e Colchagua. Neste último vale a Ventisquero dispõem de um amplo leque de opções de clima e de solos. Os vinhedos de Apalta, Lolol e Peralillo podem fornecer uvas para um delicado Gewurztraminer, ou ainda para um encorpado e suculento Carménère, tudo vai depender do terroir de origem. Nesse ponto já estava levando a sério o mote Explorando os terroirs chilenos ao estilo Ventisquero. No vídeo abaixo o enólogo Sergio Hormazabal fala sobre os campos da Ventisquero:</p><p><iframe
width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/lgvUTz9vZ5M" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>O trabalho de cultivar a uva certa no terreno certo já aparece no copo, evidenciando vinhos com diversidade de aromas e sabores. Ponto para o estilo ousado e dinâmico da Ventisquero, afinal é muito dinheiro investido em áreas que nunca haviam sido cultivadas. Vale a ressaltar o fantástico vinhedo do <strong>Pangea</strong> e do <strong>Vertice</strong>, terraças esculpidas numa bela encosta de Apalta, onde a Syrah parece ter encontrado o lugar ideal. Acredito que o Aurélio Montes, da <a
title="Viña Montes" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-vina-montes/">Viña Montes</a>, foi o primeiro cara a enxergar o potencial das encostas de Apalta para a Syrah, embora a Ventisquero, com a perspicácia de Felipe Tosso e a consultoria do célebre enólogo <a
title="John Duval Wines" href="http://www.johnduvalwines.com/johnduval.html" target="_blank">John Duval</a>, parece estar traçando um caminho todo próprio. A prova disso é o Vertice, um vinho feito com Syrah e Carménère, que ao contrário do senso estabelecido de que o melhor Carménère de Colchagua provém das planices quentes, é feito com uvas plantadas nas encostas de Apalta. Um momento marcante da viagem ocorreu na visita ao vinhedo de Apalta, onde o enólogo Felipe Tosso serviu às cegas três amostras de barrica da safra 2009. Disse apenas que eram todas da mesma variedade e do mesmo vinhedo, embora de setores diferentes. Depois pediu para os convidados (estava com outras 8 pessoas, entre sommeliers e jornalistas) arriscarem um palpite sobre a variedade de uva. Eu falei de pronto que era Carmenere, mas com certo receio, afinal aquelas amostras eram bem diferentes de um Carménère qualquer. A maioria apostou na Syrah, com alguns arriscando na Merlot. Era de fato Carménère, de parcelas de diferentes solos e níveis de elevação nas encostas de Apalta, como revelou Tosso logo em seguida. As três amostras eram parecidas, mesmo assim com certos aspectos de diferença que podem ser atribuidos ao terroir. Gostei do Carménère da parte mais elevada de Apalta, surpreendentemente fresco (para um carmenere recém saido da barrica) e mineral, poderia tranquilamente ser engarrafado como um <em>single vineyard</em>. As amostras que provei ainda estão em barrica e farão parte da mistura final do Vertice 2009.</p><p><object
classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="311 codebase=" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="311 codebase=" src="http://blip.tv/play/gcNCgoXXIgA%2Em4v" allowfullscreen="true"></embed></object></p><p>Outro ponto alto da viagem foi a degustação dos vinhos Ramirana, uma nova marca que a Ventisquero está lançando pelas mãos do enólogo Alejandro Galaz. O conceito é aproveitar os vinhedos mais costeiros, com influência dos ventos frios do pacífico, para assim conseguirem elaborar vinhos frescos e com boa acidez natural. Alejandro é o cara certo no projeto certo, conhecido pelo seu trabalho como enólogo chefe na <a
title="Vinã Amayna" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-amayna-qvotr2009/">Amayna</a>, é um fã confesso da Pinot Noir e dos vinhos brancos em geral. Os vinhos Ramirana são mais frescos, com menos álcool e menor influência do carvalho.</p><p>Toda a produção da Ventisquero é concentrada na localidade de Trinidad, em Maipo Costa, com todos aqueles requintes que uma vinícola moderna deve ter. A preocupação com o meio ambiente também é constante, a utilização racional da água, a preservação de bosques nativos e outros inúmeros procedimentos garantem uma mínima intervenção na natureza. Em 10 anos de vindima a Ventisquero evoluiu bastante e continua mostrando fôlego para ir ainda mais longe.</p><p><a
