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><channel><title>QVinho - Blog de vinhos e gastronomia &#187; Vinhos</title> <atom:link href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.qvinho.com.br</link> <description>Blog sobre vinhos, gastronomia, cafés especiais e espresso. No QVinho você encontra degustações, harmonizações, receitas e muita opinião. Por Jomar Brustolin e Jackson Brustolin.</description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</lastBuildDate> <language>pt-br</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Champanhe</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/#comments</comments> <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 15:22:11 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[França]]></category> <category><![CDATA[champanhe]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6448</guid> <description><![CDATA[Qualquer pessoa sabe que o champanhe, o vinho original, feito na França na região de mesmo nome, é um produto caro e elitista. Em grandes eventos, é sempre sinônimo de status e pujança econômica. Em comemorações, nada é mais chique do que servir champanhe. Quer impressionar em um encontro romântico? Peça champanhe! Mesmo que o&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
id="attachment_6483" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6483" title="Avenue de Champagne em Epernay - Endereço de maisons famosas" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6648.jpg" alt="Avenue de Champagne em Epernay - Endereço de maisons famosas" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">Avenue de Champagne em Epernay - Endereço de maisons famosas</p></div><p>Qualquer pessoa sabe que o champanhe, o vinho original, feito na França na região de mesmo nome, é um produto caro e elitista. Em grandes eventos, é sempre sinônimo de status e pujança econômica. Em comemorações, nada é mais chique do que servir champanhe. Quer impressionar em um encontro romântico? Peça champanhe! Mesmo que o líquido não agrade a companhia, o preço certamente impressionará. Acho que não existe vinho tão social (e sensual) como o champanhe.</p><p
style="text-align: center;">***</p><p><em>Neste post utilizo o termo Champagne, iniciando em maiúsculo e com &#8220;gn&#8221; para fazer referência a região de origem; champanhe, em minúsculo e com &#8220;nh&#8221; fica reservado para falar sobre o vinho.</em></p><p
style="text-align: center;">***</p><p>Mas será que <a
title="A região de Champagne" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Champagne_%28wine_region%29" target="_blank">Champagne</a> pode ser considerada berço de grandes vinhos? A resposta é óbvia: sim! Em Champagne encontramos todos os elementos chaves para a produção de grandes vinhos, por isso não pense que a fama do champanhe é injustificada. Estive em <a
title="Epernay" href="http://en.wikipedia.org/wiki/%C3%89pernay" target="_blank">Epernay</a>, no coração de Champagne, para aprender sobre o mais famoso (e melhor) vinho borbulhante do mundo.</p><div
id="attachment_6486" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6486" title="Vinhedos em Mesnil-sur-Oger - Um dos mais nobres (e caros) terroirs da França" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6563.jpg" alt="Vinhedos em Mesnil-sur-Oger - Um dos mais nobres (e caros) terroirs da França" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">Vinhedos em Mesnil-sur-Oger - Um dos mais nobres (e caros) terroirs da França</p></div><p>Champagne é a terra das <em><a
title="Lista de casas produtoras de Champagne" href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Champagne_producers" target="_blank">maisons</a></em>, como são chamadas as empresas produtoras de champanhe. Diferentemente de outras regiões da França, onde as <a
title="Appellation d'origine contrôlée" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Appellation_d%27origine_contr%C3%B4l%C3%A9e" target="_blank">AOC´s </a>possuem grande força e conhecimento por parte dos apreciadores, em Champagne são as <em>maisons</em> que gozam de todo o prestígio. <a
title="Le Mesnil-sur-Oger" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Le_Mesnil-sur-Oger" target="_blank">Le Mesnil</a> e <a
title="Ambonnay" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ambonnay" target="_blank">Ambonnay</a> são nomes que não dizem muita coisa para um enófilo, mas são AOC´s de importância similar a <a
title="Montrachet" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Montrachet" target="_blank">Montrachet</a> e <a
title="Romanée-Conti" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Domaine_de_la_Roman%C3%A9e-Conti" target="_blank">Romanée-Conti</a> no universo do champanhe. Esse padrão é típico de Champagne, uma vez que aqui quase todos os vinhos são <em>assemblages</em> (de uvas, safras e vinhedos). A lógica é criar um estilo, e toda casa de Champagne quer ser reconhecida pelo seu estilo, por isso precisam controlar cada detalhe da produção. A ironia é que alguns dos mais raros e caros champanhes não são <em>assemblages</em>, mas sim <em>vintages</em> de um único vinhedo, como a Krug Clos du Mesnil e a S de Salon.</p><div
id="attachment_6487" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6487" title="Le Mesnil" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6637.jpg" alt="Le Mesnil" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">O melhor champanhe é sempre feito com uva de vinhedos Grand Cru.</p></div><p>O grande barato de ir até Epernay é poder provar uma grande quantidade de champanhes a preço justo, mas principalmente conhecer rótulos que não chegam até nós. É bom lembrar que champanhe top nunca é barato, portanto não pense em encontrar &#8220;barganhas&#8221; em Epernay; uma safra recente de S de Salon, Cristal ou Krug não é vendida por menos de 250 euros. Visitar uma <em>maison</em> também é programa obrigatório, a preferida dos turistas é a Moet &amp; Chandon, mas outras casas também oferecem visitas guiada.</p><div
id="attachment_6488" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6488" title="Vilarejo de Mesnil-sur-Oger" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6557.jpg" alt="Vilarejo de Mesnil-sur-Oger" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">O vilarejo de Mesnil-sur-Oger</p></div><p>A minha incursão em Champagne foi para visitar duas <em>maisons</em>, a Salon/Delamotte em Mesnil-sur-Oger e a Deutz em Aÿ, mas também para conhecer a região, visitar os vilarejos e comer sua comida (sempre acompanhada de champanhe). Sobre os dois primeiros produtores falarei em outro post, agora quero deixar as minhas impressões sobre o que vi e provei. Não costumo ter muitas preferências quando o assunto é vinho, tudo é uma questão de momento, companhia e comida, embora eu sempre diga: &#8220;gosto mesmo é de vinho bom!&#8221; Agora, quando o assunto é champanhe, tenho que admitir a minha paixão pelos blanc de blanc. Existe algo de mágico no <em>terroir</em> de Cotê des Blanc, lá a chardonnay encontra condições especiais, é a &#8220;alma&#8221; do melhor vinho espumante do mundo. Que me desculpem os fãs da pinot noir, mas para mim boa parte do encantamento único do champanhe provem das uvas chardonnay dos melhores vinhedos da Cotê des Blanc. A mineralidade e a acidez viva da chardonnay formam o caráter espiritual do melhor champanhe. Não importa a marca, quase todo champanhe de alto nível emprega uma certa quantidade de chardonnay de Avize, Cramant, Oger e Mesnil-sur-Oger, notoriamente as melhores AOC´s da Côte des Blanc. Talvez a única exceção seja o <a
