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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Degustação às Cegas</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Degustação às cegas: Gewürztraminer</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/#comments</comments> <pubDate>Thu, 25 Feb 2010 12:06:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Degustação às Cegas]]></category> <category><![CDATA[casa marin]]></category> <category><![CDATA[familia rutini]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=3860</guid> <description><![CDATA[Não há como negar, para o consumidor moderno, a busca por um caráter varietal prontamente identificável tem sido sinônimo de segurança e satisfação. Ou seja, independentemente da região, quando o consumidor escolhe um rótulo com determinada varietal, ele espera encontrar aromas e sabores já conhecidos e aprovados. Nesse cenário a influência americana, não apenas na&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Não há como negar, para o consumidor moderno, a busca por um caráter varietal prontamente identificável tem sido sinônimo de segurança e satisfação. Ou seja, independentemente da região, quando o consumidor escolhe um rótulo com determinada varietal, ele espera encontrar aromas e sabores já conhecidos e aprovados. Nesse cenário a influência americana, não apenas na produção, mas na criação de demanda, determinou o sucesso de vinhos feitos a partir das variedades como a Cabernet Sauvignon, a Chardonnay e, nos últimos anos, a Pinot Noir. Quem não se lembra do efeito <a
title="Filme Sideways" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sideways" target="_blank">Sideways</a>? Essa americanização além de ofuscar algumas dezenas de variedades de uvas só reforçou a crença cega no caráter varietal como fator único para a identificação do aroma e sabor dos vinhos. Por exemplo, quando falamos da uva Gewürztraminer, imediatamente esperamos a clássica combinação de aromas condimentados e florais.</p><p>Pela própria definição, o prefixo &#8220;Gewürz&#8221;, em alemão, significa &#8220;especiaria&#8221;. Em regiões com na Alsácia, no Reno ou mesmo no Alto Adige, isso faz sentido, já que a varietal, geralmente, produz vinhos com essas características. Então, por essa ótica varietal se provarmos alguns Gewürz – vamos chamá-la carinhosamente assim – de regiões do Novo Mundo como Chile, USA, Canadá, Austrália ou Argentina sempre encontraremos vinhos perfumados e condimentados, certo? Errado. Para os marqueteiros e toda a indústria do vinho é muito mais conveniente superestimar a importância da varietal, e por conseguinte, encobrir todos os outros fatores que influenciam no resultado final de um vinho, como: terreno, clima, clones, e principalmente, as técnicas empregadas na vinificação. A verdade é que a mesma uva pode ganhar infinitas expressões quando trabalhada em regiões diferentes e por profissionais talentosos, tanto que em uma degustação às cegas, dificilmente você afirmaria que se trata da mesma uva.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/02/painel-gewurztraminer.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-3951" title="Painel Gewurztraminer" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2010/02/painel-gewurztraminer-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>A degustação mostrou que os exemplares do Novo Mundo, embora de ótima qualidade, ficaram distantes do que poderia se esperar do perfil típico da Gewürztraminer. A começar pela cor (mais pálida), o perfil aromático concentrado em fruta, e talvez menos especiado, como já era de se esperar. Contudo, isso está longe de ser um problema, uma vez que os vinhos apresentaram outras qualidades. Nesse pequeno painel, sem dúvida, o <strong>Rutini Gewürztraminer 2009</strong> foi a grande surpresa. O vinho conseguiu aliar algumas boas características da varietal, com frescor e um ótimo equilíbrio na boca. Por outro lado, longe de apresentar um bouquet perfumado, o <strong>Casa Marin Gewürztraminer 2008</strong> apareceu apagado demais &#8211; principalmente quando comparado a <a
