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	<title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Brasil</title>
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	<description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description>
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		<title>Vallontano Tannat 2005</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 12:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vallontano]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho provado pouco vinho brasileiro este ano, mas isso não quer dizer que não esteja interessado no assunto, tanto que em 2009 estive na Serra Gaúcha visitando algumas vinícolas. Na época escrevi um post relatando as minhas impressões sobre a região. A Vallontano foi alvo de uma das minhas incursões, onde fui recebido pelo Luís [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/06/vallontano-tannat.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4650" title="Vallontano Tannat 2005" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/06/vallontano-tannat-500x334.jpg" alt="Vallontano Tannat 2005" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Tenho provado pouco vinho brasileiro este ano, mas isso não quer dizer que não esteja interessado no assunto, tanto que em 2009 estive na Serra Gaúcha visitando algumas vinícolas. Na época <a title="Bons vinhos brasileiros de 2009" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/bons-brasileiros-de-2009/">escrevi um post</a> relatando as minhas impressões sobre a região.</p>
<p>A <a title="Vallontano Vinhos Nobres" href="http://www.vallontano.com.br/" target="_blank">Vallontano</a> foi alvo de uma das minhas incursões, onde fui recebido pelo<strong> Luís Henrique Zanini</strong>, um cara que realmente faz jus a imagem de vinhateiro. Zanini apresentou a estrutura da vinícola e organizou uma rápida degustação no agradável Vallontano Café. Na Vallontano tudo é simples e funcional, a produção é pequena e o trabalho é quase sempre artesanal. Gostei do que vi, gostei do papo do Luís Henrique e, principalmente, gostei dos vinhos. Rótulos como o Vallontano Tannat 2005 provam que os tintos da Serra Gaúcha, quando provenientes de uma ótima safra, conseguem reunir qualidades louváveis. Em <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/bons-brasileiros-de-2009/">post anterior</a> já comentei sobre a boa evolução do vinho brasileiro, porém quando o assunto é preço, parece que a coisa evoluiu a passos bem mais largos. É nessa questão que a Vallontano se destaca, faz vinho bom a preço justo.</p>
<p>O Vallontano Tannat 2005 apresentou cor rubi com ligeira transparência, sem sinais de evolução. Não é um vinho exuberante, com fruta madura em evidência, embora certas notas de cerejas apareçam no copo. O nariz é sutil e com uma certa complexidade, notas terrosas e de couro dominam. Na boca é equilibrado, com ótima acidez e taninos de boa qualidade. Final seco e com persistência média. Um belo exemplar de Tannat da Serra Gaúcha.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-108" title="Muito Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="" width="45" height="26" /><br />
<em>Tannat saboroso, fresco e cheio de sutilizas. Boa companhia para um  cordeiro grelhado.</em></p>
<p>Preço: R$38<br />
Grad. Alcoólica: 13,3%</p>
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		<title>Lidio Carraro</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 12:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[lidio carraro]]></category>

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		<description><![CDATA[O patriarca Lidio Carraro é o herdeiro de uma tradição em viticultura que já chegou à sua quinta geração. Produtor de uvas do Vale dos Vinhedos, antes de engarrafar seu próprio vinho, vendia suas uvas para outras vinícolas. A partir de 2002, juntamente com seus filhos, engarrafam o próprio vinho.  Atualmente a vinícola encontra-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O patriarca Lidio Carraro é o herdeiro de uma tradição em viticultura que já chegou à sua quinta geração. Produtor de uvas do <strong>Vale dos Vinhedos</strong>, antes de engarrafar seu próprio vinho, vendia suas uvas para outras vinícolas. A partir de 2002, juntamente com seus filhos, engarrafam o próprio vinho.  Atualmente a vinícola encontra-se em processo de expansão, com planos de investimento para a ampliação da estrutura de produção. Possuem um posicionamento bastante claro, não utilizam madeira e gostam de pregar a baixa intervenção na produção, isto é, sem truques para maquiar o estilo do vinho. Os principais rótulos são caros, a justificativa estaria no cuidado quase artesanal de produção, na baixa produtividade e na quantidade limitada de garrafas produzidas, com isso os preços aumentam significativamente. Na prática a coisa é um pouco diferente, uma simples correlação matemática traz luz a questão. O <strong>Singular Nebbiolo 2006</strong>, com produção de 2.866 garrafas custa R$186; por outro lado o <strong>Grande Vindima Merlot 2004</strong>, com 2.600 garrafas, custa R$82. Isso não tem muita lógica, acredito que as diferenças de produtividade entre a Nebbiolo e a Merlot não justifiquem todo esse aumento. Ambos os vinhos são  limitados, feitos de maneira muito parecida e com uvas da mesma região. Por que o Nebbiolo custa R$100 a mais!?</p>
<p>Lamento pelos consumidores brasileiros, que antes mesmo de poderem comprovar a qualidade de um vinho, já são induzidos a pagarem altos preços. O fato é que a Lidio Carraro ainda está engatinhando (como toda indústria vitivinícola brasileira), e  leva-se tempo para produzir bons vinhos, por isso acho um despropósito as primeiras safras já chegarem ao mercado custando perto de R$200. Já comentamos em posts passados sobre essa estratégia abusada das vinícolas brasileiras – que nos últimos tempos virou moda – de lançar vinhos superpremium com preços acima de R$100. Apesar desses rótulos já mostrarem uma boa evolução, ainda estão distantes de valer o preço da etiqueta.</p>