title="Krug Clos d`Ambonnay" href="http://www.agoodnose.com/index.php?action=page&amp;p=champagne">Krug Clos d´Ambonnay</a>, o champanhe mais caro e exclusivo que um &#8220;mero mortal&#8221; pode comprar, feito no estilo blanc de noir com 100% de pinot noir. Não caro leitor, eu não provei a joia da coroa da Krug, afinal não posso dispor de mais de 3 mil dólares numa garrafa de vinho.</p><div
id="attachment_6489" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img
class="size-full wp-image-6489" title="Guy Charlemagne" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/champanhe-6559.jpg" alt="Guy Charlemagne" width="580" height="384" /><p
class="wp-caption-text">A casa Guy Charlemagne em Mesnil-sur-Oger.</p></div><p>Alguns dos melhores champanhes que provei foram blanc de blanc: <strong>S de Salon 1999</strong>, <strong>Amour de Deutz 2003</strong>, <strong>Delamotte Blanc de Blanc 2002,</strong> <strong>Guy Charlemagne Brut Réserve</strong> e <strong>Collard Picard Dom Picard</strong>. Dos três primeiros falarei em outro post, agora é a vez de apresentar o Guy Charlemagne e o Collard Picard. <a
title="Champanhe Guy Charlemagne" href="http://www.champagne-guy-charlemagne.com/" target="_blank">Guy Charlemagne</a> é um pequeno produtor, mas com a sorte de ter um bom pedaço de terra em Mesnil-sur-Oger, um privilégio para poucos. O seu <strong>Réserve Brut</strong> é um blanc de blanc não safrado feito apenas com uvas de Mesnil-sur-Oger. Um belo champanhe, fresco é muito vívido, frutas cítricas dominam no nariz, uma boa presença mineral define o vinho na boca. Por menos de 40 euros, Guy Charlemagne oferece uma ótima opção para quem deseja conhecer as características básicas de um dos grandes <em>terroirs</em> da França. Outro produtor que chamou a minha atenção foi <a
title="Champagne Collard Picard" href="http://www.champagnecollardpicard.fr/" target="_blank">Collard Picard</a>, com o seu delicioso <strong>Dom Picard Blanc de Blanc</strong>. Estabelecido em Villers Sous Chatillon, no Vallée de la Marne, este pequeno produtor também possui vinhedos em Oger e Mesnil-sur-Oger. O Dom Picard Blanc de Blanc é delicioso, tem um estilo leve e refrescante, com aromas de maça verde, flores e brioche. Por 28 euros, não bebi champanhe melhor que a Dom Picard. Para nossa sorte, ainda existem ótimos champanhes a preços competitivos, uma pena esses vinhos não terem importação no Brasil.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/champanhe/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Château Climens 1997</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/chateau-climens-1997/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/chateau-climens-1997/#comments</comments> <pubDate>Thu, 02 Feb 2012 11:00:24 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[França]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6450</guid> <description><![CDATA[Se Sauternes remete obrigatoriamente aos grandes vinhos brancos doces de Bordeaux, um nome é praticamente sinônimo dos vinhos dessa apelação: Château D´Yquem. Sim, o mítico Château, hoje nas mãos do conglomerado LVMH, é uma unanimidade entre os especialistas como o melhor vinho branco doce da França, e também um dos mais caros. Não por acaso&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/chateau-climens-1997/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Chateau_Climens_1997.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-6451" title="Chateau_Climens_1997" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Chateau_Climens_1997-580x388.jpg" alt="" width="580" height="388" /></a></p><p>Se Sauternes remete obrigatoriamente aos grandes vinhos brancos doces de Bordeaux, um nome é praticamente sinônimo dos vinhos dessa apelação: <a
title="Château D´Yquem" href="http://www.yquem.fr/yquem.php?lang=uk" target="_blank">Château D´Yquem</a>. Sim, o mítico Château, hoje nas mãos do conglomerado LVMH, é uma unanimidade entre os especialistas como o melhor vinho branco doce da França, e também um dos mais caros. Não por acaso outros rótulos excelentes de vinhos de Barsac e Sauterners ficam muitas vezes ofuscados diante do célebre vizinho. Até mesmo em rodas de conversa de iniciantes no mundo do vinho, o Château D´Yquem não será um nome estranho. Porém, nesse mesmo grupo, quantos já ouviram falar do Château Rieussec (Barons de Rothschild),<a
title="Denis Dubourdieu" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/denis-dubourdieu-visita-o-brasil-e-apresenta-seus-vinhos/" target="_blank"> Château Doisy-Daëne</a>, <a
title="Château Coutet" href="http://www.chateaucoutet.com/index.php/en/home" target="_blank">Château Coutet</a>, ou mesmo o <a
title="Château Climens" href="http://www.chateau-climens.fr/" target="_blank">Château Climens</a>? Poucos deles, ou talvez ninguém, embora esses vinhos sejam são verdadeiras preciosidades, e cheguem a custar 1/5 do Château D´Yquem. Mas o fato é que boa parte do mercado de Sauternes é dominado pelos <em>wine merchants</em> que trabalham para as grandes Casas de Leilões, e obviamente, o Château D´Yquem é a jóia da coroa. Nesse cenário de especulação, os mercados emergentes da Russia e China, tem um papel fundamental para puxar o preço do vinho para as alturas. Aqui no Brasil, a safra 2005 do Château D´Yquem pode chegar a custar R$6.800,00 a garrafa. Ou seja, apesar do D´Yquem ser realmente extraordinário, se você não é um milionário Russo ou Chinês tire seu cavalo da chuva, e trate de procurar outros rótulos mais acessíveis para meros mortais (categoria a qual eu me incluo).</p><p>Os vinhos do Château Climens não são uma barganha, mas em se tratando de Sauternes já figuram num patamar mais razoável de preços. Lá fora é possível comprar uma garrafa (375ml), de uma safra mais jovem, a partir de U$60. A propriedade de 30 Ha do Château Climens, pertecente desde 1971 a família Lurton, está localizada no ponto mais alto de Barsac, e sem dúvida, é um dos <em>terroir</em> mais nobres da região. Os vinhedos de Semillon possuem uma idade média de 35 anos, com um adensamento de 6.600 plantas/ha, resultando numa produção anual de 30 mil garrafas. O <strong>Château Climens Barsac 1997</strong>, feito 100% a partir uvas Semillon, apresentou um belíssima cor dourada, com um bouquet muito intenso e perfumado, ressaltando notas de abacaxi, casca de laranja, flores brancas e baunilha; sem esquecer da marcante presença da Botritys. Complexo, com boa estrutura na boca, além de um perfeito equilíbrio entre doçura e acidez, garantindo o frescor caraterístico de um bom Sauternes-Barsac.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/excepcional.gif"><img
class="alignnone size-full wp-image-292" title="Excepcional" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/excepcional.gif" alt="" width="77" height="26" /></a></p><p><em>Um vinho extraordinário, marcado por complexidade e muita elegência.</em><br
/> Preço USA: U$ 110,00<br
