10 Vinhos brasileiros que você precisa conhecer

Nos posts anteriores comentei sobre as principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul e o potencial do enoturismo na Serra Gaúcha. Tem muita coisa boa surgindo, seja das vinícolas tradicionais ou dos novos players, e é fácil encontrar vinhos interessantes e gostosos de beber. Obviamente, não vou conseguir listar todos os vinhos que gostei, mas procurei selecionar 10 rótulos, não necessariamente os mais caros ou premiados, mas sim algumas novidades empolgantes em termos de qualidade juntamente com algumas opções de rótulos bom e barato, que é o que nos interessa! Afinal, falar de vinho caro e já aclamado pela crítica qualquer idiota pode fazer.

Lovara Cabernet Sauvignon

Lovara Cabernet Sauvignon

Vinhos recomendados:

Valmarino Ano XIII Cabernet Franc 2008 – R$67
Criada em 1997, por Orval Salton e seus filhos, a Valmarino conta com 16 Ha de vinhedos no distrito de Pinto Bandeira. O portfólio conta com espumantes além de varietais como Chardonnay, Merlot, Tannat e Cabernet Franc. Este último vinho da safra 2008, me impressionou pela qualidade e ótima evolução. Um Cabernet Franc com bastante matéria corante, nariz intenso, lembrando frutas negras maduras como cassis, cerejas e notas de caramelo. Estrutura média, taninos finos e redondos. Um vinho elegante, excelente para beber hoje!

Aurora Chardonnay Pinto Bandeira 2012 – R$44
A vinícola Aurora foi mais uma que resolveu apostar na Indicação de Procedência (IP) Pinto Bandeira. Seus vinhedos próprios de Chardonnay e Pinot Noir estão localizados numa região com cerca de 800 metros de altitude e de grande amplitude térmica. Se o Pinot Noir 2013 peca por ter um carvalho se sobrepondo a fruta, no Chardonnay encontramos muito mais equilíbrio entre fruta, acidez e madeira. Aroma gostoso e de boa intensidade, remetendo a maçãs e floral, com notas delicadas de baunilha aportadas pelos 3 meses de carvalho francês. Corpo médio com final de boa duração.

Don Giovanni Brut – R$50

Antes de pertencer ao casal Ayrton Giovanni e Beatriz Dreher Giovanni, a propriedade já serviu de campo experimental para desenvolvimento de uvas viníferas e vinificação da companhia Dreher S/A. Atualmente, além da produção de vinhos, a Don Giovanni transformou seu antigo casarão numa bela pousada e restaurante. Pela qualidade da linha de espumantes é possível perceber essa vocação da IP Pinto Bandeira para produzir borbulhantes de alta qualidade. O Don Giovanni Brut é feito pelo método tradicional, leva 75% Chardonnay e 25% Pinot Noir, com 24 meses de maturação “sur lies”. Com perlage muito fino e persistente, esse Brut exibiu um bom aroma frutado, com algumas notas de pão tostado. Na boca tem boa cremosidade e frescor graças a sua acidez; final com uma certa doçura, fácil de beber!

Pizzato Concentus Gran Reserva 2008 – R$65
A Pizzato surgiu no final dos anos 90, quando a familia migrou da condição de simples produtores de uva e cooperados da vinícola Aurora para proprietários de uma vinícola boutique. Debutaram em 2000, com seu Pizzato Merlot 1999 que fez muito sucesso. Com 26 Ha de vinhedos no Vale dos Vinhedos e 19 Ha em Dr. Fausto, a Pizzato costuma fazer vinhos de personalidade que refletem bem as características da Serra Gaúcha. O Concentus é um delicioso corte de uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat provenientes do Vale dos Vinhedos. Bouquet bem perfumado e intenso, lembrando ameixas, cerejas e cacau, com algumas notas lácteas e especiarias emprestadas do carvalho (francês e americano). Na boca é encorpado, bem equilibrado com o álcool; taninos firmes e um final frutado e duradouro.

Pizzato Chardonnay 2013 – R$43
Com uvas da D.O. Vale dos Vinhedos a Pizzato também faz esse Chardonnay sem qualquer passagem por carvalho, nem fermentação malolática. O resultado é um vinho muito fresco e agradável, para ser bebido jovem. Aroma muito gostoso, com destaque para notas cítricas, floral e um fundinho mineral. Tem boa estrutura e acidez, ideal para acompanhar saladas e peixes.

Larentis Vigna D’Oro Merlot 2012 (Bag in Box – 4L) – R$51
A família Larentis também foi durante anos uma tradicional fornecedora de uvas para a Aurora. Os anos de crise da cooperativa, associado aos baixos preços da uva, serviram de gatilho para que em 2001, a família inaugurasse sua vinícola com o desejo de expressar em seus próprios rótulos o melhor de seus vinhedos. O jovem enólogo, André Larentis, – que já é a 5a. geração da família – responde tecnicamente pela produção dos vinhos, e aos poucos tenta imprimir seu estilo. Localizada em pleno Vale dos Vinhedos, a vinícola conta com 20 Ha de vinhedos, que dão origem a uma série de rótulos varietais como Cabernet Sauvignon, Merlot, Marselan, Ancellotta, Tannat entre outras. Seu jovem Merlot Vigna D’Oro vendido em bag in box é o que se pode chamar de um vinho bom e barato! Sem passagem por madeira, consegue expressar o melhor da fruta. Um vinho muito gostoso e gastronômico, em função da sua boa estrutura e acidez. Perfeito para o dia a dia!

