Bodegas y Viñedos O.Fournier

Bodegas y Viñedos O.Fournier - Valle de Uco

Um dos rótulos que mais se destacou aqui no blog foi o Alfa Crux Blend 2002, um vinho moderno e pretensioso, assim como o seu produtor, a Bodegas Y Viñedos O.Fournier. Uma vinícola nova – fundada em 2000 – que já está produzindo vinhos muito bons em Ribera Del Duero e Mendoza, além de ter projetos em andamento no Chile, Portugal (Douro) e Espanha (Rioja). É isso mesmo! Ribera Del Duero, Rioja, Douro, Mendoza e Chile foram os locais escolhidos para a “construção” do grupo bodeguero O.Fournier, sem sombra de dúvidas, uma empreitada ambiciosa. Ainda não tivemos a oportunidade de provar todos os seus vinhos, mas aqueles que provamos, saíram-se muito bem nas degustações. Além do já mencionado Alfa Crux, comparamos lado-a-lado o BCrux Blend 2003, o Urban Uco Malbec-Tempranillo 2004 e o Leonardo Tempranillo 2005 e pudemos comprovar a qualidade da O.Fournier. São vinhos modernos, com muita fruta e boa integração com a madeira, além de oferecerem taninos maduros, boa acidez e um certo frescor. Um dos grandes méritos da O.Fournier é imprimir uma personalidade própria em seus vinhos. Outro ponto que merece destaque é a excelente relação qualidade/preço do Urban Uco e do Leonardo.

Importadora: Vinci

BCrux Blend 2003

O.Fournier Beta Crux 2003 Mais um excelente vinho da O.Fournier. Esse assemblage (60% Tempranillo, 20% Malbec, 10% Merlot e 10% Syrah) apresentou uma cor rubi intensa, rico em matéria corante e um halo ligeiramente púrpura. Ao nariz, o bouquet é complexo e muito intenso. O leque de perfumes exala notas de frutas negras maduras, cedro, seguido por um sutil toque de especiarias como cravo. O cuidadoso processo de amadurecimento em barricas de carvalho (80% francês e 20% americano) só trouxe fineza ao vinho. Na boca é potente, caloroso, com taninos macios e uma boa acidez. Sem dúvida um vinho bem equilibrado. O retrogosto é prazeroso e persistente, sem exageros. A O. Fournier confirma com seu BCrux Blend toda sua capacidade para talhar vinhos com muita elegância, complexidade, concentração e, principalmente, fáceis para serem apreciados.

Excelente
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço: R$85

Urban Uco Malbec-Tempranillo 2004

O.Fournier Urban Uco Malbec-Tempranillo 2004Esse corte bivarietal (50/50) exibiu cor rubi com ligeira transparência e halo tendente ao púrpura, além de lágrimas muito persistentes e densas. Nariz agradável, um pouco discreto no início, porém revelador de uma boa complexidade, remetendo a frutas passificadas, couro, borracha e cascalhos. Corpo médio, taninos macios e acidez correta. Final com boa persistência, deixando uma sensação harmônica. O Urban Uco é um vinho muito interessante, tem uma complexidade surpreendente e, considerando o preço, traz uma elegância típica de vinhos mais caros. Sua personalidade é mais européia, apesar da maciez comum do novo mundo, além disso, não exibe a fruta exageradamente doce de muitos vinhos atuais.

Muito Bom - Best Buy
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço: R$30

Leonardo Tempranillo 2005

O.Fournier Leonardo Tempranillo 2005Produzido com exclusividade para a Vinci, este jovial tinto mostrou cor rubi com boa transparência, halo ligeiramente violáceo e lágrimas com persistência média. Aroma intenso, aberto e direto, trazendo cerejas maduras; notas de caramelo e ervas secas. Corpo leve, com taninos bem resolvidos e acidez um pouco baixa, deixando evidenciar o álcool elevado. Final frutado de persistência muito boa. O Leonardo Tempranillo é um vinho ligeiro, para ser bebido em goles fartos, acompanhando pizza e boa conversa. Acho que esse vinho peca no acabamento, é muito macio e leve, seria melhor se tivesse um pouco mais de acidez, trazendo mais vivacidade e brilho. Por outro lado, sua intensidade aromática e persistência são muito boas, incomuns em vinhos dessa faixa de preço, o que torna o Leonardo Tempranillo um dos campeões no quesito relação qualidade/preço.

Bom
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço: R$18

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  • João Luiz Zambello Santos

    Onde encontro o URBAN e o BCRUX em Buenos Aires, pois estarei lá na próxima semana.

    Grato

  • sergio

    realmente me impressionou o leonardo malbec.sedoso,redondo,com um final persistente e um carater surpreendente para um vinho de 18,00 reais. Acompanhou com elegancia um carre de cordeiro e outras carnes aqui na porcão de bh.boa surpresa………..

  • http://www.qvinho.com.br Jomar

    Alessandro, o estilo do vinho moderno é definido pelo próprio mercado. Se os vinhos atuais são potentes, frutados e com muito carvalho é porque gostamos (a grande maioria dos consumidores) de vinho assim. O mainstream media não tem tanta “culpa” nesse modismo.

  • http://www.espressa-mente.blogspot.com carioca

    ok. entao…comprei a 3 anos atras numa liquidaçao numa loja e nao me arrependi. recomendo tanto o urban blend quanto o alfa!!!

  • Alessandro

    Até mesmo os renomados Château de Bordeaux já cederam as pressões do mercado e começam a fazer vinhos mais potentes! Esse fenômeno é para acompanhar o gosto dos norte-americanos e da crítica (leia-se Parker e Wine Spectator) que ditam esses parâmetros.

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    Mais uma vez a O.Fournier fez bonito com esses vinhos de excelente acabamento técnico. Como características podemos destacar o nariz intenso, a boa frutuosidade e a textura macia; o que torna esses vinhos muito acessíveis aos degustadores. É exatamente esse o perfil almejado pela maioria dos vinhos ditos “modernos”, que agradam cada vez mais o olfato e o paladar dos consumidores. Para os puristas e tradicionalistas de plantão o risco estaria na padronização do estilo em detrimento da originalidade. Porém, não acredito que isso aconteça com a O.Fournier, já que seus vinhos apresentam uma boa personalidade.
    E, quando o assunto é harmonizar esses rótulos com a comida é preciso estar atento a alguns detalhes. Quanto ao Leonardo, que é mais leve e simples, a combinação pode acontecer com uma infinidade de pratos também leves a base de carnes e massas, desde que não sejam muito condimentados. Já em relação ao Urban Uco e, principalmente, ao BCrux o problema estaria numa sobrecarga sensorial. Pratos muito simples provavelmente ficarão anulados diante da potência e intensidade desses vinhos, mas por outro lado pratos excessivamente elaborados poderão empatar ou até mesmo ofuscar a complexidade da bebida. Isso não significa que esses dois vinhos não acompanhem magnificamente pratos mais estruturados como carnes bovinas grelhadas, carnes de caça e molhos condimentados, mas o segredo é não exagerar, caso contrário a percepção de ambos (vinho e comida) ficará comprometida.

  • http://www.espressa-mente.blogspot.com carioca

    esta vinicola foi uma grata descoberta a 3 anos atras. esta eu, peneirando novidades na loja do importador (grand cru) aqui no rio e havia uma pequena degustaçao destes vinhos. resultado: alguns urban blend e 2 garrafas de alfa!!
    abs,