/> Preço Brasil: R$598 safra 2007 (375ml)- Importadora Grand Cru</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/franca/chateau-climens-1997/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Carmelo Patti Malbec 2005</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/carmelo-patti-malbec-2005/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/carmelo-patti-malbec-2005/#comments</comments> <pubDate>Wed, 14 Dec 2011 16:43:10 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Argentina]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6426</guid> <description><![CDATA[Carmelo Patti foi um dos pioneiros na Argentina no conceito de vinhos de autor. Fundou, em 1998, a sua El Lagar, quando comprou uma pequena bodega localizada em Mayor Drummond, Lujan de Cuyo. Imigrante italiano, Patti trabalhou como enólogo em diversas bodegas mendocinas, incluindo a Nieto Senetiner, até constituir a sua vinícola boutique, voltada a&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/carmelo-patti-malbec-2005/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Foto-Carmelo-Patti-Malbec-2005.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-6428" title="Foto-Carmelo-Patti-Malbec-2005" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Foto-Carmelo-Patti-Malbec-2005-580x388.jpg" alt="" width="580" height="388" /></a></p><p>Carmelo Patti foi um dos pioneiros na Argentina no conceito de vinhos de autor. Fundou, em 1998, a sua <strong>El Lagar</strong>, quando comprou uma pequena bodega localizada em Mayor Drummond, Lujan de Cuyo. Imigrante italiano, Patti trabalhou como enólogo em diversas bodegas mendocinas, incluindo a <a
title="Website Nieto Senetiner" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/nieto-senetiner-qvotr2009/" target="_blank">Nieto Senetiner</a>, até constituir a sua vinícola boutique, voltada a uma produção artesanal e limitada de vinhos de alta qualidade. Seus vinhos são produzidos a partir de uvas de Fincas localizadas em Perdriel e Luján de Cuyo, de vinhedos de baixo rendimento, que dificilmente ultrapassam 9 toneladas/hectare. Até hoje não cheguei a fazer uma visita em sua bodega, mas todos que já fizeram esse tour relatam muito positivamente a experiência, principalmente pela atenção dada pelo anfitrião que faz questão de conduzir os visitantes. Como gosto desse perfil de vinícola, fiquei curioso para provar seus vinhos, e logo tratei de comprar algumas garrafas na minha última viagem a Argentina.</p><p>Coloquei o <strong>Carmelo Patti Malbec 2005</strong> no decanter, e depois de uma hora comecei a degustação. Embora minha expectativa fosse maior, gostei do vinho. Perfil fino, equilibrado, sem exageros de extração e carvalho, como é muito comum nos vinhos argentinos. Mas, sinceramente, espera mais. Para tirar alguns dúvidas, na semana seguinte abri outra garrafa também do Malbec 2005, e o resultado não foi muito melhor. O vinho mostrou uma acidez um pouco acima da média e decaiu significativamente com o passar do tempo na taça. Talvez os vinhos não tenham evoluído bem, e ainda seja preciso provar outras safras e rótulos para ter um veredito sobre o produtor. De qualquer forma, para quem se interessar, aí vai a minha análise com  base na degustação da primeira garrafa. Malbec de cor rubi com transparência. Nariz de intensidade média lembrando ameixas, amoras e cacau; com carvalho já bem integrado. Estrutura mediana, primando pela elegância, com taninos redondos e macios. Fim de boca gostoso, de boa duração e sem exagero de álcool.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/05/muitobom1.gif" alt="" title="Muito Bom" width="45" height="26" class="alignnone size-full wp-image-108" /></a><br
/> <em>Um Malbec gastronômico, sem exageros de extração e álcool, ideal para acompanhar um refeição.</em></p><p>Grad. Alcóolica: 13,5%<br
/> Preço:</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/argentina/carmelo-patti-malbec-2005/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Roberto Voerzio Barolo La Serra 1999</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/roberto-voerzio-barolo-la-serra-1999/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/roberto-voerzio-barolo-la-serra-1999/#comments</comments> <pubDate>Wed, 09 Nov 2011 11:48:57 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Itália]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6404</guid> <description><![CDATA[Se você gosta de vinho italiano e estuda o assunto é muito provável que já tenha escutado esse nome: Roberto Voerzio. Esse produtor de La Morra ganhou status internacional graças ao seu trabalho meticuloso realizado nas vinhas, proporcionando vinhos refinados, ricos e estruturados. Em alguns casos a produtividade chega a 750g de fruto/planta, e o&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/roberto-voerzio-barolo-la-serra-1999/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Barolo-Roberto-Voerzio-La-Serra.jpg"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Barolo-Roberto-Voerzio-La-Serra.jpg" alt="Roberto Voerzio Barolo La Serra 1999" title="Barolo-Roberto-Voerzio-La-Serra" width="600" height="401" class="alignnone size-full wp-image-6405" /></a></p><p>Se você gosta de vinho italiano e estuda o assunto é muito provável que já tenha escutado esse nome: <strong>Roberto Voerzio</strong>. Esse produtor de La Morra ganhou status internacional graças ao seu trabalho meticuloso realizado nas vinhas, proporcionando vinhos refinados, ricos e estruturados. Em alguns casos a produtividade chega a 750g de fruto/planta, e o resultado não poderia ser outro senão vinhos de extrema qualidade, porém com uma produção limitadíssima. Outro segredo, Voerzio tem propriedades localizadas nas áreas mais distintas da Comune La Morra: La Serra, Cerequio, Brunate, Rocche dell’Annunziata, Vecchie Vite dei Capalot e Sarmassa. Embora com uma popularidade menor que Brunate e Cerequio, o vinhedo de La Serra, com uma área total de 14 Ha, possui características muito semelhantes com esses dois crus, um perfume notavelmente intenso e complexo.</p><p>Provei o La Serra 1999 juntamente com outras estrelas do Langhe, <strong>Gaja</strong> e <strong>Domenico Clerico</strong> (<a
href="http://jacksonbrustolin.posterous.com/estrelas-de-barolo" title="Estrelas de Barolo" target="_blank">Leia o post completo</a>). E apesar do páreo ter sido difícil, o Barolo Roberto Voerzio La Serra 1999, para mim foi o vinho da noite! Incrivelmente perfumado e elegante no nariz, com as típicas notas de pétalas de rosas, ameixas, framboesas, leve balsâmico, mineral e cedro. Ao mesmo tempo, muito concentrado, taninos superfinos e macios, com um final frutado e muito persistente. Soberbo!</p><p>Considerado o mais tradicional dos &#8220;modernistas&#8221;, Roberto Voerzio surpreende a cada safra apresentando sempre vinhos fantásticos!</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/excepcional.gif"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/excepcional.gif" alt="" title="Excepcional" width="77" height="26" class="alignnone size-full wp-image-292" /></a></p><p>Grad. Alcoólica: 14,5%</p><p>Preço: U$250(EUA)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/roberto-voerzio-barolo-la-serra-1999/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Viña Almaviva EPU 2008</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-almaviva-epu-2008/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-almaviva-epu-2008/#comments</comments> <pubDate>Thu, 13 Oct 2011 01:03:10 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6093</guid> <description><![CDATA[EPU, na lingua dos índios mapuche, o &#8220;número dois&#8221;. O segundo vinho da Viña Almaviva vem de encontro a tradição dos grandes Château de Bordeaux, de criar rótulos mais acessíveis, aproveitando o prestígio dos seus primeiros vinhos. O Almaviva que nasceu, em 1997, da joint venture da Concha y Toro e a Baronesa Philippine de&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-almaviva-epu-2008/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/DSC0348.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-6095" title="_DSC0348" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/10/DSC0348-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>EPU, na lingua dos índios mapuche, o &#8220;número dois&#8221;. O segundo vinho da <a