title="Post Casa Marin" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/" target="_blank">safra 2009</a> – na boca também não empolgou e o álcool falou mais alto. Quanto ao alsaciano <strong>Paul Blanck Gewürztraminer 2006</strong>, apesar do nariz interessante, faltou frescor e equilíbrio. Não sei se o vinho evoluiu bem na garrafa, mas o fato é que o resultado final, para um rótulo de um respeitado produtor alsaciano, ficou abaixo das expectativas. Quem sabe numa futura degustação possamos avaliar um Grand Cru desse produtor.</p><p>Fizemos uma degustação às cegas com 3 rótulos de Gewürztraminer:</p><ul><li>França, Alsácia, Paul Blanck Gewürtztraminer 2006</li><li>Argentina, Mendoza, Rutini Gewüztraminer 2009</li><li>Chile, Vale de Leyda, Casa Marin Gewüztraminer Casona 2008</li></ul><h2>Rutini Gewürztraminer 2009</h2><p>A Gewürztraminer é uma uva de trato difícil, baixa produtividade, que requer cuidados especiais, tendo em vista a sua maturação tardia, por isso acaba não tendo a mesma atratividade comercial que outras castas. Atualmente apenas duas bodegas na Argentina produzem um Gewurztaminer de expressão, são elas: a Luigi Bosca e a Rutini. Esse Gewürztraminer foi produzido a partir de uvas de uma pequena parcela da região de Tupungato, em Mendoza, 100% fermentado em barricas e maturado outros 4 meses em carvalho francês de 1º e 2º uso. O rótulo foi adquirido em minha última viagem à Argentina, mas não consegui encontrá-lo na lista da Zahil, de qualquer modo se ele chegar ao Brasil na casa dos R$90, é um vinho de ótima relação qualidade/preço. Cor amarelo pálido com reflexos esverdeados. Bouquet de boa intensidade, exuberante de frutas de polpa branca como peras e maças verdes, mescladas com um leve especiado e um fundo mineral. Na boca a boa estrutura e a acidez correta não deixam o vinho flácido. Final limpo, seco e duradouro; agradou do início ao fim da degustação.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-108" title="Muito Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="" width="45" height="26" /><br
/> Grad. Alcoólica: 13,7%<br
/> Preço: 85 pesos<br
/> Importadora: Zahil</p><h2>Paul Blanck Gewürztraminer 2006</h2><p>A história da Domaine Paul Blanck remonta o ano de 1610, quando a família de austríacos capitaneada por Hans Blanck comprou os primeiros vinhedos na Alsácia. A nova geração, representada por Frederic e Philippe, detêm aproximadamente 36 Ha de vinhedos localizados em 5 principais crus: Rosenbourg, Furstentum, Patergarten, Schlossberg e Altenbourg. O produtor tem fama de fazer bons vinhos com as uvas Riesling, Gewürztraminer e Pinot Gris, principalmente aquelas provenientes dos Crus. Um Gewürztraminer com uma bela cor amarelo-ouro, muito profunda. Nariz perfumado exalando notas de flores, mel e especiarias. No palato é untuoso, levemente adocicado, porém falta acidez. Final pouco balanceado, com elevado açúcar residual e um tanto quanto &#8220;gorducho&#8221;. Pecou no quesito equilíbrio.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="" width="29" height="26" /><br
/> Grad. Alcoólica: 13%<br
/> Preço: R$ 120<br
/> Importadora: Decanter</p><h2>Casa Marin Gewürztraminer Casona 2008</h2><p>A pouco tempo comentamos sobre essa vinícola chilena em nosso <a
title="Post Casa Marin" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-marin-qvotr2009/" target="_blank">On The Road 2009</a>. O belo trabalho desenvolvido como os vinhos brancos, principalmente com a uva Sauvignon Blanc, sem falar no seu espetacular Syrah Miramar, nos motivou trazer uma garrafa do Gewürztraminer Casona 2008. Depois de fazer uma prova completa com vinhos da vinícola, inclusive o Gewürz 2009, confesso que fiquei um pouco desapontado com o 2008.  Cor amarelo pálido; com um bouquet tímido, mas gostoso. Um vinho leve e fresco, com um final de boca seco e relativamente curto. O resultado: o álcool acaba falando alto demais.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-122" title="Bom" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="" width="29" height="26" /><br
/> Grad. Alcoólica: 14,5%<br
/> Preço: R$ 115<br
/> Importadora: Vinea</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/gewurztraminer/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Degustação às cegas: Vinhos rosés</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-rosados-rose/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-rosados-rose/#comments</comments> <pubDate>Mon, 14 Jan 2008 11:41:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Degustação às Cegas]]></category> <category><![CDATA[bodegas carrau]]></category> <category><![CDATA[Bordeaux]]></category> <category><![CDATA[dubourdieu]]></category> <category><![CDATA[fort simon]]></category> <category><![CDATA[villa francioni]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/2008/01/14/degustacao-vinhos-rosados/</guid> <description><![CDATA[Aproveitando o assunto do momento iniciamos janeiro com uma interessante degustação