Os vinhos da Ventisquero

Os vinhos da Ventisquero

Provei vários vinhos na Viña Ventisquero em ocasião da minha visita relatada em post anterior. Em linhas gerais, baseado em impressões antigas, das primeiras safras dessa vinícola, houve uma grande evolução. Como a maioria das vinícolas chilenas, a Ventisquero produz um pouco de tudo, muito embora a syrah ocupe um lugar de destaque, afinal é a variedade do Pangea, o vinho mais caro e refinado da Ventisquero. Abaixo as anotações dos vinhos que mais gostei:

Queulat Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009 – R$65

Branco com ótimo aroma, ligeiramente herbáceo, com toques minerais e notas cítricas. Na boca mostrou boa acidez e equilíbrio, além de uma certa untuosidade, graças ao período de repouso com as borras. Produzido com uvas do Vale de Casablanca.

Ventisquero Grey Chardonnay 2009 – R$85

Em geral prefiro Sauvignon Blanc, mas tenho que confessar que esse Chardonnay roubou a cena.  Nariz complexo e delicado, com muitas frutas brancas e um toque agradável de carvalho tostado. Bom corpo, mas sem  excessos, exibindo um perfil elegante. Seco, com bom final de boca.

Ventisquero Pinot Noir 2009 – R$65

Um ótimo Pinot de entrada, leve, gostoso e bom de preço. Nariz intenso, com certas notas de húmus e frutas vermelhas maduras. Toques de carvalho tostado também aparecem em evidencia. Gostoso na boca, fresco, leve e com taninos que não agridem. Feito com uvas do Vale de Casablanca.

Heru Pinot Noir 2008 – R$160

Um surpreendente Pinot Noir, que ao contrário de muitos chilenos dessa variedade, não peca pelos excessos (de álcool e carvalho). Aroma de frutas vermelhas fresca, notas minerais e finos tostados de carvalho francês aportam uma boa complexidade. Ótimo na boca, equilibrado e com taninos macios. Belo exemplar do Vale de Casablanca.

Queulat Gran Reserva Syrah 2008 – R$50

Um bom Syrah no melhor estilo Novo Mundo que não passa dos R$50. Ótimo aroma, muita fruta madura com notas de doce de leite e de flores. Encorpado, com bons taninos. Em geral, muito bom pelo seu preço. Proveniente de uvas do Vale do Maipo.

Ventisquero Grey Cabernet Sauvignon Single Block 2008 – R$85

Da linha Grey, esse Cabernet é o meu preferido, é mais elegante e complexo que seus irmãos de Syrah, Merlot e Carménère. Nariz agradável e profundo, com muitas notas de frutas negras maduras, reforçadas por um fundo mineral e toques de madeira de qualidade. Encorpado, com taninos de excelente qualidade. Um belo Cabernet Sauvignon.

Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc / Gewurztraminer 2010 – R$70

Que beleza de branco, super fresco e delicado, uma alegria para um dia quente de verão. Aroma intenso, com muitas notas florais e cítricas. Gostoso na boca, equilibrado e refrescante. Um corte de Sauvignon Blanc (70%) e Gewurztraminer (30%) dos vinhedos de Lolol.

Ramirana Premium 2008 – R$110

Rótulo premium da linha Ramirana, um corte de Syrah, Cabernet Sauvignon e Carménère dos vinhedos de Trinidad no Vale do Maipo. Aroma excelente, frutinhas do bosque maduras, especiarias e toques tostados de madeira de qualidade compõem a paleta aromática. Encorpado, jovem e vigoroso. Mostra personalidade, mas precisa de um tempo para revelar o seu verdadeiro potencial.

Importadora: Cantu

  • http://www.vinhobr.com.br/default.asp Fabio Ayrton

    Simplismente Maravilhosos, a linha classica tem um custo beneficio excelente Já os top como Herú e Pangea, tem a qualidade de sabor que notas que todos os Sommeliers procuram, quem quiser provar no site http://www.vinhobr.com.br/default.asp tem todos os rotulos da vinã ventisquero

  • marinho defenti ramos

    Caramba, realmente você gostou do vinho mesmo, só para provar (degustar) foram esvaziadas três das quatro garrafas acima. Um, afinal, está meio cheia? ou totalmente vazia? Um abraço, e que em 2011 possamos esvaziar muito mais garrafas. Feliz 2011 para todos. Obrigado!

  • ELMO

    Jomar, o Pangea não entrou na fila dessa vez? Temos que combinar beber aquela garrafa… abraço.

    • http://www.qvinho.com.br Jomar

      Grande Elmo! Provei o Pangea em duas ocasiões, mas como não foi uma degustação “técnica”, preferi não incluir nesse post. Mesmo assim vou deixar agora as minhas impressões. Provei o Pangea 2003 e o 2007, safras bem diferentes, segundo o Felipe Tosso. 2003 foi um ano de temperaturas baixas, como resultado o Pangea dessa safra saiu bem elegante, como pude comprovar no jantar onde ele foi servido. Gostei muito, um vinho sedutor e com ótima complexidade, nada enjoativo. Já em 2007 a história foi oposta, ano quente com uvas super maduras. O Pangea 2007 é bem mais opulento, mesmo assim não chega a pecar pelo excesso, é delicioso no melhor estilo Novo Mundo. Entre em contato para degustarmos esse Pangea, tenho alguns outros Syrahs para compararmos.

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