title="Viña Almaviva" href="http://www.almavivawinery.com/" target="_blank">Viña Almaviva</a> vem de encontro a tradição dos grandes Château de Bordeaux, de criar rótulos mais acessíveis, aproveitando o prestígio dos seus primeiros vinhos. O Almaviva que nasceu, em 1997, da <em>joint venture</em> da <strong>Concha y Toro</strong> e a <strong>Baronesa Philippine de Rothschild</strong> figura, atualmente, entre os grandes vinhos chilenos. E nada mais natural que a vinícola tivesse um segundo vinho digno de ostentar um nome desse calibre no rótulo, com uma proposta de preço para atingir bolsos menos privilegiados. Embora, R$190 &#8211; preço que o vinho é vendido aqui no Brasil -, esteja longe de ser considerado &#8220;acessível&#8221;.</p><p>Produzido a partir dos mesmos vinhedos do Almaviva, de Puento Alto e Alto Maipo, o EPU 2008 é um corte de Cabernet Sauvignon e Carménère, com a predominância da primeira. Bela cor rubi, com uma certa transparência, o vinho apresentou um nariz de boa intensidade. Frutas negras maduras como cassis e cerejas, baunilha, cacau e pimenta do reino. Na boca é potente, taninos muito firmes, com uma textura macia provavelmente dada pela Carménère. O final também é longo, frutado e doce. Um vinho direto e gostoso de beber, embora falte um pouco de brilho. Também não espere a complexidade e aquele estilo francês dos vinhos como Alamaviva, Don Melchor, Seña, <a
title="Vinhos Errazuriz" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/errazuriz-arboleda-sena-qvotr2009/" target="_blank">Don Maximiano</a>.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif"><img
class="alignnone size-full wp-image-159" title="Excelente" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="" width="61" height="26" /></a><br
/> Grad. Alcoólica: 14%<br
/> Importadora:<br
/> Preço: 22.900 pesos (Chile) / R$190 (wine.com.br)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-almaviva-epu-2008/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Barolo Luigi Einaudi Nei Cannubi 2004</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/barolo-luigi-einaudi-nei-cannubi-2004/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/barolo-luigi-einaudi-nei-cannubi-2004/#comments</comments> <pubDate>Fri, 26 Aug 2011 14:57:46 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Itália]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=6023</guid> <description><![CDATA[Barolo é um daqueles nomes que consegue exprimir como nenhum outro, a alma do vinho italiano. A localidade, situada nas colinas do Langhe, que deu nome a um dos mais emblemáticos vinhos italianos, é o berço da uva Nebbiolo. A fama desse vinho remonta o século XIX, mas foi somente em 1934 que os piemonteses&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/barolo-luigi-einaudi-nei-cannubi-2004/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Barolo-Luigi-Einaldi.jpg"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Barolo-Luigi-Einaldi-580x388.jpg" alt="" title="Barolo-Luigi-Einaldi" width="580" height="388" class="alignnone size-medium wp-image-6423" /></a></p><p>Barolo é um daqueles nomes que consegue exprimir como nenhum outro, a alma do vinho italiano. A localidade, situada nas colinas do Langhe, que deu nome a um dos mais emblemáticos vinhos italianos, é o berço da uva Nebbiolo. A fama desse vinho remonta o século XIX, mas foi somente em 1934 que os piemonteses iniciaram o movimento de proteção dos vinhos com a criação do Consórcio para a Defesa dos Vinhos <strong>Barolo</strong> e <strong>Barbaresco</strong>; e em 1966, com a inclusão como Denominação de Origem Controlada (DOC). O caminho percorrido pelo Barbaresco, seu irmão mais novo, não foi diferente. A evolução qualitativa dos vinhos e o reconhecimento do mercado é um fenômeno relativamente novo, que aconteceu nos últimos 25 anos. Para se ter uma ideia, em 1964, num dos principais vinhedos de Barbaresco, o <strong>Sori San Lorenzo</strong>, as vinhas tinham um papel secundário, disputando espaço com outras culturas, como árvores frutíferas, e até mesmo o pasto para alimentar o gado.  Hoje, o Barbaresco Sorí San Lorenzo Gaja é vendido por cerca de R$ 1.592,00 a garrafa. Nada mal!</p><p>O que muita gente não sabe, é que assim como os `Crus´ na Borgonha, em Barolo e Barbaresco também foram classificados os grandes vinhedos dessa denominação. Em Barolo os vinhedos de Brunate, Cannubi, Sarmassa, Monghisolfo seriam os grandes expoentes; assim como em <a
title="Barbaresco Cascina delle Rose" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/barbaresco-rio-sordo-cascina-delle-rose-1998/" target="_blank">Barbaresco</a>, vinhedos como Asili, San Lorenzo, Rabajà, Montestefano entre outros. Essa vocação de certos vinhedos para produzir vinhos excepcionais já era conhecida de longa data pelos italianos. O prestigio do vinhedo de <strong>Cannubi</strong>, por exemplo, chegou a preceder a própria fama do Barolo. A mais antiga garrafa encontrada no Langhe constava a seguinte inscrição em seu rótulo “Cannubi 1752”. Por isso, para quem quer provar um vinho realmente superior dessa região, não basta escolher um rótulo de um bom produtor da DOCG Barolo ou Barbaresco, fique atento a menção de algum <em>Cru</em>. Nesse caso você terá um forte indicador da qualidade do vinho, e é claro, prepare-se para pagar preços mais altos.</p><p>A <a
title="Website Poderi Luigi Einaudi" href="http://www.poderieinaudi.com/" target="_blank">Poderi Luigi Einaudi</a> tem suas raízes ligadas ao vinho que remontam o ano de 1897, quando a família adquiriu a Cascina San Giacomo em Dogliani. Contudo, em 1997, a compra de uma área de 2,2 Ha no soberbo vinhedo de Cannubi deu um novo impulso a Poderi Luigi Einaudi. Hoje, a vinícola já possuí cerca de 11 vinhedos espalhados em áreas nobres de Dogliani e Barolo, e tem apresentado uma evolução considerável, lançando a cada ano vinhos melhores. Dentro da disputa entre os ditos produtores de Barolo `tradicionalistas´e `modernos´, a Poderi Luigi Einaudi integra o segundo time. Seu Barolo consegue ser mais frutado e acessível mesmo quando jovem (5 anos); muito diferente de alguns <em>Baroli</em> excessivamente tânicos e rustícos, bebíveis somente após 15 anos de amadurecimento.</p><p>O <strong>Barolo Nei Cannubi 2004</strong> apresentou uma bela cor rubi marcada por um halo levemente alaranjado, e lágrimas já sem  pigmentação. Depois de 3 horas no decanter revelou um bouquet incrivelmente perfumado e elegante. Ameixas maduras, cerejas e o característico floral, lembrando pétalas de rosas; carvalho já bem integrado. Um Barolo com excelente concentração e muito estruturado, mas ao mesmo tempo com taninos sedosos e acessíveis, tudo perfeitamente equilibrado. Final longo e delicioso! Um Barolo de grande personalidade, que está fantástico hoje, mas pode suportar perfeitamente muitos anos na garrafa.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/excepcional.gif"><img
class="alignnone size-full wp-image-292" title="Excepcional" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/09/excepcional.gif" alt="" width="77" height="26" /></a><br