de vinhos rosés. Tudo a ver com o nosso verão. Principalmente quando, descompromissadamente, pensamos em beber um vinho com os amigos; acompanhar pratos leves num almoço, ou servir apenas como um aperitivo. Os rosés são obtidos a partir de uma maceração atenuada de uvas&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-rosados-rose/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando o assunto do momento iniciamos janeiro com uma interessante degustação de vinhos rosés. Tudo a ver com o nosso verão. Principalmente quando, descompromissadamente, pensamos em beber um vinho com os amigos; acompanhar pratos leves num almoço, ou servir apenas como um aperitivo. Os rosés são obtidos a partir de uma maceração atenuada de uvas tintas (Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Tempranillo etc) de uma única cepa ou em assemblage. Cada produtor possui seus segredinhos para vinificar e alcançar os melhores resultados. De modo geral, os vinhos rosados não gozam de boa reputação, mas o cenário vem mudando, e não dá para negar a versatilidade desse estilo de vinho. Porém atenção, essa encantadora proposta de &#8220;oferecer o melhor dos dois mundos&#8221;, em inúmeros casos, acaba se transformando numa grande decepção. Na ânsia de conquistar uma pequena parcela desse promissor nicho de mercado, muitos produtores com pouca pesquisa e nenhum planejamento, simplesmente despejaram nas prateleiras vinhos rosés fracos e mal resolvidos. Resultado: passamos a conhecer o pior dos dois mundos. Rosados que parecem espectros diante da estrutura e da maciez de bons tintos; e distantes da refrescância e intensidade frutada que os brancos costumam oferecer. Em resumo, um grande engodo!</p><p>Contudo, verdade seja dita, a cor e as tonalidades desse vinho – rosa-pálido, salmão, cereja – exercem um enorme fascínio sobre as pessoas. Quem já estudou na teoria da comunicação a influência das cores sabe do que estou falando. Faça um teste, coloque diante de um consumidor, preferencialmente não iniciado no mundo dos vinhos, uma taça com um vinho branco e outra com um rosé, e veja qual será escolhida primeiro. Isso sem falar nas garrafas e rótulos que exploram com muita fineza e charme os tons rosados. Sucesso garantido. As mulheres que o digam.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/01/roses.jpg" title="Vinhos rosé"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2008/01/roses.thumbnail.jpg" alt="Vinhos rosé" width="440" height="294" /></a></p><p>Procuramos selecionar para esse painel rosés secos de diferentes regiões como: França, África do Sul, Uruguai e Brasil. Esses vinhos encontram-se numa faixa de preços de R$50 a R$75, com exceção do uruguaio Castel Pujol (R$25). Quanto ao representante nacional, resolvemos incluir o lançamento da safra 2007, sendo os demais rosés 2006.</p><ul><li>África do Sul, Stellenbosch: <em>Fort Simon Rosé 2006;</em></li><li>França, Bordeaux: <em>Château Reynon Rosé 2006;</em></li><li>Uruguai, Las Violetas: <em>Castel Pujol Clássico Rosé 2006;</em></li><li>Brasil, São Joaquim: <em>Villa Francioni Rosé 2007.</em></li></ul><p>Os vinhos avaliados tiveram um bom desempenho, e revelaram-se muito saborosos e fáceis de beber, a exceção do Villa Francioni que ficou muito abaixo da média; fato que merece uma pequena ressalva. Os degustadores, por unanimidade, relacionaram como inferiores, tanto na avaliação olfativa quanto na gustativa, as amostras que continham o rosé 2007 da Francioni. Não cheguei a provar a safra 2006, que foi bem recomendada em algumas críticas. Pessoalmente, não acredito que essa garrafa tivesse algum problema, entretanto como não tínhamos uma segunda amostra, deixaremos a contraprova para outra ocasião.</p><p>Apesar de estarem numa mesma faixa de preços, o rosé do Reynon conseguiu se destacar dos demais, mostrando equilíbrio e elegância. Sem dúvida um delicioso bordeaux rosé. Seco, fresco e intensamente frutado. O Fort Simon se sobressaiu por sua paleta aromática delicada, mas ao mesmo tempo frutada; com um palato equilibrado, marcado por uma boa acidez e secura. Já o Castel Pujol agradou aqueles que apreciam vinhos um pouco mais &#8220;suaves&#8221;. Dos vinhos do painel, o Pujol apresentou a maior doçura residual. E, finalmente, no outro extremo, o Villa Francioni com um intenso e inconveniente bouquet vegetal. E, se o aroma não agradou, na boca o vinho não se saiu melhor. Ralo e desequilibrado, o Francioni foi uma decepção.