<p>Outra curiosidade da Lidio Carraro é o rol de variedades produzidas; além de Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Moscatel e Chardonnay, eles ainda cultivam as pouco comuns (no Brasil) Malbec, Tempranillo, Teroldego e Nebbiolo. Para uma vinícola familiar intitulada de <em>boutique</em>, o clã Carraro é bem ousado, para não dizer pretensioso, afinal não é fácil trabalhar com tantas variedades de uva e com vinhedos em diferentes localidades (Encruzilhada do Sul e Vale dos Vinhedos).</p>
<p><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/09/lidio-carraro.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2857" title="Lidio Carraro" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/09/lidio-carraro-500x334.jpg" alt="Lidio Carraro" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Não provei os tops da Lidio Carraro, apenas o Quorum, os intermediários e os básicos da linha Reserva da Serra. São vinhos de personalidade definida, quase sempre com boa intensidade aromática e acidez agradável, porém com taninos firmes, por vezes rústicos. Não agradam aos viciados em carvalho, acostumados com vinhos redondos e macios.  Em compensação convencem pela sutileza dos aromas e pelo estilo original. Independentemente do discutível posicionamento de preço, essa vinícola tem feito um bom trabalho e certamente merece atenção.</p>
<h2>Da&#8217;divas Chardonnay 2008 (R$35)</h2>
<p>Um Chardonnay correto, nada mal para o debute da Lidio Carraro com os brancos. Aroma agradável, com notas  de frutas branca, flores e sutil toque herbáceo. Boa presença na boca, apesar de ser leve e ter um ligeiro amargor. Um branco refrescante e despretensioso. Uma pena não ser rotulado como Reserva da Serra e custar R$26.</p>
<h2>Reserva da Serra Merlot 2006 (R$26)</h2>
<p>O Merlot básico produzido pela Lidio Carraro é convincente, obviamente não se trata de um vinho de grande concentração, porém é correto e não possui interferência da madeira, como a grande maioria dos sul americanos na mesma faixa de preço. Aroma gostoso, com boa intensidade, lembrando cerejas e framboesa. Leve, fresco e equilibrado, uma boa opção para acompanhar pizzas e massas simples com molho de tomate.</p>
<h2>Elos Cabernet Sauvignon &#8211; Malbec 2007 (R$63)</h2>
<p>Um corte de Cabernet Sauvignon (80%) e Malbec (20%) que não tem nada em comum com os argentinos. Nariz fresco e agradável, com frutas vermelhas, toques florais e algumas notas herbáceas. Bom corpo, firme e equilibrado. Final de boca com persistência razoável. Vinho interessante, uma ótima alternativa a ditadura dos escuros e untuosos argentinos.</p>
<h2>Grande Vindima Merlot 2004 (R$82)</h2>
<p>Um varietal Merlot feito com uvas de Encruzilhada do Sul. Aroma sutil e com certa complexidade; frutas vermelhas, café torrado e toques minerais dominam. Bom corpo, acidez correta, taninos marcantes. Vinho vigoroso e jovial, para acompanhar comida.</p>
<h2>Grande Vindima Quorum 2005 (R$91)</h2>
<p>Vinho emblemático da Lidio Carraro, feito com uvas plantadas em parcelas selecionadas do Vale dos Vinhedos. É um assemblage de Merlot (35%), Cabernet Sauvignon (30%), Tannat (25%) e Cabernet Franc (15%); fermentado individualmente em tanques de aço inox, com posterior fermentação malolática e, como reza a tradição dos Carraro, sem passagem pela madeira. Cor rubi escura, com bastante matéria corante. Nariz discreto e complexo, com presença de frutas vermelhas, ervas secas e especiarias. Na boca é encorpado, com acidez agradável e taninos ainda jovens que agarram demais. Ao degustar o Quorum 2005 – e também quando provei o 2004 há mais de 1 ano – fiquei com a sensação ter provado um vinho muito jovem, que precisa de um tempo na adega para revelar a sua verdadeira identidade. Como tenho uma garrafa guardada desse 2005, espero ser surpreendido positivamente daqui dois anos ou mais.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><em>Esse post faz parte da minha incursão no Vale dos Vinhedos em junho de 2009. Leia mais <a title="Bons vinhos brasileiros de 2009" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/bons-brasileiros-de-2009/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Bons vinhos brasileiros de 2009</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez algumas pessoas pensem que eu não gosto de vinho brasileiro, afinal muitos apreciadores torcem o nariz para a nossa produção. Na realidade venho acompanhando a trajetória do vinho gaúcho já há bastante tempo. É verdade que o vinho brasileiro não é mais somente caldo da Serra Gaúcha, novas regiões já produzem bons resultados &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez algumas pessoas pensem que eu não gosto de <strong>vinho brasileiro</strong>, afinal muitos apreciadores torcem o nariz para a nossa produção. Na realidade venho acompanhando a trajetória do vinho gaúcho já há bastante tempo. É verdade que o vinho brasileiro não é mais somente caldo da Serra Gaúcha, novas regiões já produzem bons resultados &#8211; e tantas outras poderão progredir. Mesmo assim, seja pela tradição, ou ainda pela força do seu pólo vitivinícola, a Serra Gaúcha continua sendo a balisadora quando o assunto é vinho brasileiro. Como disse, conheço alguns rótulos gaúchos de longa data. O primeiro que provei (mais decente) foi o Baron de Lantier Cabernet Sauvignon 1991, um vinho emblemático para a sua época, porém desprovido de atributos especiais. Entrando no túnel do tempo, lembro que provei todos os &#8220;grandes&#8221; daqueles tempos: Aurora Millésime, Forestier, Antiquário, além de outros que minha memória já apagou, provavelmente porque nunca mereceram registro. No final dos anos 90 uma turma mais inovadora começou a produzir seu próprio vinho. Foi a primeira vez que ouvi falar da <strong>Miolo</strong> e da <strong>Valduga</strong>. Provei todos os vinhos da safra 1997 que esses dois produtores fizeram. Em 1999 lá estava eu no <strong>Vale dos Vinhedos</strong> com a minha Nikon FM a tiracolo, fui conferir de perto o que esses caras estavam fazendo. Retornei ao mesmo lugar no ano seguinte; e depois em 2001, 2002 para somente agora, no mês de junho de 2009, pisar novamente no Vale dos Vinhedos.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a title="Vinhedo por Jomar Brustolin, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jomar_brustolin/217949625/"><img class=" " title="Vale dos Vinhedos em junho de 1999" src="http://farm1.static.flickr.com/36/217949625_3e45e7f064.jpg" alt="Vinhedo" width="500" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Parreirais da Miolo no Vale dos Vinhedos em junho de 1999</p></div>
