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	<title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description>
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		<title>Encontro Mistral 2008: Bate-papo com Cristiano Van Zeller</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 17:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Enoeventos]]></category>
		<category><![CDATA[quinta de roriz]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o Encontro Mistral 2008, além de provar excelentes vinhos, conversei com diversos produtores e pude conhecer um pouco melhor a filosofia empregada na produção de algumas dessas vinícolas. Um dos enólogos e proprietários de vinícolas que entrevistei, um pouco antes de começar o evento, foi o Cristiano Van Zeller da Quinta de Roriz e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o <a href="http://www.qvinho.com.br/enoeventos/twitter-encontro-mistral-2008/" target="_blank" title="Cobertura do Encontro Mistral 2008">Encontro Mistral 2008</a>, além de provar excelentes vinhos, conversei com diversos produtores e pude conhecer um pouco melhor a filosofia empregada na produção de algumas dessas vinícolas. Um dos enólogos e proprietários de vinícolas que entrevistei, um pouco antes de começar o evento, foi o <strong>Cristiano Van Zeller </strong>da <a href="http://www.quintaderoriz.com" target="_blank" title="Wesite da Quinta de Roriz">Quinta de Roriz</a> e <a href="http://www.quintavaledonamaria.com" target="_blank" title="Website Quinta do Vale Dona Maria">Quinta do Vale Dona Maria</a>. Cristiano é um nome forte no mundo vinho e um grande entusiasta do vinho DOC Douro. Quando deixou a <strong>Quinta do Noval</strong> em 1993, Cristiano dedicou-se ao desenvolvimento da produção independente da região do Douro com ênfase na melhoria qualitativa do vinho de mesa DOC Douro. Para dar vazão a esse projeto adquiriu em 1995 a <strong>Quinta do Vale da Mina</strong> e, logo em seguida, a <strong>Quinta do Vale D. Maria</strong> em 1996. Ao longo dos anos Van Zeller dedicou-se a expandir e melhorar a qualidade das vinhas da Quinta do Vale D. Maria. Ao mesmo tempo investiu em um novo centro de vinificação combinando técnicas modernas com o processo tradicional de produção do Porto (pisa em lagar).</p>
<p><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/06/cristiano-van-zeller.jpg" alt="Cristiano Van Zeller da Quinta do Vale Dona Maria e da Quinta de Roriz" /></p>
<p>Nesse bate-papo, Cristiano falou para o QVinho sobre a parceria fechada no início do ano com seu primo <strong>João Van Zeller</strong> da lendária Quinta de Roriz, uma das mais antigas quintas do Douro, que desde 1815 está nas mãos da família Van Zeller. Cristiano é responsável, juntamente com <strong>Sandra Tavares da Silva</strong>, por liderar a equipe da Quinta de Roriz.</p>
<blockquote><p>Sem dúvida é um enorme desafio assumir uma operação como essa. Os vinhos da Quinta de Roriz possuem um elevado padrão de qualidade, figuram entre os melhores de Portugal e são sempre muito bem classificados pela crítica</p></blockquote>
<p>comenta Cristiano que já respondeu pela colheita de 2008 e deixou seu toque para a composição do blend da safra 2007. Toda essa responsabilidade parece deixar Cristiano ainda mais motivado para extrair o máximo até mesmo dos pequenos detalhes.</p>
<blockquote><p>Acredito muito nos vinhos que prezam pela elegância e equilíbrio, com boa concentração de fruta e aptos para o consumo, sem muitas arestas e taninos angulosos. Até alguns anos atrás os vinhos de mesa Douro eram apenas um subproduto. A atenção era toda dedicada ao Vinho do Porto que gozava de toda a prioridade na colheita das uvas e vinificação. Em alguns casos as uvas utilizadas no DOC Douro eram colhidas tardiamente e supermaduras. O resultado eram vinhos rústicos e pesadões pelo excesso de álcool, explica Van Zeller.</p></blockquote>