</p><h2>Fort Simon Rosé 2006</h2><p>A vinícola sul-africana Fort Simon, do distrito de Stellenbosch, não é estreante aqui no blog. No mês de novembro realizamos um <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/" title="A Syrah do Novo Mundo">painel com Syrahs</a>, e o rótulo da Fort Simon fez bonito em meio a outros competidores do novo mundo. Seus vinhedos ocupam uma área de 61ha, com destaque para as variedades de Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Shiraz e Merlot. Esse rosé utilizou 67% Pinotage e 33% Merlot, com a extração apenas do suco, sem qualquer contato com as cascas. Cor atraente; rosa pálido amagentado. Bouquet delicado, com aroma um pouco difuso no início, mas com o passar do tempo revelou seus encantos. Notas lembrando frutas vermelhas como morango e framboesa, leve sugestão de especiarias. Seco, boa acidez, com um fim de boca longo e frutado; o Fort Simon mostrou equilíbrio e harmonia. Só é uma pena que esse rosado não chega aqui no Brasil com um preço mais competitivo.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 13,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$72<br
/> <strong>Importadora:</strong> Dom Quirino</p><h2>Castel Pujol Clássico Rosé 2006</h2><p>Produzido por uma das mais tradicionais vinícolas do Uruguai, a Bodegas Carrau, esse rosé integra a linha Castel Pujol Clássico. A Bodega possui propriedades na região de Las Violetas e Cerro Chapéu, e conta com vinhos produzidos de varietais que vão da Sauvignon Blanc, Merlot, Cabernet Sauvignon, até a grande estrela do Uruguai, a Tannat. Com esta última emblemática cepa, a Carrau possui excelentes rótulos, com destaque para o seu Tannat Amat, uma homenagem a um dos precursores da família, Don Francisco Carrau Amat. Esse Rosé é produzido a partir de uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, de vinhedos com mais de 25 anos da Finca La Vasca, região de Las Violetas. Bela cor rosada, tendendo para o alaranjado, o Pujol apresentou um bouquet de boa intensidade e levemente adocicado; em destaque frutas maduras e notas defumadas. Na boca é saboroso, boa estrutura e maciez. Final não muito longo e com sensação de adocicado, embora o álcool fale um pouco alto.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 13%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$25<br
/> <strong>Importadora:</strong> Impexco</p><h2>Château Reynon Rosé 2006</h2><p>Em outra ocasião (<a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/denis-dubourdieu-visita-o-brasil-e-apresenta-seus-vinhos/" title="Degustação dos vinhos de Denis Dubourdieu">apresentação no Brasil dos vinhos Dubourdieu</a>) já tivemos a oportunidade de provar um outro rosé, o Clos de Floridenè, também do Domaines Denis Dubourdieu. O Professor Dubourdieu é um dos maiores especialistas em vinhos brancos da atualidade, e não poderia deixar de fazer um belo representante rosado. Localizado na Appellation Premières Côtes de Bordeaux, o Château Reynon é uma das cinco propriedades da Denis Dubourdieu Domaines. Num solo privilegiado, ocupando uma superfície de 22ha estão plantadas as vinhas tintas (Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot), ao passo que os vinhedos de uvas brancas (Sauvignon Blanc e Sémillon) ocupam outros 16,5ha. Para confeccionar esse rosé foram utilizadas uvas Merlot e Cabernet Sauvignon, respectivamente na proporção, 60% e 40%. Esse classudo rosé apresentou cor levemente rosada tendendo para o alaranjado; aroma intenso e persistente, com muita fruta e frescor. Notas citrinas evocando maracujá, <em>grapefruit</em> e um delicioso toque floral. Corpo bem estruturado e macio, que enche a boca. Acidez na medida certa e um final longo, conferem ao Reynon muita harmonia e prazer em beber.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="Excelente" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 13%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$65<br
/> <strong>Importadora:</strong> <a