Lovara Cabernet Sauvignon 2012 – R$20
A vinícola Lovara está situada muito próxima do centro de Bento Gonçalves, no roteiro conhecido como Caminhos de Pedra, onde é possível encontrar construções históricas do imigrantes italianos. Com uma estrutura moderna e funcional, a Lovara é capaz de produzir cerca de 100 mil litros/ano. Da mesma forma, sua programação voltada ao enoturismo é bem diversificada, contando com espaços para realização de eventos e jantares harmonizados. Roberta Benedetti, outra jovem enóloga da Serra, está a frente da produção. Se o rótulo mais elaborado como o Gran Lovara faz bonito representando a vinícola, a linha varietal não fica atrás, e surpreende pela excelente relação qualidade/preço. O Cabernet Sauvignon 2012 não passa por madeira, e esbanja frescor e frutuosidade. Leve, taninos macios e muito fácil de beber. Outra excelente opção para o dia a dia.

Lidio Carraro Quorum 2006 – R$150
Com longo histórico na viticultura, a Lidio Carraro nasceu como vinícola em 1998, com a filosofia de produzir vinhos autênticos que refletem de forma pura a expressão da uva e seu terreno de origem. Para tanto, possuem vinhedos próprios de duas regiões distintas: Vale dos Vinhedos e Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste. Desta última região são produzidos alguns vinhos da categoria bom e barato, e não posso deixar de mencionar os deliciosos Agnvs Merlot e Dádivas Chardonnay. Mas, sem dúvida, o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum figura entre os melhores representantes do vinho brasileiro de alta qualidade. O rótulo é um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat de uvas do Vale dos Vinhedos. Perfume intenso e complexo, revelando ameixas negras, uvas passa, frutas em compota e chocolate. Encorpado, porém elegante, marcado por taninos finos e maduros; final longo e suculento!

Valduga Gran Raízes 2010 – R$85
Dentro da sua estratégia de diversificação, a Casa Valduga continua investindo em diferentes regiões do Brasil, e até mesmo do Chile e Argentina. Nessa nova geração de vinhos, vale destacar rótulos como o Gran Raízes, um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat de vinhedos da região da Campanha, com uma pegada moderna, bem ao estilo Novo Mundo. O estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês dá a esse vinho uma boa dose de complexidade. Aroma repleto de frutas negras maduras, remetendo a ameixas, cassis, chocolate e especiarias. Encorpado, taninos doces e macios, num final caloroso. Ainda jovem, com traços marcantes da madeira, esse vinho poderá evoluir bem nos próximos anos.

Aracuri Merlot 2009 – R$33
Da região de Campos de Cima da Serra, a jovem Aracuri plantou seus primeiros vinhedos de Cabernet Sauvignon em 2005. Nos anos seguintes iniciaram o cultivo de varietais como Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Por enquanto, eles não possuem uma infraestrutura de vinícola na região, e a vinificação é realizada, sob responsabilidade da enóloga Paula Schenato, numa estrutura terceirizada na Serra Gaúcha. Gostei do Sauvignon Blanc 2012, produzido de um vinhedo relativamente novo (2009); o vinho mostrou um agradável toque cítrico e mineral, muito frescor e sapidez na boca. O Merlot 2009 também é um vinho para ser bebido jovem. Apenas 40% passa 3 meses por barricas francesas e americanas. Aroma com boa presença e frutas maduras, e um leve tostado. Estrutura leve para médio, com taninos macios e final saboroso. Vale a pena provar esses e outros rótulos da marca.

  • ricardocarreon68

    Estou publicando um novo blog sobre vinhos no Brasil e gostaria de convidar vocês a visitar!

    http://seuvinho.com/

  • Waghi Samuel

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    Samuel Arantes

    17 99754 7894 ou 11 99149 8821

    samucadas@gmail.com

  • Dullis Carvalho

    Muito interessante sua matéria,queria também indicar dois vinhos que estão sendo produzidos no interior de Goiás,em Pirinopolis ,fui surpreendida pela qualidade do vinho,uma vez que vinho no Brazil ou e no Rio Grande do Sul ou Vale do São Francisco.Os vinhos são Intrépido e Bandeiras,vale a pena experimentar.

  • http://vinhoseviagem.webnode.com/ Renata Avila

    Olá.Achei muito interessante sua página e principalmente adorei o texto onde menciona sobre os vinhos nacionais, pois fui a Bento Gonçalves e me encantei pelas vinícolas.Estou iniciando uma página, então esta convidado a conhecer “http://vinhoseviagem.webnode.com/”. Espero poder trocar informações sobre vinhos, pois sou uma consumidora que gosta muito de estudar e se aprofundar.