Com uma história centenária, a Bodegas Norton faz parte dos negócios da renomada família Swarovski, famosa pela produção de cristais. Já comentei aqui no QVinho sobre o excelente Norton Malbec Reserva. Sob pena de me tornar repetitivo, ainda assim friso que a Norton impõe uma linha mais elegante e européia em seus vinhos. O Malbec DOC, de Luján de Cuyo, é maduro de cor rubi brilhante, boa transparência, acompanhado por lágrimas untuosas e incolores. Presença mais intensa de notas de carvalho, e em segundo plano uma frutuosidade discreta de framboesas e amora. Na boca é redondo e bem equilibrado em relação à acidez e ao álcool. Muito se fala de vinhos potentes para competição em detrimento dos `vinhos gastronômicos´. Não tenho dúvidas que a esse exemplar da Norton além de um excelente custo/benefício pode acompanhar muito bem as refeições. O Reserva Malbec e o Perdriel continuam sendo meus vinhos preferidos dessa bodega.
![]()
Malbec honesto, sem exageros, que hamoniza muito bem com diversos pratos, como risotos e carnes preparadas no forno.
Grad. Alcoólica: 13,5%
Preço: R$24
Importadora: Expand




Vocês têm colocado excelentes vinhos argentinos e chilenos, mas por que não incluem mais franceses? Aprecio muito os vinhos da Borgonha, assim como os Pinot Noir da Califórnia.
Caro Marco,
Você tem razão, realmente o QVinho tem priorizado a publicação de posts de vinhos argentinos, chilenos e brasileiros. Mas essa é a proposta do blog, tornar mais acessível e, principalmente, estimular o debate a cerca do consumo do vinho. E de que forma conseguiríamos tal feito, senão por meio de vinhos com preços mais convidativos e disponíveis em muitos pontos-de-venda. Infelizmente degustações verticais de vinhos como: Petrus, DRC, Sassicaia, Haut-Brion entre outros, ainda estão muito distantes da realidade de nós brasileiros. Sou fã dos vinhos da região de Barolo e Barbaresco. Adoraria poder tomar com maior frequência e comentar no QVinho alguns crus de Brunate, Arborina, Canubi, Asili e Rabajà. Mas, os preços desses vinhos aqui no Brasil tornam proibitivo um consumo mais frequente. Também não quero transformar o blog num embuste, indicando como boa compra qualquer vinho, quer seja francês ou italiano, que na origem não custaria mais de 10 euros e teria, no máximo, uma proposta de vinho simples do dia-a -dia, porém para nós chegaria a preços de R$70 a R$100. Pode ficar tranquilo Marco, que os bons vinhos franceses, italianos, californianos, australianos e sul-africanos serão bem representados no blog. Obrigado pela participação e continue acompanhando o QVinho.
É isso mesmo! Conheço muita gente que se enquadra na categoria de bebedores de rótulo. Já provei muitos Bordeaux e Borgonha de apelações renomadas que não passaram de vinhos apagados e diluídos. Agora o preço, esse sim está sempre lá em cima.
Achei esse Norton muito elegante, um certo ar de aristocracia inglesa em seus aromas. Sem dúvida, um ótimo vinho.
Estive em Mendoza na semana passada e pude provar muitos vinhos de muitas vinícolas famosas por lá, fui inclusive num jantar de lançamento de um novo Santa Julia, conheci os Campos da Família Zuccard e aproveitei até para comprar umas garrafas do tão badalado porto argentino, o Malamado, muito bom por sinal, porém, em momentos mais descontraídos quando íamos jantar em lugares mais comuns, notamos que o vinho que é consumido, inclusive pelos jovens Argentinos e suas namoras é mesmo o NORTON. Experimentamos uma garrafa que pagamos 8 pesos somente e de fato é um dos melhores vinhos que consumimos na argentina.