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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; África do Sul</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/africa-do-sul/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Nederburg mostra a força do vinho sul-africano</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/africa-do-sul/nederburg-gigante-sul-africana-vinhos/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/africa-do-sul/nederburg-gigante-sul-africana-vinhos/#comments</comments> <pubDate>Tue, 02 Sep 2008 12:55:39 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[África do Sul]]></category> <category><![CDATA[Enoeventos]]></category> <category><![CDATA[Nederburg]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/vinhos-africanos/nederburg-gigante-sul-africana-vinhos/</guid> <description><![CDATA[É curioso observar como certos acontecimentos podem rotular negativamente um país durante décadas. A África do Sul sabe muito bem o que é isso. A péssima imagem perante o mundo durante o Apartheid – regime de segregação racial que vigorou até 1990 – impediu que o país mostrasse suas virtudes. Tudo ficou soterrado no terreno&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/africa-do-sul/nederburg-gigante-sul-africana-vinhos/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>É curioso observar como certos acontecimentos podem rotular negativamente um país durante décadas. A África do Sul sabe muito bem o que é isso. A péssima imagem perante o mundo durante o <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid">Apartheid</a> – regime de segregação racial que vigorou até 1990 – impediu que o país mostrasse suas virtudes. Tudo ficou soterrado no terreno das disputas raciais; uma minoria branca dominando e impondo restrições a uma maioria de negros. Já imaginou o tamanho do problema? Quem não ouviu falar de <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela">Nelson Mandela</a>? Pois é, o Prêmio Nobel da Paz de 1993 conseguiu combater e expor ao mundo as injustiças e a vergonha que era o regime repressor do Apartheid.  Mas deixando de lado as rusgas políticas e sociais, o legado britânico, francês e holandês também deixou coisas boas. O vinho foi uma delas. O setor vitivinícola renasceu na África do Sul pós Apartheid, e seus vinhos voltaram ao mercado internacional, depois de anos de sanções ao comércio com o país. Tudo bem que o vinho, assim como o Críquete e o Rugby, foram implantados para preservar os nobres hábitos da aristocracia e abastecer os mercados externos (principalmente o Reino Unido). Porém, não se enganem, ainda hoje o filé mignon está no ouro. E, em mais algumas minas de urânio, ferro, cobre, diamante&#8230;</p><p>O país que sediará a Copa do Mundo de 2010 está investindo pesado para ganhar projeção, e principalmente, conquistar novos mercados. Há algumas semanas estivemos num evento de promoção da vinícola <a
href="http://www.nederburg.co.za/">Nederburg</a>, pertencente a gigante companhia sul-africana <a
href="http://www.distell.co.za/Distell/index.aspx">Distell</a>. Originada em 2000, a Distell nasceu a partir de uma fusão de duas tradicionais empresas, a <strong>Stellenbosch Farmers&#8217; Winery</strong> (SFW) e da <strong>Distillers Corporation</strong>. Para resumir, basta dizer que a Distell é dona da marca do licor<strong> Amarula</strong>, aquele do rótulo do elefante, que para cada garrafa comercializada deve existir outras cinco imitações, inspirações, falsificações etc. Com uma tradição vitivinícola de mais de dois séculos, a Nederburg está localizada no distrito de <strong>Paarl</strong> (Pérola), a 60Km da Cidade do Cabo. Em comparação com outras regiões vitivinícolas da Península do Cabo como Stellenbosch, Constantia e Cape Point, Paarl é mais quente e está mais distante do mar. Porém, ainda assim sofre uma influência marítima, tanto do Atlântico quanto do Índico.