title="Os Vinhos da Ventisquero" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-ventisquero/"><em>* Confira aqui a avaliação dos vinhos que provei nessa viagem.</em></a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-vindima-10-anos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-queulat-pinot-noir-2006-valle-casablanca/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-queulat-pinot-noir-2006-valle-casablanca/#comments</comments> <pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:11:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[ventisquero]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/vinhos-chilenos/ventisquero-queulat-pinot-noir-2006-valle-casablanca/</guid> <description><![CDATA[Confesso não entender o preciosismo que alguns críticos atribuem a uva Pinot Noir. É certo que esta variedade produz alguns dos mais aristocráticos e nobres vinhos do planeta, os &#8220;grandes da Borgonha&#8221;. Mas coitada da Pinot, frequentemente malhada quando não atinge o status de &#8220;sublime&#8221;, sofre com o preconceito por causa da sua cor desbotada.&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-queulat-pinot-noir-2006-valle-casablanca/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
align="justify"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/08/ventisquero-queulat-pinot-noir.jpg" alt="Vinho chileno Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006" align="left" />Confesso não entender o preciosismo que alguns críticos atribuem a uva <strong>Pinot Noir</strong>. É certo que esta variedade produz alguns dos mais aristocráticos e nobres vinhos do planeta, os &#8220;grandes da Borgonha&#8221;. Mas coitada da Pinot, frequentemente malhada quando não atinge o status de &#8220;sublime&#8221;, sofre com o preconceito por causa da sua cor desbotada. Um bom vinho não é necessariamente encorpado e potente, nem escuro e denso, por isso é importante separar as coisas. Já presenciei muita gente desprezando bons Pinots, simplesmente por terem menos cor. Um exemplo disso é o <strong>Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006</strong>; um vinho leve e versátil, mas que facilmente é desprezado em favor rótulos mais potentes, como os populares Cabernet Sauvignon e Syrah da própria Ventisquero. Produzido no <strong>Valle de Casablanca</strong>, uma região mais fria e com influência marítima, que é mais conhecida pelos vinhos brancos. Essa D.O tem atraído investimentos para produção de tintos, principalmente Pinot Noir, devido a boa adaptação desta cepa nesse terroir específico.</p><p>O Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006 tem cor grená com transparência evidente. O nariz apresenta boa intensidade; frutas vermelhas discretas com um leve toque herbáceo, além de notas de carvalho tostado. Leve e com taninos que não incomodam. Não é alcoólico, mesmo assim deixa a desejar em equilíbrio. Bom final, apesar de não impressionar muito. A Ventisquero acertou a mão quando resolveu não exagerar nesse vinho (carvalho e álcool), mesmo assim algumas pessoas podem acha-lo fraquinho.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="Bom" /><br
/> <em>Esse Pinot Noir do Valle de Casablanca é gostoso e direto. Vai bem com uma infinidade de pratos.</em></p><p><span
class="bold-content">Grad. Alcoólica:</span> 13,5%<br
/> <span
class="bold-content">Preço:</span> R$48</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-queulat-pinot-noir-2006-valle-casablanca/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> <item><title>Degustação às cegas: A Syrah do Novo Mundo</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/#comments</comments> <pubDate>Tue, 06 Nov 2007 16:16:26 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Degustação às Cegas]]></category> <category><![CDATA[fort simon]]></category> <category><![CDATA[luigi bosca]]></category> <category><![CDATA[step rd]]></category> <category><![CDATA[ventisquero]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/2007/11/06/degustacao-as-cegas-a-syrah-do-novo-mundo/</guid> <description><![CDATA[Se existe uma variedade de uva de personalidade forte, luxuriante e selvagem, essa variedade é a Syrah. Mesmo que alguns não gostem desse caráter incisivo, preferindo algo mais ameno e tranqüilo, é difícil não ficar seduzido pelos aromas intensos, diretos e exóticos de um bom Syrah. Acredito que a sutileza não seja um traço marcante&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/syrah.JPG" title="A uva Syrah, ou Shiraz"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/syrah.thumbnail.JPG" alt="A