<p>Para alcançar bons resultados Cristiano aposta muito nas técnicas modernas de vinificação, com especial atenção nas etapas de pré-fermentação, conjugadas com métodos tradicionais como a pisa a pé. É claro, sem esquecer todo o cuidado como os vinhedos.</p>
<blockquote><p>Sou um fã das vinhas velhas. Adoro trabalhar com diferenciadas castas durienses e as vinhas velhas me proporcionam isso.</p></blockquote>
<p>Cristiano revelou também estar muito satisfeito com a evolução do consumidor brasileiro.</p>
<blockquote><p>A cada ano surpreendo-me com o interesse do consumidor pelos vinhos de qualidade e o elevado nível de conhecimento para discutir esse assunto. É muito bom participar de um evento desse porte como o Encontro Mistral. Essa interação com o público é fantástica.</p></blockquote>
<p>Quando perguntado sobre a mídia especializada de vinhos, Cristiano disse acompanhar com boa regularidade o que é comentado tanto na mídia impressa quanto online.</p>
<blockquote><p>O consumidor ganha quando existe mais informação e debate sobre vinhos. Para minha surpresa a internet vem desempenhando um papel fundamental nesse cenário, principalmente por abordar os temas em profundidade como já acontece nos sites e blogs. A grande dificuldade será absorver esse volume de informação e depurar o que é realmente relevante.</p></blockquote>
<p>Ficou curioso e quer conhecer mais sobre os vinhos da Quinta de Roriz e Vale Dona Maria?  Então prove os seguintes rótulos:</p>
<ul>
<li>Douro Prazo de Roriz 2004 (R$49 &#8211; Mistral);</li>
<li>Douro Quinta de Roriz Reserva 2003 (R$98 &#8211; Mistral);</li>
<li>Porto Quinta de Roriz Vintage 2003 (R$215 &#8211; Mistral);</li>
<li>Douro Quinta do Vale D. Maria 2003 (R$185 &#8211; Expand);</li>
<li>Porto Quinta do Vale D. Maria Vintage 2001 (Expand).</li>
</ul>
<p>Ah, para quem quiser conhecer outros vinhos do Cristiano Van Zeller vale a pena procurar pelo <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos-portugueses/degustacao-vinhos-do-porto-douro/" target="_blank" title="Domini Plus 2004 - Degustação de vinhos do Douro">Domini Plus 2004</a>, onde ele trabalhou numa <em>joint venture</em> com <strong>Domingos Soares Franco</strong> da <a href="http://www.jmf.pt" target="_blank" title="Website da José Maria da Fonseca">José Maria da Fonseca</a> entre 2000 até 2005. Durante esse período Cristiano foi responsável pela consultoria dos vinhedos e algumas etapas da vinificação, sendo que Domingos Soares finalizava os vinhos.</p>
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		<title>Manuel Louzada fala do seu trabalho como enólogo da Terrazas de los Andes</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 11:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[chandon]]></category>
		<category><![CDATA[terrazas de los andes]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresentar aos nossos leitores o trabalho desenvolvido pelos produtores, sob a ótica dos profissionais que fazem o vinho. Essa será a temática da mais nova seção do QVinho, que inaugura hoje, dedicada especialmente a entrevistas. E, para dar início em grande estilo, publicamos uma entrevista exclusiva para o QVinho, com Manuel Louzada, diretor de enologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresentar aos nossos leitores o trabalho desenvolvido pelos produtores, sob a ótica dos profissionais que fazem o vinho. Essa será a temática da mais nova seção do QVinho, que inaugura hoje, dedicada especialmente a entrevistas. E, para dar início em grande estilo, publicamos uma entrevista exclusiva para o QVinho, com Manuel Louzada, diretor de enologia da <strong>Bodega Terrazas de Los Andes</strong>.  Para explicar como se deu o ingresso de Louzada no mundo do vinho, basta dizer que sua paixão veio de berço. Natural de Portugal, Manuel vem de uma tradicional família de vitivinicultores de Portugal (Caves Messias). Mas, há sete anos Manuel fez de Mendoza sua residência, ao lado da esposa e filhos, e hoje é responsável pela produção dos vinhos de uma das mais prestigiadas bodegas de Mendoza.</p>
