WofA 2010: Chañarmuyo Estate

Acima das províncias de Mendoza e San Juan, está La Rioja. Nessa região predominam os solos franco e arenosos, e a vitivinicultura se desenvolve em pequenos vales irrigados a oeste, nas Serras de Velasco e de Famatina. O jovem empreendimento de Chañarmuyo Estate está localizado numa região de clima semiárido e seco, com altitude de 1.720 metros. Os vinhedos foram plantados em 2002 e ocupam uma área de 100Ha. Atualmente a produção gira em torno de 200 mil garrafas, sendo que 70% é exportado para países como USA, Alemanha, Suíça e Israel. Contudo, 60% do faturamento da vinícola ainda é proveniente da venda de vinho a granel. De acordo com Alfredo Cohen, gerente comercial da Chañarmuyo, a estratégia para os próximos anos será de aumentar a participação dos rótulos próprios no faturamento através da abertura de novos mercados. Os vinhos da Chañarmuyo ainda não podem ser encontrados no Brasil, já que eles estão buscando parceiros e estudando a melhor estratégia de entrada. Quem estiver pensando numa viagem pela Argentina, La Rioja pode ser mais uma boa pedida. E, exatamente para atender essa demanda de enoturistas, a Chañarmuyo Estate investiu também numa belíssima pousada onde os hospedes podem desfrutar da incrível região com muito conforto e sossego.

Chañarmuyo Estate Viognier 2009

Um vinho sem passagem por madeira, jovem e refrescante. Bela cor amarelo ouro, esse Viognier mostrou-se bem aromático, com notas típicas da varietal como pêssego, damasco e mel. Na boca tem estrutura mediana e acidez correta, ideal para um aperitivo.

Chañarmuyo Estate Malbec 2009

Violáceo, com muita matéria corante. Malbec frutado e gostoso; mas não chega a ser exuberante no nariz. Um vinho jovem, com boa presença de boca e taninos macios.

Cabernet Sauvignon Reserva 2008 (50 pesos)

Muito escuro, sem espaço para transparência. Bouquet intenso, cheio de frutas maduras e sem traços verdes. Na boca é encorpado, tem acidez bem colocada e os taninos são firmes, embora nesse momento arranhem bastante. Ainda jovem, esse Cabernet Sauvigon irá melhorar com mais alguns anos na garrafa.

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  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    É verdade Elmo, alguns nomes são difíceis mesmo para pronunciar. Essa originalidade ajuda em alguns aspectos, mas pode ser uma grande barreira em certos mercados. No fundo eles sabem disso, tanto que muitos vinhos voltados a exportação levam outros rótulos e nomes muito mais simples. Se não fizerem isso certamente os vinhos ficaram empacados em gôndolas norte-americanas e canadenses.

    Abraço

  • ELMO

    Jackson, até respeito o uso do “folk” nas marcas, mas de repente os caras podiam pensar num americano ou mesmo um brasileiro pronunciando esse nome… rs