<p>Tenho que confessar, o lapso de tempo foi devido a minha decepção com a qualidade dos vinhos a partir de 2000. Só provei vinho ruim dos anos de 2000 e 2001, em 2002 o clima ajudou, porém o açúcar a mais nas uvas começou a salgar os preços. Numa perspectiva histórica, a atual qualidade dos vinhos gaúchos nunca foi tão boa, mesmo assim vamos com calma, afinal o mais difícil ainda está por vir: consolidar um <strong>padrão de qualidade</strong>, como fizeram Chile, Argentina e Uruguai. A grosso modo, as melhorias que observo foram decorrentes de uma redução de produtividade, que eram assombrosamente elevadas a poucos anos atrás, aliada a práticas enológicas mais modernas e uma ajudinha da natureza.</p>
<p>Os vinhos melhoraram, só não entendo por que muitos produtores tentam imitar os nossos vizinhos Argentina e Chile, investindo tempo e dinheiro para fazerem vinhos encorpados, com muita concentração e cheios de madeira. Isso não tem a menor lógica. Na Argentina é fácil fazer esse tipo de vinho, já a Serra Gaúcha depende de inúmeros fatores. Não dá para negar a vocação do <em>terroir</em>; na Serra Gaúcha chove demais, enquanto na Argentina e Chile a situação é inversa. Um problema frequente são os taninos duros, um traço marcante do clima úmido, que se tornam ainda mais inconvenientes em vinhos com muita extração. Aqui nasce aquela tirada clássica dos gaúchos: &#8220;esse vinho ainda é muito jovem, precisa de mais tempo na adega&#8221;.</p>
<p>Sim! Gosto de vinhos brasileiros, na minha última viagem ao Rio Grande do Sul provei alguns bem interessantes. Também visitei algumas vinícolas que ainda não conhecia e, para minha felicidade, não foram contaminadas pela síndrome vira-latas de tentar imitar os bombadões vinhos de clima seco e quente. Ao contrário de outros críticos, não acho que a Serra Gaúcha preste apenas para espumantes, os tintos também merecem um lugar na mesa. Gosto daqueles com concentração média e sem adstringência excessiva, com pouca madeira, boa fruta, acidez viva e sem álcool em excesso. Vinhos mais delicados, com aromas sutis e perfeitos para acompanhar comida no dia-a-dia. Outra característica importante: não deveriam passar de R$50. Falando em preço, esse fator é o principal inimigo da imagem do vinho brasileiro. Acima de R$40 a competição com outros sul-americanos (e com portugueses também) é duríssima, com poucos argumentos favoráveis aos brasileiros.</p>
<p>Visitei rapidamente alguns produtores de porte pequeno, todos eles situados no Vale dos Vinhedos, com vinhos de estilos bem diferentes daqueles da Argentina, Chile e Uruguai. <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/lidio-carraro/" title="Vinícola Lidio Carraro">Lidio Carraro</a>, <strong>Vallontano</strong> e <strong>Angheben</strong> foram os alvos da minha incursão. Na sequência publicarei um post relatando as minha impressões em cada uma dessas vinícolas.</p>
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		<title>Miolo Lote 43 2004</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 13:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há aproximadamente um mês fui surpreendido por uma notícia que me chamou a atenção: &#8220;Os vinhos brasileiros iluminam na Itália a noite do Piemonte&#8220;. A nota distribuída pela Ibravin em conjunto com as assessorias de imprensa de algumas vinícolas que participaram da ação foi replicada em seu inteiro teor na mídia especializada com títulos ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há aproximadamente um mês fui surpreendido por uma notícia que me chamou a atenção: &#8220;<a title="Artigo da Ibravin" rel="nofollow" href="http://www.ibravin.org.br/int_noticias.php?id=147&amp;tipo=N" target="_blank">Os vinhos brasileiros iluminam na Itália a noite do Piemonte</a>&#8220;. A nota distribuída pela Ibravin em conjunto com as assessorias de imprensa de algumas vinícolas que participaram da ação foi replicada em seu inteiro teor na mídia especializada com títulos ainda mais sensacionalistas, como: &#8220;vinhos brasileiros brilham na terra do Barolo&#8221; e etc. Pensei comigo &#8220;será que os italianos tinham descoberto o potencial dos nossos vinhos, enquanto nós brasileiros menosprezamos a prata-da-casa!?&#8221; Curioso procurei saber mais sobre esse evento capitaneado pela <a title="Site Ibravin" rel="nofollow" href="http://www.ibravin.org.br/" target="_blank">Ibravin</a> em parceria com a <strong>FISAR</strong> &#8211; Federazioni Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori; e pela <strong>ASA</strong> &#8211; Associazione Stampa Agroalimentare Italiana. Como não me impressiono com siglas resolvi pesquisar diretamente com os italianos (para nossa felicidade e infelicidade de alguns, ainda bem que temos a internet e bons contatos mundo afora). Investiguei em revistas, conversei com colegas sommeliers e blogueiros italianos, tudo em vão. Não encontrei qualquer opinião crítica sobre essa degustação, quer seja falando bem ou mal dos vinhos. Nenhum parecer foi publicado, dentre mais de uma dezena de renomados jornalistas e críticos (segundo informado pela FISAR) que participaram da degustação. Mas afinal, o que os italianos da terra do Barolo acharam dos nossos vinhos? Não sabemos. O fato é, a notícia como foi publicada deixa uma grande margem a interpretações errôneas, fazendo os consumidores acreditarem que os vinhos brasileiros foram aclamados e reconhecidos por sua qualidade, o que não aconteceu. O desserviço prestado pelas revistas e blogs vira-latas que publicam esses releases panfletários, em nada contribuem para o amadurecimento do setor. É preciso aprender a separar patriotismo barato da análise investigativa e crítica que deveria pautar nossa imprensa de vinhos.</p>
