Expovinis 2008: Miolo Wine Group

Com um stand muito bonito e amplo a Miolo Wine Group apresentou todos os produtos que integram o seu guarda-chuva de marcas. Em cada um dos displays eram expostos rótulos de uma marca com o suporte dos representantes nacionais da Miolo. Um dos destaques foi para o vinho Gran Lovara 2006 (R$35) da Família Benedetti Tecchio, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, elaborado sob a supervisão dos enólogos da Miolo. Gostei desse vinho. Nariz muito agradável sem toques verdes exagerados, corpo médio bem equilibrado com taninos de boa qualidade; final não muito persistente, mas gostoso. Porém, o maior mérito do Gran Lovara 2006 é não exagerar no preço. Acredito que os R$35 sejam justos pela qualidade do vinho. Por outro lado, a Lovara ainda fica devendo na sua linha de brancos. O Riesling Itálico (R$15) ainda peca pela ausência de acidez.

Outro vinho resultado de uma parceria é o RAR Cabernet Sauvignon / Merlot (R$48). O vinho é fruto de uma aliança da Miolo com o empresário Raul Randon, onde são utilizadas uvas de vinhedos da região Campos de Cima da Serra (perto de Vacaria – RS) que posteriormente são vinificadas na Miolo. Achei que o RAR está melhorando. Mostrou um bouquet de intensidade razoável com notas de frutas vermelhas, café, marcado por um leve tostado. Corpo médio com um final de boca não muito longo. Seria melhor se custasse menos de R$40, mas tenho a impressão que essa história de transportar as uvas de Vacaria para Bento Gonçalves não deve ajudar no preço final do vinho.

No projeto Fortaleza do Seival que está localizado na Região da Campanha, próximo com a divisa com o Uruguai, a aposta foi nos vinhos “super premium” da linha Quinta do Seival. Tanto o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon (R$41) quanto o Quinta do Seival Castas Portuguesas (R$41) não me convenceram. Não sei se a Miolo ainda busca acertar esses vinhos, porém nesse momento, o resultado não agrada muito. O Quinta do Seival Castas Portuguesas até hoje não decolou – se não estou enganado até baixaram um pouco o preço – não é para menos, o vinho é fraquinho. Qualquer português nessa faixa de preço deixa o Quinta do Seival Castas Portuguesas no chinelo. Já o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon é um pouco superior. Um vinho correto, mas ainda sem muitos predicados. Quanto ao Gamay 2008 (R$18) já comentamos aqui no blog. Bom, não pude provar todos os vinhos (senão não chegava ao final da feira), entretanto em breve realizaremos novas degustações com outros rótulos da Miolo.

  • Maurício

    O Quinta do Seival Cabernet é um vinho muito interessante, com um aroma muito bom. Mas a Miolo tem que rever seu atendimento; enquanto o guia do passeio foi muito educado, o enólogo carioca da degustação faz uns 20 dias(não me lembro o nome dele) foi um pouco arrogante e totalmente deselegante com aspectos físicos de minha esposa. Além dessa grosseria, que me deixou chateado, não nos deixou experimentar direito os vinhos “ouro”. De novo, na loja, as atendentes parece que tinham pavor de responder perguntas simples e fugiam da gente. Um pouco decepcionante para uma das minhas vinícolas favoritas, à época.

  • Rafael

    A coisa mais horrorosa que existe no mundo do vinho é o pedantismo. Quanto aos vinhos da Miolo, eles tem evoluído. O problema é que o preço evolui a passos mais largos. Assim fica difícil beber vinho, é melhor ficar na cerveja.

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    É verdade Eduardo, tanto você quanto seus colegas no stand da Miolo foram muito atenciosos. Desde as provas dos vinhos até o esclarecimento de algumas informações mais técnicas. Porém, a percepção da Andreia relativa ao pouco caso no atendimento faz sentido. Talvez no stand de vocês tenha sido uma situação pontual em algum momento de maior sobrecarga de visitantes, o que é bem natural (os visitantes precisam ter um pouquinho de paciência). Em alguns expositores, entretanto, notei um desleixo no atendimento, ainda que eu me apresentasse com credencial de imprensa. Também estava de calça jeans e camiseta, mas acredito que o problema não era esse.