href="http://www.portoaporto.com.br/">Porto a Porto / Casa Flora</a></p><h2>Villa Francioni Rosé 2007</h2><p>Moderna e jovem a vinícola idealizada pelo empresário Dilor Freitas (fundador da Cerâmicas Cecrisa, falecido em 2004), está localizada na gélida região de São Joaquim, na Serra Catarinense. Integrante do rol dos chamados vinhos de altitude, a vinícola é hoje encabeçada por um dos filhos e possui um audacioso projeto na produção de vinhos finos. Toda a arquitetura e construção respeita o modelo gravitacional, que racionaliza e facilita o processo produtivo. A preocupação em valorizar o produto também está presente nas garrafas, rótulos e embalagens que contam com design diferenciado, como é o caso dos cortes retos da garrafa desse rosado. O Francioni Rosé 2007 foi produzido a partir de um interessante assemblage das uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec e Pinot Noir, provenientes de vinhedos próprios localizados em São Joaquim e Bom Retiro. A análise visual revelou um salmão bem pálido (mais clarinho de todos). Aroma intenso, porém muito distante do que poderia se esperar de um jovem rosado. Ausência de frutuosidade, com predominância de notas vegetais e de borracha queimada. Alguns degustadores mencionaram lona de freio queimada. Na boca pouca estrutura, acidez desagradável e um final curto, fecharam um pacote bem desarmônico.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/fraco.gif" alt="Fraco" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong>13,4%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$49</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-rosados-rose/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Degustação às cegas: A Syrah do Novo Mundo</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/#comments</comments> <pubDate>Tue, 06 Nov 2007 16:16:26 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Degustação às Cegas]]></category> <category><![CDATA[fort simon]]></category> <category><![CDATA[luigi bosca]]></category> <category><![CDATA[step rd]]></category> <category><![CDATA[ventisquero]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/2007/11/06/degustacao-as-cegas-a-syrah-do-novo-mundo/</guid> <description><![CDATA[Se existe uma variedade de uva de personalidade forte, luxuriante e selvagem, essa variedade é a Syrah. Mesmo que alguns não gostem desse caráter incisivo, preferindo algo mais ameno e tranqüilo, é difícil não ficar seduzido pelos aromas intensos, diretos e exóticos de um bom Syrah. Acredito que a sutileza não seja um traço marcante&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/syrah.JPG" title="A uva Syrah, ou Shiraz"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/syrah.thumbnail.JPG" alt="A uva Syrah, ou Shiraz" align="left" height="285" hspace="10" vspace="10" width="190" /></a>Se existe uma variedade de uva de personalidade forte, luxuriante e selvagem, essa variedade é a Syrah. Mesmo que alguns não gostem desse caráter incisivo, preferindo algo mais ameno e tranqüilo, é difícil não ficar seduzido pelos aromas intensos, diretos e exóticos de um bom Syrah. Acredito que a sutileza não seja um traço marcante da Syrah, pois sua elegância está no temperamento forte e na paleta aromática ampla e afável. Os vinhos costumam ser escuros, tendendo ao espectro violeta; a frutuosidade lembra framboesas e cassis, também pode sugerir mirtilo e amoras selvagens. Porém, sempre deve existir um toque empireumático ou defumado; especiarias e cheiro de banhado podem fazer parte do bouquet, além de notas delicadas de flores e laticínios. Os exemplares do Novo Mundo costumam apresentar uma fruta doce exacerbada, enquanto os europeus (notoriamente no Rhône) são mais minerais e frescos.</p><p>Fizemos uma degustação às cegas com 4 rótulos de Syrah do Novo Mundo:</p><ul><li>Austrália, Langhorne Creek: <em>Step RD Shiraz</em>;</li><li>Chile, Valle del Maipo: <em>Ventisquero Grey Syrah;</em></li><li>Argentina, Mendoza: <em>Luigi Bosca Reserva Syrah;</em></li><li>África do Sul, Stellenbosch:<em> Fort Simon Syrah.</em></li></ul><p>Seguimos o critério preço, estabelecido no intervalo de R$ 80 a R$ 90 (a exceção é o Luigi Bosca Reserva, que custa em média R$50, mas vamos relevar essa diferença em função do favorecimento fiscal para os hermanos). Outra observação deve ser feita com relação as safras, pois os vinhos apresentaram diferentes níveis de evolução. Além de mim e do Jackson, participaram outras 4 pessoas convidadas por nós que desconheciam completamente os rótulos, sabendo apenas que seriam degustados 4 vinhos feitos de Syrah.</p><p>Ficamos felizes em observar as diferenças entre os vinhos. Talvez em razão do terroir desses lugares ou mesmo pelo estilo dos produtores, porém os vinhos foram reconhecidos com certa facilidade. O Ventisquero Grey se entregou de imediato, traído pelas notas herbáceas/vegetais, típicas da maioria dos chilenos (seria influência dos 10% de Carmenere e 5% de Cabernet Sauvignon?). O Step RD com sua fruta muito doce, lembrando licores, denunciou uma maturação extrema, comum em terras australianas. O Luigi Bosca apresentou menos potência que os dois primeiros, exibindo uma frutuosidade mais fresca. O Fort Simon surpreendeu com sua paleta aromática típica, exalando frutas vermelhas frescas, borracha e especiarias, apesar de sua estrutura média.