<div id="attachment_2250" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/07/miolo-lote43-2004.jpg"><img class="size-medium wp-image-2250" title="Miolo Lote 43 2004" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/07/miolo-lote43-2004-500x334.jpg" alt="Lote 43 2004, vinho ícone da Miolo." width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Lote 43 2004, vinho ícone da Miolo.</p></div>
<p>Aproveitei esse gancho para falar sobre um dos vinhos que, segundo a Ibravin &#8220;obtiveram um unânime consenso por parte dos 46 degustadores convidados&#8221;, o <strong>Miolo Lote 43 2005</strong>. Já que não tivemos a opinião dos italianos resolvemos fazer a nossa prova do Lote 43, (com a diferença que degustamos a safra 2004). De acordo com a <a title="Website Miolo" rel="nofollow" href="http://www.miolo.com.br/controller.php" target="_blank">Miolo</a> é um vinho ícone elaborado somente nas melhores safras a partir de um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, com uvas de uma parcela privilegiada no Vale dos Vinhedos. O estágio em barricas é de 12 meses (70% americanas e 30% francesas).</p>
<p>Cor rubi e com boa quantidade de matéria corante. Bouquet com razoável intensidade, em destaque as notas do carvalho remetendo a baunilha. Uma presença discreta de frutas negras, como era de se esperar em um vinho da Serra Gaúcha, acompanhado de um toque mentolado. Na boca tem boa estrutura, porém os taninos ainda transmitem uma leve adstringência. O Lote 43 mostrou boa acidez e equilíbrio, com um final de boca agradável. Em resumo, o Lote 43 consegue entregar mais – intensidade, concentração e refinamento – que a média dos vinhos gaúchos, porém não espere a maciez e a fruta madura que outros bons vinhos sul-americanos exibem na mesma faixa de preço. E, definitivamente, por R$80 o Lote 43 sofre para competir com a maioria dos rótulos chilenos, argentinos, uruguaios ou portugueses entre R$ 60 a R$90.</p>
<p><img class="size-full wp-image-81" title="Muito Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom.gif" alt="Muito Bom" width="45" height="26" /><br />
<em>Um vinho bem acabado e gostoso, mas com um posicionamento de preço acima do que pode oferecer</em><br />
Preço: R$80<br />
Grad. Alcoólica: 13,5%</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Salton Talento 2005</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:36:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fiasco]]></category>
		<category><![CDATA[salton]]></category>

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		<description><![CDATA[A gaúcha Salton é uma das queridinhas da crítica brasileira, sempre vejo comentários favoráveis na mídia, além é claro das inúmeras reproduções de press realese publicados em revistas, jornais e na web. Os holofotes são direcionados aos vinhos &#8220;premium&#8221;, o Desejo (um Merlot) e o Talento (um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat). Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gaúcha Salton é uma das queridinhas da crítica brasileira, sempre vejo comentários favoráveis na mídia, além é claro das inúmeras reproduções de press realese publicados em revistas, jornais e na web. Os holofotes são direcionados aos vinhos &#8220;premium&#8221;, o <strong>Desejo</strong> (um Merlot) e o <strong>Talento</strong> (um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat). Como bom consumidor que sou, resolvi comprar uma garrafa do Talento para compartilhar com os leitores do QVinho a minha opinião. O Talento é um vinho de produção limitada, feito apenas nas melhores safras; até o momento temos o 2002, <a title="Salton Talento 2004" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/salton-talento-2004/">2004</a> e 2005, que segundo a minha pesquisa (sim, tive que pesquisar, uma vez que o site da Salton peca em não fornecer informações técnicas detalhadas de cada vinho), foram feito exatamente com o mesmo corte (60% de Cabernet, 30% de Merlot e 10% de Tannat), isto é, empregando as mesmas proporções de uva para todos os anos. Fiquei intrigado e, para minha surpresa, constatei que a Salton (<a title="Vinicola Salton" rel="nofollow" href="http://www.salton.com.br/" target="_blank">no seu site</a>) emprega uma ficha técnica genérica, exatamente igual para todas as safras. Fiquei com a impressão que a Salton produz refrigerante.</p>
<div id="attachment_2060" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/07/salton-talento-2005.jpg"><img class="size-medium wp-image-2060" title="Salton Talento 2005" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/07/salton-talento-2005-500x334.jpg" alt="Salton Talento 2005" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Salton Talento 2005</p></div>