    Já falei sobre essa história de privilegiar, principalmente para tomar certos rótulos, apenas amigos e convidados Vips. Isso é uma enorme falta de respeito com os demais visitantes. Vejam só caros leitores, o que dizer se um profissional de imprensa especializada (no caso o blogueiro que aqui escreve) não consegue trocar dois minutos de prosa com o responsável pelos marcas e vinhos expostos? Ora, tenho a nítida impressão que algo de errado está acontecendo. Talvez seja um misto de despreparo e ignorância, ou pior, talvez nosso blog seja insignificante como mídia, assim como são insignificantes todos nossos leitores (responsáveis pelos mais 29 mil acessos só no último mês), sejam eles consumidores finais, sommeliers, donos de restaurantes, lojas, adegas e supermercados.

    Não acho que arrogância combine com o vinho. Precisamos mudar essa imagem e para que isso ocorra, o consumidor precisa de muito mais informação, e acima de tudo, mais respeito!

  • Eduardo

    Legal ver que houve um comentário sobre a degustação feita na Miolo, estava no Stand do Lovara e fui eu quem atendi o Sr.
    Quanto a opiniões e divergências, é isso que torna o mundo do vinho tão interessante.

    Um ponto importante sobre o preço dos vinhos, talvez o governo pudesse aliviar um pouco. todos sabem quanto custa empregar, transportar, manufaturar e comercializar no Brasil, nao podemos colocar a culpa somente nas vinícolas.

    Sobre a reclamação da Sra Andreia Farias, acho um equívoco atribuir uma falha pontual no atendimento ao preconceito ou a roupa que estava vestindo, creio que hoje em dia, ainda mais com as pessoas que estavam presentes atendendo no stand, esses preconceitos nao se encaixam.
    So no meu stand eu atendi muito mais de 200 pessoas por dia, apesar do esforço de ficar ali cerca de 10horas por dia, admito que obviamente nao atendi “100%” todas elas, nunca devido a aparência, talvez por outro erro em que pedimos desculpa, entretanto fiquei muito feliz pelas centenas de feedbacks positivos que recebi. Com certeza assim como a Sra, desejei diversos “boa tarde” e “boa noite” em vão, e ofereci informações e provas a diversas pessoas que sequer olhavam.
    Isso acontece.

    bom, parabens pelo site.
    Abracos

  • Roberto

    Tanto a Miolo como a Salton perderam a noção! Tentam empurrar seus vinhos a qualquer preço, sem dar muita bola para a opinião dos consumidores. Acho que os vinhos são bons, mas bem que poderiam custar menos! Além do que, ouvi dizer que esses caras estão pleiteando um projeto de lei para aumentar os impostos dos vinhos importados. Um completo absurdo! Se isso acontecer o consumo de vinho irá diminuir!

  • Andreia T. Farias Britez

    Senhores,
    Após a acalorada discussão queria só abrir um parênteses com relação a Miolo na Expovinis. Procurei o estande pois tenho a intenção de incluir a venda de vinhos no meu negócio e fui à feira ver novidades e procurar as vinícolas nacionais no intuito de formar parcerias. Como bem disse nosso amigo Jackson, não havia como perder, pois estava na entrada e após 4 tentativas de receber um “Boa Tarde” da atendente, desisti de degustar os vinhos e pedi para conversar com a pessoa responsável pela área comercial na Baixada Santista. Aí sim, fui muito bem recebida (talvez fosse o fato de estar de calça jeans e tênis???) para falar de negócios mas em nenhum momento fui convidada a degustar vinho nenhum!!!! Saí com a impressão que isso era proposital pois em seguida fui à Lidio Carraro (muito bem atendida pela simpatia da Patrícia), na Casa Valduga, na Pizzato, na Salton, na Vila Francioni, enfim, em todos os estandes brasileiros em que fui, a primeira pergunta era: “Gostaria de experimentar tal vinho?”. Por que só a Miolo tem esse tipo de discriminação? Fiquei a me questionar se a intenção realmente não era “esconder” os vinhos, saí da feira decepcionada com a Miolo mas espantada com a evolução do vinho nacional, a maioria das vinícolas têm feito um bom trabalho. Há que ressaltar novamente a questão do custo x benefício. Temos um longo caminho a percorrer mas tenho esperanças que, um dia, cheguemos lá!!