uva Syrah, ou Shiraz" align="left" height="285" hspace="10" vspace="10" width="190" /></a>Se existe uma variedade de uva de personalidade forte, luxuriante e selvagem, essa variedade é a Syrah. Mesmo que alguns não gostem desse caráter incisivo, preferindo algo mais ameno e tranqüilo, é difícil não ficar seduzido pelos aromas intensos, diretos e exóticos de um bom Syrah. Acredito que a sutileza não seja um traço marcante da Syrah, pois sua elegância está no temperamento forte e na paleta aromática ampla e afável. Os vinhos costumam ser escuros, tendendo ao espectro violeta; a frutuosidade lembra framboesas e cassis, também pode sugerir mirtilo e amoras selvagens. Porém, sempre deve existir um toque empireumático ou defumado; especiarias e cheiro de banhado podem fazer parte do bouquet, além de notas delicadas de flores e laticínios. Os exemplares do Novo Mundo costumam apresentar uma fruta doce exacerbada, enquanto os europeus (notoriamente no Rhône) são mais minerais e frescos.</p><p>Fizemos uma degustação às cegas com 4 rótulos de Syrah do Novo Mundo:</p><ul><li>Austrália, Langhorne Creek: <em>Step RD Shiraz</em>;</li><li>Chile, Valle del Maipo: <em>Ventisquero Grey Syrah;</em></li><li>Argentina, Mendoza: <em>Luigi Bosca Reserva Syrah;</em></li><li>África do Sul, Stellenbosch:<em> Fort Simon Syrah.</em></li></ul><p>Seguimos o critério preço, estabelecido no intervalo de R$ 80 a R$ 90 (a exceção é o Luigi Bosca Reserva, que custa em média R$50, mas vamos relevar essa diferença em função do favorecimento fiscal para os hermanos). Outra observação deve ser feita com relação as safras, pois os vinhos apresentaram diferentes níveis de evolução. Além de mim e do Jackson, participaram outras 4 pessoas convidadas por nós que desconheciam completamente os rótulos, sabendo apenas que seriam degustados 4 vinhos feitos de Syrah.</p><p>Ficamos felizes em observar as diferenças entre os vinhos. Talvez em razão do terroir desses lugares ou mesmo pelo estilo dos produtores, porém os vinhos foram reconhecidos com certa facilidade. O Ventisquero Grey se entregou de imediato, traído pelas notas herbáceas/vegetais, típicas da maioria dos chilenos (seria influência dos 10% de Carmenere e 5% de Cabernet Sauvignon?). O Step RD com sua fruta muito doce, lembrando licores, denunciou uma maturação extrema, comum em terras australianas. O Luigi Bosca apresentou menos potência que os dois primeiros, exibindo uma frutuosidade mais fresca. O Fort Simon surpreendeu com sua paleta aromática típica, exalando frutas vermelhas frescas, borracha e especiarias, apesar de sua estrutura média.</p><p>Em geral, todos os vinhos agradaram, dividindo a preferência dos degustadores. O Ventisquero Grey foi considerado o mais complexo e estruturado; o Step RD agradou aos fãs de vinhos potentes, com sua fruta licorosa e textura densa; o Luigi Bosca Reserva convenceu pela sua harmonia; já o Fort Simon, pela personalidade mais original e frescor.</p><p>A grande questão fica por conta da harmonização desses vinhos com a comida, já que o Ventisquero Grey e Step RD falam alto demais, além disso, no caso do Step RD ainda temos a questão da sua “doçura”. A combinação mais adequada é carne bovina grelhada ou caça (pode usar tempero e molho a vontade!). O Luigi Bosca é mais fácil, a opção de acompanhar massas ou grelhados de carne vermelha é ótima, mas ainda é possível escoltar muito bem um pernil suíno ou de cordeiro. O Fort Simon é mais versátil na cozinha, acompanha bem um risoto ai funghi.</p><h2>Step RD Shiraz Langhorne Creek 2003</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/step-rd.jpg" title="Vinho australiano Step Road Shiraz Langhorne Creek 2003"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/step-rd.thumbnail.jpg" alt="Vinho australiano Step Road Shiraz Langhorne Creek 2003" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>Nos anos 90 o mundo do vinho passou por uma enorme revolução, e um nome exerceu uma influência poderosa nesse cenário, ultrapassando até mesmo tradicionais potências como a França e a Itália. A surpresa veio da Austrália que remodelou inteiramente a moderna produção de vinhos, entregando o que o mercado mundial mais desejava: vinhos encorpados, redondos, com bouquet aberto, cheio de frutas e notas pronunciadas de carvalho; sem esquecer de excelentes preços. Desde então, os vinhos australianos invadiram as prateleiras e conquistaram o gosto dos consumidores. O