/> <em>Não importa a escola de sua preferência, tradicionalistas ou modernos, esse é um exemplar magnífico de Barolo de uma safra excepcional</em></p><p>Grad. Alcoólica: 14%<br
/> Preço: R$280<br
/> Importadora: Porto a Porto / Casa Flora</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/italia/barolo-luigi-einaudi-nei-cannubi-2004/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>Casa Silva Micro Terroir Los Lingues Carmenere 2006</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/#comments</comments> <pubDate>Mon, 01 Aug 2011 01:16:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Jomar</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[Casa Silva]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5944</guid> <description><![CDATA[Confesso que tenho um pé atrás com a uva Carménère, variedade que virou a queridinha das vinícolas chilenas na última década. Na realidade o problema não está na uva, mas sim na ânsia (ou ganância) dos produtores, que viram nesta variedade uma grande sacada de marketing. A Carménère é uma variedade francesa, mas como foi&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/07/micro-terroir.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5972" title="Casa Silva Micro Terroir Los Lingues Carmenere" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/07/micro-terroir-500x331.jpg" alt="Casa Silva Micro Terroir Los Lingues Carmenere" width="500" height="331" /></a></p><p>Confesso que tenho um pé atrás com a uva Carménère, variedade que virou a queridinha das vinícolas chilenas na última década. Na realidade o problema não está na uva, mas sim na ânsia (ou ganância) dos produtores, que viram nesta variedade uma grande sacada de marketing. A Carménère é uma variedade francesa, mas como foi esquecida pelas bandas de lá, os chilenos trataram de se apropriar dela, inundando o mercado com rótulos de qualidade duvidosa, porém imbuídos de um certo charme de exclusividade. Mas e aí, a Carménère do Chile é realmente uma uva de primeira grandeza? Bom, várias vinícolas estão empenhadas em provar o valor da Carménère, geralmente empregada em cortes, mas poucas conseguem um resultado de alto nível com um 100% Carménère. Como bons exemplos, podemos citar o <strong>Carmin de Peumo da Concha y Toro</strong> (91% de Carménère, o resto Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc) e o <a
title="Santa Carolina Herencia" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/">Santa Carolina Herencia</a> (94% de Carménère, o resto Cabernet Sauvingnon e Malbec), que são os melhores vinhos feitos com grandes proporções de Carménère. Ainda temos o <a
title="Clos Apalta" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-casa-lapostolle-clos-apalta/">Clos Apalta</a>, que nas últimas safras contém mais de 60% de Carménère, uma proporção considerável. Mas não existe um 100% Carménère de alto nível? Pois é, todos os grandes vinhos chilenos, aqueles que são vendidos a preços absurdos, são cortes de diferentes variedades de uva. É verdade que a Carménère ganhou espaço nos últimos anos, mas por que a Concha y Toro não tem um Carmin de Peumo e um Carmin de Los Lingues, ambos 100% Carménère? Parece que os chilenos não acreditam muito no &#8220;diferencial de terroir&#8221;, ou melhor dizendo, não acreditam que um Carménère de Los Lingues seja consideravelmente diferente (para a percepção de um consumidor) de outro de Peumo, caso contrário fariam vinhos de vinhedo único, como já é feito na Argentina com inúmeros Malbecs de alto nível.</p><p>O Micro Terroir Los Lingues é um raro exemplar 100% Carménère (pelo menos não descobri informação contrária), feito pela tradicional Casa Silva de Colchagua, vinícola que conta com Mario Geisse como enólogo. Já estivemos na Casa Silva e relatamos nossas impressões <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/qvotr2009-vina-casa-silva/">aqui no blog</a>. Vale ressaltar que a Casa Silva dedicou especial atenção ao Micro Terroir, um projeto ambicioso de mapear cada pedaço do vinhedo de Los Lingues. O site WineAnorak elaborou um<a
title="Casa Silva Micro Terroir" href="http://www.wineanorak.com/chile/vinacasasilva_microterroir.htm" target="_blank"> post completo sobre esse projeto</a>. O Micro Terroir Carménère é considerado por muita gente um dos melhores vinhos feitos com essa variedade, também penso assim, mas acredito que o seu único problema seja o preço. Na faixa de R$250 existem muitas opções de ótimos vinhos, principalmente de Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai; deixando o Micro Terroir Carménère numa situação complicada. Só para exemplificar, no mesmo patamar de preço posso comprar um vinho top do Douro como o <a
title="Douro" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/a-forca-dos-vinhos-do-douro-e-porto/">Quinta do Vale Dona Maria</a>, que oferece um refinamento que a Carménère sozinha nunca terá. A análise visual do Micro Terroir revelou um vinho de cor púrpura escura, mas com certa transparência. Ao nariz é intenso, com aroma de frutas negras maduras, tabaco; notas mentoladas e herbáceas deixam claro a sua origem. Na boca é excelente, super macio, com taninos finos e ótimo equilíbrio entre acidez e álcool. Bom final de boca, embora pudesse ser mais longo. É bem chileno ao nariz, sem nenhuma surpresa, mas na boca mostrou-se bem acima da média, convencendo com sua textura sedosa e suculenta. O Micro Terroir é bem gostoso de beber, mas definitivamente não tem um refinamento aromático para elevar o status da Carménère.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif"><img
class="alignnone size-full wp-image-159" title="Excelente" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="" width="61" height="26" /></a><br
/> Importadora: Vinhos do Mundo<br
/> Preço: R$260<br
/> Grad. Alcóolica: 14,5%</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/casa-silva-micro-terroir-carmenere-2006/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>T.H. Carignan Undurraga 2009</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/t-h-carignan-undurraga-2009/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/t-h-carignan-undurraga-2009/#comments</comments> <pubDate>Mon, 11 Jul 2011 01:46:58 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[o.fournier]]></category> <category><![CDATA[Santa Carolina]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5932</guid> <description><![CDATA[No últimos tempos tive a oportunidade de provar uma série de rótulos chilenos de Carignan. E de modo geral, posso afirmar que a qualidade desses vinhos está realmente surpreendente. No último evento da ViniVinci provei com exclusividade um dos mais recentes vinhos da linha premium de José Manuel Ortega Fournier, O. Fournier Maule 2008 (R$248),&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/t-h-carignan-undurraga-2009/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/07/TH-Undurraga1.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5936" title="TH-Undurraga" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/07/TH-Undurraga1-500x331.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a></p><p>No últimos tempos tive a oportunidade de provar uma série de rótulos chilenos de Carignan. E de modo geral, posso afirmar que a qualidade desses vinhos está realmente surpreendente. No último evento da ViniVinci provei com exclusividade um dos mais recentes vinhos da linha <em>premium</em> de José Manuel Ortega Fournier, <strong>O. Fournier Maule 2008</strong> (R$248), e confesso que fiquei impressionado. Um vinho único, rico, com todos os predicados de um grande vinho, simplesmente fabuloso! E como se não bastasse, também encontramos Carignan deliciosos em faixas de preço mais acessíveis, como é o caso do <a