  • Alexandre

    Da Miolo eu consumo apenas a linha Fortaleza do Seival, que acho bastante honesta (gosto principalmente do pinot e do tempranillo), e eventualmente o espumante, que acho agradável. Dos tops já provei todos, e achei todos bons vinhos, mas nenhum vale o preço cobrado, e sempre há melhores alternativas do Chile, Portugal, Argentina e Espanha, a preços equivalentes ou inferiores. Se os preços fossem outros, certamente estariam mais presentes em nossa mesa. Acho que a grande questão não é a qualidade, mas o preço. E isso não se restringe à Miolo, mas ao vinho nacional como um todo.

  • Melissa

    NOOOOSSA… a discussão ficou acalorada! nunca tomei esse Quinta do Seival mas fiquei curiosa. Não sou uma expert para palpitar, mas gosto de ver que existe debate e se isso ajuda o consumidor melhor para todos nós.

  • Miguel

    Jackson, num tom cordial foi reposta a “paz”.

    Quanto à entrevista, estamos totalmente à disposição daquilo que achar pertinente.

    Agora sim um grande abraço!

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    Olá Miguel, agora podemos debater em igualdade de condições. Desculpe se começamos com o pé esquerdo ou se o meu post lhe pareceu avinagrado e pouco polido, sinceramente, não era a minha intenção.

    Mas insisto: não acho que a nossa mídia especializada seja tão preconceituosa em relação ao nosso vinho. É comum vermos elogios rasgados a vinhos que muitas vezes não merecem. Tudo bem, se por um lado defendemos nosso produto, por outro esquecemos que o consumidor tem o direito de saber o que está levando. A qualidade condiz com o preço pago? Para mim isso é primordial.

    Tenho consumido e acompanhado a evolução dos vinhos do Rio Grande do Sul há mais de 10 anos, não só da Miolo como de tantas outras vinícolas. Acredito que se o vinho melhorou de qualidade foi graças a maior competitividade. Com as gôndolas repletas de vinhos de todas as partes do mundo, a preços muito competitivos, o consumidor pôde habituar-se com o vinho de qualidade. Se, ainda hoje, tivéssemos apenas os vinhos alemães da garrafa azul, ou mesmo os diluídos italianos de produção em massa, o consumidor saberia qual o aroma e o sabor de um verdadeiro vinho? Seguindo essa lógica, será que a Miolo investiria o que investiu, contratando enólogos e consultores do exterior? Provavelmente não.

    Enquanto os italianos não reconheceram seus pontos fracos, vinhos como Barolo e Barbaresco além de rústicos gozavam de pouco espaço no mercado internacional. Como eles deram a volta por cima? Um certo produtor chamado Angelo Gaja teve a coragem de expor ao público todos os defeitos desses vinhos (que na época os bairristas da Langhe consideravam o melhor do mundo), e com isso comprou uma briga feia com os ´produtores tradicionais`. Hoje a qualidade e o prestigio dos vinhos dessa região são incontestáveis. Resultado: todos ganharam com essa quebra de paradigmas. Quanto ao trabalho realizado por seus conterrâneos, no sentido de melhorar a qualidade e a imagem dos vinhos do Douro e Alentejo, não vou nem comentar, você melhor do que ninguém pode discorrer sobre isso.

    E digo mais Miguel, acredito que o trabalho realizado pela crítica e mídia especializada, sempre com a devida liberdade de expressão, são pilares para o crescimento do setor. Não precisa se desculpar por eventuais expressões mal colocadas, admiro as pessoas que possuem brios para defender suas posições. Reitero aqui que o nosso espaço está aberto para quaisquer produtores ou importadores apresentarem seu trabalho e produtos. Podemos conversar para incluir em breve uma entrevista, dessa forma você ou outros enólogos do projeto Fortaleza do Seival poderão expor com maior isenção suas idéias. Combinado?

    Mais uma vez agradeço sua participação e a fidelidade como nosso leitor. Grande abraço!

  • Miguel

    Jackson, em resposta ao seu avinagrado e não polido “post” apenas tenho a obrigação de me apresentar. Sim é verdade trabalho na Miolo Wine Group e, desde 2007, sou o enólogo residente do Projeto Fortaleza do Seival. Sou português, do país das castas portuguesas. Não vou entrar em maior confronto proverbial, já que o consumidor é o usuário exclusivo da razão.

