Descobrindo o Vinho Verde

Anúncio para a campanha de divulgação dos Vinhos VerdesDivulgar e revitalizar a imagem dos Vinhos Verdes, essa foi a temática dos eventos realizados nos dias 6 e 8, respectivamente, em Salvador e São Paulo. Os encontros foram patrocinados pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, pela União Européia e Portugal. Que diga-se de passagem, estão realizando um agressivo trabalho de marketing e posicionamento da Denominação de Origem (DO) “Vinho Verde”. A convite da comissão estive no encontro realizado em São Paulo, no espaço Villa Noah Embratel, e agora, os leitores do QVinho poderão conhecer e atualizar-se um pouco mais sobre os vinhos dessa região. Para os menos familiarizados com os aspectos legais e técnicos é preciso esclarecer que o Vinho Verde é uma Denominação de Origem assim como Champagne, Cognac, Barolo, Chianti, Porto entre outras. A Região Demarcada dos Vinhos Verdes (RDVV) que se estende por todo o noroeste de Portugal, numa área de clima ameno conhecida como “Entre-Douro-e-Minho”, é uma das mais antigas do país e, foi originariamente demarcada em 1908. Ao contrário de outras zonas produtoras, a região dos Vinhos Verdes é fundamentalmente dominada por minifúndios, ocupando uma área de 34.000 hectares, ou seja, cerca de 15% da área de vinhedos de Portugal. Os mais de 30 mil viticultores e 600 engarrafadores respondem por uma produção de 92 milhões de litros/ano, além do que, a região é líder em vinhos brancos em Portugal.
Feito esse parênteses, podemos voltar aos acontecimentos do evento. Logo pela manhã foi realizado um seminário conduzido pelo enólogo António Cerdeira apresentando as principais características do Vinho Verde, seguido de uma degustação de seis rótulos de brancos. Dentre os vinhos que participaram da prova estavam: Gatão (Vinhos Borges), Plaínas (Casa Santa Eulália), Condes Barcelos (Adega de Barcelos), Quinta da Aveleda (Aveleda), Afrós Loureiro (Casal do Paço Padreiro) e Deu la Deu (Adega de Monção). Na seqüência os convidados puderam degustar e conhecer outros rótulos (brancos, tintos e espumantes) de cinco produtores que estavam presentes no evento. É uma pena que tão poucos produtores tenham participado, já que era uma boa oportunidade para marcas menos conhecidas exporem seus produtos. Quem sabe em futuros eventos não teremos um quorum maior de produtores ou até mesmo a inclusão novas capitais no circuito de apresentações? Para finalizar o encontro, um agradável almoço acompanhado dos refrescantes Vinhos Verdes. Quer combinação melhor que essa para um típico dia quente de primavera?

Selo de garantia do Vinho Verde

A prova dos vinhos mostrou toda vocação dessa região para os vinhos brancos fáceis de beber. Leve, aromático, com muito frescor dado pela sua acidez viva e pouco alcoólico, o Vinho Verde é ideal para ser consumido em regiões quentes, seja como aperitivo ou para harmonizar com mariscos, ostras, vongole (ver receita do QVinho), peixes (linguado e robalo), saladas e carnes de aves. Isso não quer dizer que a região não produza grandes vinhos, dignos de abocanhar prêmios e superar a almejada barreira dos 90 pontos concedidos pelas bíblias do setor. Claro, existem excelentes produtores desenvolvendo um magnífico trabalho, principalmente com a casta Alvarinho. O resultado são vinhos mais encorpados, aromaticamente intensos e complexos; em alguns casos existe um leve estágio em carvalho, coisa não muito comum para a maioria dos Vinhos Verdes. Mas, o que há de errado com os vinhos leves, refrescantes, acessíveis (inclusive financeiramente), que podem acompanhar muito bem inúmeros pratos do dia-a-dia? De minha parte, não entendo porque muita gente ainda padece de um certo complexo de inferioridade, quer seja para produzir ou vender esse tipo de vinho. Para muitas delas, vinho bom é aquele de competição: mais estruturado, intenso, alcoólico e, de preferência com passagem pelo carvalho. Acredito que o grande mérito dessa apresentação e de todo o trabalho de divulgação realizado pela comissão esteja exatamente no foco dos pontos fortes do Vinho Verde, sem falsas promessas. A aposta dos produtores nas castas autóctones como a Alvarinho, a Arinto, a Azal, a Loureiro e a Trajadura, sem se deixar influenciar por modismos, é outro ponto positivo. Um brinde à diversidade e à tipicidade do Vinho Verde!

  • edite azenha

    parilho a opinião da florinda um vinho verde com frutos do mar vai muito bem … e se for junto ao mar? UHAU!!!

  • Claudia

    Gostaria de saber se o vinho verde casa bem com o bacalhau a gomes de sá?

  • maria eugenia rocha

    Bom dia Jackson! Parabéns pela iniciativa de dissertar sobre o vinho verde, ainda bastante desconhecido em Brasil. Sou brasileira, casada com um portugues de Viana do Castelo, onde a região é prestigiada pelo bom vinho verde, além de maduros também.Gostaria muito de receber notícias de eventos sobre vinho, principalmente sobre o verde. Desde já obrigada. Abraços!

  • rolando barbosa

    se gostam de um bom Vinho Verde, voces tem de provar a casta que neste momento ganha as medalhas na europa, tanto em França como na Belgica, certamente por ter qualidade, falo em Vinhos Verdes AVESSO, uma casta nova.

  • marcos

    Em media qunto custa uma garrafa de vinho verde.

  • luisa

    Boa tarde!

    tenho lido e reparado que o consumo de vinho verde tem aumentado! O que é bom! Mas qual a razão? moda?

    agradeço algum esclarecimento.

    Luisa!

  • Maria Cecilia de Almeida

    Quero saber o que é vinho verde. Porque vinho verde. Eu gosto de vinho, mas não conheço quase nada.

    Se possivel , me esclareç alguma coisa.

    Obrigada

  • Florinda

    Concordo com a matéria. Adoro um bom vinho verde acompanhando frutos do mar.