Sensação de prazer é maior ao beber vinhos mais caros

garrafa-dolar.jpgPesquisadores californianos da Stanford School of Business e do California Institute of Technology comprovaram cientificamente o que há um bom tempo imaginávamos ser verdade. Beber vinhos mais caros onde existe uma maior expectativa em relação à qualidade é interpretado pelo cérebro como uma experiência mais prazerosa. Ok, aquela história de que o rótulo e a etiqueta do preço fazem toda a diferença, agora tem explicação. Segundo o estudo, quando vinte adultos foram submetidos a amostras contendo o mesmo vinho, porém com intervalos de preço diferentes, foram relatados índices significativamente mais elevados, no prazer em beber, quando era revelado que se tratava de um vinho mais caro. Ao mesmo tempo, a área do cérebro responsável pelo prazer, o orbitofrontal córtex, registrou alta atividade.

Não é de hoje que pesquisas demonstram que as percepções dos consumidores são afetadas pelo marketing, porém não existia um aprofundamento em relação ao preço. Agora, de acordo com as conclusões do estudo, se a experiência foi mais prazerosa, o cérebro deverá guardar e utilizar como um guia para futuras escolhas. Isso terá implicações no campo do marketing como mais um forte atributo para influenciar as percepções de qualidade, assim como já acontece com as notas e classificações, reviews, denominações de origem, marcas e a freqüência de exposição à publicidade.

Fonte: Reuters – Higher wine prices boost drinking pleasure

  • Noe Vaz

    Êpa ! estamos falando de vinhos acima de US$ 1 mil, que tem esse preço não apenas por marketing, mas pela sua produção diminuta, pela sua história, seus cuidados, etc. Dificilmente um vinho “fake” sobreviveria neste segmento apenas sustentado pelo MKT. É a velha história de por a culpa “nos outros”, esquecendo que o MKT, como disse Kotler, não trabalha com necessidades, mas sim desejos…
    Quando eu compro um vinho destes, é claro que não estou comprando apenas o vinho ( o aspecto tangível ) mas sim o intangível ( a história, a marca,o brazão, etc…) Não acredito em quem diz que compra um vinho de US$ 1 mil ( ou US$500, tanto faz ) com aquele “ar blasé” de que está apenas conhecendo ou experimentando o vinho…Você quer é divulgar aos quatro ventos… porque é uma experiência única ( para a maioria dos mortais ) e você quer, sim, causar alguma forma de impacto no seu “público”. Não aceitar isso é, a meu ver, acreditar na ingenuidade da natureza humana…

  • Luis Santos

    Indo na direção completamente oposto: o efeito pode contrário.

    Alguém que compra um vinho top e super-caro pode esperar tanto dele, e também ficar preocupado com a qualidade (principalmente se for de safras mais antigas) que pode ser gerada uma tensão que acabe com o prazer. Certa feita comprei um Yacochuya e abri com amigos. Todos adoraram, menos eu… :-)

  • Rodrigo Gouvea

    É sempre muito bom beber um vinho caro e de renome,mas acho que em muitas ocasioes a expectativa gerada é tao grande que acaba mascarando o vinho.Muitas vezes aguardamos muito para abrir aquele grande vinho que temos e,quando abrimos,ele nao passa de um bom vinho.A expectative é ,talvez ,prejudicial…

    que muitas vezes

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    Você tem razão Ricardo. Segundo o que foi relatado nesse estudo, ao mesmo tempo em que há um aumento da atividade na área que registra o prazer, a região do cérebro que interpreta o gosto não foi afetada. Ou seja, essas pessoas provavelmente não sentiram que o aroma ou que o paladar estavam melhores.

  • http://cartadevinhos.blogspot.com/ Ricardo Cesar

    Eu desconfio muito dessas pesquisas supostamente científicas. Ok, nos vinhos mais caros detectou-se que a região do prazer do cérebro teve mais atividade. Mas é porque se alguém fala que vai te dar um vinho de 10 000 reais, você imediatamente fica empolgado e só de saber disso tem prazer pela expectativa gerada. Mas não necessariamente este prazer vem por você achar, no nariz e na boca, que o vinho é mesmo melhor. Ou seja: dizer que um vinho é caro não aumento o prazer gustativo que aquele vinho confere. Ou será que a percepção do gosto muda também? Duvido.

  • Kayser Soze

    É, mas sabendo o preço sempre dá um gostinho melhor no ‘produto.’

  • http://gourmandisebrasil.blogspot.com/ Nina Moori

    É por isso que gosto das degustações ás cegas!