<p>É preciso esclarecer que a técnica de assemblage (a mistura de diferentes lotes de vinificação, de diferentes variedades de uva) visa obter um vinho mais completo e harmônico, aproveitando as melhores características individuais de cada lote. Em qualquer região vinícola é normal que as proporções de cada uva mudem de uma safra para a outra, assim como alguns detalhes da vinificação, uma vez que o clima nunca é o mesmo, sendo assim as videiras reagem de maneira diferente. Agora tenho que perguntar, será que o clima da Serra Gaúcha foi exatamente o mesmo nos anos de 2002, 2004 e 2005? Será que todas as variedades amadureceram exatamente iguais? Quero ser enólogo da Salton, afinal qualquer um faz um assemblage desse tipo, não precisa nem provar os vinhos antes da mistura. É como uma receita de bolo, já tem uma fórmula, basta misturar 60% de cabernet, 30% de merlot, 10% de tannat e botar para amadurecer um ano em barricas novas de carvalho. Pena que enologia não seja uma ciência exata, fato que qualquer enólogo já sabe, tanto que bons vinhos de assemblagem sempre são feitos de maneira diferente, conforme as características de cada safra. Por si só, esse rigor matemático da Salton já coloca em xeque o conceito “premium” do seu Talento, indício de um trabalho enológico relaxado.</p>
<p>O terroir de Tuiuty deve ser realmente fantástico, mais regular que o de Mendoza, porque só assim é possível empregar sempre o mesmo critério de produção. Todo produtor sério de vinho revela os detalhes de vinificação, justamente para as pessoas saberem que um vinho nunca é igual ao outro — porque uma safra nunca é igual a outra — que existe uma preocupação em fazer o melhor e, principalmente, que existe um trabalho sério de enologia. O currículo técnico do Talento surpreende pela simplicidade, mas um vinho deve ser julgado pelo seu valor no copo, não pela ficha técnica.</p>
<p>O  Talento 2005 apresentou cor púrpura com leve transparência. Aroma de boa intensidade, com predomínio de notas tostadas do carvalho; em segundo plano um pouco de frutas vermelhas e nuances terrosas. Corpo médio, taninos brandos e álcool aparecendo demais. Final de boca curto. É um vinho simples, comprometido pelo excesso de madeira. Esse Talento lembra alguns chilenos na faixa de R$30, normalmente vinhos de pouca personalidade e moldados por aromas adocicados do carvalho. O Salton Talento 2005 é um <a title="O Vinho Fiasquento" href="http://www.qvinho.com.br/variedades/opiniao/o-vinho-fiasquento/">fiasco</a>, não que seja ruim, mas definitivamente não vale o seu preço.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="Bom" width="29" height="26" /><br />
<em>Tinto de estrutura mediana e muito marcado pela madeira. Só recomendo para aqueles que gostam desse estilo.</em></p>
<p>Preço: R$55<br />
Grad. Alcoólica: 13%</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Miolo Los Nevados</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 23:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[miolo]]></category>

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		<description><![CDATA[Globalização é uma palavra para lá de gasta, mesmo assim não posso evitar de emprega-lá, principalmente quando preciso falar sobre determinados vinhos. Esse é o caso dos Los Nevados, uma nova linha de rótulos que começa a ser vendida no Brasil. Os vinhos são produzidos em Mendoza pela Codorníu, mas quem assina o rótulo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/02/miolo-los-nevados-malbec.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1091" title="Miolo Los Nevados Malbec 2007" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2009/02/miolo-los-nevados-malbec-230x332.jpg" alt="" width="230" height="332" /></a>Globalização é uma palavra para lá de gasta, mesmo assim não posso evitar de emprega-lá, principalmente quando preciso falar sobre determinados vinhos. Esse é o caso dos <strong>Los Nevados</strong>, uma nova linha de rótulos que começa a ser vendida no Brasil. Os vinhos são produzidos em Mendoza pela <strong>Codorníu</strong>, mas quem assina o rótulo é um tradicional produtor gaúcho: A <strong>Miolo Wine Group</strong>. É isso mesmo, essa nova linha de vinhos da Miolo é produzida na Argentina, muito embora a Miolo não tenha qualquer operação neste país. Na verdade, uma boa sacada de marketing para aproveitar a capilaridade da sua distribuição com produtos mais competitivos. Segundo <a title="Los Nevados" href="https://miolo.locaweb.com.br/site/PT/content/noticias/noticia.php?idNoticia=178" target="_blank">informações da Miolo</a>, a linha Los Nevados é uma parceria entre Adriano Miolo e um ex-colega de faculdade, o enólogo César Augusto Borba de Azevedo, que trabalha em Mendoza. Um dos pilares do projeto (segundo o press release) seria a valorização do terroir de <strong>Luján de Cuyo</strong>, porém ao ler a <a title="Ficha técnica do Los Nevados" href="https://miolo.locaweb.com.br/site/PT/content/loja/product_info.php?products_id=173" target="_blank">ficha técnica</a> constato que as uvas são provenientes do <strong>Vale do Uco</strong>. Ué? Essa duas regiões ficam distantes em alguns quilômetros, fiquei sem entender, ou melhor, compreendi que não faz diferença quando se trata de vinho globalizado. Vinhos com boa concentração de fruta, redondos e com carvalho bem evidente. Esse é o “estilo” do vinho global e, como previsto, o Los Nevados não foge dessa linhagem.</p>
<p>O Los Nevados Malbec 2007 apresenta aromas de danoninho, sem muita sutileza. Corpo médio, taninos macios e acidez razoável. Final pouco persistente. É um vinho simples, direto e com uma influência muito forte do carvalho. Por sua vez o Chardonnay 2008 é menos marcado pelo carvalho, nariz agradável lembrando abacaxi. Na boca deixa a desejar em frescor, como a maioria dos brancos argentinos nessa faixa de preço. A linha de vinhos Los Nevados tem tudo para agradar ao consumidor habituado com Miolo Seleção e o Reserva Miolo, uma vez que são mais concentrados. Resta saber o quanto essa estratégia irá canibalizar as linhas produzidas na Serra Gaúcha na mesma segmentação de preço. A briga é boa na segmentação até R$30, sem sair da Argentina temos o <a title="Lurton Malbec" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/lurton-malbec-2005/">Lurton Malbec</a>, o <a title="Alta Vista Premium" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/alta-vista-premium-malbec-2005/">Alta Vista Premium Malbec</a> e o <a title="Uxmal" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/uxmal-cabernet-syrah-2005/">Uxmal</a>; vinhos com mais pedigree que o Los Nevados.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="" width="29" height="26" /><br />
