RAR Collezione Merlot 2009

Enquanto escrevia esse post, resolvi consultar as estatíticas do QVinho constatei que o nosso último artigo falando de um vinho nacional foi em junho de 2010, quando degustamos um Vallontano Tannat 2005. Eu sei que isso está longe de atender a curiosidade de muitos consumidores sobre os nossos vinhos, por isso faço aqui um mea culpa, e prometo vamos explorar melhor esse tema. Embora tenha provado uma boa quantidade de rótulos nacionais, grande parte deles não me empolgou o suficiente. Mas, isso não quer dizer o vinho brasileiro não tenha evoluído; pelo contrário, bons vinhos tem sido produzidos em novas regiões na serra catarinense e campanha gaúcha. E se por um lado, a qualidade do vinho brasileiro tem dado sinais de evolução; por outro, a mentalidade de muitos produtores ainda persiste a ideia equivocada de tentar posicionar muitos rótulos em categoria de vinhos premium. Ao meu ver, um grande erro. Não acredito que essa seja a vocação do vinho nacional, principalmente quando falamos dos vinhos tintos. Já comentei outras vezes aqui no QVinho, no atual estagio de desenvolvimento do vinho brasileiro essa estratégia me parece pretensiosa demais. Contudo, neste post não vou me aprofundar nessa contenda, mesmo porque o assunto é bem espinhoso.

Mas, voltemos ao nosso Collezione Merlot. Assim como o seu precursor (RAR Cabernet Sauvignon/Merlot), o Collezione Merlot 2009 é produzido a partir de uma parceria entre o empresario Raul Randon e a vinícola Miolo. Os vinhedos estão localizados em Campos de Cima, no município de Muitos Capões, no Rio Grande do Sul; ao passo de vinificação é realizada na estrutura da vinícola Miolo, no Vale dos Vinhedos. Na taça esse Merlot apresentou uma cor rubi escura, com pouca transparência; aroma de boa intensidade, ressaltando notas de frutas negras maduras, baunilha e um leve tostado. O estagio de 10 meses no carvalho não chegou a interferir no equilibrio com a fruta. E, se no nariz o vinho mostrou certas qualidades, na boca deixou a desejar. Paladar pouco encorpado, acidez correta, porém a estrutura tânica fraca deixou o álcool em mais evidência. O final de boca agradável, mas curto, também não chegou a empolgar.


Um Merlot despretensioso, leve e fácil de beber, com boa versatilidade na gastronomia

Preço: R$ 45
Grad. Alcoólica: 13,5%

  • http://www.qvinho.com.br Jackson

    Olá Janaína,

    Sua lista está começando muito bem, mas se voce quiser deixa-la ainda mais completa leia os seguintes posts:

    http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/caminhos-do-vinho-em-mendoza/

    http://www.qvinho.com.br/gastronomia/restaurantes-para-comer-bem-em-buenos-aires/

    Só cuidado com a quantidade de vinhos que voce vai trazer, já que o excesso de bagagem pode deixar os vinhos com um preço bem mais salgado.

    Bom proveito e uma ótima viagem!

    Jackson

  • Janaina

    Jackson, boa dica. Já tomei um Vallontano Reserva Merlot 2006, e é muito bom, ainda mais pra comer com refeição do dia a dia, tipo arroz e feijão. Essa vinícola promete.

    Queria desviar um pouquinho o assunto deste post, estou indo pra Buenos Aires em abril. Vc teria algumas dicas de vinhos que realmente valem a pena trazer? Achaval Ferrer Mirador já está na minha lista… obrigada!

    Abraço