title="Post Sant Ema" href="http://www.qvinho.com.br/enoeventos/amplus-de-vina-santa-ema/" target="_blank">Santa Ema Carignan</a> (R$110), ou mesmo o <em>bestby</em> <a
title="Post Santa Carolina" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/" target="_blank">Santa Carolina Specialties Dry Farming Carignan 2008 </a>(R$55).</p><p>Embora tenha chegado ao Chile em meados do século XX, a Carignan figurou durante muitos anos na mais completa obscuridade, sendo utilizada apenas para dar mais cor e acidez em outros vinhos. Na DO Maule encontramos grande parte dos vinhedos da Carignan, que chegam a ter 50 anos ou até 80 anos de idade. Os vinhedos velhos, não irrigados, estão plantados em solos pobres e manejados pelo sistema Gobelet, como arbustos; e o resultado é a baixa produtividade (cerca de 6 mil Kg/Ha ou até menos) de uma cepa que é naturalmente muito exuberante e produtiva. Vale ressaltar que é exatamente a idade dos vinhedos, um dos grandes trunfos dessa nova geração de vinhos Carignan, que apresenta vinhos muito finos e profundos. Longe da monotonia que muitos vinhos se transformaram -mascarados pela madeira e incapazes de mostrar os nuances do solo e do clima de onde foram produzidos -, os novos vinhos de Carignan representam renovação. E por mais paradoxal que isso pareça, a renovação vem de vinhedos muito velhos que estavam abandonados e produzindo vinhos medíocres.</p><p>A <a
title="Website Undurraga" href="http://www.undurraga.cl/" target="_blank">Viña Undurraga</a> &#8211; com mais de 120 anos, umas pioneiras da vitinicultura no Chile &#8211; integra um pequeno grupo de vinícolas chilenas que estão trabalhando em prol do desenvolvimento da uva Carignan no Vale do Maule. O enólogo <strong>Rafael Urrejola</strong> faz parte do time dos defensores desse projeto, e a sua linha de rótulos T.H (Terroir Hunter), nasceu de uma busca dos microterroir que melhor representam a diversidade chilena. É o caso do <strong>TH Carignan</strong>, um vinho de produção limitada (1.010 caixas), obtido de uvas de vinhedos velhos de pequenos quartéis de duas zonas no Maule, sendo uma delas um pouco mais fresca, Locomilla (58%) e outra mais quente, Cauquenes (42%); onde 60% do vinho estagia por 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Cor violácea viva, com certa transparência, o TH Carignan revelou um bouquet perfumado e de boa intensidade, marcado por frutas frescas com cerejas e amoras, algo floral, além de notas de cedro e baunilha. Sem dúvida uma ótima integração com a madeira. Na boca mostrou boa estrutura, taninos finos e redondos, além da acidez marcante e típica da Carignan. Um vinho equilibrado, de final persistente e delicioso.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif"><img
src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2007/06/excelente.gif" alt="" title="Excelente" width="61" height="26" class="alignnone size-full wp-image-159" /></a><br
/> Importadora: Mr. Mann<br
/> Preço: R$78<br
/> Grad. Alcóolica: 14,5%</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/t-h-carignan-undurraga-2009/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Os vinhos da Santa Carolina</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/#comments</comments> <pubDate>Tue, 24 May 2011 11:59:02 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Chile]]></category> <category><![CDATA[Santa Carolina]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5840</guid> <description><![CDATA[No meu último post sobre a visita que fiz a Viña Santa Carolina, comentei em linhas gerais, sobre os novos projetos da vinícola. Em especial, na Finca Santa Isabel, no Vale de Casablanca, conhecemos de perto a mais recente empreitada: 12 Ha de vinhedos de Pinot Noir e Syrah plantados nas encostas das colinas. O&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>No meu <a
title="Post Viña Santa Carolina" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/vina-santa-carolina-aposta-na-renovacao/" target="_blank">último post</a> sobre a visita que fiz a Viña Santa Carolina, comentei em linhas gerais, sobre os novos projetos da vinícola. Em especial, na Finca Santa Isabel, no Vale de Casablanca, conhecemos de perto a mais recente empreitada: 12 Ha de vinhedos de Pinot Noir e Syrah plantados nas encostas das colinas. O que credencia a nova aposta são os anos de experiência adquirida neste terreno; a Viña Casablanca foi uma das pioneiras a plantar vinhedos nessa região, já no início dos anos 90. Por isso, as expectativas da enóloga <strong>Ximena Pacheco</strong>, são as melhores possíveis.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/14042011-_DSC0138.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5853" title="Finca Santa Isabel" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/14042011-_DSC0138-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><p>O clima e o solo do Vale de Casablanca não foram promissores apenas para as uvas brancas como Sauvignon Blanc e Chardonnay, os tintos de zona fria mostraram o seu valor. Com o tempo percebeu-se que vinhos como Syrah, Merlot e Pinot Noir apresentavam características muito particulares, e significativamente diferentes, desses mesmos varietais plantados em regiões mais quentes. Quando você compara os rótulos da Viña Casablanca com outros como a Santa Caroliana Reserva e Reserva da Família é fácil notar as diferenças. A linha <strong>Specialties</strong>, que foi lançada recentemente, é outra iniciativa de explorar diferentes <em>terroir</em> chilenos que merece destaque.  Os vinhos de Sauvignon Blanc (San Antonio), Malbec (Cachapoal), Chardonnay (Limary), Syrah (Maipo Costa), Carignan (Cauquenes) representam muito bem as características dessas regiões. Separei algumas das anotações dos vinhos que provei durante essa viagem.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/14042011-_DSC0240.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5854" title="Vinhedos no Vale de Casablanca" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/14042011-_DSC0240-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p><h2>Santa Carolina Specialties Ocean Side Sauvignon Blanc 2009 &#8211; R$55</h2><p>A partir das uvas de vinhedos do Vale de San Antonio, muito próximo da costa do Pacífico, nasce esse delicioso Sauvignon Blanc. As características desse vinho são muito marcadas pela influência marítima. Brisas frias pela manhã e tardes muito ensolaradas e quentes, juntamente com o solo rochoso, constituem uma combinação ideal para concentração de aromas e sabores da uva. Fiquei surpreso com a qualidade do vinho, principalmente por ser tratar da primeira safra que chegou ao mercado. Nariz de boa intensidade, muito fresco, com um primeiro ataque herbáceo, frutas cítricas e um toque mineral. Na boca tem uma estrutura razoável, ótima acidez e um final duradouro. Um vinho equilibrado, delicioso; perfil mineral, muito diferente, por exemplo, do Nimbus Sauvignon Blanc que é de Casablanca.