</p><p>Em geral, todos os vinhos agradaram, dividindo a preferência dos degustadores. O Ventisquero Grey foi considerado o mais complexo e estruturado; o Step RD agradou aos fãs de vinhos potentes, com sua fruta licorosa e textura densa; o Luigi Bosca Reserva convenceu pela sua harmonia; já o Fort Simon, pela personalidade mais original e frescor.</p><p>A grande questão fica por conta da harmonização desses vinhos com a comida, já que o Ventisquero Grey e Step RD falam alto demais, além disso, no caso do Step RD ainda temos a questão da sua “doçura”. A combinação mais adequada é carne bovina grelhada ou caça (pode usar tempero e molho a vontade!). O Luigi Bosca é mais fácil, a opção de acompanhar massas ou grelhados de carne vermelha é ótima, mas ainda é possível escoltar muito bem um pernil suíno ou de cordeiro. O Fort Simon é mais versátil na cozinha, acompanha bem um risoto ai funghi.</p><h2>Step RD Shiraz Langhorne Creek 2003</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/step-rd.jpg" title="Vinho australiano Step Road Shiraz Langhorne Creek 2003"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/step-rd.thumbnail.jpg" alt="Vinho australiano Step Road Shiraz Langhorne Creek 2003" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>Nos anos 90 o mundo do vinho passou por uma enorme revolução, e um nome exerceu uma influência poderosa nesse cenário, ultrapassando até mesmo tradicionais potências como a França e a Itália. A surpresa veio da Austrália que remodelou inteiramente a moderna produção de vinhos, entregando o que o mercado mundial mais desejava: vinhos encorpados, redondos, com bouquet aberto, cheio de frutas e notas pronunciadas de carvalho; sem esquecer de excelentes preços. Desde então, os vinhos australianos invadiram as prateleiras e conquistaram o gosto dos consumidores. O rótulo que integrou esse painel, o Step RD Shiraz 2003, é um perfeito representante desse estilo. Localizada em Langhorne Creek a 70km de Adelaide, a Step RD produz ainda outros dois vinhos a base de Shiraz, posicionados um pouco abaixo do vinho avaliado, o First Step e o Black Wing. O Step RD Shiraz não nega as origens, já ao primeiro contato denuncia todo o estilo australiano. Cor rubi com pouca transparência; halo ligeiramente violáceo, lágrimas muito untuosas e tingidas que evocam toda a sua juventude. Nariz bem intenso e doce, lembrando frutas negras maduras, confeitos, eucalipto e licor de cereja. As notas dadas pelo carvalho aparecem já no primeiro plano e com muita força, o que não é de estranhar já que o vinho passa 18 meses em barricas americanas. Na boca é vinoso, potente, com taninos redondos e macios. O fim de boca é longo, deixando uma sensação adocicada e calorosa dada pela generosa presença de álcool.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 89<br
/> <strong>Importadora:</strong> Wine Company</p><h2>Ventisquero Grey Syrah 2003</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/ventisquero-grey-syrah.jpg" title="Ventisquero Grey Syrah"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/ventisquero-grey-syrah.thumbnail.jpg" alt="Ventisquero Grey Syrah" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>Se por um lado o “estilo Parker” se fez valer com o Step RD, o que dizer do Grey? Mais do que nunca falou mais alto o caráter Vale Del Maipo. Fiel as típicas notas herbáceas e de mentol, o Ventisquero Grey Syrah, que também possui em sua composição Carménère e Cabernet Sauvignon, foi além, trazendo complexidade e uma dose de elegância. É bem verdade que numa análise mais apressada ele poderia passar por mais um bom blend ou um Carménère chileno. A análise visual revelou um rubi com ligeira transparência, lágrimas untuosas e levemente tingidas. Aroma muito intenso e convidativo evocando notas de mentol, amoras, pimentão e cacao. Ao longo da degustação mostrou sua complexidade revelando toques de borracha, tabaco e um leve tostado. Textura volumosa, taninos finos e uma acidez correta conferem ao Grey um bom equilíbrio. O final de excelente persistência e boa frutuosidade (sem exageros de doçura) acrescenta ainda mais classe ao vinho.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="Excelente" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="61" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 78<br