rótulo que integrou esse painel, o Step RD Shiraz 2003, é um perfeito representante desse estilo. Localizada em Langhorne Creek a 70km de Adelaide, a Step RD produz ainda outros dois vinhos a base de Shiraz, posicionados um pouco abaixo do vinho avaliado, o First Step e o Black Wing. O Step RD Shiraz não nega as origens, já ao primeiro contato denuncia todo o estilo australiano. Cor rubi com pouca transparência; halo ligeiramente violáceo, lágrimas muito untuosas e tingidas que evocam toda a sua juventude. Nariz bem intenso e doce, lembrando frutas negras maduras, confeitos, eucalipto e licor de cereja. As notas dadas pelo carvalho aparecem já no primeiro plano e com muita força, o que não é de estranhar já que o vinho passa 18 meses em barricas americanas. Na boca é vinoso, potente, com taninos redondos e macios. O fim de boca é longo, deixando uma sensação adocicada e calorosa dada pela generosa presença de álcool.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 89<br
/> <strong>Importadora:</strong> Wine Company</p><h2>Ventisquero Grey Syrah 2003</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/ventisquero-grey-syrah.jpg" title="Ventisquero Grey Syrah"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/ventisquero-grey-syrah.thumbnail.jpg" alt="Ventisquero Grey Syrah" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>Se por um lado o “estilo Parker” se fez valer com o Step RD, o que dizer do Grey? Mais do que nunca falou mais alto o caráter Vale Del Maipo. Fiel as típicas notas herbáceas e de mentol, o Ventisquero Grey Syrah, que também possui em sua composição Carménère e Cabernet Sauvignon, foi além, trazendo complexidade e uma dose de elegância. É bem verdade que numa análise mais apressada ele poderia passar por mais um bom blend ou um Carménère chileno. A análise visual revelou um rubi com ligeira transparência, lágrimas untuosas e levemente tingidas. Aroma muito intenso e convidativo evocando notas de mentol, amoras, pimentão e cacao. Ao longo da degustação mostrou sua complexidade revelando toques de borracha, tabaco e um leve tostado. Textura volumosa, taninos finos e uma acidez correta conferem ao Grey um bom equilíbrio. O final de excelente persistência e boa frutuosidade (sem exageros de doçura) acrescenta ainda mais classe ao vinho.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="Excelente" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="61" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 78<br
/> <strong>Importadora:</strong> Cantu</p><h2>Luigi Bosca Reserva Syrah 2004</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/luigi-bosca-syrah.jpg" title="Luigi Bosca Reserva Syrah"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/luigi-bosca-syrah.thumbnail.jpg" alt="Luigi Bosca Reserva Syrah" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>Até o momento da publicação deste artigo, o Luigi Bosca Malbec DOC liderava o ranking de popularidade do QVinho, provando a boa reputação desse produtor. Recomendo aos consumidores habituais do Malbec DOC provarem o Reserva Syrah, um vinho equilibrado, de personalidade feminina. Exibiu cor rubi com ligeira transparência, halo violáceo e lágrimas persistentes (menos pigmentadas que o Grey e o Step RD). Nariz agradável, de intensidade muito boa, lembrando frutas vermelhas maduras como framboesas e cerejas; notas sutis de ervas secas e tostados, mostrando boa integração com o carvalho. Bom corpo com taninos jovens e suculentos, além de apresentar acidez muito boa. Final agradável, frutado e jovial, finalizando com persistência. O Luigi Bosca Reseva Syrah se destacou pelo seu conjunto harmonioso e agradável, sem exageros de carvalho ou extração, além disso, tem preço mais competitivo.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 50<br