</p><h2>Santa Carolina Specialties Dry Farming Carignan 2008 &#8211; R$55</h2><p>Localizado a cerca de 300km ao sul de Santiago, Cauquenes está situada no sudoeste do Vale do Maule, região conhecida por sua grande extensão de vinhedos, e que nos últimos tempos, ganhou projeção graças a seus excelentes Carignan. A Santa Carolina foi buscar em vinhedos de 80 anos de idade, não irrigados, a matéria prima para o seu novo rótulo da Specialties. Bouquet elegante, evoluiu muito com passar do tempo na taça; notas de mirtilo, amoras, além de um toque floral e de baunilha. Na boca uma bela estrutura, taninos firmes, ainda com uma certa adstringência. Acidez presente e um final frutado e persistente. Um Carignan delicioso!</p><h2>Santa Carolina Reserva de Família Carmenère 2008 &#8211; R$70</h2><p>Proveniente de uvas de dois vinhedos (Peumo e Los Lingues), esse vinho com predominância de Carmenére (86%), leva ainda 8% de Cabernet Sauvignon e 6% de Petit Verdot. Sem custar os olhos da cara como alguns tops Carmenères chilenos, ou como seu irmão mais ilustre (Herência), o Reserva de Família é simplesmente delicioso. Cor púrpura, muito denso, com um perfume intenso de frutas negras maduras, mescladas com notas de café, pimentão, tostado e especiarias. Na boca, é um vinho estruturado, caloroso, com taninos de ótima qualidade, mas que ainda precisam de mais um tempo para amaciar. O vinho tem um excelente conjunto, final persistente e especiado.</p><h2>Casablanca Nimbus Chardonnay 2009 &#8211; R$65</h2><p>Do Vale de Casablanca vem esse gostoso e fresco Chardonnay. Um vinho que reflete exuberância de frutas tropicais, como pêssego, abacaxi e damasco, com leve toque de baunilha e notas amanteigadas; mas sem exageros, tudo bem integrado com a fruta. Um Chardonnay redondo, cremoso e com boa acidez, muito balanceado e delicioso de beber.</p><h2>Casablanca Nimbus Syrah 2008 &#8211; R$65</h2><p>Um Syrah que tem origem nas parcelas mais frias do Vale de Casablanca, onde as uvas são colhidas praticamente no final de maio. Escuro, com muita matéria corante, esse Syrah apresentou um nariz muito elegante e perfumado. Boa complexidade, ressaltando frutas negras maduras como cerejas e ameixas, acompanhadas de notas de pimenta e especiarias, aportadas pelos 12 meses de estagio em carvalho francês. Um vinho encorpado, com taninos firmes, acidez presente que fecham um ótimo conjunto.</p><h2>Santa Carolina Herencia 2007 &#8211; R$430</h2><p>Uma palavra pode resumir bem esse vinho: fantástico! O Herencia, sem dúvida, é um dos grandes vinhos chilenos. Não digo isso comparando somente com outros Carmenères, mas entre todos os grandes rótulos chilenos. É um vinho superlativo em todos os sentidos, seja pela sua complexidade, seja pela sua fineza, que fazem você duvidar que está bebendo um Carmenère. O vinho, um tributo aos 130 anos da Viña Santa Carolina, leva predominantemente Carmenère (94%), além de um toque de Malbec (1%) e Cabernet Sauvignon (5%). Como não poderia ser diferente, 84% da Carmenère é obtida dos melhores <em>terroir</em> do Chile para essa casta; vinhedos de aproximadamente 15 anos, com baixa produtividade, em La Rinconada Estate, Peumo e Los Lingues em Alto Colchagua. Bouquet muito fino e perfumado, em destaque frutas maduras como ameixas, amoras, cacau e tabaco, além de um delicioso floral e um sutil toque tostado do carvalho. Na boca é um vinho volumoso, marcado por taninos muito finos e sedosos; com um final untuoso, longo e frutado. Um Carmenère jovem, fantástico para beber hoje, mas que poderá melhor muito nos próximos 5 anos.</p><p><em>Importadora: Porto a Porto / Casa Flora</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/chile/os-vinhos-da-santa-carolina/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>A força dos vinhos do Douro e Porto</title><link>http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/a-forca-dos-vinhos-do-douro-e-porto/</link> <comments>http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/a-forca-dos-vinhos-do-douro-e-porto/#comments</comments> <pubDate>Fri, 13 May 2011 03:23:18 +0000</pubDate> <dc:creator>Jackson</dc:creator> <category><![CDATA[Portugal]]></category> <category><![CDATA[IVDP]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.qvinho.com.br/?p=5787</guid> <description><![CDATA[Não é difícil perceber a evolução e o espaço que os vinhos portugueses vem ganhando nos últimos anos no mercado brasileiro. A cada ano, eventos como a grande prova dos vinhos do Douro e Porto (promovida pelo IVDP), que aconteceu no último dia 03 de maio em Curitiba, apresentam um pouco a dimensão e o&#8230; <a
href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/a-forca-dos-vinhos-do-douro-e-porto/">[Leia Mais]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Não é difícil perceber a evolução e o espaço que os vinhos portugueses vem ganhando nos últimos anos no mercado brasileiro. A cada ano, eventos como a grande prova dos vinhos do Douro e Porto (promovida pelo IVDP), que aconteceu no último dia 03 de maio em Curitiba, apresentam um pouco a dimensão e o potencial desses vinhos. Só para se ter uma ideia, no ano de 2010 foram exportadas para o Brasil mais de 2,7 milhões de garrafas de vinhos com Denominação de Origem Porto e Douro; com um crescimento em relação a 2009, de cerca de 30% em quantidade dos vinhos do Porto e de 14,6% para os vinhos DOC Douro. Para os Vinhos do Porto o resultado foi o melhor dos últimos 60 anos, totalizando um volume de negócios de 5 milhões de euros; ao mesmo tempo, o Brasil já é o 3º mercado para os vinhos DOC Douro. Este ano a grande prova organizada pelo IVDP contou com a  presença de mais de 60 marcas, 30 importadoras brasileiras e mais de 250 vinhos. O Presidente do IVDP, <strong>Luciano Vilhena Pereira</strong> e o enólogo <a
title="Post Cristiano Van Zeller" href="http://www.qvinho.com.br/variedades/entrevistas/encontro-mistral-2008-cristiano-van-zeller/" target="_blank">Cristiano Van Zeller</a> também conduziram uma prova técnica com os vinhos do Douro das safras 2007 e 2008.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ivdp2011.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5798" title="Cristiano_ivdp2011" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ivdp2011-500x331.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a></p><p>Sem dúvida foi muito interessante comparar o estilo de duas grandes safras; a exuberância e a potência de 2007, que produziu os fantásticos Portos Vintage 2007; e o frescor e elegância da safra 2008. Particularmente me agradou muito os vinhos DOC Douro da safra 2008, pelo caráter mais delicado, marcado por uma fruta mais fresca e uma acidez viva, quando comparada a safra 2007. Claro, tudo é uma questão de gosto, mas a recomendação é provar um pouco de cada ano e tirar as suas próprias conclusões.</p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ivdp2011-segundo-dia.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5820" title="ivdp2011-segundo-dia" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ivdp2011-segundo-dia-500x331.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a></p><h2>Domingos Alves de Souza Abandonado 2007 &#8211; R$400</h2><p>Pertencente a uma tradicional familia de vitivinicultores de Portugal, Domingos Alves de Souza é o nome que está por trás dos vinhos da Quinta da Gaivosa,  Quinta do Vale da Raposa e, mais recentemente de rótulos como a &#8220;vinha do Abandonado&#8221;. Como o próprio o nome diz, o vinho foi produzido a partir de um vinhedo com mais de 80 anos que passou muito tempo esquecido, mas que foi recuperado e isolado para confecção de um vinho único. Logo ao debutar na safra de 2004 o vinho conquistou a crítica internacional, embora a pequena produção e o preço na alturas deixe o vinho restrito ao consumo de poucos. O Abandonado 2007 é um vinho marcado pela exuberância. Nariz incrivelmente perfumado com destaque para frutas negras supermaduras, compota, especiarias doces como baunilha e um leve tostado. Na boca é potente, concentrado, com taninos maduros e um final seco e muito longo. Achei que o Abandonado 2007 faz um estilo um pouco mais pesadão, quando comparado as safras anteriores.