<em>Vinhos de apelo fácil e imediato. O Malbec deve agradar aqueles que gostam dos aromas e sabores do carvalho. O Chardonnay é honesto e agradável, acompanha bem frango, peixe e frutos do mar.</em></p>
<p><span class="bold-content">Grad. Alcoólica:</span> 14%<br />
<span class="bold-content">Importadora:</span> Miolo Wine Group<br />
<span class="bold-content">Preço:</span> R$26</p>
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		<title>Suzin Cabernet Sauvignon 2006</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 11:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Já falamos aqui no QVinho — nas impressões pós Expovinis 2008 — sobre os vinhos de Santa Catarina. Naquela ocasião ainda não havíamos provado os vinhos da Suzin. O estado de Santa Catarina, por meio dos produtores da ACAVITIS, vem aparecendo com destaque no cenário dos vinhos brasileiros de qualidade. A Suzin Vinhedos e Vinhos Finos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/10/suzin-cabernet-sauvignon-2006.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-734" title="Suzin Cabernet Sauvignon 2006" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/10/suzin-cabernet-sauvignon-2006-230x326.jpg" alt="" width="230" height="326" /></a>Já falamos aqui no QVinho — <a title="Expovinis 2008: Vinhos de altitude de Santa Catarina" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/brasil/expovinis-2008-vinhos-altitude-santa-catarina-acavitis/">nas impressões pós Expovinis 2008</a> — sobre os vinhos de Santa Catarina. Naquela ocasião ainda não havíamos provado os vinhos da Suzin. O estado de Santa Catarina, por meio dos produtores da <a title="Site da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude" href="http://www.acavitis.com.br/" target="_blank">ACAVITIS</a>, vem aparecendo com destaque no cenário dos vinhos brasileiros de qualidade. A <strong>Suzin Vinhedos e Vinhos Finos</strong> encorpa ainda mais esse caldo.</p>
<p>A vinícola Suzin é uma empresa nova e de administração familiar; conta com 10 hectares de vinhedos próprios na região de <strong>São Joaquim</strong>, uma localidade que parece ter um <em>terroir</em> propício a viticultura de qualidade. Seus vinhedos de Cabernet Sauvignon e Merlot estão a 1.200m de altitude, uma característica dessa região, que propicia boa amplitude térmica e maturação adequada das uvas. Por enquanto produzem apenas dois rótulos (além do Cabernet Sauvignon também fazem um Merlot) e, como ainda não existe uma cantina própria, os vinhos são feitos nas instalações da <em>Villa Francioni</em>.</p>
<p>O Suzin Cabernet Sauvignon 2006 é um tinto agradável e bem feito; passou 9 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. A cor é rubi com leve transparência. Bom aroma, deixa um pouco a desejar em frutuosidade, mas oferece notas equilibradas de café e cacau, além de um toque herbáceo gostoso, sem parecer &#8220;verde&#8221; demais. Não é encorpado, tem um textura lisa e macia; os taninos não aparecem. O final também agrada, o álcool acaba aparecendo um pouco, mesmo assim não chega a comprometer. Esse Cabernet da Suzin tem um estilo moderno e internacional, parece chileno (no nariz), muito embora seja mais leve e redondo. A Suzin conseguiu fazer um bom Cabernet por um preço justo.</p>
<p><img class="imageframe imgalignleft" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muito-bom-best-buy.gif" alt="Muito Bom - Best Buy" width="77" height="27" /><br />
<em>Cabernet Sauvignon fácil de beber. É leve e tem o toque típico do vinho moderno.</em><br />
<span class="bold-content">Grad. Alcoólica:</span> 14%<br />
<span class="bold-content">Preço:</span> R$40</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Expovinis 2008: Vinhos de altitude de Santa Catarina &#8211; ACAVITIS</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 21:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Enoeventos]]></category>
		<category><![CDATA[expovinis]]></category>

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		<description><![CDATA[Engana-se quem acha que os vinhos finos brasileiros são produzidos apenas no Rio Grande do Sul ou no Vale do São Francisco. Santa Catarina também vem surpreendendo com a produção de vinhos finos. Durante a Expovinis 2008 os visitantes puderam conhecer o resultado de todo esse trabalho. No espaço da Associação Catarinense dos Produtores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engana-se quem acha que os vinhos finos brasileiros são produzidos apenas no Rio Grande do Sul ou no Vale do São Francisco. Santa Catarina também vem surpreendendo com a produção de vinhos finos. Durante a Expovinis 2008 os visitantes puderam conhecer o resultado de todo esse trabalho. No espaço da <a href="http://www.acavitis.com.br/">Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude &#8211; ACAVITIS</a>, jovens vinícolas apresentaram seus melhores vinhos, sendo que algumas delas estavam debutando com o lançamento dos seus primeiros rótulos ao mercado. E o mais interessante é ver que essas estreantes já mostram seriedade e competência para produzir bons vinhos. Até mesmo detalhes relacionados à logomarcas, design de rótulos e garrafas não foram esquecidos, o que demonstra a preocupação dos produtores com a adequada apresentação dos produtos. Estavam presentes no estande da ACAVITIS vinícolas como: <strong>Quinta da Neve</strong>, <strong>Quinta Santa Maria</strong>, <strong>Suzin</strong>, <strong>Sanjo</strong>, <strong>Santa Augusta</strong>, <strong>Santo Emílio</strong>, <strong>Villa Francioni</strong> e <strong>Villagio Grando</strong>. Infelizmente, como fiquei apenas um dia na feira, não pude conversar com muitos dos expositores e provar todos os vinhos.</p>