<p>Nessa entrevista Louzada conta um pouco mais sobre o terroir dos principais vinhedos e a filosofia de trabalho que dita o estilo dos vinhos da Terrazas. Quando perguntado sobre o potencial vitivinícola de Mendoza e a adaptação de outras varietais nessa região, Louzada é enfático: ilimitado. &#8220;As características que se reúnem naturalmente na Argentina e especialmente em Mendoza são excepcionais, permitindo alcançar uma perfeita maturação e a expressão de um grande número de variedades&#8221;. E lança o desafio, ao incluir no rol de variedades a emblemática Touriga Nacional. É o coração português batendo mais forte. Quanto a polêmica, terroir ou mão do homem, Louzada é defensor de uma intervenção limitada. Para ele, o vinho é a expressão de um bom solo e clima, daí a importância do trabalho nos vinhedos.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/manuel-louzada.jpg" alt="Manuel Louzada - Enólogo da bodega Terrazas de los Andes" class="imageframe imgaligncenter" width="440" height="293" /></p>
<p><strong>QVinho &#8211; A Terrazas de los Andes foi uma das primeiras bodegas a trabalhar o conceito de terroir, mencionando em seus rótulos as diferentes altitudes dos vinhedos, associando a qualidade das diferentes uvas a essa adaptação ao terreno e ao clima. Os vinhos da linha Afincado representam com perfeição essa filosofia, ostentando orgulhosamente o nome do vinhedo de origem, assim como os Grand Crus de Bordeaux. Gostaria que o senhor explicasse as diferenças do terroir de Las Compuertas e Los Aromos.</strong></p>
<p>Louzada &#8211; Dado que Mendoza é uma região sem influência marítima, tanto pela presença da Cordilheira dos Andes, que bloqueia qualquer influência proveniente do Oceano Pacífico, quanto pela grande distância do Oceano Atlântico, de mais de 1.200 Km, o fator que define a perfeita expressão das uvas é precisamente a altitude em que os vinhedos se encontram plantados. Esta altitude, que do ponto de vista climático afeta principalmente a temperatura diurna (a qual baixa perto de 0,65°C por cada 100 metros de altura) e a amplitude térmica (diferença entre a temperatura diurna e a noturna, extremamente importante para a formação de polifenóis) tem que ser a mais adequada para cada variedade, pois, caso contrario, não é possível alcançar o nível adequado de maturação, (se excessiva) ou pode ocorrer uma excessiva acumulação de açúcar sem chegar à maturação polifenólica (se insuficiente).</p>
<p>O vinhedo de Las Compuertas é onde se reúnem as condições perfeitas para o crescimento e maturação da variedade de uva Malbec. Este vinhedo, plantado em 1929, encontra-se situado a uma altura média de 1.067 metros, com um solo pouco fértil, pobre em matéria orgânica e de excelente drenagem.  A amplitude térmica é de cerca de 16°C, o que permite uma lenta maturação, uma lenta acumulação de açúcares e, muito mais importante, a acumulação de todos os constituintes que afetam a sua profunda cor, seu complexo aroma e sua elegante estrutura.<br />
No vinhedo de Los Aromos se reúnem as condições excepcionais para o Cabernet Sauvignon. Um vinhedo de mais de 15 anos, que se encontra a uma altura média de 980 metros, com um solo de características não muito diferentes do mencionado anteriormente. Neste caso, a amplitude térmica é de cerca de 14°C, fundamental para cobrir as necessidades da variedade Cabernet Sauvignon, a qual precisa naturalmente de um pouco mais de calor que a Malbec.</p>