</p><p><em>Importadora: Decanter </em></p><h2>Quinta do Noval Douro 2008 &#8211; R$390</h2><p>Emblemática Quinta localizada na localidade do Pinhão, reconhecida por seus incríveis Portos. Até 1993 a Quinta do Noval pertenceu a familia Van Zeller, que vendeu os 145 Ha da propriedade, juntamente com seu valioso acervo de vinhos para o Grupo AXA Millésimes, que também controla marcas como Château Pichon-Longueville, Château Petit-Village e Château Suduiraut. O Quinta do Noval Douro é resultado de um blend de 50% Touriga Nacional, 40% Touriga Franca de 10% Tinto Cão, de vinhas de 25 anos de idade. Bouquet classudo, com ótimo frescor e complexidade; mesclando muito bem frutas maduras como ameixas e cerejas, cacau, com as notas especiadas aportadas pelo carvalho. Sem falar no característico toque mineral, comum aos rótulos da Noval. Um vinho encorpado, marcado por taninos firmes e de excelente qualidade; acidez vibrante e um final longo e delicioso! Ainda jovem, o Noval Douro 2008 poderá evoluir muito bem nos próximos 10 anos.</p><p><em>Importadora: Grand Cru</em></p><h2>Quinta do Vale Dona Maria Douro 2008 &#8211; R$239</h2><p>Depois da venda da Quinta do Noval, Cristiano Van Zeller esteve a frente como enólogo de uma série de bem sucedidos projetos, tanto em parceria com outros renomados colegas quanto em vôos solos. Quinta do Vale da Mina, Quinta do Vale Dona Maria e Van Zellers são alguns dos projetos que exprimem bem o talento desse enólogo. Sou fã confesso dos vinhos da Quinta do V. Dona Maria; e o que dizer de um rótulo como  o CV Curricum Vitae Douro 2008?! Simplesmente fantástico! Em seu estilo são vinhos que conseguem conciliar concentração e potência, sem abrir mão da elegância. O Quinta do Vale Dona Maria 2008 foi produzido a partir de um vinhedo velho onde estão plantadas 41 variedades de uvas. Logo ao primeiro contato revelou um delicioso perfume, com um perfil delicado, e rico em notas frutas frescas como ameixas negras, framboesas e um fundo mineral. Na boca mostra força, com taninos macios, e um final frutado e persistente. Um vinho equilibrado, mais acessível nesse momento que o CV Curricum Vitae Douro 2008, mas que poderá evoluir muito dentro de mais alguns anos.</p><p><em>Importadora: Vinho sul</em></p><h2>Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006 &#8211; R$110</h2><p>Difícil não se encantar com a exuberância desse belo exemplar de Touriga Nacional. Assim como outros rótulos da casa como o Douro DOC e o Quinta do Vallado Field Blend Reserva, esse vinho representa bem a expressão dessa casta. Produzido com uvas obtidas de um vinhedo plantado em 1994, e passagem de 20 meses em barricas de carvalho francês (40% novas e 60% de segundo uso), o Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006 apresentou uma excelente concentração de fruta e intensidade aromática. Negro com reflexos violáceos; o Vallado revelou um bouquet de frutas vermelhas, além do característico toque floral. Um vinho robusto, mas ao mesmo tempo com taninos finos e doces, muito bem balanceado com a madeira e o álcool. Final de boca prolongado, marcado por uma agradável sensação de doçura e maciez. Não é um vinho barato, contudo, pelo que ele oferece, constitui uma das melhores opções para quem gosta dessa varietal.</p><p><em>Importadora: Cantu</em></p><h2>Tons Duorum 2009</h2><p>A união de profissionais do calibre de João Portugal Ramos e de José Maria Soares Franco – que para quem não conhece foi o enólogo da Soagrape durante três décadas e esteve a frente da produção de vinhos ícones como o Barca Velha &#8211; resultou num projeto fantástico no Douro chamado de Duorum. Já comentamos aqui sobre o excepcional <a
title="Post Duorum" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/duorum/" target="_blank">Porto Vintage 2007 e o Douro Reserva 2007</a>, mas agora chegou a vez desse novato, o Tons 2009. Um vinho de ótima relação qualidade/preço, para ser bebido jovem. Com uma composição que leva 50% Touriga Franca, 30% Touriga Nacional e 20% Tinta Roriz; com uma leve passagem de 6 meses em barricas usadas de carvalho francês e americano, o Tons 2009 agrada pela sua fruta limpa e frescor. Nariz perfumado e direto, muito frutado; notas de frutas vermelhas sem interferência excessiva de madeira. Estrutura mediana, acidez presente e um final de boa duração. Um vinho delicioso e muito fácil de beber.</p><p><em>Importadora: Porto a Porto / Casa Flora</em></p><p><strong>Também recomendamos:</strong></p><p><a
href="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ivdp2011-Oscars.jpg"><img
class="alignnone size-medium wp-image-5825" title="ivdp2011-Oscars" src="http://www.qvinho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ivdp2011-Oscars-500x331.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a></p><p>O <a
title="Post Degustação Quinta do Soque" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/douro-e-porto-ivdp-2010/" target="_blank">Quinta do Soque 2007</a> (R$190 &#8211; Ana Import) da DFE, produzido a partir de vinhas velhas, (já comentamos sobre ele no <a
title="Quinta do Soque" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/douro-e-porto-ivdp-2010/" target="_blank">evento da edição de 2010</a>). Outro produtor que merece atenção é  <a
title="Website Quevedo Porto Wine" href="http://quevedoportwine.com/pt" target="_blank">Oscar Quevedo</a>, que apresentou além dos seus vinhos Porto, a linha de rótulos Oscar´s. Como o próprio Quevedo bem definiu, são vinhos com uma proposta jovem e divertida, para serem bebidos de forma descompromissada. De fato, os vinhos possuem uma ótima pegada de fruta, e são muito fáceis de serem apreciados. Oscar ainda está em busca de um parceiro aqui no Brasil para distribuir seus vinhos. Esperamos poder encontrar seus rótulos em breve, e com preços acessíveis, já que essa é a ideia do produtor.</p><p>Em relação aos vinhos do Porto, vale a pena provar o extraordinário <a
title="Website JH Andresen" href="http://www.jhandresen.com/" target="_blank">JH Andresen White 10 Anos</a> (Lusovini). Muito aromático e fresco, ainda mais delicado que muitos Tawny 10 Anos, esse Porto confeccionado com uvas brancas é ideal para acompanhar um queijo azul, frutas secas e sobremesas. Na linha dos Porto Tawny, o <strong>Oflley Tawny 10 Anos</strong> (R$110 &#8211; Zahil) e o <strong>Niepoort Tawny 10 Anos</strong> (R$161 &#8211; Mistral) são duas excelentes alternativas. Se o orçamento for mais alto, o <a
title="Post Degustação Porto Vintage 2007" href="http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/melhores-porto-vintage-2007/" target="_blank">Duorum Vintage 2007</a> (R$220 &#8211; Porto a Porto / Casa Flora) é uma escolha para não errar. Um Porto robusto, como poderia se esperar de um vintage 2007, porém está delicioso hoje, e conta com um fantástico potencial de guarda.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.qvinho.com.br/vinhos/portugal/a-forca-dos-vinhos-do-douro-e-porto/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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