<p><object width='500' height='400'><param name='movie' value='http://www.slideflickr.com/slide/H8X5eNbA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.slideflickr.com/slide/H8X5eNbA' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='500' height='400'></embed></object></p>
<h2>Villaggio Grando</h2>
<p>Ano passado tive a oportunidade de degustar dois vinhos dessa vinícola, o <strong>Innominabile</strong> e o <strong>Chardonnay 2006</strong>, que me deixaram com uma ótima impressão. A Villaggio Grando, nascida em 1999, está situada na região de Herciliópolis, Município de Água Doce. Seus vinhedos com mais de 80 varietais de vitiviníferas ocupam uma área aproximada de 52 hectares e estão a uma altitude de 1.300 metros. Segundo os proprietários, Maurício e Guilherme Grando, os investimentos na vinícola não param, além da ampliação da sua estrutura física está sendo realizado um forte trabalho para prospecção de restaurantes, adegas e lojas para vender sua linha de produtos. A estratégia foi optar por uma distribuição mais seletiva, priorizando estabelecimentos mais alinhados com o posicionamento de preços dos vinhos. Um dos rótulos que provei na Expovinis foi o <strong>Innominabile Lote II</strong>, um vinho obtido a partir das safras 2004, 2005 e 2006 que utiliza cinco varietais como a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc, a Merlot, a Malbec e a Pinot Noir; o estágio em barricas novas de carvalho francês é de apenas 6 meses. Cor rubi brilhante com certa transparência, bouquet muito gostoso lembrando frutas vermelhas maduras, baunilha e notas de cedro. Na boca é equilibrado com taninos firmes, começando a amaciar, e uma acidez correta. Um vinho saboroso e elegante.</p>
<h2>Quinta da Neve</h2>
<p>Com vinhedos ocupando 12 hectares na localidade de Lomba Seca, em São Joaquim, a Quinta da Neve também iniciou suas atividades em 1999. São cultivadas, aproximadamente, 15 varidades de uvas com destaque para a Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Pinot Noir. Sendo esta última uma das grandes apostas da empresa. A vinificação e o engarrafamento são terceirizados na Villa Francioni também de São Joaquim. Ainda não tinha provado os vinhos dessa vinícola, mas fiquei bem surpreso com a qualidade. Um dos sócios da empresa, Acari Amorim, estava apresentando os principais rótulos. De fato o seu <strong>Pinot Noir 2006 </strong>impressiona pela boa intensidade de aromas de frutas vermelhas frescas e uma madeira muito bem integrada. Na boca é leve, taninos de boa qualidade, macios e bem equilibrados com a acidez. Final alcoólico, mas muito saboroso e com uma ótima persistência. Se o Pinot Noir se saiu bem, o <strong>Cabernet Sauvignon 2006</strong>, ao meu ver, foi ainda melhor. Cor rubi e halo levemente violáceo esse Cabernet apresentou um bouquet muito gostoso, boa intensidade e exalando aromas de tabaco, eucalipto e uma discreta frutuosidade lembrando cassis; sem aquelas inconvenientes notas vegetais, típicas da Cabernet não amadurecida. Não muito encorpado, porém já com taninos relativamente macios e um longo e quente final de boca. Vale a pena provar!</p>
<h2>Vinícola Santa Augusta</h2>
<p>Fundada em 2003, na região de Videira, a Santa Augusta é mais uma das novas vinícolas de Santa Catarina. Suas vinhas foram plantadas numa pequena área de 10 hectares, onde a altitude é superior a 1.000 metros. Atualmente possuem dois produtos o <strong>Tapera Augusta Moscato Giallo</strong> e o <strong>Tapera Agusta Cabernet Sauvignon/Merlot</strong>, porém já estão sendo implantadas: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Carmenére, Malbec entre outras. Durante a feira foram apresentadas as primeiras safras dos rótulos <strong>Tapera Augusta Cabenet Sauvignon / Merlot 2006</strong> e um <strong>Moscato Giallo 2008</strong>, (ainda sem preços definidos para o varejo). Levando-se em consideração que essa é a primeira safra do Tapera Augusta Cabernet Sauvignon / Merlot, o vinho mostrou-se bem correto. Aroma delicado de frutas vermelhas, notas de baunilha dadas pela passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês e um inusitado toque de endro. Corpo médio, taninos um pouco ásperos, mas não chega a ser adstringente. Bom final, sem exageros de álcool, ainda que falte um pouco de concentração e persistência. Sem dúvida um ótimo vinho para a primeira safra.</p>
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		<title>Expovinis 2008: Miolo Wine Group</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 11:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Enoeventos]]></category>
		<category><![CDATA[expovinis]]></category>
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		<description><![CDATA[Com um stand muito bonito e amplo a Miolo Wine Group apresentou todos os produtos que integram o seu guarda-chuva de marcas. Em cada um dos displays eram expostos rótulos de uma marca com o suporte dos representantes nacionais da Miolo. Um dos destaques foi para o vinho Gran Lovara 2006 (R$35) da Família Benedetti [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com um stand muito bonito e amplo a <strong>Miolo Wine Group</strong> apresentou todos os produtos que integram o seu guarda-chuva de marcas. Em cada um dos displays eram expostos rótulos de uma marca com o suporte dos representantes nacionais da Miolo. Um dos destaques foi para o vinho <strong>Gran Lovara 2006 </strong>(R$35) da Família Benedetti Tecchio, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, elaborado sob a supervisão dos enólogos da Miolo. Gostei desse vinho. Nariz muito agradável sem toques verdes exagerados, corpo médio bem equilibrado com taninos de boa qualidade; final não muito persistente, mas gostoso. Porém, o maior mérito do Gran Lovara 2006 é não exagerar no preço. Acredito que os R$35 sejam justos pela qualidade do vinho. Por outro lado, a Lovara ainda fica devendo na sua linha de brancos. O Riesling Itálico (R$15) ainda peca pela ausência de acidez.</p>
