Viña Almaviva EPU 2008

Almaviva EPU

EPU, na lingua dos índios mapuche, o “número dois”. O segundo vinho da Viña Almaviva vem de encontro a tradição dos grandes Château de Bordeaux, de criar rótulos mais acessíveis, aproveitando o prestígio dos seus primeiros vinhos. O Almaviva que nasceu, em 1997, da joint venture da Concha y Toro e a Baronesa Philippine de Rothschild figura, atualmente, entre os grandes vinhos chilenos. E nada mais natural que a vinícola tivesse um segundo vinho digno de ostentar um nome desse calibre no rótulo, com uma proposta de preço para atingir bolsos menos privilegiados. Embora, R$190 – preço que o vinho é vendido aqui no Brasil -, esteja longe de ser considerado “acessível”.

Produzido a partir dos mesmos vinhedos do Almaviva, de Puento Alto e Alto Maipo, o EPU 2008 é um corte de Cabernet Sauvignon e Carménère, com a predominância da primeira. Bela cor rubi, com uma certa transparência, o vinho apresentou um nariz de boa intensidade. Frutas negras maduras como cassis e cerejas, baunilha, cacau e pimenta do reino. Na boca é potente, taninos muito firmes, com uma textura macia provavelmente dada pela Carménère. O final também é longo, frutado e doce. Um vinho direto e gostoso de beber, embora falte um pouco de brilho. Também não espere a complexidade e aquele estilo francês dos vinhos como Alamaviva, Don Melchor, Seña, Don Maximiano.


Grad. Alcoólica: 14%
Importadora:
Preço: 22.900 pesos (Chile) / R$190 (wine.com.br)

  • http://www.vivaincuiaba.com.br/vinhosincuiaba André Molina

    Já degustei duas safras do EPU. Acho o vinho excelente, não justificando a diferença de preço entre ele e seu irmão mais velho, o qual não está tão distante assim, em minha opinião.

    Tecnicamente, os aromas do vinho são produzidos por 3 fatores: característica da casta, processo de vinificação (leveduras utilizadas, nível de tosta das barricas etc) e, principalmente, os componentes do solo onde as vinhas estão plantadas. O terroir de Maipo Alto tem como característica de solo componentes que agregam sabores mentolados, herbáceos, as vezes eucaliptos, por isso a “lenda” das árvores por perto. Mas que os vinhos de maipo alto, principalmente cabernet, oferecem aromas de eucalipto, isso é comprovado cientificamente.

    Saudações!

    • Octaviano Neto

      Não se preocupe… Epu vem encostando Safra a Safra no Almaviva, como era de se esperar…. já tomei por 35USD a garrafa, vindo do Chile. Bons tempos. No futuro não se surpreenda se Almaviva for o de preço mais em conta em relação ao “irmão”. Saudações.

  • Eduardo

    Nao acredito ter eucaliptos por perto, já que cada arvore consome cerca de 20 litros de água por dia.

  • ELMO

    Jackson, meu caro, existe uma fofoca meio institucionalizada que o Epu tem um forte mentolado, e até tem gente que fala que isto está ligado a um terroir com muitos eucaliptos próximos… já ouviu essa? (mais uma entre as especulações da enochatice, será?)

    • http://www.qvinho.com.br Jackson

      Olá Elmo! Ainda não tinha ouvido essa. Pelo menos na safra (2008) que provei não vi nada exagerado em termos de mentolado. Mas, não tenho um panorâma amplo em relação as safras anteriores. Contudo, essa história de correlação entre os eucaliptos que estão na área, e o aroma mentolado presente no vinho, isso é conversa fiada!

      Grande abraço