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/09/razvan-macici-nederburg.jpg" alt="Razvan Macici - Enólogo da Nederburg" align="left" />O enólogo responsável pelos vinhos da Nederburg, o romeno <strong>Razvan Macici</strong>, esteve no wine dinner realizado em Curitiba para falar sobre o seu trabalho. Razvan foi até a África do Sul para trabalhar temporariamente numa vinícola também pertencente ao grupo Distell; depois acabou recebendo o convite para cuidar dos vinhos da Nederburg. Daí foi uma passo para formar uma família e estabelecer suas raízes na África do Sul. Para atingir mercado globais, os vinhos sob a tutela de Macici possuem uma pegada típica do vinho moderno: concentração, potência e um carvalho mais evidente. Por outro lado, uma vantagem da Nederburg pertencer ao grupo Distell é que os vinhos conseguem chegar com preços bem competitivos no mercado brasileiro. De modo geral, sempre achei os vinhos sul-africanos muito caros, apesar de existirem excelentes rótulos.  Exceções a parte, no que tange a relação qualidade/preço, a África do Sul ainda sai em desvantagem.</p><p><a
href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/tags/qv05/" target="_blank">Vejam as fotos do evento (Flickr)</a></p><h2>Nederburg Chadonnay 2006 &#8211; R$40</h2><p>Para mim esse vinho segue a linha dos Chardonnay californianos: encorpados e com madeira presente. Na confecção desse Chardonnay, 50% da uvas fermentaram em tanques de aço inox e 50% realizou fermentação malolática em barricas de carvalho. Aroma de boa intensidade, ressaltando as aromas de baunilha e um tostado emprestado da madeira do carvalho. Algumas notas de damasco, mel e manteiga. Na boca é encorpado, cremoso, boa acidez e generosa untuosidade. Final de boca bem gostoso, prolongado e alcoólico.</p><h2>Nederburg Cabernet Sauvignon-Shiraz 2006 &#8211; R$34,40</h2><p>Esse corte surpreendeu apresentando um bom conjunto. Vinho honesto e equilibrado, com taninos de boa qualidade e nariz intenso.</p><h2>Nederburg Private Bin Shiraz 2003 &#8211; R$75,90</h2><p>A Shiraz tem apresentado excelentes resultados na África do Sul, por isso muitos produtores fazem vinho de produção limitada com essa uva, esse é o caso do Private Bin da Nederburg. Vinho de produção baixa, feito a partir de vinhas velhas sem condução (videiras antigas crescem como arbustos), com maturação de 12 meses em carvalho francês e americano. O vinho é potente, encorpado e surpreendentemente jovem. Aroma sedutor de frutas negras maduras, muita especiaria e um indefectível toque de borracha. Os taninos ainda incomodam um pouco, porém é uma excelente pedida para quem gosta de vinho bombado.</p><h2>Nederburg Private Bin Cabernet Sauvignon 2005 &#8211; R$75,90</h2><p>Fiquei surpreso com o estilo desse Cabernet Sauvignon, sem dúvida conseguiu se destacar frente aos outros rótulos. É um ótimo Cabernet, com equilíbrio e taninos de qualidade superior. Amadureceu 24 meses em barricas de carvalho francês e romeno. O nariz tem boa intensidade e complexidade, lembrando cassis, tabaco e notas de eucalipto.</p><h2>Nederburg Pinotage 2005 &#8211; R$34,40</h2><p>Não poderia faltar o vinho com a cepa nacional da Africa do Sul, a Pinotage, um cruzamento desenvolvido no início do século XX a partir da Pinot Noir e da Cinsaut. A África do Sul criou até uma associação, a <a
href="http://www.pinotage.co.za/index.php?page=2">Pinotage Association</a>, com o intuito de desenvolver pesquisas, estabelecer melhores práticas e promover a uva Pinotage. O Nederburg Pinotage mostrou-se bem acessível e fácil de beber. Nesse rótulo o amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e americano não chega sobressair à fruta. Bouquet de boa intensidade lembrando frutas vermelhas frescas como morango e amoras, mesclado a um toque sutilmente adocicado e lácteo. Leve na boca, com taninos macios, e um final não muito longo.</p><p><a
href="http://search.twitter.com/search?q=%23qv05" target="_blank">Confira a cobertura online feita via Twitter</a></p><p><em>Os vinhos da Nederburg são importados pela <a
href="http://www.portoaporto.com.br">Porto a Porto / Casa Flora</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/africa-do-sul/nederburg-gigante-sul-africana-vinhos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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