<p><strong>QVinho &#8211; A maioria dos produtores do novo mundo costuma buscar inspiração nos grandes vinhos europeus. Nicolás Catena Zapata procura aproximar o seu Cabernet Sauvignon do estilo Medoc, já a O.Fournier tem os olhos voltados para suas raízes em Ribera Del Duero, por outro lado, Roberto Cipresso imprimiu um estilo “super toscano” aos vinhos da Achaval Ferrer. Como os proprietários da Terrazas de los Andes são franceses, é natural que pensemos num estilo “francês”, porém os vinhos da Terrazas demonstram uma personalidade bem definida, com as melhores características do novo mundo. Como é esse processo de definição de estilo dentro da Terrazas, vocês possuem a liberdade para moldar a personalidade dos vinhos? Quais as diretrizes impostas pelo grupo LVMH?</strong></p>
<p>Louzada &#8211; Quando a Moët &amp; Chandon decidiu se instalar na Argentina, trouxe uma filosofia de trabalho clara, precisa e sempre orientada à obtenção da mais alta qualidade, que se sustentava em dois pilares fundamentais: a procura do melhor terroir para a expressão de cada variedade e, uma vez alcançada a máxima expressão no vinhedo, traduzir toda esta qualidade ao vinho com uma filosofia de vinificação extremamente respeitosa. Estas seriam, de uma forma geral, as únicas diretrizes do grupo ao qual pertence a Terrazas de los Andes.<br />
Como foi bem dito, os vinhos da Terrazas têm estilo e personalidade bem definidos, que procuram ressaltar as características excepcionais obtidas nos nossos vinhedos, com uma vinificação de marcada influência francesa que procura em todo momento adicionar, de forma equilibrada, elementos para alcançar o nível de complexidade procurado.</p>
<p><strong>QVinho &#8211; A Argentina é muito conhecida pelos emblemáticos vinhos de Malbec, porém isso vem mudando, cada vez mais vinhos de variedades como a Tempranillo, Pinot Noir, Syrah, Petit Verdot, Bonarda, Torrontes e Viognier aparecem no mercado. Alguns produtores já fazem vinhos de elite com as duas primeiras, e as outras parecem ter entusiastas com boas razões para acreditar nelas. Atualmente a Terrazas de los Andes oferece vinhos das variedades mais tradicionais na Argentina, como a Cabernet Sauvignon a Chardonnay e a Malbec, mas existe algum projeto ou pretensão de trabalhar com outras variedades de uvas? Qual a opinião do senhor sobre o potencial de outras varietais além da Malbec, da Cabernet Sauvignon e da Chardonnay?</strong></p>
<p>Louzada &#8211; Uma das grandes preocupações da equipe de Vinhedos e Enologia da Terrazas de los Andes é a permanente procura e experimentação de outras variedades de uva e sua combinação exata com a altitude na qual devem ser plantadas. Além das variedades mencionadas, gostaria de citar também variedades como a Sémillon (junto com a Malbec, as duas variedades de maior tradição em Mendoza), a Merlot, a Cabernet Franc, a Tannat, a Petit Manseng (para a elaboração de Colheitas Tardias) e, quem sabe, por que não um pouco de Touriga Nacional.<br />
Do meu ponto de vista, as características que se reúnem naturalmente na Argentina e especialmente em Mendoza são excepcionais, permitindo alcançar uma perfeita maturação e a expressão de um grande número de variedades, razão pela qual a única palavra em que posso pensar sobre o potencial vitivinícola de Mendoza seria ilimitado.</p>
<p><strong>QVinho &#8211; O intervencionismo exagerado do homem é um dos pontos mais controversos na produção de vinho atual. Técnicas como a microoxigenação, a osmose reversa e o spinning cone já são bastante empregadas, facilitando a criação de vinhos potentes e concentrados, porém macios e prontos para o consumo imediato. Qual a sua opinião sobre o chamado vinho high-tech?</strong></p>