<p>Outro vinho resultado de uma parceria é o <strong>RAR Cabernet Sauvignon / Merlot</strong> (R$48). O vinho é fruto de uma aliança da Miolo com o empresário Raul Randon, onde são utilizadas uvas de vinhedos da região Campos de Cima da Serra (perto de Vacaria &#8211; RS) que posteriormente são vinificadas na Miolo. Achei que o RAR está melhorando. Mostrou um bouquet de intensidade razoável com notas de frutas vermelhas, café, marcado por um leve tostado. Corpo médio com um final de boca não muito longo. Seria melhor se custasse menos de R$40, mas tenho a impressão que essa história de transportar as uvas de Vacaria para Bento Gonçalves não deve ajudar no preço final do vinho.</p>
<p><object width='500' height='400'><param name='movie' value='http://www.slideflickr.com/slide/BTpCWCYI'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.slideflickr.com/slide/BTpCWCYI' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='500' height='400'></embed></object></p>
<p>No projeto <strong>Fortaleza do Seival</strong> que está localizado na Região da Campanha, próximo com a divisa com o Uruguai, a aposta foi nos vinhos &#8220;super premium&#8221; da linha Quinta do Seival. Tanto o <strong>Quinta do Seival Cabernet Sauvignon</strong> (R$41) quanto o <strong>Quinta do Seival Castas Portuguesas </strong>(R$41) não me convenceram. Não sei se a Miolo ainda busca acertar esses vinhos, porém nesse momento, o resultado não agrada muito. O Quinta do Seival Castas Portuguesas até hoje não decolou – se não estou enganado até baixaram um pouco o preço – não é para menos, o vinho é fraquinho. Qualquer português nessa faixa de preço deixa o Quinta do Seival Castas Portuguesas no chinelo. Já o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon é um pouco superior. Um vinho correto, mas ainda sem muitos predicados. Quanto ao <strong>Gamay 2008</strong> (R$18) <a href="http://www.qvinho.com.br/vinhos-nacionais/miolo-gamay-2008/" title="Avaliação do Miolo Gamay 2008">já comentamos</a> aqui no blog. Bom, não pude provar todos os vinhos (senão não chegava ao final da feira), entretanto em breve realizaremos novas degustações com outros rótulos da Miolo.</p>
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		<title>Miolo Gamay 2008</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 18:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jomar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na próxima semana iremos começar a falar de Expovinis, mas antes de trazermos as novidades dessa feira, resolvemos degustar o Miolo Gamay 2008. Esse vinho é um dos lançamentos que a Miolo Wine Group irá apresentar na Expovinis, e um dos primeiros representantes da festejada safra 2008, que já começa a chegar ao mercado. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/04/miolo-gamay-2008.jpg" title="Vinho Miolo Gamay 2008"><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/04/miolo-gamay-2008.miniatura.jpg" alt="Vinho Miolo Gamay 2008" style="margin-left: 10px; width: 230px; margin-right: 10px; height: 344px" align="left" height="344" hspace="10" width="230" /></a>Na próxima semana iremos começar a falar de <strong>Expovinis</strong>, mas antes de trazermos as novidades dessa feira, resolvemos degustar o <strong>Miolo Gamay 2008</strong>. Esse vinho é um dos lançamentos que a <strong>Miolo Wine Group</strong> irá apresentar na Expovinis, e um dos primeiros representantes da festejada safra 2008, que já começa a chegar ao mercado. O Miolo Gamay é um velho conhecido, provei-o pela primeira vez em junho de 1999, na Osteria Mamma Miolo. Fui recebido pela Morgana Miolo, que além do Gamay, ofereceu outros vinhos para degustação. Lembro muito bem do Gamay 99 (já disse que tenho uma excelente memória olfativa?); vinho bem leve e seco, com ligeiro aroma de amora fresca e um toque de enxofre. Não era ruim, muito embora o sugestivo &#8220;bouquet&#8221; sulforoso provoque certa incredulidade, tanto que algumas pessoas tem vergonha de relatar, simplesmente porque assemelha-se a odores, digamos assim, de flatulência. É isso aí! Possuem notas de pum! Isso pode acontecer com alguns vinhos jovens recém abertos e costuma desaparecer com alguns minutos de oxigenação.</p>
<blockquote><p>A inspiração óbvia para o Miolo Gamay é o <strong>Beaujolais Nouveau</strong>, que está longe de ser um grande vinho, apesar disso, tem muitos fãs por aí. O Gamay 2008 possui uma bela rotulagem, assinada pelo artista plástico pernambucano <strong>Romero Britto</strong> – o estilo lembra aquele do <a href="http://www.qvinho.com.br/variedades/noticias/le-beaujolais-nouveau-est-arrive/" target="_blank">Rei do Beaujolais</a>. Não vejo razão para esse recalque francês, acho que esse vinho deveria ser engarrafado em embalagem bag in box, assim teria uma proposta de custo mais interessante, além do que, Romero Britto ganharia mais destaque com a maior área para expor seu trabalho.</p></blockquote>
<p>O Miolo Gamay 2008 exibiu cor violácea com transparência evidente; lágrimas com certa densidade. Nariz de intensidade média, lembrando bananas (os apreciadores de Beaujolais adoram isso) e notas de framboesas; depois de alguns minutos no copo apareceram aromas vegetais. Pouco corpo, taninos leves, acidez moderada e álcool querendo aparecer demais. Final curto e sem muito brilho. O Miolo Gamay é um vinho bem leve e sem grandes méritos, pode agradar aos bebedores que apreciam o estilo do Beaujolais, mesmo não oferecendo muita coisa. Não gosto de vinhos com certas notas vegetais, por isso fiquei um pouco decepcionado com a evolução desse Gamay.</p>
<p><img src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/fraco.gif" alt="Fraco" /><br />
<em>É bem mais barato que um Beaujolais Nouveau, por isso não deixa de ser uma alternativa atraente para os fãs desse vinho. </em><br />
<span class="bold-content">Grad.Alcoólica:</span> 12%<br />
<span class="bold-content">Preço:</span> R$18</p>
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