    Mesmo assim, não me identifiquei porque expressei a minha opinião como estrangeiro residente no Brasil e não como profissional assalariado pela Fortaleza do Seival Vineyards. O motivo do meu primeiro “post” está relacionado com uma grande diferença que sinto dos fazedores de opinião portugueses face à produção portuguesa (opinião esperançosa e, por vezes, em alguns casos exagerada e desajustada) e a opinião dos fazedores de opinião brasileiros face à sua produção nacional (opinião majoritariamente preconceituosa).

    Jackson, peço-lhe desculpa formal pela expressão excessiva (e esta sim atrapalhada) de falta de honestidade, porque este foi um juízo de valor injusto e indelicado a respeito de uma pessoa que não conheço.

    Quanto à expressão ardilosa era mesmo a expressão que procurava. Ardilosa no sentido de astuta, estratega, de alguém que busca espaço num mercado global cada vez mais ocupado e dominado pelas grandes empresas que sempre se esforçam pelo aumento de escala. Esta atual experiência tem sido extremamente gratificante, fazer parte do surgimento de um novo país no mercado mundial de vinhos é muito valoroso. A tão proclamada e inconveniente mudança climática cada vez mais nos vai (a nós produção brasileira de vinhos) proporcionar a alteração desses vinhos verdes no nariz e de taninos rugosos para vinhos frutados e florais eximiamente complexados com especiarias várias e taninos sedosos e volumosos.

    Para findar, confidencio-lhe que o site http://www.qvinho.com.br faz parte dos meus favoritos, já à algum tempo. A opinião dos consumidores é basilar.

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    Meu caro Miguel, primeiramente gostaria de dizer que me alegra muito saber que a Miolo acompanha com tamanha atenção e minúcia os posts do QVinho. De qualquer forma obrigado pela informação relativa ao meu lapso de não relatar as safras que degustei no estande de vocês (sim, foram os vinhos da safra 2004). Ainda assim considero que essa falha não é tão clamorosa assim. De fato achei o Quinta do Seival Castas Portuguesas 2004 razoável. Não que o vinho tenha defeitos, apenas não considero que ele tenha uma boa relação qualidade/preço. Pode ficar tranqüilo quanto a avaliação, visitei o estande da Miolo logo no início da feira (já que era passagem obrigatória após a entrada). Porém, não fiz julgamentos detalhados dos vinhos, até porque temos alguns critérios (leia nosso Sobre`) para eventos. De todo modo se você quiser enviar outras garrafas para realizarmos uma nova prova, teremos prazer em publicar; e porventura eu tenha feito um julgamento precipitado, mudo a minha avaliação.

    Quanto ao prêmio recebido nesse ´concurso`, não prova grande coisa. Aliás, a Miolo já ostentava esses selos de medalha de ouro e prata em suas garrafas há muitos anos. E olha que naquela época os vinhos da Miolo eram muito mais simples. Entretanto, nunca liguei muito para isso, prefiro confiar no meu olfato e paladar. E tem mais: se é para falar em prêmios e notas posso acrescentar novas informações que talvez você tenha esquecido de mencionar. A revista norte-americana Wine Spectator, em sua edição de Janeiro/2008, publicou as seguintes notas para os vinhos da Miolo: Quinta do Seival 2004 (83 pontos), Miolo Terroir Merlot 2005 (79 pontos), Reserva Pinot Noir 2005 (81 pontos) e Miolo Lote 43 2004 (78 pontos). Ou seja, nem mesmo os vinhos “ícones” da Miolo passaram dos pífios 83 pontos. Ok, quem liga para notas, não é mesmo?

    Falta de honestidade? Da minha parte posso dizer nunca deixei de zelar pelos princípios de honestidade e transparência para com os nossos leitores. Meu nome é Jackson Brustolin, sou editor do blog QVinho e minhas opiniões são públicas e às claras. Desde o início prezamos pela informação isenta e fiel à realidade. Em nenhum momento desprezamos, tampouco fizemos críticas vazias aos vinhos nacionais, muito pelo contrário, tenho bons relatos a fazer sobre a evolução do nosso vinho, inclusive de vários rótulos que provei na Expovinis (aguarde os próximos posts). Esse espaço é democrático e está inteiramente aberto à discussão, caso você ou qualquer leitor discordem das nossas opiniões, por favor fiquem a vontade para debater.