/> <strong>Importadora:</strong> Cantu</p><h2>Luigi Bosca Reserva Syrah 2004</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/luigi-bosca-syrah.jpg" title="Luigi Bosca Reserva Syrah"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/luigi-bosca-syrah.thumbnail.jpg" alt="Luigi Bosca Reserva Syrah" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>Até o momento da publicação deste artigo, o Luigi Bosca Malbec DOC liderava o ranking de popularidade do QVinho, provando a boa reputação desse produtor. Recomendo aos consumidores habituais do Malbec DOC provarem o Reserva Syrah, um vinho equilibrado, de personalidade feminina. Exibiu cor rubi com ligeira transparência, halo violáceo e lágrimas persistentes (menos pigmentadas que o Grey e o Step RD). Nariz agradável, de intensidade muito boa, lembrando frutas vermelhas maduras como framboesas e cerejas; notas sutis de ervas secas e tostados, mostrando boa integração com o carvalho. Bom corpo com taninos jovens e suculentos, além de apresentar acidez muito boa. Final agradável, frutado e jovial, finalizando com persistência. O Luigi Bosca Reseva Syrah se destacou pelo seu conjunto harmonioso e agradável, sem exageros de carvalho ou extração, além disso, tem preço mais competitivo.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 50<br
/> <strong>Importadora:</strong> Decanter</p><h2>Fort Simon Syrah 2002</h2><p
align="justify"><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/fort-simon.jpg" title="Fort Simon Syrah 2002"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/11/fort-simon.thumbnail.jpg" alt="Fort Simon Syrah 2002" align="left" height="170" hspace="10" vspace="10" width="70" /></a>A grande surpresa da nossa degustação foi o Fort Simon Syrah, um vinho produzido em Stellenbosch, tradicional distrito da região vinícola da Cidade do Cabo. O Fort Simon ainda é um rótulo novo no Brasil, todavia exibiu qualidades interessantes em um mercado saturado por vinhos potentes. O Fort Simon Syrah foi o vinho mais “leve” e menos alcoólico desse painel, talvez em função de uma safra mais difícil, mesmo assim, preservando traços marcantes de um bom Syrah. A grosso modo, podemos afirmar que o Fort Simon apresentou-se em posição diametralmente oposta ao Step RD, porém sem deméritos em ambos os lados, apenas uma questão de gosto. A análise visual evidenciou uma cor rubi com transparência, halo tendente ao grená; lágrimas de boa persistência e coloração fraca. Aromas frescos de frutas negras e borracha dominam o olfato; reforçados por nuances de especiarias e toques defumados. O corpo é médio, com taninos bem integrados e acidez agradável. Final com persistência muito boa, levemente seco. O Fort Simon é um Syrah mais próximo do Crozes-Hermitage do Rhône, menos opulento que os outros 3 rótulos, porém mais fresco e original, já que não se encobre sobre os sete véus do carvalho novo.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" class="imageframe imgalignleft" height="26" width="45" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 12,9%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$ 80<br
/> <strong>Importadora:</strong> Dom Quirino</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/uva-syrah-novo-mundo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>Degustação às cegas: Bordeaux, Chile e Argentina</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-bordeaux-chile-argentina/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-bordeaux-chile-argentina/#comments</comments> <pubDate>Wed, 12 Sep 2007 18:18:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Degustação às Cegas]]></category> <category><![CDATA[Bordeaux]]></category> <category><![CDATA[concha y toro]]></category> <category><![CDATA[nieto senetiner]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/2007/09/12/degustacao-as-cegas-bordeaux-chile-e-argentina/</guid> <description><![CDATA[Como diriam muitos especialistas, as degustações às cegas costumam derrubar até mesmo degustadores muito experientes. Claro, não foi o caso dessa avaliação em especial. Principalmente porque a pauta e os rótulos já eram conhecidos: Chapelle de Potensac 2004 (Bordeaux), Marques de Casa Concha (Chile) e Don Nicanor (Argentina). Ou seja, uma degustação às cegas ma&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-bordeaux-chile-argentina/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Como diriam muitos especialistas, as degustações às cegas costumam derrubar até mesmo degustadores muito experientes. Claro, não foi o caso dessa avaliação em especial. Principalmente porque a pauta e os rótulos já eram conhecidos: <strong>Chapelle de Potensac 2004 (Bordeaux), Marques de Casa Concha (Chile) e Don Nicanor (Argentina)</strong>. Ou seja, uma degustação às cegas <em>ma non troppo</em>. O objetivo nessa degustação foi reunir alguns cortes ao estilo bordales, situados numa mesma faixa de preço. Aproveitando a ocasião convidamos outras três pessoas para participar do encontro (estas desconheciam os rótulos, sabendo apenas que seriam vinhos de uvas bordalesas).