/> <strong>Importadora:</strong> Decanter</p><h2>Fort Simon Syrah 2002</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/fort-simon.jpg" title="Fort Simon Syrah 2002"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/fort-simon.thumbnail.jpg" alt="Fort Simon Syrah 2002" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>A grande surpresa da nossa degustação foi o Fort Simon Syrah, um vinho produzido em Stellenbosch, tradicional distrito da região vinícola da Cidade do Cabo. O Fort Simon ainda é um rótulo novo no Brasil, todavia exibiu qualidades interessantes em um mercado saturado por vinhos potentes. O Fort Simon Syrah foi o vinho mais “leve” e menos alcoólico desse painel, talvez em função de uma safra mais difícil, mesmo assim, preservando traços marcantes de um bom Syrah. A grosso modo, podemos afirmar que o Fort Simon apresentou-se em posição diametralmente oposta ao Step RD, porém sem deméritos em ambos os lados, apenas uma questão de gosto. A análise visual evidenciou uma cor rubi com transparência, halo tendente ao grená; lágrimas de boa persistência e coloração fraca. Aromas frescos de frutas negras e borracha dominam o olfato; reforçados por nuances de especiarias e toques defumados. O corpo é médio, com taninos bem integrados e acidez agradável. Final com persistência muito boa, levemente seco. O Fort Simon é um Syrah mais próximo do Crozes-Hermitage do Rhône, menos opulento que os outros 3 rótulos, porém mais fresco e original, já que não se encobre sobre os sete véus do carvalho novo.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 12,9%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 80<br
/> <strong>Importadora:</strong> Dom Quirino</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon 2005</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-reserva-cabernet-sauvignon-2005/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-reserva-cabernet-sauvignon-2005/#comments</comments> <pubDate>Thu, 20 Sep 2007 11:59:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[penfolds]]></category> <category><![CDATA[ventisquero]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/2007/09/20/ventisquero-reserva-cabernet-sauvignon-2005/</guid> <description><![CDATA[A Viña Ventisquero é um vinícola relativamente nova, porém já parece ter consolidado sua participação no mercado brasileiro. Nada mais justo, já que seus vinhos apresentam uma qualidade muito consistente. A Ventisquero possui uma ampla gama de rótulos, dos mais acessíveis ao super premium Pangea, que curiosamente não tem inspiração bordalesa. Trata-se de um Syrah&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-reserva-cabernet-sauvignon-2005/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/ventisquero-res-cab.jpg" title="Vinho chileno Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon 2005"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/ventisquero-res-cab.thumbnail.jpg" alt="Vinho chileno Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon 2005" class="imageframe imgalignleft" align="left" height="170" width="70" /></a>A Viña Ventisquero é um vinícola relativamente nova, porém já parece ter consolidado sua participação no mercado brasileiro. Nada mais justo, já que seus vinhos apresentam uma qualidade muito consistente. A Ventisquero possui uma ampla gama de rótulos, dos mais acessíveis ao super premium <strong>Pangea</strong>, que curiosamente não tem inspiração bordalesa. Trata-se de um Syrah produzido no vinhedo de Apalta (talvez o terroir mais disputado do Chile), elaborado em parceria com John Duval, enólogo responsável pela produção do Penfold’s Grange por 29 anos. A Syrah vem ganhando espaço no Chile, vinhos como o Montes Folly e o Pangea deixam claro a intenção dos produtores em criar vinhos premium com essa uva. Acredito que a Cabernet Sauvignon e a Merlot já foram excessivamente exploradas, sendo assim, é bom não esperar grandes novidades com essas uvas. Aposto as minha fichas na Syrah, na Carménère e na Pinot Noir. O vinho degustado da Ventisquero foi o Reserva Cabernet Sauvignon 2005, agradável e suculento, graças ao bom equilíbrio com acidez ligeiramente destacada. Cor rubi com transparência. Aroma de boa intensidade, mostrando cassis e ervas secas, além de notas sutis da passagem pelo carvalho. Corpo médio, com taninos redondos e boa acidez, sem exageros de álcool. Final persistente e agradável. O <strong>Ventisquero Reserva Cabernet Sauvignon</strong> 2005 é uma ótima pedida, com certeza não irá decepcionar os fãs dos Cabernets chilenos.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <em>Cabernet bem feito e acessível. Tem ótima intensidade e acompanha muito bem carne grelhada.</em><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 13,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$34<br
/> <strong>Importadora:</strong> Cantu</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/ventisquero-reserva-cabernet-sauvignon-2005/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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