    Abraço

    P.S.: caro Miguel (ou seja lá qual for o seu verdadeiro nome), já que estamos a falar de honestidade, seria transparente e ético da sua parte, em seu próximo comentário aqui no blog, alertar os nossos estimados leitores que você trabalha na Miolo Wine Group. Assim, fica mais fácil para vocês defenderem suas posições de maneira oficial; e por outro lado, os leitores podem tirar suas próprias conclusões. Passar-se por consumidor leigo para defender ferrenhamente uma empresa, isso é embuste. Coisa de velhaco! Aliás, falando nisso, acho que você se atrapalhou com o uso do vernáculo ao chamar de “ardilosa produção nacional”. Acredito que a palavra que você buscava era outra.

  • http://www.qvinho.com.br Jomar

    Por R$40 eu compro um vinho do Douro ou do Alentejo melhor que o Quinta do Seival. Não sei qual safra o Jackson provou na Expovinis, porém já degustei o 2004 e não achei nada de mais; apenas mais um vinho caro que oferece pouco. Leia esse artigo e você entenderá o que pensamos sobre isso.

    Quanto aos vinhos nacionais, gostamos deles, tanto que já estão previstos posts para falar dos bons vinhos que provamos recentemente. Não gostamos de pagar caro por vinho razoável, por isso sempre falaremos dos vinhos fiasquentos.

  • Miguel

    Uma falha clamorosa do seu comentário é a ausência da safra nos vinhos da Miolo discutidos nesta sua “impressão de feira”. Se o vinho Castas Portuguesas que degustou foi o do ano 2004, tenho a informá-lo, quase em primeira mão, que no Concours Mondial de Bruxelles 2008 o vinho nacional Castas Portuguesas 2004 ganhou uma Médaille d’Or. Todos nós temos de nos lembrar que no mesmo dia a predisposição para a degustção não é a mesma, acompanha o nosso sentido de humor, é diretamente proporcional à nossa concentração. E depois uma crítica mais concisa, ao ler todos os vossos 12 comentários ao vinho brasileiro em todos eles sinto laivos de desprezo e falta de honestidade para com a ardilosa produção nacional.

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    Leandro e Natália, obrigado pela preferência! Fico feliz que vocês estejam gostando do blog, continuem acompanhando e participando das nossas discussões.

    Caro Emerson, quando você provar o Gran Lovara 2006 pode acessar o blog e compartilhar com a agente o que achou desse vinho. Quanto ao “estrelismo”, sim, talvez a Miolo e outras tantas vínícolas padeçam desse mal. Nosso setor vitivinícola no Brasil ainda é jovem, assim como nosso mercado consumidor que está começando a aprender a discernir e consumir um vinho de qualidade. Nesse cenário o trabalho realizado por críticos como Parker, publicações como Wine Spectator (ainda que muito criticados), ou mesmo de revistas, sites e blogs tem um papel fundamental para democratizar o acesso a informação. Somente assim o consumidor terá mais subsídios para pautar suas compras, e ter menos surpresas na hora de beber o seu vinho.

    Grande abraço.

  • Natalia

    Olá!

    Comprei esses dias os Gamay 2008 e concordo com vc. Mesmo não esperando um grande vinho minha decepção foi grande. até tomando geladinho ele não empolga. Parabéns pelo site, um amigo me indicou esses dias e agora quero ver se aprendo mais sobre esse assunto.

  • Emerson Rodrigues

    A Miolo sofre de um problema crônico de estrelismo. Cresceu muito nos últimos anos e investiu pesado em marketing para conseguir cobrar bem pelos seus vinhos.O problema é que muitos vinhos deles estão longe de ter a toda essa qualidade. Realmente acho que o espumante Millesime e o Miolo Terroir os mais interessantes. Não tomei esse Gran Lovara, vou procurar. Depois a gente conversa… Abs

  • LEANDRO

    CONCORDO COM SEUS COMENTÁRIOS.PELOS PREÇOS PRATICADOS PELA MIOLO PARA MIM SÓ SALVAM O ESPUMANTE MILLESIMÉ E FORTALEZA DO SEIVAL PINOT GRIGIO QUE É RAZOÁVEL E BARATO.O GRAN LOVARA 2005 ACHEI QUE NÃO VALIA O PREÇO. AINDA NÃO DEGUSTEI O 2006 MAS ACHO DIFICIL COMPRAR POR 35 REAIS POR APENAS CURIOSIDADE. ABS E PARABENS PELO BLOG.ESTOU SEMPRE ACOMPANHANDO.