</p><p>Quase todos os participantes julgaram o Marques de Casa Concha como superior aos demais, porém com pequena vantagem sobre o Don Nicanor, deixando o Bordeaux fora do páreo. O Marques de Casa Concha foi considerado um vinho mais macio e redondo, já o Don Nicanor destacou-se pela sua paleta aromática mais complexa, enquanto o Chapelle de Potensac ficou rotulado como diluído e pouco intenso. Apesar de previsível, essa degustação deixou claro que o <em>terroir</em> define o estilo desses vinhos, provando que a característica varietal não interfere de maneira decisiva.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/painel1.jpg" alt="Degustação as cegas: Chapelle de Potensac 2004 - Médoc, Marques de Casa Concha e Nieto Senetiner Don Nicanor Blend " width="440" height="256" /></p><h2>Chapelle de Potensac 2004 &#8211; Médoc</h2><p>Segundo vinho do Château Potensac, <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cru_Bourgeois" title="Cru Bourgeois Exceptionnels">Cru Bourgeois Exceptionnel</a> produzido pela família Delon (os mesmos proprietários do <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos-franceses/bordeaux-chateau-leoville-las-cases/" title="Château Léoville Las Cases">Château Léoville Las Cases</a>) sob a AOC Médoc. Aqui não é o lugar mais apropriado para explicar como os vinhos são classificados em Bordeaux, entretanto vale dizer que um Cru Bourgeois pode ser um excelente vinho, como também pode ser apenas um produto para consumo imediato e sem muito brilho e, no caso do Chapelle de Potensac, fica valendo a segunda situação. Cor rubi com transparência bem evidente e lágrimas sem persistência. Aroma pouco intenso de frutas vermelhas, leve madeira com um toque de caramelo. Corpo leve, taninos pouco evidentes e boa acidez, apresentando um bom equilíbrio. Final de boca pouco marcante, deixando uma leve adstringência. Vinho apenas correto, sem brilho.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/bom1.gif" alt="Bom" width="29" height="26" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 12,5%<br
/> <strong>Preço:</strong> Custa em média 10 euros na origem. Aqui ficaria com um preço bem mais elevado.<br
/> <strong>Importadora:</strong> Foi enviado para nós como amostra.</p><h2>Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon 2005</h2><p>Esse tradicional rótulo da Concha y Toro dispensa apresentações. Sempre confiável, apresenta a característica típica do Vale del Maipo, porém o seu preço poderia ser mais baixo. Mostrou cor rubi com pouca transparência. Aroma de frutas negras, além do bem definido caráter herbáceo do Vale del Maipo, que costuma lembrar café, mentol e pimentões grelhados. Bom corpo, com taninos macios, apesar de ainda ser jovem. Final de boca frutado de boa persistência e levemente adocicado.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" width="45" height="26" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$75<br
/> <strong>Importadora:</strong> Expand</p><h2>Nieto Senetiner Don Nicanor Blend 2004</h2><p>Originário dos vinhedos de Vistalba e Agrelo, em Lujan de Cuyo, este interessante assemblage é feito de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot em igual porcentagem. A série Don Nicanor é a terceira na linha da Nieto Senetiner, ainda temos o Cadus e o varietal Bonarda, mesmo assim, mostrou uma boa elegância. Cor rubi com pequena transparência. Aroma de frutas decadentes, lembrando ameixas secas e marmelada, com notas de especiarias doces e carvalho tostado. Corpo médio, apresentando taninos bem integrados e boa acidez. Final de boa persistência, levemente seco.</p><p><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="Muito Bom" width="45" height="26" /><br
/> <strong>Grad. Alcoólica:</strong> 14%<br
/> <strong>Preço:</strong> R$55<br
/> <strong>Importadora:</strong> Porto a Porto / Casa Flora</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/degustacao-as-cegas/vinhos-bordeaux-chile-argentina/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>15</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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