<p>Louzada &#8211; Como eu lhe dizia, a filosofia da Terrazas de los Andes está muito em linha com a que a Moët &amp; Chandon nos trouxe há mais de 45 anos, baseada numa qualidade excepcional alcançada nos vinhedos e,depois, com técnicas de vinificação e de intervenção limitada que permitam traduzir esta qualidade aos vinhos. A nossa equipe está profundamente convencida de que um bom vinho nasce no vinhedo, razão pela qual grande parte do nosso esforço se concentra precisamente aí. Posteriormente, a definição do momento da colheita requer uma grande dedicação no seguimento da maturação e uma seleção precisa, de tal forma que no início da vinificação possamos contar com o máximo de qualidade. A vinificação deve, então, ser pensada em detalhes para somar em cada passo da elaboração do vinho para que chegue ao consumidor nas melhores condições.</p>
<p>Pessoalmente, eu estou um convencido daquilo que acabo de mencionar e, portanto, sou mais partidário de uma intervenção limitada. No entanto, penso também que as diferentes técnicas de vinificação, como as que menciona, são ferramentas que estão à disposição dos enólogos para ajudá-los na elaboração de vinhos de boa qualidade. Gostaria unicamente de dizer algumas palavras sobre as técnicas que menciona: a microoxigenação me parece interessante, pois é inspirada na dissolução de O2 que se fazia durante as trasfegas e, em vez de propor dissoluções importantes que alcançavam níveis de saturação, propõe dissoluções adequadas às necessidades do vinho; quanto à osmose inversa e o spinning cone, é muito possível que se ouça falar cada vez mais destas técnicas, devido ao aumento do nível de açúcar e, portanto, de álcool potencial nas uvas pelo aquecimento global do planeta. Nesse caso, penso que é mais positivo o uso destas técnicas a ter um vinho com mais de 14% ou 15% de álcool.</p>
<p><strong>QVinho &#8211; Qual o melhor vinho que você já fez? E qual o melhor que já provou?</strong></p>
<p>Louzada &#8211; Sinceramente, são as duas perguntas mais difíceis que me poderiam fazer por ter que escolher um só vinho e deixar de fora uma enorme quantidade de vinhos pelos quais ainda hoje tenho um especial carinho. Por outro lado, sou extremamente perfeccionista e o meu objetivo a cada ano é fazer um vinho cada vez melhor. Como dizem os ingleses, &#8220;<em>there is always room for improvement</em>&#8220;. Por isso, gostaria de responder que o vinho que hoje em dia mais me satisfaz fazer é o <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos-argentinos/terrazas-de-los-andes-reserva-malbec-2003/" title="Terrazas de los Andes Reserva">Terrazas Reserva Malbec</a>, pois penso que estamos num excelente caminho.</p>
<p>Quanto ao vinho que provei, vou ter que mencionar vários e tenho a certeza de que vou esquecer muitíssimos vinhos dos quais gosto:</p>
<ul>
<li>Vinho Tintos: Cheval Blanc 2000, Cheval des Andes 2005 (ainda não está no mercado); Terrazas Gran Malbec e Gran Cabernet Sauvignon 1999, <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/terrazas-de-los-andes-afincado-malbec-2004/" title="Terrazas de los Andes Afincado Malbec 2004">Afincado Malbec</a> 2002, Rozès Touriga Nacional 1999, Cape Mantelle Cabernet Sauvignon 2003.</li>
<li>Vinhos Brancos: Cloudy Bay Te Koko 2003, Cloudy Bay Sauvignon Blanc 2006, Guiado Sémillon 2004 (da Chandon Argentina).</li>
<li>Champagnes: Krug 1988 (provei uma semana depois do nascimento do meu filho, Pedro, em Novembro do ano 2000 e jamais esquecerei este vinho), Dom Pérignon 1995 e La grande Dame Rosé 1995 (provei no nascimento da minha filha, Maria).</li>
<li>Vinhos Espumantes: Chandon Cuvée Réserve Pinot Noir, Baron B. Unique 1997.</li>
</ul>
<p>Para mim, a recordação destes vinhos se dá pela combinação da sua excelente qualidade com momentos maravilhosos na minha vida.</p>
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