As festas de final de ano já passaram, mas o nosso verão está apenas iniciando. Assim, continuaremos nossa saga de provas de vinhos brancos, rosados e espumantes; seja para embalar comemorações, aperitivos ou para harmonizar com refeições. Nesses últimos tempos tenho acompanhado a tendência de alta no consumo dos vinhos tranqüilos e borbulhantes rosados. As importadoras não mediram esforços para trazer novidades de diversas regiões produtoras, inclusive dedicando seções especiais nos catálogos para a venda dos vinhos rosados. Até mesmo os produtores nacionais lançaram rótulos para atender essa demanda crescente. Em meio a esse turbilhão de novidades resolvi dar uma espiadela, e conferir em que pé anda esse tema em nossa mídia impressa especializada. Confesso, entretanto, que ao ler os comentários e sugestões de compra para vinhos rosés, só aumentou a minha percepção quanto à mesmice do conteúdo; notadamente quanto ao viés de release comercial que permeia nossas publicações. Então, lembrei-me porque, há um bom tempo, deixei de lado esse tipo de leitura. Contudo, curioso, resolvi investigar com um pouco mais de atenção esses vinhos, a começar pelo espumante Chandon Brut Rosé e, na seqüência, com a degustação às cegas num painel de rosados não borbulhantes.
Vale destacar que até mesmo na França os bruts rosés estão longe de rivalizar com os tradicionais bruts, sejam eles vintages e non-vintages. Está certo, alguns Champagnes Brut Rosé, principalmente os safrados, conseguem destacar-se pela qualidade realmente superior. É o caso de alguns exemplares vintage da própria Maison Moët & Chandon, como o Champagne Brut Rosé Cuvée Dom Pérignon. Para não ficar de fora, a Chandon de Garibaldi lançou um Brut Rosé, produzido a partir de um assemblage das uvas Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico. Com uma bela cor salmão esse espumante apresentou boa espumatização com borbulhas finas e em quantidade razoável, porém não muito duradouras. Aroma pouco intenso com leve frutuosidade, talvez evocando morango. Na boca é ligeiro, final curto e levemente adociado, tendo em vista o elevado percentual de açucar residual. Talvez por isso, agrade mais os iniciantes e menos habituados aos tradicionais bruts. Longe de empolgar esse espumante rosé é uma pálida imagem do que poderia se esperar de um vinho desse tipo.
![]()
Sem brilho, o Chandon Brut Rosé mostrou pouca refrescância e frutuosidade. Acredito que a Chandon tenha outros rótulos que com uma proposta similar consigam oferecer muito mais pelo mesmo valor.
Grad. Alcoólica: 11,9%
Preço: R$45





















concordo, bebi este espumante na noite de ano novo…
ao abrir a garrafa sem propriamente “estoura-la” como pede uma noite de ano novo..fui o primeiro a beber…tive a nítida sensação de estar bebendo um sprite rose…muito gaseificada, senti gosto de framboesa..tudo isso emoldurado por um tom rosé pálido. ainda bem, que paguei R$ 34,xx pela garrafa.
Viva Rosé!
É verdade, já tomei espumantes melhores da Chandon. Inclusive um que vocês provaram, o Excellence que de fato é muito bom! Agora esse Rosé deixou a desejar.
Esse Chandon Rosé é bem fraquinho.
Da Chandon bom mesmo é o Excelence. Um espumante digno e melhor que a maioria dos rivais sulamericanos.
Prezados senhores.
Existe vinhos tradicionais (não-espumante)Chandon?
Roberto Sousa Lima
Não, a Chandon produz apenas vinho espumante.