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	<title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Charutos</title>
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	<description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description>
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		<title>Epicure 2008: Charutos Menendez Amerino</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 12:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Charutos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Este post já está atrasado alguns dias, mas somente nesse final semana consegui provar os charutos que ganhei no estande da <a href="http://www.menendezamerino.com.br/portugues/" target="_blank">Menendez Amerino</a> durante a <strong>Epicure / Expovinis 2008</strong>. Já tinha comentado aqui sobre a beleza do espaço que eles montaram na feira. Agora chegou a hora de falar sobre a empresa e os produtos que foram apresentados. A verdade é que se hoje nos vangloriamos da qualidade dos charutos baianos devemos em grande parte ao comandante Fidel. Exatamente, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Cubana" target="_blank">Revolução Cubana</a>, que determinou a estatização de toda a produção de charutos, propiciou a emigração de verdadeiros especialistas na produção de fumo e charutos. Uma dessas pessoas foi <strong>Félix Menendez</strong>. Nascido na cidade de Havana, em 1944, Félix pertencia a família que fabricava os lendários charutos <strong>Montecristo </strong>e <strong>H.Upmann</strong>, e naquela época era o maior produtor e exportador de charuto de Cuba. Após a saída forçada de Cuba passaram uma temporada nas Ilhas Canárias e em Miami, até conhecerem <strong>Mario Amerino Portugal</strong>. Então em 1977, fundaram em São Gonçalo dos Campos, no Recôncavo baiano, a <strong>Menendez Amerino</strong>. Com uma produção anual de 3 milhões de charutos, a Menendez é dona das marcas: <strong>Alonso Menendez</strong>, <strong>Dona Flor</strong> (responsável por 65% das vendas da empresa) e <strong>Aquarius Século XXI</strong>.</p>
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<p>Estava em débito com os charutos baianos. Um dos motivos foi que comprei algumas caixas de cubanos, e como meu consumo não é dos intensos, os charutos tiveram vida longa. Porém, na minha lista de preferidos nacionais, os charutos da Dona Flor (principalmente o robusto) sempre tiveram um lugar. Cachacinha de salinas e trilha sonora embalada por <strong>Celia Cruz</strong>, <strong>Compay Segundo</strong> e <strong>Ibrahim Ferrer</strong> — só para não perder aquela ligação com Cuba — e pronto, começa a degustação. Provei primeiro o  <strong>Dona Flor Rothchilde</strong>, um dos lançamentos da empresa durante a Epicure. Um charuto de degustação mais curta (aproximadamente 30 minutos), confeccionado numa bitola 100mmx19mm; com duas versões de capa (Mata Fina e Connecticut), capote em Mata Fina e miolo em Mata Norte e Mata Fina. A degustação  foi gostosa, bom fluxo com aroma e paladar suaves, muito embora da metade em diante a queima foi bem problemática. O final também não me agradou muito.</p>
<p>Outro lançamento foi o <strong>Dona Flor Gran Corona</strong>, que desde o final do ano passado já era comercializado nos Estados Unidos, e agora também será vendido no Brasil. Em formato 6x60mm, o Gran Corona utiliza uma seleção de fumos Mata Fina e Mata Norte que passam por uma maturação de três anos. E, para auxiliar na conservação, cada charuto Gran Corona vem envolto por uma folha de cedro. Esse sim é dos meus! Prazer do início ao fim da degustação (que durou aproximadamente 95 minutos). Muito equilibrado, com ótimo fluxo, sem ser frouxo demais; queima uniforme até o final. Na boca muito saboroso, com bom corpo, marcado por notas complexas dadas pelo amadurecimento do fumo. Simplesmente excelente! Quem aprecia charutos não pode deixar de provar o Dona Flor Gran Corona.</p>
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